sexta-feira, 15 de junho de 2018

A Potência Amorosa do Reinado de Cristo: o Rei dos reis, e Senhor dos senhores


“Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap. 19.16).
Um dos episódios mais marcantes da Segunda Guerra foi quando o Japão atacou o porto de Pearl Harbor, no Pacífico, e que pertencia aos USA. A resposta americana foi imediata: 2 bombas nucleares em Hiroshima e Nagazaqui (morreram 200.000 pessoas). Após o Japão “ver” o poder destruidor dos Estados Unidos, rendeu-se imediatamente.
Cristo é o REI SINGULAR. Não é meramente “rei de reis”, mas o “Rei dos reis”. Isso significa que Ele é superior a Michael Temer, Donald Trump, Kim Jong-un, Margareth Thatcher, e Barak Obama. Efésios 1.20-22 nos diz que Deus colocou Jesus assentado “à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas as coisas debaixo dos pés (Cristo) e, para (Cristo) ser o cabeça sobre todas as coisas”.
O poder de qualquer rei, autoridade, ou líder é sempre limitado. O poder de César (imperador de Roma), por exemplo, estava de certa forma sujeito ao Senado. Mas com Cristo é diferente. Seu poder, seu senhorio de Cristo é ilimitado; vai além das instituições militares, ou políticas, desse mundo. Quando vieram lhe prender (Mt 26.53), ele disse: “Acaso, pensas que não posso rogar a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos?”. Quando comissionou os discípulos afirmou: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mt. 28.18).
Ele tem poder sobre todas as coisas, e sobre todas as circunstâncias (Jo. 11.4-6); sobre toda sorte de enfermidades (2º Re. 5.3,14), sobre os astros celestes (Js. 10.12,13), a natureza (Mc. 4.39), os demônios (Lc. 11.20), e até sobre a morte (Jo. 11.43,44). Em Hebreus 1.3, o autor diz acerca de Cristo: "Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do Seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do Seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-Se à direita da Majestade, nas alturas”.
Mas, de todo poder, o que mais impressiona no rei dos reis, é o poder do amor. O seu amor é a sua maior força, é o seu poder mais impressionante. Ele de fato é Rei do Universo e, de maneira muito especial, de nossos corações. Ele doma “a fera” dentro do nosso ser. Jeremias 31.33, diz: “Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei”. Assim, o governo do mundo passou, agora, a ser subserviente dos interesses da igreja de Jesus Cristo. Romanos 8.28 diz: “Todas as coisas cooperam para o bem DAQUELES que amam a Deus”; é no interesse da sua igreja.
Como Rei dos reis, do universo, e de todas as circunstâncias, Cristo guia de tal maneira os destinos dos indivíduos, dos grupos sociais, e das nações, que promove o crescimento, a purificação gradual, e a perfeição final do povo que Ele remiu com o Seu sangue (At. 20.28). Dessa forma, Ele também protege os Seus dos perigos a que são expostos no mundo, e vindica Sua justiça (Sl. 125.3), com a sujeição, e destruição de todos os Seus inimigos.
Essa verdade é muito consoladora: o fato de que Cristo governa os destinos dos indivíduos e das nações no interesse da Sua igreja, que Lhe custou o Seu sangue. É muito bom saber que ele não e simplesmente um “um refugiado no trono do céu”, mas de maneira prática manifesta o poder do seu amor, nos interesses de seu povo, sua igreja.

terça-feira, 12 de junho de 2018

CONHECENDO AS ESTRATÉGIAS DE SATANÁS


1 Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? 2 Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, 3 mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais. 4 Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. 5 Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. 6 Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu.

INTRODUÇÃO
 Conheça a você, ou a seu inimigo, e vencerá uma batalha e perderá outra. Conheça a você e a seu inimigo, e lutará 100 batalhas, e vencerá todas elas. Não conheça a você ou a seu inimigo, e perderá TODAS as batalhas que lutar” (Sun Tzu - “A Arte da Guerra”).
Satanás, astuto, utiliza-se de estratégias para derrubar os seus oponentes.

1)                 SATANÁS MAXIMIZA A PROIBIÇÃO (1)
Uma boa tradução para o versículo 1 é: “É verdade que Deus proibiu vocês de comerem de todas as árvores do jardim?” Pela ordem das palavras, a ênfase recai sobre a proibição de Deus, e não sobre a abrangência daquilo que Deus permitiu.
Agora, vá Gênesis 2.16, e perceba que o foco é diferente: “E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente”.
Deus queria que Adão e Eva entendessem que havia toda uma abrangência de possibilidades para eles. Satanás maximizou aquilo, a única coisa, que eles NÃO PODIAM FAZER.

2)                 SATANÁS MINIMIZA AS CONSEQUÊNCIAS DE NOSSA DECISÃO (4)
“Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis”
Eva tinha consciência da consequência da decisão: “mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerá” (Gn. 2.17).
Mas, a serpente diz o quê? “É certo que não morrereis”. Ou seja, “Peraí... pare de radicalismo... a coisa não é bem assim..”.
Muitos, hoje em dia, cometem as piores atrocidades, imaginando que “pecar não é algo tão sério assim...” Pagarão caro.

3)                 SATANÁS INVERTE OS VALORES (5)
Satanás transfigura-se em anjo de luz (2Co. 11.14,15), ele é mestre na arte de “DAR UM NOVO RÓTULO ÀS COISAS”.
A) Na argumentação de Satanás, Deus deixou de ser o criador amoroso, bondoso e clemente, a passou a ser um alguém frio, insensível, autoritário, um déspota, um egoísta que quer guardar somente para si alguns níveis de informação: “Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal”. “Ele, Deus, está escondendo de você, Eva, poder, glória, iluminação, sabedoria, informação, conhecimento pleno – tudo isso ele quer só para ele!!”Deus, é um egoísta, e não quer dividir com você a fatia do bolo!”.
B) Mas, Satanás também CONTAMINA A RELAÇÃO COM DEUS, dando uma “SOLUÇÃO”: no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal” (5). “Só há um CAMINHO PARA VOCÊS “CRESCEREM E AMPLIAREM SEUS HORIZONTES”: “DESOBEDEÇAM AO DÉSPOTA!! COMAM DO FRUTO!!”.
ü  Deus deixou de ser um pai misericordioso e tornou-se um ser frio, insensível, e egoísta.
ü  A desobediência a Deus deixou de ser pecado; passou a ser uma NECESSIDADE para crescimento, e ampliação dos horizontes.
O profeta Isaías (5.20):Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!”. Ainda hoje, muitos são os que continuam sendo enganados por Satanás.

4)                 SATANÁS AFLORA OS NOSSOS “INSTINTOS PRIMITIVOS” (6)
Satanás não quer nos ver agindo como criaturas criadas à imagem de Deus (Gn. 1.26), mas, com “bestas vorazes”, INSACIÁVEIS; movidas por instintos, e sensações.
A) Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer – Havia muitas outras frutas, mas, tinha que ser “AQUELA” –  “Concupiscência da Carne” – 1Jo. 2.16;
B) Vendo a mulher que a árvore era...  agradável aos olhos (Você já ouviu a expressão “olho maior que a barriga” – “Concupiscência dos Olhos” – 1Jo. 2.16);
C) Vendo a mulher que a árvore era...  desejável para dar entendimento (Seria “semelhante” a Deus; “acima dos meros mortais” – “Soberba da Vida” ” – 1Jo. 2.16).
Satanás aflorou tais sentimentos em Eva, ela caiu, e levou para ruína consigo a seu marido, e cada um de nós (Rm. 5.12). Tiago 1.14,15: “Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. 15 Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte”.

CONCLUSÃO - DICAS PARA VENCERMOS AS ESTRATÉGIAS DE SATANÁS:

1)     REAVALIEMOS NOSSOS CONCEITOS SOBRE DEUS
Cuidado com a sua Criatividade (At. 17.29); cuidado com o “deus” que você FORJOU na sua cabeça. Derrube esse ídolo! As proibições do Deus verdadeiro são para o nosso bem; são cercas que nos protegem, e nos permitem viver um universo amplo de liberdade; liberdade para dizermos “NÃO” ao pecado.
2)     ABANDONEMOS A INFANTILIDADE
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino” (1Co. 13.11)
Abandonemos a “Síndrome de Peter Pan” - gente que nunca cresce espiritualmente, e “vive pelos olhos”, pelos sentidos, e pelas sensações. Vive tirando pirraça com Deus...,  fala o que quer, ouve qualquer um, e duvida da fidelidade de Deus.
3)     ENCHAMOS A MENTE COM O TEMOR DE DEUS
desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor” (Fp. 2.12).
Veja parte da mensagem que escrevi no Boletim da Igreja Presbiteriana de Bom Jesus do Itabapoana (RJ) -  10/06/2018: “Este não é um medo de ser condenado ao tormento eterno, nem um temor sem esperança, e que leva ao desespero; não. É, sim, um temor reverencial, uma preocupação santa para dar a DEUS a honra que Ele merece, e evitar a correção do seu desagrado. Esse medo... é um pavor que procura evitar qualquer coisa que possa ofender e desonrar a DEUS”.
4)     SEJAMOS CRITERIOSOS EM NOSSO RELACIONAMENTO COM DEUS
A serpente procurou Eva porque ela era a parte mais vulnerável. Quando Deus deu a ordem a Adão, Eva não havia ainda sido criada (Gn. 2.15-18); ela deve ter recebido as instruções divinas da boca de Adão. A ordem divina soou com menos intensidade em Eva; que até falou o que Deus “não disse” (“tocar no fruto” – Gn. 3.3).
É por isso que, ao responsabilizá-los, Deus PRIMEIRO CHAMOU A ADÃO, apesar de Eva ter sido a PRIMEIRA a pecar (Gn. 3.9). Adão era o REPRESENTANTE de Deus, seu vice regente. Mesmo ANTES DO PECADO TER ENTRADO NO MUNDO Adão deveria COMANDAR sua esposa, mas, foi comandado; inverteu, BAGUNÇOU A ORDEM, a estrutura (1Co. 11.7-9) que Deus havia criado... sendo CABEÇA, agiu como cauda... Veja, como Deus, o disciplina: “E a Adão disse: VISTO QUE ATENDESTE A VOZ DE TUA MULHER e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa” (Gn. 3.17).
O ponto é: PRECISAMOS SER CRITERIOSOS EM NOSSO  RELACIONAMENTO COM DEUS (1Samuel 16.7). Adão não foi criterioso. Eva também não foi. A serpente, astuta, armou a cilada, e ambos caíram. Mas, “o Deus da paz, em breve, esmagará debaixo dos nossos pés a Satanás” (Rm. 16.20).
Deus nos abençoe!!

sexta-feira, 8 de junho de 2018

O DESENVOLVIMENTO DA SALVAÇÃO COM TEMOR E TREMOR


desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor (Fp. 2.12)
Embora DEUS seja amoroso, misericordioso e clemente, mantém os crentes responsáveis por sua obediência a Ele. Sabendo que serve a um DEUS santo e justo, o crente fiel deve viver sempre com “temor e tremor”.
Temor (medo) é "phobos" que, traduzido descreve a idéia de susto ou terror (Mt 14.26; Lc 21.26; 1 Co 2.3), bem como “reverente temor” (At. 2.43; 9.31, 2 Co. 5.11, 7.1). Tremor (tremendo) é "tromos", e transmite a idéia de “agitação e tremor”. Ambos são reações apropriadas para a consciência da própria fraqueza espiritual e do poder da tentação.
O Senhor procura tal atitude nos seus filhos, como Isaías 66.2, indica: "... mas eis para quem olharei: para o humilde e contrito de espírito, que treme da minha palavra". O Antigo Testamento ensina: "O temor do Senhor é o princípio da sabedoria" (Sl 111.10; Pv 1.7, 9.10). Este não é um medo de ser condenado ao tormento eterno, nem um temor sem esperança, e que leva ao desespero; não. É, sim, um temor reverencial, uma preocupação santa para dar a DEUS a honra que Ele merece, e evitar a correção do seu desagrado. Esse medo protege contra a tentação, e também, do pecado; e dá motivação para a vida obediente dos justos.
Este tipo de "temor e tremor" está intimamente relacionado com a obediência ao Senhor, e ao nosso amor e afeição por Ele. Esse medo envolve auto-desconfiança e consciência sensível; é estar em guarda contra a tentação. Exige ser adversário do orgulho; é estar constantemente conscientes do engano do nosso próprio coração, bem como de sua sutileza, e da força da própria corrupção interna. É um pavor que procura evitar qualquer coisa que possa ofender e desonrar a DEUS.
Conscientes de sua fraqueza e do poder da tentação, os verdadeiros crentes temem cair em pecado e, assim, ficarem afastados do Senhor (Is. 59.2), pois têm um medo, solene e reverente, que brota de seu profundo amor e adoração a Deus. Assim, os crentes genuínos reconhecem que todo pecado é uma ofensa contra o DEUS santo, e mantêm em si um profundo e sincero desejo de não ofender, entristecer, ou macular a santidade divina, mas de obedecer, honrar, agradar e glorificá-Lo em todas as coisas. Este “temor e tremor” fará os crentes orarem fervorosamente por ajuda de DEUS, vivendo diligentemente uma vida de santidade, de forma a evitar qualquer situação que os coloque em pecado, como o Senhor lhes ensinou: "Não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal" (Mt 6.13).


quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

2018 SOB UM OLHAR MULTIFOCAL

“... no meio do trono e à volta do trono, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás... estão cheios de olhos, ao redor e por dentro...” (Ap. 4.6,8).
Uma das grandes maravilhas da vida é a capacidade de podermos ver, ou, enxergar. O livro do Apocalipse registra que os misteriosos 04 seres viventes estão “cheios de olhos”. Creio, em parte, que estes seres espirituais ensinam-nos sobre a onisciência de Deus, ou, a capacidade divina de conhecer, enxergar, ou, ver amplamente (Sl 139.1-3), antecipadamente (Sl. 139.4), profundamente, verdadeiramente, especificamente, exaustivamente, e “multifocalmente”.
Um dos grandes segredos para usufruirmos 2018 “fora da caixa” está em nos concentrarmos, o máximo possível, na “imitação” da atitude divina.
OLHE PARA TRÁS – O passado pode se tornar, para muitos, uma prisão (Gn. 19.26, Lc. 9.62). A chave é olhar para ele com gratidão, e com sabedoria. Mesmo o seu passado esteve debaixo da soberania, e sabedoria divina. Então, utilize as falhas, as quedas, e os erros como instrumentos para fazerem de ti um ser humano mais amável, um cristão melhor (1ª Co. 10.6).
OLHE PARA DENTRO – Faça uma introspecção verdadeira, escrutinadora, e profunda. Avalie a si mesmo (1º Co. 11.28). Reveja onde errou. Admitir o erro é o primeiro passo para a restauração. Abandone a vida mentirosa, o espírito dobre (Tg. 1.6-8), volúvel, e inconstante. Pare de culpar os outros, e as circunstâncias diversas da vida, pelos seus próprios fracassos (Gn. 3.11-13).
OLHE PARA BAIXO – Olhe para seu momento com um olhar realístico. Adquira raízes fortes, profundas, e firmes. Elimine a ostentação, as ilusões, fantasias, e quimeras. Não viva de aparências, não gaste ilusoriamente seu precioso tempo com coisas, e companhias inúteis, supérfluas, e desnecessárias (Fp. 1.9,10).
OLHE PARA OS LADOS – Nenhum sucesso acontece para a solidão. Sempre haverá alguém para ser ajudado. Sempre existirá alguém para lhe auxiliar; basta olhar para os lados. Você só se sentirá sozinho se quiser; se não for humilde, o suficiente para pedir ajuda, ou, para dispensar apoio. Abandone o espírito segregacionista.
OLHE PARA FRENTE – Olhe com fé, com objetivo, com foco, com expectativa; olhe “firmemente para o autor e consumador de sua fé” (Hb. 12.1,2). Um novo horizonte se abre diante de si. Novas chances, novas oportunidades para mudar uma vida, mudar a história, mudar o mundo. Benjamim Franklin disse: “03 coisas jamais voltam: a seta lançada, a palavra falada, e o tempo perdido”. Portanto, cada instante, cada momento, cada oportunidade deve ser enxergada como uma dádiva, uma bênção, um tesouro precioso; é uma chance que não voltará mais.
OLHE PARA CIMA – Olhe para Deus; olhe para o Eterno, para o Altíssimo, para o Indescritível. Olhe para as possibilidades dele (Lc. 1,37), para as perspectivas, e horizontes dele. Olhe para fora de si; assim como ele ordenou a Abraão: “Olhe para cima!” (Gn. 15.5). Olhe para a misericórdia dele. Ore dependendo da força dele; trabalhe esforçando-se o máximo possível, mas, confiando na fortaleza dele. Doe-se, imitando o imensurável amor dele (Jo 3.16, Rm. 5,8). Ele diz: “porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos” (Is. 55.9).
Que o Todo-poderoso nos abençoe, concedendo-nos neste início de novo ano, um “olhar multifocal”.
Este é o meu mais sincero desejo. Esta é a minha mais sincera oração; por mim, e por ti.
Reverendo Valdemir Oliveira dos Santos

1ª Igreja Presbiteriana de Bom Jesus do Itabapoana (RJ).

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

PÉS SOBRE OS MONTES

Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas” (Is. 52.7)

Formosos não são quaisquer pés, mas, os pés que estão sobre os montes. A perspicuidade bíblica aplicada a esta metáfora é, sem dúvida alguma, muito adequada. Morei 10 anos em Belo Horizonte (MG), e sei muito bem, pela experiência, daquilo que este texto está falando. Não há relevo mais difícil de vencer do que este. Diversas foram as vezes, durante os anos de estudo no Seminário, que, para poder dar leite ao meu filho, o único recurso que eu tinha, era economizar no valor da passagem do ônibus. Eu saída de casa a pé, às 5h30 da manhã em direção ao Seminário. Mas, o pior estava quando as aulas terminavam (às 12h30); agora, sob um sol causticante, eu tinha que, a pé, superar as subidas. Aproximando-se das 14h00, eu chegava em casa, suado, esmorecido, esfomeado; mas, ao ver o Gabriel, gordinho, sorrir, todo cansaço sumia... Vanderley Luxemburgo, quando liderou o espetacular time do Cruzeiro (em sua era de ouro), disse que “em BH aprendemos que atrás de um grande morro, tem sempre outro morro maior...”
Como disse, a metáfora é muito adequada. Para se alcançar o coração de um ser humano, é preciso fazer um grande esforço; enfrentar barreiras, vencer o cansaço, o desânimo, e até, correr riscos... A tarefa da evangelização leva o obreiro a muitas circunstâncias difíceis, nas quais é tentado a desanimar, e a achar que a jornada é grande e pesada demais para ele. Muitas são as circunstâncias em que o evangelista sentir-se-á sozinho, cansado, subindo os montes, e encontrando outros, maiores, à frente de si. O Senhor Jesus disse “vos envio como ovelhas para o meio de lobos... rogai ao Senhor da seara que envie mais trabalhadores para a seara... a seara é grande, mas, os trabalhadores, são poucos...” (Lc. 10.2).
Portanto, revigorem-se e reanimem-se! O nosso Deus só tem uma estratégia: “salvar os que crêem pela loucura da pregação” (1 Co. 1.21). A beleza que impressiona o Senhor não são a dos rostos pálidos, maquiados, esticados, e embelezados no conforto da religiosidade, mas a dos pés que sobem montes, e outros à frente deles. Estes pés estão sujos, sim, outras vezes, mal cheirosos, feridos, enlameados, empoeirados, e machucados, mas, tais marcas, são as marcas  da disposição, da intrepidez, e do urgente compromisso com a mais sublime de todas as missões: fazer Cristo conhecido em todo lugar. Desanima não, irmão, continua a jornada; sua direção é para frente, e para cima. AVANCE!!
Ouvi, recentemente, numa conferência, o atual presidente da IPB, Reverendo Roberto Brasileiro. Ele disse a Igreja Presbiteriana aprendeu, e muito bem, os “05 Solas” da Reforma (“Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fidei, Solus Christus, Soli Deo Glória”), no entanto, a grande necessidade da IPB, no atual momento, é aprender (e praticar) o “Sexto Sola”: o “Sola de Sapato!” Disse ele: “É urgente que saiamos do conforto dos nosso templos para gastarmos sola de sapato! É tempo de subirmos o morro, e ainda, outro morro à frente dele. Temos que “suar a camisa”, e nos desgastarmos na obra do Senhor, em tempo e fora de tempo; faça chuva, ou faça sol” (*paráfrase minha).
Dizem que uma mulher só está bela, e elegante, sobre um scarpin. O texto bíblico nos projeta para outra direção, ele fala de uma rara beleza; aquela que não se encontra sobre os scarpins, mas sobre os montes: “Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!” (Is. 52.7).

Reverendo Valdemir Oliveira dos Santos

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

PÉS FORMOSOS

”Quão formosos são, sobre os montes, os pés do que anuncia as boas novas, que faz ouvir a paz, do que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, do que diz a Sião: O teu Deus reina!’’ - Isaías 52:7
   
Nos tempos bíblicos as ruas não eram calçadas; havia muita poeira, e as pessoas andavam descalças ou de sandálias. Os pés estavam sempre empoeirados, sujos, mal cheirosos, e até machucados; não eram os mais belos, e nem os mais agradáveis de se ver. Era deselegante entrar numa casa e o anfitrião não lhe oferecer uma bacia, com água, para lavar os pés (Lc. 7.44). Os “pés”, naquela época eram (e ainda são)  uma das partes menos valorizadas do corpo.
O nosso modo de valorizar a beleza das pessoas não mudou. Como nos tempos bíblicos (Et. 2.2-4), hoje ainda,  valorizamos a beleza pelas feições do rosto, olhos, na cor da pele, textura do cabelo... As indústrias de cosméticos proliferam, e a cada dia aumenta o número, (até entre os crentes) de pessoas preocupadas com a estética; aplicações de “botox”, cirurgias plásticas, e enchimento de lábios...
Por que, em Isaías 52.7 (e Naum 1.15, e Romanos 10.15) são elogiados são os pés, e não os rostos (geralmente esticados, e cheios de botox)? Aqui há uma figura de linguagem; os pés representam a pessoa. Os pés falam-nos da atitude de movimento em direção ao outro, em direção àqueles que estão presos em grilhões, e que ainda não sabem que “já raiou a liberdade o horizonte espiritual”. De nada adianta uma igreja cheia de “faces bonitas”, se não houver pés dispostos a ir. O que Isaías quer dizer é que “o que” eles (os pés) possibilitavam trazer (as boas novas), os tornava “formosos”, esplêndidos, belos” Não era o que eles eram em si, mas, o que eles portavam: “As Boas Novas da Salvação”. Essas boas novas só chegaram às pessoas porque os pés levaram, até lá, os mensageiros. O que nos difere dos meramente religiosos, egoístas, e insensíveis são nossos pés; é a nossa disposição de sair da nossa “zona de conforto” para alcançar o perdido, esteja ele onde estiver. Isso equivale a dizer: “Quão belos, quão agradáveis, quão dignos, quão merecedores de honra e respeito, são as pessoas, os mensageiros, os evangelistas, pois, por meio de seus pés, levaram as boas novas de salvação a todos os povos”.
Olhe agora para os seus pés e os contemple. Questione se, nesta perspectiva (na perspectiva, de Deus), Eles são belos... Deus não vê como vê o homem (1 Sa. 16.7). O homem olha o rosto, Deus olha os pés. O que me apavora, muitas vezes, é o que as estatísticas nos informam; 95% dos crentes jamais levou alguém aos pés de Jesus. Entristeço-me com o fato que nunca tivemos uma igreja com faces tão bonitas, mas, com pés tão feios...

Do ponto de vista dos céus, não existe nada tão amável, tão admirável sobre a terra, do que a propagação do nome de Jesus Cristo, a um mundo em necessidade. E isso só acontece, porque os pés levam os mensageiros até o povo que carece de esperança. A verdadeira formosura, não se encontra nos rostos, mas, nos pés: “‘Quão formosos são, sobre os montes, os pés do que anuncia as boas novas!!”.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

OS NOSSOS PRETENSOS MÉRITOS DIANTE DO PADRÃO DIVINO

Estou, nesta semana, lendo o capítulo 12 do livro 3 ("As Institutas"), onde Calvino (tratando sobre a doutrina da Justificação) fala sobre "julgarmos nossos pretensos méritos, não à luz do juízo humano, mas à luz do padrão divino".
Calvino nos "joga na lona"; ele diz:
"Aqueles que sob a vista de Deus, seriamente cogitam da verdadeira norma de justiça, por certo descobrirão que todas as obras dos homens, se forem estimadas em sua dignidade, nada mais são do que imundície e indignidade, e a que comumente se tem por justiça, essa diante de Deus é pura iniquidade; a que se considera integridade não passa de poluição; a que julga glória não passa de desonra" (J. Calvino).
Veja mais uma preciosa pérola, dos ensinos do mestre Calvino:
"É necessário excluir-se toda e qualquer confiança em nós mesmos, para que, desimpedidos, nos apressemos rumo a Cristo, a fim de que, vazios e famintos, possamos fartar-nos de suas coisas boas. Pois jamais confiaremos nele suficientemente, a menos que, suspeitando profundamente de nós mesmos; jamais alcançaremos suficientemente em nós o ânimo para com ele, a menos que antes nos sintamos abatidos em nós mesmos; jamais nos consolaremos suficientemente nele, a menos que em nós mesmos nos sintamos desolados. Portanto, sendo a confiança pessoal inteiramente eliminada, de fato apoiados unicamente na certeza de sua bondade, estamos capacitados para aprender e obter a graça de Deus, quando, como diz Agostinho, esquecidos de nossos méritos, abraçamos os dons de Cristo, visto que, se ele buscasse em nós méritos pessoais, não viríamos a seus dons. Com quem concordemente faz côro Bernardo, comparando os presunçosos a servos desleais, porque contra toda razão retêm para si o louvor da graça, quando a mesma nem passa por eles; como se uma parede se vangloriasse de ter sido a causa do raio de sol, que ela recebe por meio de uma janela" (João Calvino).