terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O INIMIGO DO VERDADEIRO NATAL

A HISTÓRIA DO “PAPAI NOEL”
Seu nome era Nicolau nasceu no século 3, em Patras, na Grécia. Quando seus pais morreram, ele doou todos os seus bens e optou pela vida religiosa. Com apenas 19 anos, foi ordenado sacerdote e logo tornou-se arcebispo de Mira. Dizia-se que na cidade em que ele nasceu viviam três irmãs que não podiam se casar por não ter dinheiro para o dote. O pai das meninas resolveu, então, vendê-las conforme fossem atingindo a idade adulta. Quando a primeira ia ser vendida, Nicolau soube do que estava acontecendo e, em segredo, jogou através da janela uma bolsa cheia de moedas de ouro, que foi cair numa meia posta para secar na chaminé. A mesma coisa aconteceu quando chegou a vez da segunda. O pai, afim de descobrir o que estava acontecendo, permaneceu espiando a noite toda. Ele então reconheceu Nicolau, e pregou sua generosidade a todo o mundo. A fama de generoso do bom velhinho, que foi considerado santo pela Igreja Católica, transcendeu sua região, e as pessoas começaram a atribuir a ele todo tipo de milagres e lendas. 
Em meados do século 13, a comemoração do dia de São Nicolau passou da primavera para o dia 6 de dezembro, e sua figura foi relacionada com as crianças, a quem deixava presentes vestido de bispo e montado em burro. Na época da Contra-reforma, a Igreja católica propôs que São Nicolau passasse a entregar os presentes no dia 25 de dezembro, tal como fazia o Menino Jesus, segundo a tradição destes tempos.
 Os holandeses, no século 17, levaram para os Estados Unidos a tradição de presentear as crianças usando a lenda de São Nicolau - a quem eles chamavam Sinter Klaas. Os verdadeiros impulsores do mito de Santa Claus - nome que o Papai Noel recebeu nos Estados Unidos - foram dois escritores de Nova York. O primeiro, Washington Irving, escreveu em 1809 um livro em que São Nicolau já não usava a vestimenta de bispo, transformando-o em um personagem bonachão e bondoso, que montava um cavalo voador e jogava presentes pelas chaminés. Em 1823, um poema de um professor universitário, Clement C. Moore, enalteceu a aura mágica que Irving havia criado para a personagem, trocando o cavalo branco por renas que puxavam um trenó.
Ao longo do século 19, Santa Claus foi representado de muitas maneiras. Ele teve diferentes tamanhos, vestimentas e expressões, desde um gnomo jovial até um homem maduro de aspecto severo. Em 1862, o desenhista norte-americano de origem alemã Thomas Nast realizou a primeira ilustração de Santa Claus descendo por uma chaminé, embora ainda tivesse o tamanho de um duende. Pouco a pouco ele começa a ficar mais alto e barrigudo, ganhar barba e bigode brancos e a aparecer no Pólo Norte.
O atual Papai Noel, de roupa vermelha e saco às costas, nasceu nos Estados Unidos, na metade do século XIX, como um São Nicolau sob a forma de um gnomo ou duende e, logo em seguida foi transformado em um simpático velhinho. Ele é introduzido na Europa depois da Primeira Guerra Mundial e se impõe pouco a pouco pela pressão comercial.
O símbolo de Santa Claus foi logo utilizado pela publicidade comercial. Em 1931, a Coca-Cola encomendou ao artista Habdon Sundblom a remodelação do Santa Claus de Nast para torná-lo ainda mais próximo. Sundblom se inspirou em um vendedor aposentado e assim nasceu - de uma propaganda da Coca-Cola! - o Papai Noel que a gente conhece.

Os “atributos” do Papai Noel:
a) Onisciência – Conhece cada criança e seu comportamento. E poderosamente conhece o pedido de cada uma.
b) Onipresença – Numa única hora, consegue estar em todos os lugares, na difícil missão de descer pela chaminé e deixar o presente.
c) Onipotência – Tem poder para Julgar , fazer renas voarem e ainda para controlar o tempo.
d) Eternidade - É sempre o mesmo por séculos

Os Presentes de Natal:
Os presentes recebidos ou doados por ocasião do natal relembram o maior presente já recebido pelo homem, que é a salvação em Jesus Cristo. O uso de presentes nessa época simboliza a união ou comunhão existentes através de Cristo (cf Mt 2.1 – Os reis levaram presentes para o Senhor). Mas, o “bom velhinho” distorce algo de bom. Os pais precisam ensinar seus filhos que todas as dádivas vêm de Deus, e não do “garoto-propaganda” da Coca-cola (cf Tiago 1.17).

Conclusão
O atual “papai Noel” cheio de misticismos e lendas de duendes está longe daquilo que Nicolau era. Além de escravizar as crianças e adultos com o consumismo exagerado, esse moderno papai Noel quer tomar o lugar de Deus. Sim, pois somente o SENHOR é Onisciente e Onipresente: “SENHOR, tu me sondas e me conheces. Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos. Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHOR, já a conheces toda. Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também” (Sl 139.1,3,4,8). Somente Deus é onipotente: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado.”(Jó 42.2); e somente Ele é Eterno: “Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus.” (Sl 90.2).
Embora Nicolau tenha sido um homem bom, por ajudar ao necessitado, Satanás tornou sua imagem inimiga do nascimento e da cruz de Cristo: “pois surgirão falsos cristos… para enganar, se possível, os próprios eleitos.” (Marcos 13.22). Não se deixe enganar, o verdadeiro natal é o nascimento de Cristo e não a visita do papai Noel. De bonzinho, o atual papai Noel, não tem nada.
Rev. Ronaldo P. Mendes.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

ENFRENTANDO O SOFRRIMENTO VITORIOSAMENTE

“Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado, 4.2   para que, no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus. 4.3   Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andado em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias. 4.4   Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão, 4.5   os quais hão de prestar contas àquele que é competente para julgar vivos e mortos; 4.6   pois, para este fim, foi o evangelho pregado também a mortos, para que, mesmo julgados na carne segundo os homens, vivam no espírito segundo Deus. 4.7   Ora, o fim de todas as coisas está próximo; sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações. 4.8   Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados. 4.9   Sede, mutuamente, hospitaleiros, sem murmuração. 4.10   Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. 4.11   Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém! 4.12   Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; 4.13   pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando”. 1 Pedro 4.1-13   
Em I Pe 4:1-19, o Apóstolo trata do tema sofrimento. Note que a palavra sofrer (ou sofrimento) aparece nos versículos 1,13, e ainda nos versículos não citados 15,16, e 19. O sofrimento pode atingir de uma só vez ou isoladamente várias áreas da nossa vida. Muitas coisas podem causar o sofrimento: O medo, a ansiedade, a humilhação, o desprezo, a solidão, a perda de um ente querido, o remorso, a separação conjugal, a desilusão amorosa, a falência financeira, a decepção, enfim. O sofrimento abrange a mente, as emoções, o físico e o espírito. Na passagem de supracitada, Pedro nos ensina COMO PASSAR PELO SOFRIMENTO VITORIOSAMENTE. Vejam quais são os princípios espirituais que o Apóstolo nos apresenta:
1º) O sofrimento não é incompatível com a vida cristã (Versículo 12: “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo” ). O crente não pode estranhar o sofrimento como se fosse algo incompatível com a vida cristã. “Todos quantos querem viver piedosamente em Cristo serão perseguidos” (2 Tm 3:12).
2º) O sofrimento tem o propósito de nos ajudar a vencer o pecado (Versículos 1-3: “Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado, 4.2   para que, no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus. 4.3   Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andado em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias”). Enquanto o sofrimento endurece o ímpio, amolece o coração do crente. O sofrimento nos leva a entender que os prazeres do mundo e as paixões da carne não compensam.
3º) O sofrimento nos ajuda a manifestar amor uns pelos outros (Versículos 8-9: “Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados. 4.9   Sede, mutuamente, hospitaleiros, sem murmuração”). O sofrimento produz em nós uma sensibilidade mais aguçada. Passamos a ver a vida e os outros com outros olhos. Tornamo-nos mais amáveis e generosos. Grandes campanhas humanitárias são promovidas por pessoas que passaram por grande dor e sofrimento.
4º) O sofrimento nos ajuda a colocar os dons que Deus nos deu a serviço do seu povo (Versículos 10-11: “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. 4.11   Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!”). Precisamos servir uns aos outros, de acordo com o dom que recebemos. Nossa vida deixa de ser egoísta. Nosso propósito é abençoar os outros e edificar o povo de Deus. Nosso alvo é a glória de Deus e a exaltação de Cristo.
5º) O sofrimento tem a finalidade de nos provar e não de nos destruir (Versículo 12b: “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo”). No Antigo Testamento, este vocábulo se aplica a um forno para fundição de minérios, no qual o metal era derretido para ser purgado dos elementos estranhos. O Salmo 66:10 diz: “Pois tu, ó Deus, nos provaste; tu nos afinaste como se afina a prata”.

6º) O sofrimento deve ser enfrentado com alegria (Versículo 13: “pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando” ). O apóstolo Paulo demonstrou alegria no meio dos problemas. “... aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (Fp 4: 11). Tiago também diz que devemos nos alegrar ao passarmos pelas provações. “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações” (Tg 1:2). Portanto, se você está sofrendo por alguma razão, procure encarar a sua dor à luz dos princípios acima apresentados. Certamente eles ajudarão você a vencer essa etapa difícil da sua vida!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

AS EVIDÊNCIAS DO NOVO NASCIMENTO (2/3)

3.5 Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; 3.6 por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]. 3.7 Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas. 3.8 Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar. 3.9 Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos. Colossenses 3.5-9

Você crê que é um verdadeiro convertido? O que comprova que você, de fato, se nasceu de novo? Na Carta que escreveu aos Colossenses o apóstolo Paulo nos mostra que a verdadeira conversão está estritamente conectada com aquilo que nós fazemos, ou praticamos.
                   JÁ VIMOS, com base em Colossenses 3:1-4 que Evidenciamos a Verdadeira Conversão Quando Buscamos Mais as Coisas do Céu do que as Coisas da Terra
Assim nos diz COLOSSENSES 3.1-4: 3.1 Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. 3.2 Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; 3.3 porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. 3.4 Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória.
         VEJAMOS, AGORA, com base em Colossenses 3:5-9, UMA SEGUNDA EVIDÊNCIA DO NOVO NASCIMENTO.
                 2-      Evidenciamos a Verdadeira Conversão Quando Mortificamos Nossa Natureza Terrena – 3.5-9
COLOSSENSES 3.5-9: 3.5 Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; 3.6 por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]. 3.7 Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas. 3.8 Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar. 3.9 Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos.
A expressão “fazer morrer” no grego (língua original do texto bíblico) é nekrosate”, de onde vem o nosso termo em português “Necrotério”. A ideia de Paulo é que “os crentes devem andar com uma certidão de óbito no bolso”. Uma vez que morremos (Cl. 3:3) devemos “matar ou, fazer morrer” diariamente nossa natureza terrena. Toda vez que ela quiser dar “sinal de vida”, mostre a ela sua “Certidão de Óbito Espiritual”, em relação à velha natureza terrena: “Se alguém está EM CRISTO, é NOVA criatura, as COISAS ANTIGAS JÁ PASSRAM (2ª CO 5:17). . ALELUIA!! A bíblia diz em Romanos 6:11Considerai-vos MORTOS PARA O PECADO”. É isso que Jesus quis dizer, quando disse: “Se o teu olho direito o faz tropeçar, ARRANCA-O” (Mt. 5:29).
Para entender mais claramente como a velha natureza se manifesta em nossa vida, Paulo enumera 11 pecados que didaticamente distribuímos em 4 blocos. Esses pecados fazem a natureza humana “resistir à sua morte”; a natureza “morta” resiste e quer se mostrar “muito viva, mais viva que nUnca”. VEJAMOS:
Ø  1) PECADOS MORAIS, LIGADOS À SEXUALIDADE: São 3 pecados, aos quais Paulo diz: fazei pois, morrer vossa natureza terrena: A) Prostituição (PORNÉIA – pornografia). B) Impureza (perversão, luxúria e libertinagem – a palavra traz a ideia de uma chaga infectada), C) Paixão Lasciva (força quase incontrolável, egoísta, violenta, agressiva, que não descansa até ser satisfeita – lembro-me de um rapaz em São Mateus que precisávamos amarrá-lo a uma cama, quando a “fissura” pela droga vinha – tem gente que é assim em relação à sexualidade, parece uma besta voraz, um animal no cio).
 Jovens, atenção, em nome de Jesus, todos os dias o mundo tá dizendo: “satisfaça sua vontade, seja feliz...” Mostrem a ele sua certidão de óbito em relação à natureza terrena. “Estou morto para essas coisas, em nome de Jesus!”
Ø  2) PECADOS SOCIAIS, que nos levam a “desejar o que é do outro e o mal p/ o outro” (5) – São 02 pecados: A) O Desejo MalignoJá viram Gente que quer matar, destruir, ver a desgraça, ver a derrota da família da outra... – B) A Avareza, que é Idolatria – Avareza é o “querer mais e mais, só para si, sem nunca se satisfazer” – Os comentaristas bíblicos (ex. Ralph Martin) dizem que aqui é o pecado da “possessividade”, o desejo insaciável de colocar as mãos em tudo, e o texto esclarece que é idolatria pois, é adoração ao ego, uma supervalorização do próprio eu; “é a devoção a um deus falso”. Provérbios 30.15, diz:  A sanguessuga tem duas filhas, a saber: Dá, Dá. Nos versículos 6 e 7 Paulo dá uma advertência: 3.6 por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]. 3.7 Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas.
Ø  3) PECADOS LIGADOS AO TEMPERAMENTOSão 03 pecados: A) Ira (ligado ao verbo “ferver”; é o temperamento explosivo, não controlado pelo Espírito – gente que vice com “3 pedras na mão”, melindrosa, você se vê forçado a medir bem as palavras para falar com ela). B) Indignação (traz a ideia de “continuidade” é o indivíduo constantemente “mal humorado, chato, rancoroso, emburrado”). C)  MALDADE – Está ligado à inveja – É o indivíduo maldoso, gente que tem "uma nuvem negra sobre a cabeça", prá tudo ele vê o mal, é desconfiado com tudo e todos porque ele não é bem resolvido internamente. 
Ø  4) PECADOS LIGADOS AOS RELACIONAMENTOS INTERPESSOAIS E À LÍNGUA – Já viu gente que não dá certo com ninguém? Já vi muito crente assim, precisa rever, buscar o atestado de óbito das coisas da carne. Paulo lista 03 pecados: A) Maledicência – (blasfemos - é o que vive falando mal da vida alheia: “Deus nos deu uma vida para que cada um cuide da sua” – Fofoqueiro). C) Linguagem Obscena do Falar. Gente de “boca suja e porca”, linguagem abusiva, grosseira e vulgar, palavras de baixo teor, piadinhas imorais e de baixo calão; gente que só vive com palavrões e só fala coisa que não presta... D) Mentira - 3.9 Não mintais uns aos outrosDeus abomina a mentira, o espalhador de boatos, inverdades e contendas, o pai da mentira é o diabo (Jo 8:44).
                  Você é um verdadeiro convertido? A verdadeira conversão está estritamente conectada com aquilo que nós fazemos, ou praticamos. Evidenciamos esta Verdadeira Conversão Quando 1) Buscamos Mais as Coisas do Céu do que as Coisas da Terra; 2) Mortificamos Nossa Natureza Terrena.

CONTINUA

terça-feira, 29 de outubro de 2013

AS EVIDÊNCIAS DO NOVO NASCIMENTO (Parte 1/3)

“Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. 3.2 Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; 3.3 porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. 3.4 Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória. 3.5 Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; 3.6 por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]. 3.7 Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas. 3.8 Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar. 3.9 Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos 3.10 e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; 3.11 no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos” - Colossenses 3.1-11

INTRODUÇÃO
Você crê que é um verdadeiro convertido? O que comprova que, de fato, nasceu de novo? Na Carta que escreveu aos Colossenses o apóstolo Paulo nos mostra que a verdadeira conversão está estritamente conectada com aquilo que nós fazemos, ou praticamos.
Paulo defende que deve haver uma estreita conexão entre aquilo que nós cremos e aquilo que nós praticamos. Não pode haver um abismo entre fé e prática; entre  o discurso e a vida.
     1-      Evidenciamos a Verdadeira Conversão Quando Buscamos Mais as Coisas do Céu do que as Coisas da Terra – 3.1-4
3.1 Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. 3.2 Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; 3.3 porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. 3.4 Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória.
Na Cidade do Cairo, no Egito, há várias famílias que moram em cemitérios, são refugiados da 2ª Guerra. Há, inclusive, relatos até de crianças que nasceram em cemitérios; é possível estar vivo e ainda assim viver numa sepultura. No entanto, quando Paulo diz “se fostes ressuscitados juntamente com Cristo”..., na língua grega não há uma expressão de dúvida. A ideia exata do texto seria “uma vez que fostes ressuscitados com Cristo”. Ou seja, a posição exaltada do Crente em Cristo não é algo hipotético, nem é algo pelo qual devemos nos esforçar, mas é uma condição adquirida, é um fato consumado. A bíblia é categórica ao afirmar que, DE FATO, TODO AQUELE  se converteu já se identificou com a MORTE, COM A VIDA E COM A RESSURREIÇÃO DE CRISTO. Em Gálatas 2.19,20, Paulo diz: “...Estou crucificado com Cristo; 2.20   logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”. Já em Filipenses 1.21: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo”.
Aqui, aos Colossenses ele afirma “uma vez que fostes ressuscitados com Cristo,” ou seja, agora que vocês recebem os benefícios, ou seja, “o poder da ressurreição de Cristo” buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive... Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra. O verbo “buscar” (zeteite) traduz a ideia de uma busca contínua, perseverante e investigativa – é buscar com prioridade, buscar com foco com a intenção de  encontrar, e o verbo “pensar” (phronein) trás uma ideia de inspiração e determinação.  Muitas vezes ouvimos pessoas dizerem “a música é minha vida; o esporte é tudo prá mim; fulano vive prá trabalhar...”.
O cristão verdadeiro, não. Para o cristão as coisas de Cristo são a sua vida, são as coisas eternas, as coisas do alto dominam o seu pensamento e preenchem a sua alma. Ele anela, ele tem saudades do céu... Todo aquele que nasceu de novo possui essa marca, ele busca mais as glórias de Cristo do que as coisas deste mundo; ele aspira mais pelo reino do Céu do que pelas riquezas dessa terra. Os seus olhos estão postos naquela cidade cujo arquiteto e fundador é Deus. O céu é seu lar, sua origem, seu prazer, sua recompensa e seu destino.
Você é um verdadeiro convertido? Evidenciamos a Verdadeira Conversão Quando Buscamos Mais as Coisas do Céu do que as Coisas da Terra.

CONTINUA...

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

As Atitudes que Evidenciam um Comportamento Perverso

Então, alguns escribas e fariseus replicaram: Mestre, queremos ver de tua parte algum sinal. 12.39 Ele, porém, respondeu: Uma geração má e adúltera pede um sinal; mas nenhum sinal lhe será dado, senão o do profeta Jonas. 12.40 Porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra. 12.41 Ninivitas se levantarão, no Juízo, com esta geração e a condenarão; porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis aqui está quem é maior do que Jonas. 12.42 A rainha do Sul se levantará, no Juízo, com esta geração e a condenará; porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis aqui está quem é maior do que Salomão. 12.43 Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos procurando repouso, porém não encontra. 12.44 Por isso, diz: Voltarei para minha casa donde saí. E, tendo voltado, a encontra vazia, varrida e ornamentada. 12.45 Então, vai e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro. Assim também acontecerá a esta geração perversa - Mateus 12.38-45

INTRODUÇÃO
O TEXTO LIDO TERMINA DA SEGUINTE FORMA: Assim também acontecerá a esta geração perversa (poneros). O mesmo texto, em Lucas 11.29 diz: ...Esta é geração perversa! Aqui mesmo em Mateus 12:39: Uma geração “má” (poneros – perversa) e adúltera (infiel). O Dicionário diz que PERVERSO é “alguém que se distancia do que é visto como decente, digno ou bom. Alguém com Índole ferina (atitude de bicho); que intenciona prejudicar. O perverso é cruel, maldoso, maléfico, malicioso, malvado, ruim, desprezível e vil.. 
Jesus disse: “Assim também acontecerá a esta geração perversa”. Vejamos Algumas Atitudes de um Comportamento Perverso:

1- ENVOLVIMENTO COM CRISTO PELO INTERESSE – 38,39a
Alguns fatos no contexto vão evidenciar isso:
A) Bajulação – Mateus 12.38: “Então, alguns escribas e fariseus replicaram: Mestre, queremos ver de tua parte algum sinal.” Na língua grega há um tom de educação, as palavras não demonstram exigência ríspida. O perverso é falso. Se olharmos anteriormente, esses mesmo homens acusavam a Cristo de ter demônio (12:24).
B) Falta de Discernimento com as "Coisas Espirituais" – O evangelho de João 3:2 registra que Nicodemus, um dos principais dos judeus, disse a Jesus: “Rabi, sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele”. O texto lido (Mt.12:38) diz: Então, alguns escribas e fariseus replicaram: Mestre, queremos ver de tua parte algum sinal... Os Escribas eram os copistas e revisores da bíblia, portanto, eram profundos conhecedores da língua hebraica e dos texto do Antigo Testamento. Fariseus eram homens extremamente piedosos e detalhistas em relação aos princípios básicos da lei, se destacavam pela dedicação à pratica da lei. São estes homens que deveriam ser os primeiros a reconhecerem Cristo como o Messias, Enviado de Deus, mas, o desejo desses dois grupos era perverso... buscavam o  é o “sinal pelo sinal”. Eles vêem em Cristo um Mister “M”, um milagreiro, curandeiro, um Xico Xavier, João de Deus, ou um David Cooperfield. Ao dizerem, “mostra-nos um sinal”, eles querem ver “algo diferente”, quem sabe... bater as mãos e chamas radiantes pipocarem, quem sabe... flutuar diante deles, deixa-los em êxtase... 
C) Ausência de Satisfação - Nunca se dão por satisfeitos -  Jesus respondeu a eles: Uma geração má(perversa) e adúltera pede um sinal; mas nenhum sinal lhe será dado...  Cristo está dizendo: “será que tudo o que já fiz, não foi suficiente?
Faça uma caminhada bíblica comigo no contexto anterior deste texto: 1) Mateus 8:1: cura de um leproso – 2) Mateus 8:5: cura do criado do centurião – 3) Mateus 8:14: cura da sogra de Pedro – 4) Mateus 8:16: cura de diversos endemoninhados e enfermidades em cumprimento a Isaías 53 – 5) Mateus 8:23: Jesus repreende os vento, o mar e acalma a tempestade – 6) Mateus 8:28: expulsa espíritos dos endemoninhados Gadarenos – 7) Mateus 9:1: cura de um paralítico em Cafarnaum – 8) Mateus 9:19: cura da mulher enferma – 9) Mateus 9:23: ressurreição da Filha de Jairo – 10) Mateus 9:27: a cura de 2 cegos – 11) Mateus 9:32: cura de um endemoninhado mudo – 12) Mateus 9:35: Jesus vai curando toda sorte de doenças por onde passa – 12) Mateus 10:8: Jesus concede a mesma autoridade (expelir demônios e curar) aos apóstolos – 13) Mateus 11:4: confirma a João Batista que todos os sinais (curas) são para evidenciá-lo como Messias – 14) Mateus 12:9: cura um homem da mão ressequida – 15) Mateus 12:22: cura um endemoninhado cego e mudo, e é acusado por estes que faz as curas pelo dedo de Belzebu. 16) Mateus 12:38: estes mesmo pedem a Jesus mais sinais... Será que tudo o que Cristo fez não foi suficiente para autenticá-lo como Messias?
A questão é essa: O profano, o perverso, o animal, tem um relacionamento com “os sinais de Cristo”, não com “o Cristo dos Sinais”. Com isso, nunca se dão por satisfeitos... Nunca está bom. Nunca é suficiente... é como droga, sempre precisa de um arrepio a mais, de uma sensação a mais.
Essas 3 evidências desembocam numa primeira característica que comprova comportamento perverso. RELACIONAR-SE COM CRISTO PELO ESPETÁCULO. PERVERSOS  SERVEM A CRISTO POR AQUILO QUE CRISTO PODE DAR, NÃO POR AQUILO QUE CRISTO É. ISSO CHAMA-SE ENVOLVIMENTO COM CRISTO PELO INTERESSE, É IGUAL AO “GOLPE DO BAÚ”. É por isso, são bajuladores, não discernem as coisas espirituais, e nunca estão satisfeitos, pois nutrem um relacionamento de Supermercado com Cristo: Ele (cristo) só lhes serve enquanto possui algum "atrativo na prateleira” para lhes dar.
CONTINUA...

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A VARIEDADE DA SABEDORIA E DO CONHECIMENTO DE DEUS

Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!  - Rom 11:33

Segundo o dicionário Sabedoria é “a capacidade de discernir bem”. Sabedoria tem a ver com discernimento; por isso não tem diretamente a ver com cultura ou muita informação. Por exemplo, há pessoas analfabetas, mas, sábias. Já o Conhecimento é “o conjunto de informações que alguém possui”. Paulo usa os mesmos adjetivos (profundidade e riqueza) para qualificarem a sabedoria e o conhecimento de Deus. Profundidade e riqueza indicam a inescrutabilidade, a variedade, e a diversidade da sabedoria e do conhecimento de Deus. Observe a relação de ambos: Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Conhecimento e sabedora profunda (inescrutável); Sabedoria e conhecimento rico (diversificado, variado).
Há pessoas sábias em áreas específicas tais como administração financeira, aconselhamento de casais; outras são sábias em lidar com situações de estresse etc,... Da mesma forma há pessoas possuem um conhecimento profundo em áreas específicas, tais como tecnologia, linguística, aritmética, etc... No entanto, quando se refere a Deus, Paulo explica que tanto a sabedoria, como o conhecimento de Deus são profundos (ou seja, exaustivos) e não somente em áreas específicas, mas em TODAS as áreas que se possa discutir. Isso é o que os teólogos chamam de Onisciência divina. É um conjunto de informações exaustivas, bem como de sabedora prática em lidar e relacionar-se com TODAS as coisas, referentes a tudo quanto existe, existiu ou existirá, em todo o tempo, e ao mesmo tempo, seja em relação ao passado, ao presente ou ao futuro. Diz a bíblia que para Deus “as trevas e a luz são a mesma coisa” (Sl 139:12).
Um rápido exemplo da profundidade e variedade do conhecimento e da sabedoria de Deus está na criação. Por várias vezes Gênesis 1 diz “eis que tudo era bom”. A cada dia as pesquisas mostram a terra como um planeta único, especial. Se o  tamanho da terra fosse 10% maior, torraríamos; se fosse 10% menor, morreríamos de frio. É perfeita a circunferência da terra, redonda e achatada nos polos, com movimento de rotação com 24 horas por dia, pois, não suportaríamos “50 horas de noite ou dia”. Há ainda a translação (volta ao sol em 365 dias), isso permite uma melhor cadeia alimentar e o “ciclo da vida” nas 04 estações do ano, de maneira diversificada nas várias partes do planeta. Já a presença da lua interfere com a gravidade e ajuda no efeito das marés. S não fosse assim a terra seria fétida como um grande esgoto, dificilmente viveríamos... Tudo isso mostra a sabedoria e o conhecimento de Deus, em termos de criação.
Paulo, maravilhado, chega a uma conclusão, mediante a sabedoria e o conhecimento de Deus: a decisão mais prudente de quem tem um lampejo desses atributos é render-se ante à majestade divina. Faça como Paulo, renda-se diante de Deus!!

Adaptação de parte do sermão pregado pelo Rev. Valdemir em 05 e 06/10/2013


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

De Espinheiros a Ciprestes: A TRANSFORMAÇÃO OPERADA PELA PALAVRA

Adaptação de parte do sermão que preguei em nossa igreja em 15 e 22/09/2013
Em lugar do espinheiro, crescerá o cipreste, e em lugar da sarça, crescerá a murta; e será isto glória para o SENHOR e memorial eterno, que jamais será extinto (Is. 55:13).

Já ouvi muitas pessoas dizerem: “Nunca vou ser um crente!” EU MESMO, JÁ DISSE ISSO VÁRIAS VEZES!! Mas, um dia, a Palavra, como chuva, cai no coração, e essa mesma palavra, com semente, germina... Ao germinar ela opera um contraste, uma mudança, uma TRANSFORMAÇÃO  na natureza, na essência do ser – o que é Espinheiro transforma-se em Cipreste, e; o que era Sarça transforma-se Murta.
O espinheiro e a sarça são parentes; são plantas “baixas”, rasteiras, permanecem próximas à “terra”, medem no máximo 1 metro de altura. Uma das consequências da maldição na terra foi que ela produziria espinhos (Gn 3:18). Espinheiros e sarças ferem, são plantas absolutamente inúteis, que só ferem, machucam e atrapalham a vida daqueles que se aproximam deles...  Sarças e espinhos não possuem nenhuma utilidade benéfica; se servem para alguma coisa, servem, quando secos para lenha, desde que manuseados com muito cuidado. Espinheiros e Sarças são símbolos de ESTERILIDADE E INUTILIDADE. Muita gente que se compara à sarça e ao espinheiro.
Quando damos ouvidos à Palavra do Senhor, espinheiros e sarças transformam-se em Ciprestes e Murtas. O CIPRESTE é ÁRVORE NOBRE; ele é 100% útil; contrário ao espinheiro, um cipreste cresce para o alto, para o céu; um cipreste adulto chega até 40 metros de altura (prédio de 13 andares), são necessários até 6 homens para abraçar um tronco de um cipreste adulto, que é dificílimo de ser removido ou mesmo tombado – Ele é SÍMBOLO DE ESTABILIDADE (de sua madeira faz-se até mastro e fundo de navios). Dizem os especialistas que um cipreste pode florescer praticamente em qualquer lugar, qualquer clima e ambiente, até no deserto, e, mesmo em estações difíceis como inverno, ele mantêm-se verde. Ciprestes dão muita sombra; sua imponência é admirável. São símbolos de DESTAQUE; podem ser observados de longe. Você é espinheiro ou um Cipreste?
Já a MURTA é uma árvore de porte médio que atinge em média 7 a 9 metros de altura. Ela é muito utilizada para a formação de cercas-vivas. Durante todo o ano produz flores de coloração branca ou creme, com perfume que lembra jasmim e flor- de-laranjeira. Os frutos são muito atrativos para os pássaros. Na antiguidade, os ramos floridos de murta-de- cheiro, eram usados para confeccionar arranjos que adornavam os cabelos das noivas. Já, desidratada era usada como talco em bebes. Com propriedades medicinais, era utilizada na cura de infecções e problemas de pele; considerada refrescante, e purificadora. Na bíblia a murta é símbolo da DOCILIDADE, PUREZA E PAZ (Zc  1.11).
Eis a grande lição, Quando damos ouvidos à Palavra do Senhor, o que antes era inútil, estéril, improdutivo, e hostil (guerra e ódio), dará lugar a algo marcado pela  estabilidade, fecundidade, produtividade, beleza e paz.  Você tem buscado ao Senhor?

Hoje temos uma grande oportunidade de recomeçar, agora nos caminhos e segundo os pensamentos do nosso Criador. Basta nos tornarmos à Ele. É importante ainda, por fim observarmos, o OBJETIVO FINAL e MAIOR DE TUDO ISSO QUE DEUS FAZ POR SUA PALAVRA: será isto glória para o SENHOR e memorial eterno, que jamais será extinto. O OBJETIVO FINAL É a Sua (de Deus) própria Glória; ou seja, o Senhor será glorificado através disso. Será um memorial eterno. Será uma prova clara do que Deus tem feito e será eterno. Nunca será desfeito nem destruído. Assim, os resultados do que Deus produz desta forma nos nossos corações e nas nossas vidas, são permanentes, não podem ser desfeitos, e, portanto, são a Sua Glória.

sábado, 14 de setembro de 2013

As Lições do Salmo 150 (Parte 2 - conclusão)

150.1   Aleluia! Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento, obra do seu poder.
150.2   Louvai-o pelos seus poderosos feitos; louvai-o consoante a sua muita grandeza.
150.3   Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com saltério e com harpa.
150.4   Louvai-o com adufes e danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flautas.
150.5   Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos retumbantes.
150.6   Todo ser que respira louve ao SENHOR. Aleluia!

1-       A PRIMEIRA INFORMAÇÃO IMPORTANTE SOBRE O LOUVOR A DEUS DIZ RESPEITO À FONTE, À CAUSA DO NOSSO LOUVOR.
A causa do louvor responde a pergunta: A QUEM ADORAR? (Lembra o que Jesus disse à mulher samaritana, sobre ser a tragédia da religião deles? Vós adorais o que não conheceis... – João 4:22).
 A resposta à pergunta “A QUEM ADORAR?” está no primeiro versículo (1) e o último versículo (6). O salmo começa e termina; princípio e fim (tudo mais a seguir tem que estar no meio, ENTRE essas DUAS SENTENÇAS): Aleluia! É uma ordem enfática. Aleluia é termo de origem hebraica, formada da soma/junção de "HALLAL" (que significa louvor), mais "YAH" (que é a forma abreviada do nome de Deus: YAHWEH). Portanto, ALELUIA significa "Louvor a Yahweh," que neste salmo vem em forma de ORDEM: Louvai a Yahweh!! O salmo 150 começa com essa ordem e termina com a mesma ordem. E todas as demais 11 ocorrências de ordens de louvor são “Ao Mesmo Ser:” a Yahweh.
Importante: Nunca se utiliza este termo no plural – “AleluiaS” - porém, somente no singular - Só existe UM Deus, Senhor de todas as coisas. I Timóteo 1:17.
Yah, ou Yaweh é a fonte, a causa do nosso louvor. Não é louvar a qualquer “deus”; é louvar a Yahweh. Yahweh é o nome mais importante de Deus. Só no Antigo Testamento, são mais de 5300 ocorrências a Ele com este título, que, na nossa bíblia é identificado com o nome SENHOR, com todas as letras em maiúsculo. Yahweh é o nome Deus mesmo disse a Moisés para se referirem a Ele (Êxodo 3:15). Os hebreus tinham tanta reverência para com esse nome que evitavam pronunciar, e trocavam pelo nome “Adonai” (Senhor – com a primeira Maiúscula).
A fonte de nosso louvor é o “Deus dos hebreus”, o Deus de Moisés, de Abrão, Isaque e Jacó, José, é o Deus distinto de outros deuses, pois, é o Eterno, o Deus único, o Todo Poderoso, Auto Suficiente, Onisciente, Onipotente, Amoroso, Misericordioso e Justo. Ele é a causa, a fonte do nosso louvor.

2-       A SEGUNDA INFORMAÇÃO IMPORTANTE SOBRE O NOSSO LOUVOR A DEUS, DIZ RESPEITO AO LOCAL DO NOSSO LOUVOR.
O LOCAL do nosso louvor responde a pergunta: ONDE LOUVAR? “Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento, obra do seu poder” (1B). Santuário: local da habitação de Deus na TERRA. FIRMAMENTO (abóboda celestial) é lugar da habitação de Deus no CÉU. Céu e terra são unidos como local para expressarmos nosso louvor a Deus. Aqui aprendemos que o louvor a Deus é algo para ser praticado de forma pública e não privada; sejam, em relação aos israelitas (Santuário: terra), seja em relação a toda milícia celestial (Firmamento: Céu). Todo lugar é propício para se louvar a Yahweh.

3-       A TERCEIRA INFORMAÇÃO IMPORTANTE SOBRE O NOSSO LOUVOR A DEUS, DIZ RESPEITO AO MOTIVO DO NOSSO LOUVOR.
O MOTIVO do nosso louvor responde a pergunta: POR QUE LOUVAR YAHWEH? “Louvai-o por causa dos seus poderosos feitos; louvai-o por causa da sua muita grandeza (2)”. É lógico que nós nunca e esgotaremos os motivos para adorar, para louvarmos a Deus. E, sempre, a cada dia, descobriremos novas razões para lhe dar honra e glória. O Salmista lista 2 motivos que resumem: 1) Deus Merece Louvor por Causa dos seus Poderosos feitos - Ou seja, louve a Deus por aquilo que ele FAZ. A lista dos poderosos feitos de Deus é imensa , e começa, pela própria criação. É provável também, que esteja na mente do salmista, o dilúvio, a confusão das línguas, em Babel, a libertação do Egito... E p/ nós hoje, a nossa redenção em Cristo. E mais, Ele alimenta os necessitados , atende as orações, protege os que o amam... Um hino antigo diz: Conta as bênçãos, todas de uma vez, e verás surpreso o quanto Deus já fez.
2) Deus Merece Louvor por Sua Grandeza (ARC: a “EXCELÊNCIA” da sua grandeza” – NVI/BLH: a “IMENSIDÃO” da sua grandeza). Ou seja, louve a Deus por aquilo que ele é: Deus é grande; Ele é Maior, está ACIMA DE TUDO E DE TODOS. Ele é benigno e misericordioso; é bom para todos; é fiel e santo em suas palavras. Mesmo se Ele não fizesse nada, isso não mudaria o fato de darmos a Ele louvor, pois, Ele é digno em Si mesmo, em Sua essência; não existe outro eu possa igualar-se com Ele.

4-       A QUARTA INFORMAÇÃO IMPORTANTE SOBRE O NOSSO LOUVOR A DEUS, DIZ RESPEITO AO MODO, À MANEIRA, À FORMA DO NOSSO LOUVOR.
A FORMA do nosso louvor responde a pergunta: COMO LOUVAR YAHWEH? Louvai-o ao som da trombeta (shofar- instrumentos feitos de chifre de carneiro, imponentes e solenes); louvai-o com saltério (alaúde – espécie de viola) e com harpa (delicadeza). Louvai-o com adufes (pandeiros) e danças (com ritmo, com ginga); louvai-o com instrumentos de cordas (lira tipo de harpa; instrumentos de cordas mais nobres) e com flautas (flauta do pastor – instrumentos “menos nobres”).  Louvai-o com címbalos sonoros (pratinhos pequenos batidos um contra o outro – estilo castanhola - e outros maiores, batidos com martelo – “instrumentos estridentes”); louvai-o com címbalos retumbantes (instrumentos de percussão: tambores, surdos, bumbos, ton tons, tumbadoras, zabumba – “são barulhentos e “menos reverentes”) - 3,4,5”.
Deus deve ser louvado com uma multiplicidade de instrumentos musicais. No louvor a Deus há lugar para todos os gêneros de pessoas, gostos, habilidades e talentos. Rick Warren diz que: “Nas teologias de culto, que vemos discutido por aí, pode levantar mão ou não, coreografia, dança ou não, usar bateria ou não, dizem mais respeito às nós do que a Deus. Dizem respeito mais às nossas preferências do que aquilo que  Deus aprova”. Fui membro de uma igreja que dizia: “Não pode ter bateria!” Mas, a filha do presbítero fazia um solo, e, na música que tinha bateria. Ele me dizia: “Que bênção esse Louvor...”. Eu pensava: “Oh, Deus, tenha de misericórdia de nós, oh povinho preconceituoso, oh povinho complicado...
Vi um “grande pastor, homem honrável e respeitoso,” DEFENDENDO que “danças”(4) aqui é “flauta”. Então o texto (versículo 4) ficaria assim:  Louvai-o com adufes e flautas (danças); louvai-o com instrumentos de cordas e com flautasSeria ridículo; Iria repetir flauta 2 vezes (repetição desnecessária...). Outra coisa;  NATURALIDADE DO TEXTO E DO CONTEXTO É IMPORTANTE!! Não é muito mais simples entendermos no contexto que antes que fala de adufes (tamborins), o natural é falar de dança?
Aqui fala de solenidade, de barulho, de ritmo, de simplicidade e de nobreza. Deus aceita todo ritmo, todo instrumento; o homem, não sei!
Estudei música por 12 anos e aprendi nas primeiras aulas que a música (louvor) é composta de 3 elementos: melodia, harmonia e ritmo (adufes, danças, e demais instrumentos de percussão). Portanto, o modo de se louvar a Deus envolve todo tipo de recursos, dedicação, habilidade, espontaneidade e uma alegria muito grande e verdadeira.

5-       A QUINTA INFORMAÇÃO IMPORTANTE SOBRE O NOSSO LOUVOR A DEUS, DIZ RESPEITO À AMPLITUDE, À EXTENSÃO DO NOSSO LOUVOR.
A EXTENSÃO do nosso louvor responde à pergunta: QUEM DEVE LOUVAR YAHWEH? “Todo ser que respira louve ao SENHOR” (6).
O salmo termina chamando os adoradores não pelo nome, mas, pela função vital da respiração (v.6): “Que tudo que tem fôlego louve ao Senhor!”. O Louvor a Deus não faz acepção de pessoas.
É importante observar aqui. O LOUVOR NÃO É UM CONVITE, MAS, UMA CONVOCAÇÃO. Todos os seres vivos SÃO CONVOCADOS a louvarem a Deus. A musica infantil que aprendemos na classe da Escola Dominical transmite essa verdade: “Se eu fosse um elefante com a minha tromba louvaria ao Senhor...”
À LUZ DO CONTEXTO DO SALMO (2) ESSA CONVOCAÇÃO NÃO É DADA  PENSANDO NO CONJUNTO DOS ADORADORES, MAS NA DIGNIDADE “DO SER, A SER” ADORADO: Ele é MERECEDOR, ELE É POR SI SÓ DIGNO do louvor dos servos, da humanidade inteira, de todos os monstros marinhos, de todos os répteis, de toda a fauna, de toda principado e ser espiritual.
Apocalipse 5.13 nos mostra um pouco desta verdade: Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos.

CONCLUSÃO
O SALMO 150 é a “doxologia das doxologias”. Mostra-nos: 1) QUEM devemos louvar; 2) ONDE devemos louvar; 3) POR QUE devemos louvar; 4) COMO devemos louvar, e, 5) QUEM DEVE louvar.
Uma coisa este Salmo não nos diz: QUANDO devemos louvar. Acredito ser proposital. Isso por que esse salmo é atemporal, ou seja, válido a todas as épocas, para ontem, para hoje, e para amanhã.
Para isso fomos criados e essa é a nossa MAIOR NECESSIDADE, esse é o propósito da nossa existência: louvarmos a Deus. E podemos fazê-lo de diversas maneiras, a principal é fazer da adoração um estilo de vida, mas também Deus deve ser louvado através do louvor cantado, do louvor tocado e de infinitas outras formas mais. Deus vos abençoe. Aleluia. Louvem a Yahweh!!
A proposta do Espírito Santo a vocês, nesta noite, é que vocês façam do louvor mais que um momento no culto, façam dele UM ESTILO DE VIDA. O Salmo 34.1:Bendirei o SENHOR em todo o tempo, o seu louvor (CANTADO) estará sempre nos meus lábios”.
Que este salmo e todos os outros nos levem a Adorar a Yahweh, a proclamar sua glória e grandeza com todos os nossos recursos, habilidades e oportunidades.
Você que ainda não louva é chamado por Deus, e por nós, se ajuntar a nós, e também LOUVAR O SENHOR. Para isso fomos feitos, e só seremos realmente felizes, quando assim agirmos.

 Deus vos abençoe. AMÉM!!

sábado, 7 de setembro de 2013

PRINCÍPIOS QUE NORTEIAM O CASAMENTO QUE AGRADA A DEUS

“Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” - Gênesis 2.24  . A bíblia foi escrita num intervalo entre 2 casamentos – o primeiro livro da bíblia, Gênesis, nos fala do início do casamento (Adão e Eva  - Gn 2); já o último livro, o Apocalipse, nos fala nos fala das bodas, a festa de Casamento do nosso Senhor, Jesus  (ali chamado de Cordeiro), com sua noiva, a igreja (Ap. 19). A importância do casamento se demonstra também por esta particularidade; a bíblia foi escrita num intervalo entre essas duas celebrações; ela começa e termina com casamento.

Os princípios norteadores do casamento estão registrados no início; no primeiro casamento. Em Gênesis 2.24 diz: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”. Aqui os PRINCÍPIOS claros. O Casamento de Deus é: 1) Monogâmico (“um homem para uma mulher” - se une à sua mulher); 2) Heterossexual (o homem deve voltar-se para a mulher (sexo oposto); e a mulher para o homem); 3) Permanente (ele se une a sua mulher,  tornando-se os dois “uma só carne” – No original hebraico, o verbo unir pode ser traduzido por colar – eles serão colados, EM CARÁTER DEFINITIVO). Tudo o que estiver fora desses princípios não reflete o ideal de Deus! Pensem o que quiserem, mas, isso é o que a Palavra de Deus diz.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

AS LIÇÕES DO SALMO 150 (PARTE 1)


150.1   Aleluia! Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento, obra do seu poder.
150.2   Louvai-o pelos seus poderosos feitos; louvai-o consoante a sua muita grandeza.
150.3   Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com saltério e com harpa.
150.4   Louvai-o com adufes e danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flautas.
150.5   Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos retumbantes.
150.6   Todo ser que respira louve ao SENHOR. Aleluia!

A IMPORTÂNCIA DO LOUVOR NA VIDA DA IGREJAAntes de falarmos especificamente sobre o Salmo 150 é importante entendermos que a nossa vida deve ser uma vida de louvor a Deus; para isso fomos feitos. A bíblia fala muito acerca do louvor e da adoração. Há concordância plena entre todos os estudiosos que o louvor, ou a adoração não se restringe a cantar e tocar; ele é a expressão de nossa vida; nosso estilo de vida.
Mas, louvar também é tocar, também é cantar, como o faz o fazem o povo de Deus e diversos conjuntos e grupos musicais, solistas e corais, e Ministérios de Louvor.
Uma rápida pincelada na bíblia nos mostra a importância da Adoração e do louvor, estritamente falando, por meio da Música, tocada ou cantada.
]Ø  Jó 38: 4-7 nos mostra que na criação, os anjos se alegravam quando Deus lançava os fundamentos da terra: “Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Dize-mo, se tens entendimento. Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases ou quem lhe assentou a pedra angular, quando as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus?
Ø  Nos diversos momentos do desenvolvimento obra da redenção na história, o louvor esteve presente, por exemplo, Maria, Zacarias e Simeão cantaram, pela vinda do Redentor ao mundo (Lc. 1:46-80; 2:25-38). E um dos louvores que eu gostaria de ter ouvido; a Milícia Angelical, os anjos louvando a Deus diante dos pastores em Belém  (Lc. 2:13,14). A bíblia mostra que no final da Santa Ceia, antes de seguir para a cruz, o próprio Jesus louvou, cantando um hino (Mt. 26:30).
Ø  Se observarmos a bíblia veremos que o louvor (cantado ou tocado) pode ser tanto a CAUSA da vitória, como a consequência (resultado) da vitória.  Em 2º Crônicas 20:21,22, o rei Josafá colocou o “Ministério de Louvor” na frente do exército e no momento que tocaram o primeiro cântico, o exército inimigo foi desbaratado.
Também em Atos dos Apóstolos 16.25,26 Paulo e Silas, presos, louvavam, por volta da meia noite, e um terremoto abalou os alicerces da prisão, e abriram-se todas as portas e quebraram-se todas as cadeias.  Já em Êxodo Ex. 15:1-21  foi a CONSEQUÊNCIA. Após Deus abrir o Mar Vermelho e o povo o atravessar com pés secos, o povo cantou o Cântico de Moisés, e as Miriã e as mulheres dançaram como expressão de louvor a Deus.
Em Efésios 5:18-20, o louvor é resultado, consequência da plenitude do Espírito SantoMas enchei-vos do Espírito Santo, falando entre vós com salmos , entoando e louvando de coração ao Senhor, com hinos e cânticos espirituais…”
Ø  A bíblia mostra Davi expulsando o Espírito Maligno de Saul, quando dedilhava a harpa (1º Samuel 16:23).
Em 2º Reis 3:15 a bíblia mostra que o Espírito Santo vinha sobre Eliseu, quando um músico tocava.
Ø  Paulo certamente corrigindo erros em relação a este tema diz: Cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente (1º Coríntios 14:15). Não cantamos em extado de êxtase, mas, também não cantamos com o coração gelado.
Martyn Lloyd Jones disse que “a música, à semelhança da pregação, deveria ser lógica com fogo”.
Ø  A bíblia mostra que no céu haverá muita música, muito louvor, muita adoração com cânticos. Com o corpo revestido de glória nos uniremos aos anjos e a toda criatura, até aquelas que não se pode nomear pra celebrar, para louvar a Deus, por toda eternidade (Apocalipse 5:13).
                     Ø  Foi perguntado a Rick Warren, o grande pastor do nosso tempo: “O que você mudaria, se pudesse voltar, outra vez, para recomeçar seu ministério?”. Ele respondeu: “Desde o primeiro dia, eu colocaria mais energia e mais dinheiro, no ministério de música”.
 Por isso é importante entendermos o Salmo 150. O livro dos Salmos é dividido em  5 blocos, em 5 partes. Quando se encerra cada bloco há uma doxologia. Doxologia é uma palavra (frase curta) de rendição, de prostração, de “maravilhamento”, de êxtase, do adorador, diante do Eterno, geralmente dita (ou escrita), ao final de uma reflexão ou oração (Exemplos: O Final da Oração do Pai nosso: pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre (Mt. 6:13)Romanos 11:33-36: Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém! – 1ª Tm1:17:  Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!
As 05 Divisões do Livro dos salmos - Observe que o último versículo de cada divisão vem com uma doxologia:
Livro I – Salmos 1- 41Salmo 41:13: “Bendito seja o SENHOR, Deus de Israel, da eternidade para a eternidade! Amém e amém!
Livro II – Salmos 42 – 72Salmos 72.18,19: “Bendito seja o SENHOR Deus, o Deus de Israel, que só ele opera prodígios. 72.19 Bendito para sempre o seu glorioso nome, e da sua glória se encha toda a terra. Amém e amém!
Livro III – Salmos 73 – 89Salmo 89.52: “Bendito seja o SENHOR para sempre! Amém e amém!
Livro IV – Salmos 90 – 106Salmo 106.48: “Bendito seja o SENHOR, Deus de Israel, de eternidade a eternidade; e todo o povo diga: Amém! Aleluia!
Livro V – Salmos 107-150  - Nesta última divisão, que também encerra o livro os salmos, o último salmo (150) é todo uma doxologia.
Pegue comigo a ideia. O primeiro Salmo nos mostrou o caminho do justo e do perverso, o ímpio. Ali vimos a necessidade de nos afastarmos do mal e nos aproximarmos de Deus e de sua Palavra, para termos uma vida realmente feliz.
Assim o livro prosseguiu, mostrando os altos e baixos, os bons e maus momentos, as dificuldades e os livramentos do justo. Cada parte termina com uma doxologia, o servo aprendendo a se render diante de Deus, até chegar ao Salmo 150. TODO SALMO É UMA DOXOLOGIA, OU A DOXOLOGIA FINAL. A IDÉIA ORIGINAL DO AUTOR É QUE O SALMO 150 É  “A DOXOLOGIA DAS DOXOLOGIAS”.
O tema deste salmo A NECESSIDADE QUE TEMOS DE LOUVAR O NOSSO SENHOR (11 vezes repetidos).
E, essa necessidade de louvar o senhor não se torne uma tarefa mecânica, ele oferece pelo menos 05 INFORMAÇÕES IMPORTANTES SOBRE O LOUVOR. Vejamos então:


(Aguarde continuação no próximo post)

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Mefibosete: Espelho da Redenção Unilateral - De “Semeador da Vergonha a Participante da Mesa Real”

Em nossos dias Mefibosete seria caracterizado como “pé frio”. Seu nome significa “Semeador da Vergonha”. Sua mãe morreu no parto; aos 05 anos de idade numa perseguição para matarem seu avô (rei Saul), e seu pai (príncipe Jônatas), sua babá, no desespero da correria, o deixou cair do colo, e ficou aleijado das duas pernas (2º Samuel 4:4). Foi levado para num vilarejo insignificante chamado “Lo-Debar”; e lá, aleijado, criado pela babá, viveu “de favor”, sem o luxo do palácio, escondido e com medo. Lo-Debar significa “Coisa de Nada, palavra vazia”; lugar que nenhum rei teve interesse de invadir; Lo-Debar é
 a terra dos fracassados. É a terra dos “sem fala”; é o lugar dos que estão na “geladeira do esquecimento”; na obscuridade; é o lugar do silêncio de Deus – uma boa tradução para Lo-Debar seria “Lugar Onde Judas Perdeu As Botas”.
Mas, a história de Mefibosete torna-se, de um dia para outro, num Espelho da forma como Deus trabalha. Num o rei Davi disse “Resta ainda, porventura, alguém da casa de Saul, para que use eu de bondade para com ele, por amor de Jônatas?” (2 Samuel 9.1). Mefibosete foi levado à presença do rei. Ele se inclinou e disse: “Quem é teu servo, para teres olhado para um cão morto tal como eu?” (9:8). “Cão morto”, significa “uma coisa absolutamente inútil e sem valor”. É como se Mefibosete dissesse: “Eu não sou nada; e nada tenho a oferecer para ao Senhor...”
É aqui que aprendemos sobre REDENÇÃO UNILATERAL. Ao dizer: “usarei de bondade para contigo, por amor de Jônatas”, Davi está dizendo: “E daí que você é um cão morto; um zero à esquerda? Não estou agindo pelos méritos seus, ou por aquilo que você possa oferecer, mas, pelos méritos de outro a seu favor... Mefibosete, a redenção que eu opero não tem diretamente nada ver com algo que haja em você, tem a ver com algo que há em mim. Não tem a ver com algo que você possa me oferecer, mas com algo que eu quero lhe oferecer, a minha Bondade - Não tem nada a ver diretamente com seu lado, mas, com a o MEU LADO. Não é uma “via de mão dupla, de dois lados”. É uma via de uma única mão, é UNILATERAL.  TEM A VER COM O MEU COMPROMISSO de te abençoar”.
A história de Mefibosete é um paralelo da obra da redenção operada por Deus a dos seus escolhidos. Efésios 4:18 nos diz que Deus nos buscou na “na obscuridade de nosso entendimento... estávamos “alheios à vida de Deus...” Como Mefibosete estávamos em “Lo-Debar”; relegados ao esquecimento das coisas espirituais. Efésios 2:12 nos diz que “naquele tempo estávamos sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo”. Mas, o Rei mandou nos buscar, pois, nossas “pernas tortas do pecado” jamais achariam o Caminho das riquezas espirituais. observe que o chamado do Rei é específico (pessoal) e objetivo (direcionado): "alguém da casa de Saul" (2º Samuel 9:1). João diz 6:44: “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer”. E, ao “Semeador da Vergonha” concedeu-se riqueza, e muitos privilégios (2º Samuel 9:7-13), inclusive o de, como FILHO (11), assentar-se à mesa real. Bastou um balançar de olhos soberanos.
As coisas concernentes à “aventura” de viver com Deus são assim! Num dia no mais “abjeto esquecimento” (como José, no calabouço, ou Moisés, em Midiã), no outro, assentado à mesa dos nobres (1º Samuel 2:8). Lo-Debar não é o nosso lugar!! O diabo veio para “roubar, matar, e destruir; nosso Senhor veio para nos dar vida em abundância” (João 10:10). “Somos herdeiros de Deus, e co-herdeiros com Cristo”. “Deus nos tem colocado na POSIÇÃO de filhos: “assentados nos lugares celestiais”, ao lado do rei, “acima de todo principado e potestade”; ali, há “uma mesa preparada para nós”, onde desfrutamos de sua comunhão, proteção, e “plenitude de alegria”.
Louvemos a Deus sua bondade, e por sua soberana, incondicional e unilateral maneira de agir. Aleluia!!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

ALEGRIA ULTRA-CIRCUNSTANCIAL

Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, 1.3   sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. 1.4   Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes - Tiago 1:2-4 
Tiago, líder da igreja de Jerusalém, escreve para as doze tribos da dispersão (Tg 1:1), gente que estava vivendo no vale do sofrimento, perdendo seus bens e sua liberdade. Para esses crentes fuzilados pelos ventos da perseguição, Tiago traz uma palavra de encorajamento. Destacaremos, aqui, alguns pontos importantes:
EM PRIMEIRO LUGAR, AS PROVAÇÕES NA VIDA DO CRENTE SÃO NECESSÁRIAS. Tiago escreveu: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações” (Tg 1.2). Tiago fala das provações com muita naturalidade. Não é nada excepcional. Passar pelo vale da prova não significa ausência do amor de Deus. Ser provado não é falta de fé nem expressão de imaturidade espiritual. A prova é diferente da tentação. O inimigo nos tenta para nos enfraquecer; Deus nos prova para nos fortalecer. O inimigo nos tenta para nos derrubar; Deus nos prova para nos transformar. Um atleta só tem um desempenho notório quando se submete à disciplina das provas. Através das provas, Deus vai esculpindo em nós o caráter de Cristo. Por meio do sofrimento, Deus vai nos burilando e nos tornando semelhantes a Cristo, que aprendeu pelas coisas que sofreu.
EM SEGUNDO LUGAR, AS PROVAÇÕES NA VIDA DO CRENTE SÃO VARIADAS. Tiago escreveu: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações” (Tg 1.2). Tiago diz que os crentes passam não por poucas, mas por várias provações. Essa palavra significa “de diversas cores”. Há provas amenas e provas severas. Há provas leves e provas pesadas. Há diversas tonalidades de provas. Para cada prova, entretanto, há uma graça especial de Deus que nos capacita a enfrentá-la. Deus não nos prova além de nossas forças. Com a prova, Deus provê também o livramento. As provas não são produto do acaso, mas têm sua gênese na soberana providência divina. Mesmo quando o diabo e suas hostes lançam seus dardos inflamados contra nós, Deus transforma essas situações em bênção para nós. Podemos afirmar, com uma convicção inabalável: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28).
EM TERCEIRO LUGAR, AS PROVAÇÕES NA VIDA DO CRENTE SÃO PASSAGEIRAS. Tiago escreveu: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações” (Tg 1.2). s provas vêm e vão, mas nós prosseguimos em nossa jornada rumo ao céu. Cruzamos desertos tórridos, descemos a vales escuros, escalamos montanhas íngremes e atravessamos pântanos perigosos, mas mesmo sangrando nossos pés nesse caminho estreito, marchamos resolutamente rumo à bem-aventurança eterna. Nós nos alegramos não por ficarmos nas provas, mas por passarmos por elas.
EM QUARTO LUGAR, AS PROVAÇÕES NA VIDA DO CRENTE SÃO PROPOSITAIS. Tiago escreveu: sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança... e diz mais Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes (Tg 1.3,4). O projeto de Deus é nossa maturidade espiritual. A provação produz perseverança e a perseverança tem como objetivo sermos perfeitos e íntegros, em nada deficientes (Tg 1.3,4). Não há maturidade espiritual sem prova. Não há fortalecimento das musculaturas da nossa alma sem exercício. Somos provados para sermos aprovados. A fornalha das provações queimam apenas nossas amarras. Deus nos predestinou para sermos conformes à imagem do seu Filho e Deus está trabalhando em nós, transformando-nos de glória em glória, na imagem de Cristo. O cinzel de Deus é a prova. As provações tem como propósito nos desmamar das glórias deste mundo e colocar nossos olhos na recompensa eterna.
EM QUINTO LUGAR, AS PROVAÇÕES NA VIDA DO CRENTE DEVEM SER ENFRENTADAS COM TODA ALEGRIA. Tiago iniciou este bloco assim: Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações. Não somos como os estoicos que acreditam num destino cego. Não vivemos debaixo do rolo compressor das circunstâncias irremediáveis. Nossa vida é governada pelas mãos daquele que está assentado na sala de comando do universo e governa o mundo. Alegramo-nos não no sofrimento da prova, mas na convicção de que Deus está no controle de toda e qualquer situação e utilizará até mesmo a nossa dor para o nosso bem final.

Afirmamos, portanto, com entusiasmo, que a alegria do crente é ultra-circunstancial. Se olharmos o que Habacuque cantou; é de impressionar: Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, 3.18   todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação. 3.19   O SENHOR Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente (Habacuque 3.17-19).