quarta-feira, 29 de março de 2017

AS EVIDÊNCIAS DE UMA VIDA REALMENTE CONVERTIDA - Cl. 3:1-11

Infelizmente temos constatado que, com o meteórico crescimento da igreja evangélica brasileira, muitas pessoas sem a genuína conversão estão adentrando aos nossos arraiais.
Você crê que é um verdadeiro convertido? O que comprova que você, de fato, se converteu? Na Carta que escreveu aos Colossenses o apóstolo Paulo nos mostra que a verdadeira conversão está estritamente conectada com aquilo que nós fazemos, ou praticamos.
Paulo defende que deve haver uma estreita conexão entre aquilo que nós cremos e aquilo que nós praticamos. Não pode haver um abismo entre fé e prática; entre o discurso e a vida.

1- EVIDENCIAMOS A VERDADEIRA CONVERSÃO QUANDO BUSCAMOS MAIS AS COISAS DO CÉU DO QUE AS COISAS DA TERRA (Colossenses 3.1-4)
Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. 3.2 Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; 3.3 porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. 3.4 Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória.

Na Cidade do Cairo, no Egito, há várias famílias que moram em cemitérios, são refugiados da 2ª Guerra. Há, inclusive, relatos até de crianças que nasceram em cemitérios; é possível estar vivo e ainda assim viver numa sepultura.
Paulo diz “se fostes ressuscitados juntamente com Cristo”...,  - na língua grega não há a expressão de dúvida. A ideia exata do texto é “UMA VEZ QUE FOSTES RESSUSCITADOS COM CRISTO”. Ou seja, a posição exaltada do Crente em Cristo não é algo hipotético, nem é algo pelo qual devemos nos esforçar, mas é uma condição adquirida, é um fato consumado. A bíblia é categórica ao afirmar que, DE FATO, TODO AQUELE  se converteu já se identificou com a MORTE, COM A VIDA, E COM A RESSURREIÇÃO DE CRISTO.
Em Gálatas 2.19,20, Paulo diz: “...Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”. Já em Filipenses 1.21: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo”. Aqui, aos Colossenses ele afirma “uma vez que fostes ressuscitados com Cristo,” ou seja, “agora que vocês recebem os benefícios”, ou seja, “o poder da ressurreição de Cristo” buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive... Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra. O verbo “buscar (zeteite) traduz a ideia de uma busca contínua, perseverante e investigativaé buscar com prioridade, buscar com foco com a intenção de encontrar, e o verbo “pensar” (phronein) trás uma ideia de inspiração e determinação.
Muitas vezes ouvimos pessoas dizerem “a música é minha vida; o esporte é tudo prá mim; fulano vive prá trabalhar...”. O cristão verdadeiro, não. Para o cristão as coisas de Cristo são a sua vida, pois, são as coisas eternas, ou seja, as coisas do alto que dominam o seu pensamento e preenchem a sua alma. Ele anela, ele tem saudades do céu...
Todo aquele que nasceu de novo possui essa marca, ele busca mais as glórias de Cristo do que as coisas deste mundo; ele aspira mais pelo reino do Céu do que pelas riquezas dessa terra. Os seus olhos estão postos naquela cidade cujo arquiteto e fundador é Deus. O céu é seu lar, sua origem, seu prazer, sua recompensa e seu destino.
Você é um verdadeiro convertido? Evidenciamos a Verdadeira Conversão Quando Buscamos Mais as Coisas do Céu do que as Coisas da Terra.
Mas, vejamos ainda, uma segunda evidência de uma vida realmente convertida:

2- EVIDENCIAMOS A VERDADEIRA CONVERSÃO QUANDO MORTIFICAMOS NOSSA NATUREZA TERRENA (Colossenses 3.5-9)
Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; 3.6 por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]. 3.7 Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas. 3.8 Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar. 3.9 Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos

A expressão “fazer morrer” no grego é “nekrosate”, de onde vem o nosso termo em português “Necrotério”. A ideia de Paulo é que os crentes devem andar com uma “certidão de óbito” no bolso. Uma vez que morremos (v.3) devemos matar, ou, “fazer morrer” diariamente nossa natureza terrena. Toda vez que ela quiser dar “sinal de vida”, mostre a ela sua certidão de óbito espiritual. A bíblia diz em Romanos 6:11 “considerai-vos MORTOS PARA O PECADO”. É isso que Jesus quis dizer: “Se o teu olho direito o faz tropeçar, ARRANCA-O” (Mt. 5:29).
Paulo enumera 11 pecados que, didaticamente, os distribuí em 4 blocos. Esses pecados fazem a natureza humana resistir à sua morte; a natureza morta resiste e quer se mostrar muito viva:
2.1) PECADOS MORAIS, LIGADOS À SEXUALIDADE - São 3 pecados; Paulo diz: fazei pois, morrer vossa natureza terrena - Esta natureza terrena se manifesta por meio da: A) Prostituição (“pornéia”– de onde vem “pornografia”). B) Impureza (a idéia é de perversão, luxúria e libertinagem – a palavra traz a ideia de uma “chaga infectada”), C) Paixão Lasciva (força quase incontrolável, egoísta, violenta, agressiva, que não descansa até ser satisfeita) Lembro-me da experiência de um rapaz que pediu que o amarrássemos a uma cama, quando a “fissura” pela droga viesse – Há pessoas que são assim em relação à sexualidade, parecem uma “besta voraz”, um animal no cio.
 Jovens, atenção, em nome de Jesus, todos os dias o mundo tá dizendo: “satisfaça sua vontade, seja feliz...Mostrem a ele sua certidão de óbito em relação à natureza terrena. “Estou morto para essas coisas, em nome de Jesus!
2.2) PECADOS SOCIAIS – São pecados que nos levam a “desejar o que é do outro e o mal p/ o outro” (5) – Paulo lista 02 pecados: A) O Desejo MalignoJá viram Gente que quer matar, destruir, ver a desgraça, ver a derrota da família da outra? – B) A Avareza, que é Idolatria – Avareza é o “querer mais e mais, só para si, sem nunca se satisfazer” – O comentarista bíblico Ralph Martin diz que aqui está o pecado da “possessividade”; o desejo insaciável de colocar as mãos em tudo.
O texto bíblico esclarece que este pecado é idolatria, pois, é adoração ao ego, uma supervalorização do próprio eu; “é a devoção a um deus falso”. Provérbios 30.15, diz:  A sanguessuga tem duas filhas, a saber: Dá, Dá. Nos versículos 6 e 7 Paulo dá uma advertência: "por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]. Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas".
2.3) PECADOS LIGADOS AO TEMPERAMENTOPaulo lista 03 pecados: A) Ira (palavra ligada ao verbo “ferver”); é o temperamento explosivo, não controlado pelo Espírito.
É provável que você conheça gente que vive com “3 pedras na mão”; gente melindrosa, gente que nos força a medir bem as palavras para falar com ela.
Paulo lista também: B) Indignação (esta palavra traz a ideia de “continuidade”). Ou seja, é o indivíduo constantemente “mal humorado, chato, rancoroso, emburrado”).
Ainda há ainda um pecado: C)  Maldade – Já conviveram com um indivíduo maldoso em tudo que fala, pensa e diz? Geralmente dizemos: “gente que tem uma nuvem negra sobre a cabeça”; prá tudo ele vê o mal (esse pecado está ligado à inveja), é desconfiado com tudo e todos porque ele não é bem resolvido internamente. 
2.4) PECADOS LIGADOS AOS RELACIONAMENTOS INTERPESSOAIS E À LÍNGUA – Já viu gente que não dá certo com ninguém? Já vi muito “crente” assim; gente que precisa rever, precisa reavaliar se está demonstrando dia a dia as evidências de uma vida convertida; gente que precisa urgentemente “buscar o atestado de óbito” das coisas da carne, se é que realmente possui.
Paulo lista 03 pecados: A) Maledicência (“blasfemos”); é o indivíduo que vive falando mal da vida alheia. Vi, recentemente, um provérbio numa lameira de um caminhão, que dizia: “Deus nos deu uma vida para que cada um cuide da sua”. Esse é o pecado do espalhador de botos e contendas; o conhecido Fofoqueiro. B) Linguagem Obscena do Falar. Gente de “boca suja e porca”; que utiliza-se de linguagem abusiva, grosseira e vulgar, palavras de baixo teor, de baixo calão; utiliza-se constantemente de chocarrices, e de piadinhas imorais; e que só fala coisa que não presta...
Fechando esta segunda parte Paulo lista um quarto pecado: C) Mentira - 3.9 Não mintais uns aos outrosDeus abomina a mentira, o espalhador, inverdades; pois, o pai da mentira é o diabo (Jo 8:44).
Você é um verdadeiro convertido? Evidenciamos a Verdadeira Conversão Quando Mortificamos , diariamente, nossa Natureza Terrena.
Mas, Paulo, ainda apresenta-nos uma terceira evidência de alguém realmente convertido:

3- EVIDENCIAMOS A VERDADEIRA CONVERSÃO QUANDO REVESTIMO-NOS DE CRISTO (Colossenses 3.10,11)
e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; 3.11 no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos.

O verdadeiro convertido não somente (negativamente) se despe de algumas coisas ligadas à velha natureza, como também, efetivamente (positivamente) se reveste de uma nova natureza. Por meio desse “revestir”, desse novo procedimento, nos tornamos mais e mais  semelhante a Cristo. O verbo “revestir” aqui trás a ideia de continuidade, significando que a cada dia, a cada instante, a cada momento vamos mais e mais sendo renovados.
Paulo demonstra que esse “revestir diário, e contínuo, de Cristo” se faz de 03 maneiras:
3.1- REVESTIMO-NOS DE CRISTO POR MEIO DE UM CONHECIMENTO RELACIONAL COM O PRÓPRIO CRISTO (Colossenses 3.10)
e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento.
 Não é apenas ter informações intelectuais sobre Jesus, não é simplesmente ter informações sobre a pessoa e a obra de Cristo (o que não é ruim...); mas é muito mais que isso!
É um relacionamento pessoal, diário e prático com ele por meio da oração, e da leitura da palavra, da adoração no culto privativo, e coletivo.
3.2- REVESTIMO-NOS DE CRISTO POR MEIO DE DA TRANSFORMAÇÃO NOSSO CARÁTER À IMAGEM DE CRISTO (Colossenses 3.10)
“ segundo a imagem daquele que o criou”
A imagem de Deus em nós, que foi “poluída” por causa do pecado; e por meio de todas essas iniciativas faladas anteriormente ela começa a ser limpa. Isso acontece por meio de um processo contínuo, que só termina na glória. A esse processo damos o nome “santificação”. Santificação não é outra coisa, senão efetivamente, a cada dia, parecermo-nos mais e mais com Cristo.
Paulo diz que isso acontece também quando efetivamente algumas barreiras são quebradas:
3.3- REVESTIMO-NOS DE CRISTO POR MEIO DA QUEBRA DAS BARREIRAS QUE NOS SEPARAM E IMPEDEM-NOS DE USUFRUIRMOS DA GENUÍNA COMUNHÃO DO CORPO DE CRISTO (Colossenses  3.11)
no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos.
Em nossos dias temos ouvido muito sobre a necessidade da unidade; a unidade da igreja se manifesta, efetivamente, por meio da “koinonia”; a verdadeira comunhão do Corpo de Cristo.
Paulo lista 4 barreiras que devemos quebrar, bareiras estas que nos impedem de usufruirmos essa comunhão, e autenticarmos, evidenciarmos que somos verdadeiros cristãos:

 3.3.1- AS BARREIRAS RACIAIS PRECISAM SER QUEBRADAS PARA USUFRUIRMOS DA GENUÍNA COMUNHÃO DO CORPO DE CRISTO
“Em Cristo” “... não há grego nem judeu”
Cristo destruiu as barreiras do nacionalismo, isso é muito forte!! Nações que declaravam o ódio uma às outras dão as mãos, diante da mesa do senhor. Apocalipse 5.9: “e entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação”.
3.3.2- AS BARREIRAS RELIGIOSAS PRECISAM SER QUEBRADAS PARA USUFRUIRMOS DA GENUÍNA COMUNHÃO DO CORPO DE CRISTO
Em Cristo” “... não há circuncisão nem incircuncisão”
As cerimônias e os ritos que nos separavam (Cl. 2.20-23) já não separam mais, pois, Cristo cumpriu em si tudo quanto era necessário.
 Você não precisa mais praticar “isso ou aquilo” (Paulo está falando dos rituais do Antigo Testamento) para se dizer “mais santo, mais puro, mais iluminado”...
3.3.3- AS BARREIRAS CULTURAIS PRECISAM SER QUEBRADAS PARA USUFRUIRMOS DA GENUÍNA COMUNHÃO DO CORPO DE CRISTO
Em Cristo” “... não há bárbaro, nem cita
Os gregos consideravam as pessoas “não gregas” como bárbaros, e, destes, os citas eram os bárbaros mais desprezados, eram a “ralé” dos bárbaros. Um historiador chamado Flávio Josefo diz que um cita era somente um pouco melhor do que os animais selvagens.
Cristo destruiu “a barreira da separação” (Ef. 2.14) e não podemos erguê-las mais; os crentes verdadeiramente convertidos também dão a “destra da comunhão” ao irmão mais humilde e dizem: “somos um em Cristo!” Aleluia!! “Eu não sou melhor que você!!
3.3.4- AS BARREIRAS SOCIAIS PRECISAM SER QUEBRADAS PARA USUFRUIRMOS DA GENUÍNA COMUNHÃO DO CORPO DE CRISTO BARREIRAS SOCIAIS
Em Cristo” “... não há escravo nem livre
Senhores e escravos participando da mesma igreja, assentados um do lado do outro?
Só no cristianismo é possível essa revolução social. Paulo diz ao senhor de escravos, Filemom (1.15-17), que este deveria receber o escravo fugitivo, Onésimo, “não mais como escravo, mas como irmão”: “Pois acredito que ele veio a ser afastado de ti Temporariamente, a fim de que o recebas para sempre, 1.16 não como escravo; antes, muito acima de escravo, como irmão caríssimo, especialmente de mim e, com maior razão, de ti, quer na carne, quer no Senhor. 1.17 Se, portanto, me consideras companheiro, recebe-o, como se fosse a mim mesmo. no Senhor”. Aleluia!!
E assim, Paulo diz: “porém Cristo é tudo em todos”. As barreiras são quebradas, e a glória de Cristo, visivelmente, manifesta-se em todo o nosso viver. Mas, este texto continua com uma infinidade de outras formas práticas de evidenciar a nossa conversão – Veja COLOSSENSES 3:12-4:3

CONCLUSÃO
Você é verdadeiramente um convertido? Você já foi ressuscitado com Cristo? Então, é isso que Deus espera de ti, meu, irmão.
Não é simplesmente levantar as mãos no culto, chorar, orar bonito, fazer longos discursos, mas como falamos no início – “a verdadeira conversão está estritamente conectado com aquilo que nós fazemos, ou praticamos; deve haver uma estreita conexão entre aquilo que nós cremos e aquilo que nós praticamos. Não pode haver um abismo entre fé e prática; entre  o discurso e a vida”.
A boa árvore é conhecida não pelas folhas, mas, pelo fruto que ela produz. E quanto à vida cristã isso é demonstrado quando 1) Quando Buscamos Mais as Coisas do Céu do que as Coisas da Terra. 2) Mortificamos Nossa Natureza Terrena. 3) Nos Revestimos de Cristo.
Que o nosso bom Deus lhes abençoe mais e mais. Que a cada dia, os não cristãos, vejam a evidência da conversão em vossas vidas, e assim, dêem gloria, ao nosso Pai que está nos céus.
Que assim seja, amém!!

quarta-feira, 22 de março de 2017

AS RAZÕES PELAS QUAIS OS QUE MORREM NO SENHOR SÃO BEM AVENTURADOS

Então, ouvi uma voz do céu, dizendo: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham” (Ap. 14.13).

INTRODUÇÃO
A expressão “bem-aventurado” é muito conhecida na bíblia. O Salmo 1.1 diz “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”. No Evangelho de Mateus (5.3-11), no início do Sermão do Monte, Jesus listas 9 bem aventuranças (humildes, choram, mansos, têm fome e sede de justiça, misericordiosos, limpos de coração, pacificadores, perseguidos, e os injuriados).
 A expressão “bem aventurado” (Makários) procede de uma palavra que sua raiz significa riqueza. O livro do Apocalipse apresenta-nos 07 bem aventuranças, ou seja, as qualidades que se refletem na vida alguém que usufrui da verdadeira riqueza espiritual; alguém que realmente pode se considerado “bendito do Senhor”:
Apocalipse 1.13: “Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nelas escritas..." (Ap 1.3).
Apocalipse 16.15: "... Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nú, e não se veja a sua vergonha" .
Apocalipse 19.9: “... Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. São estas as verdadeiras palavras de Deus".
Apocalipse 20.6: "Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição..."
Apocalipse 22.7: "... Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro".
Apocalipse 22.14: "Bem-aventurados aqueles que lavam suas vestiduras (no sangue do Cordeiro)...”
Apocalipse 14.13"Então, ouvi uma voz do céu, dizendo: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham".
Este último texto (Ap. 14.13) mostra-nos a verdadeira espiritual de alguém que morre no senhor. Com base neste texto veremos sobre “AS RAZÕES PELAS QUAIS OS QUE MORREM NO SENHOR SÃO CONSIDERADOS BEM AVENTURADOS”.

EM PRIMEIRO LUGAR - Os que morrem no Senhor são bem aventurados porque MORRERAM “NO SENHOR”
Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor
Observe a “perspicuidade” da bíblia: “Bem-aventurados os mortos”, sim, MAS, somente aqueles que “morreram no Senhor.
O apóstolo Paulo fala a respeito de uma ligação entre os crentes e Cristo; uma “União Mística”. O crente é unido a Cristo. Esta frase “em Cristo” e suas variantes, aparecem pelo menos 164 VEZES em suas cartas. James Stuart escreveu: “Vem crescendo consistentemente dentro de mim a convicção de que a União com Cristo, ao invés da justificação, eleição ou a escatologia, ou na verdade, ao invés de qualquer outro grande tema apostólico, é a real chave para entender o pensamento e a experiência de Paulo” e ele diz mais: “Podemos considerar a doutrina da união com Cristo, não somente como a coluna da religião de Paulo, mas como também a própria âncora de sua ética”.
João Calvino escreveu: “Enquanto Cristo permanecer fora de nós, e nós estivermos separados dele, tudo o que ele sofreu e fez pela salvação da raça humana permanece inútil e sem valor para nós... Tudo o que Cristo possui é nada para nós até que cresçamos num corpo com ele” .
Para Paulo, e creio também para João (o “autor humano” do Apocalipse) estar unido a Cristo, significa estar identificado intimamente com Cristo; é a vida de Cristo implantada em mim. Por isso, a bíblia ensina que os crentes verdadeiros estão em Cristo, ou seja, não há salvação enquanto não formos feitos um com Cristo e, só permanecemos salvos se permanecermos em Cristo.
Todo aquele que é bem-aventurado na morte, foi, antes, convertido; morreu na causa de Cristo, em estado de união com Cristo; esses são achados “em Cristo” quando chega a morte, por isso são ricos espiritualmente; são benditos do Senhor; são bem aventurados. O Senhor Jesus se aproximou, e revelou-se a eles, por sua Palavra (Ef. 1.13), estes ao crerem se tornaram bem-aventurados; estes regozijam-se no Senhor Jesus; dizem: “considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé” (Fp. 3.8,9).

EM SEGUNDO LUGAR -  Os que morrem no Senhor são bem aventurados porque DESCANSAM DE SUAS FADIGAS
para que descansem das suas fadigas
A vida aqui sobre a face da terra é, em diversos momentos, comparada a uma travessia de um deserto (Jr. 2.2; Os. 2.14), noutras vezes, é comparada a uma longa e estressante corrida (Hb. 12.1, 2 Tm. 4.7); e noutros momentos, é comprada a um violento e cansativo campo de batalha (2Tm. 4.7).
Chegou a hora a hora em que “vovó MARIANA” encostou a espada, inicio o descanso, e “RECEBEU A COROA DA VIDA”.
A morte para o crente é comparada a um sono, no sentido de que aquele que morreu no Senhor encontra-se agora, como alguém que dorme (1 Ts. 4.13); em descanso (Lc. 15.14), em repouso.
Quantas vezes, vovó Mariana, em suas preocupações me pediu (externando suas preocupações com seus filhos; algumas dessas “crianças” já têm mais de 70 anos): “Pastor, ora comigo, pelo Elias...; Pastor, ora comigo por Carlinhos...; Pastor, ora comigo por João...
Acabaram-se as preocupações; acabou o cansaço, acabaram-se as fadigas... É tão ridículo pensar que no céu haverá preocupação!! Há religiões que crêem que a “comunhão dos santos” se estende até após a vida terrenal; sendo assim, os justos nos céus passarão por sofrimento, e  intercederão pelos que estão, em sofrimento, aqui da terra... NÃO!! Apocalipse 21.4 registra que Deus “lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap. 21.4).
No inferno, sim, ali haverá preocupação, angústia, e até intercessão sincera (mas não respondida) em favor deles próprios, e daqueles seus parentes que estiverem vivos (Lc. 16.23-31); é também, por isso, que o inferno é comparado com lugar de tormento, de dor, de abandono, de fogo, fadiga, e calor intenso..., mas, no céu, não; ali só haverá repouso (Lc. 16.22); as tristezas e angústias já cessaram.
No céu os bem aventurados descansam de todo pecado, de toda tentação, e de toda perseguição. Ali  o mau cessa de atormentá-los; ali os extenuados estão em repouso e descanso de suas fadigas.

EM TERCEIRO LUGAR - Os que morrem no Senhor são bem aventurados porque AS SUAS OBRAS OS ACOMPANHAM
pois as suas obras os acompanham
As obras dos crentes, dos lavados e remidos no sangue de Cristo, os acompanham; elas os seguem “a reboque”.
Observe bem isso; as obras dos crentes não vão adiante deles como títulos, como uma aquisição, ou como um “direito de propriedade”; não. A salvação não é pelas obras, ela é pela graça, mediante a fé: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef. 2.8,9). No entanto, Efésios 2.9 registra que “somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”. Assim sendo, as obras dos crentes os seguem como provas, como EVIDÊNCIAS da vida de alguém que viveu e, se preciso fosse, também morreu no Senhor, e pelo Senhor (Ap. 2.2).
É verdade que não podemos levar desta vida o dinheiro, a fama, e nem mesmo, os bens. Mas o povo de Deus produz “fruto” que sobrevive além da morte. Deus se recordará de nosso amor, bondade, e fidelidade como autenticação daquilo que Ele fez em nós: “Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o seu nome, pois servistes e ainda servis aos santos” (Hb. 6.10).
Assegure-se de que seus valores estejam em harmonia com os de Deus e disponha-se hoje a produzir fruto que perdure para a eternidade. Louvo a Deus, pois, “vovó Mariana” não morreu como uma velha rabugenta, e ranzinza; que ninguém tolerava, antes, pelo contrário, ela viveu rodeada de amigos, e parentes, que a amavam. E mais, ela os influenciou positivamente; filhos, netos, bisnetos, e tataranetos, foram constantemente alvo de sua simplicidade, humildade e devoção incontestável a Cristo.
Com mais 100 anos de idade era membro da SAF (Sociedade Auxiliadora Feminina da Igreja Presbiteriana do Brasil); ia regularmente às visitas; ela era aluna assídua da Escola Bíblica Dominical; e, mesmo com as forças debilitantes, testemunhou vindo aos cultos; enxergávamos essa irmã cantando todos os corinhos “de pé”, e todos os hinos, enquanto as forças eram possíveis. Como diz a escritura, morreu “em ditosa velhice”; vivenciou uma vida completa e realizada.

EM QUARTO LUGAR - Os que morrem no Senhor são bem aventurados porque A PROMESSA DA BEM AVENTURANÇA É AUTENTICADA PELO ESPÍRITO SANTO
“Então, ouvi uma voz do céu, dizendo: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham
Observe três elementos que exaltam a certeza da promessa com base numa lisura, numa credibilidade absoluta: 1) Foi uma voz “ouvida do céu (não foi algo “contaminado”, ou “aqui de baixo” – compare com Tg 1.17, com Jo. 8.23, e com Tg. 3.15); 2) Essa voz disse “escreve - Tudo o que está escrito é mais durável, e menos passível de ser corrompido, do que aquilo que é somente falado “boca a boca” e se perde “no vento”; 3) Observe que há uma reafirmação desta promessa pela própria Divindade (a 3ª pessoa da Trindade): “Sim, diz o Espírito”. Essas são as palavras ecoadas através do Espírito Santo.
O Espírito santo é chamado na bíblia de o “Espírito da verdade”; ele é aquele que nos direciona; “nos guia a toda verdade” (Jo. 16.13). Este, o Espírito Santo, é a garantia; “o penhor de nossa Salvação” (Ef. 1.13,14).
É a voz do Espírito Santo, que, do céu mandou João escrever, e com isso garantiu, referendou, autenticou que “aqueles que morrem em união com Cristo são bem aventurados”. Tal promessa não é uma ilusão, é uma certeza; é uma verdade absoluta, pois, foi autenticada pelo próprio Espírito Santo.
Creio que você que está lendo este post tem percebido que o homem engana; a palavra do homem é falha. Se fosse eu (Valdemir) falando, ou prefeito de sua cidade; ou mesmo, o juiz Sérgio Moro, você poderia abrir a possibilidade de ser enganado; tal promessa poderia ser um embuste, uma fraude.
Mas, o texto bíblico nos garante que a garantia dessa promessa não é aqui “de baixo”, é “de cima”, é celestial; não é ilusória, não é humana, é espiritual; tal promessa procede não dos lábios de autoridade humana alguma, mas dos lábios do Deus Espírito Santo: “seja Deus verdadeiro, e mentiroso todo homem” (Rm. 3.4), “quem fez essa promessa é fiel” (Hb. 10.23).
Então não se desespere, se algum parente seu morreu “no Senhor”; como Lázaro (Lc. 16.22,23), ele está usufruindo da bem aventurança eterna; ele está, agora, “hoje mesmo” (Lc. 23.43) na presença do Senhor. Quem garante isso, é o Espírito Santo.

CONCLUSÃO
A morte para o cristão, não é expectativa de eterna perdição. É a sublime BEM-AVENTURANÇA outorgada pela Graça de Deus, é a expectativa de eternidade com Deus.
Creio que até por isso, já desde os tempos do Antigo Testamento, o salmista já declarara: “Preciosa é aos olhos do SENHOR a morte dos seus santos” (Sl 116.15).
Se você não é em aventurado, entregue-se, a Jesus, neste dia, e passe a pertencer à galeria dos bem aventurados do Senhor.
Encerro esta mensagem com a transcrição do hino que a irmã Maria Forte Bueno Forte mais amava  (A “vovó Mariana” com 102 anos e 18 dias, partiu para a “bem aventurança eterna” neste dia 20/03/2017):
Por tudo o que Tens feito
Por tudo o que Vais fazer
Por Tuas promessas e tudo o que És
Eu quero Te agradecer
Com todo o meu ser
Te agradeço, meu Senhor; te agradeço, meu Senhor
Te agradeço por me libertar e salvar
Por ter morrido em meu lugar
Te agradeço
Jesus, te agradeço
Eu te agradeço
Te agradeço

*Sermão que preguei no culto com ofício de nossa irmã Maria Forte Bueno Kobi (a vovó Mariana - que faleceu nesta segunda feira, 20/03/2017, com 102 anos e 18 dias).

Nossos mais sinceros sentimentos a toda família Kobi.

terça-feira, 7 de março de 2017

A FÉ QUE NOS FAZ PREVALECER ATÉ O ÚLTIMO DIA

obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma” (1Pe. 1.9)

   Pedro, em sua primeira carta escreve aos crentes que sofriam perseguição; eles foram espalhados para as mais diversas localidades (1 Pe. 1.1); pais e filhos foram mortos, famílias foram escravizadas, e divididas. Esta é a “Carta do Sofrimento” (1.1,6; 2.11,12; 3.14-17; 4.12-19; 5.9).
    No entanto, num contexto de sofrimento, já no capítulo 1, Pedro destaca 2 coisas extremamente importantes, as quais são úteis aos cristãos de todos os tempos:
1) O Aspecto Escatológico
A Escatologia é a área da Teologia que trata sobre as coisas relacionadas aos últimos dias. Pedro nos diz, quanto a isso, que, em meio ao sofrimento não podemos nos esquecer que:
1.1) Temos uma Herança Reservada no Céu – Esta herança é a salvação (4,10), que, em toda sua extensão, e benesses, nos será  revelada (plenamente) no “último dia” (5);
1.2) Temos um Objetivo Sobreexcelente — Se resistirmos ao calor das provações, elas redundarão em louvor, glória e honra, no dia da “Revelação de Jesus Cristo” (7).
O cristão tem que ser paciente e aguardar o último dia, o dia do “ajuste de contas”.
2) A SUPREMACIA de Nossa Fé
Deus não nos deixa desguarnecidos, enquanto aguardamos. Não; ele nos dá a fé como um “dom” (Ef. 2.8). Essa fé “não é a fé de todos” (2Ts. 3.2). Essa fé “vence o mundo” (1 Jo.5.4). Ela é “a fé dos eleitos” (veja 1 Pe. 1.1 “eleitos” — compare com Tito 1.1). Pedro lista 03 coisas, referentes à  “fé dos crentes”, que é diferenciada, e que, por isso, prevalece sobre todo sofrimento:
2.1) A Instrumentalidade da  Fé (5): sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé ”.
O poder de Deus opera em nós, por meio da fé (5). O poder de Deus é a causa primaria e objetiva; a nossa fé é a causa secundária, instrumental, e subjetiva. O poder de Deus se manifesta em nós, no meio do sofrimento, guardando-nos, por meio do instrumento da fé; para a salvação.
2.2) A Preciosidade da Fé (7): uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo”  - A nossa fé é comparada com a riqueza do ouro (o qual é submetido a altíssimos níveis de calor), mas, apesar de sua preciosidade, o ouro é perecível; já, a fé do crente, esta não perece. Lembre-se que Paulo disse que a fé é umas das 03 coisas “permanecem” (1 Co. 13.13). Apesar do calor do sofrimento, nossa fé não desmorona!
2.3) A Finalidade da Fé (9): obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma ” - Essa fé, portanto, tem como “objetivo”, ou “finalidade”, conduzir-nos “incólumes” até o dia final. Sendo assim, nossa fé não somente prevalece; ela tem um enorme poder de resistência e continuidade. Ela (a fé), por causa do poder de Deus (5), nos conduz à "posse da herança" (5) que é a salvação plenificada nos último dia.
Caminhamos para um objetivo; a consumação de todas as coisas. Enquanto esse dia não chega passaremos por diversas situações negativas: “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo” (1Pe 4:12) . Nesses momentos difíceis coloquemos em ação a fé que o próprio Senhor nos deu, e, “naquele dia” ouviremos dos lábios do mestre: “muito bem, servo bom e fiel!

Deus nos abençoe! 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

A NECESSIDADE DE ASSUMIRMOS UMA POSTURA DIFERENCIADA


"Disse Deus a Jacó: Levanta-te, sobe a Betel e habita ali; faze ali um altar ao Deus que te apareceu quando fugias da presença de Esaú, teu irmão" - Genesis 35.1

Para muitos 2016 foi um dos anos mais difíceis até então. Foi o ano da “Lava Jato” - operação da Polícia Federal contra a corrupção no governo; foi também foi o ano do segundo do impeachment presidencial, o ano das manifestações nas ruas, do alto índice de desemprego, e da volta da inflação. 2016 foi também o ano das grandes tragédias, como aquela ceifou a vida de quase toda comitiva da Chapecoense.
É provável que diante de toda essa convulsão de sentimentos você, estremecido, já tenha se perguntado: "e aí... como será 2017?"
O texto de Gênesis 35.1 está situado no contexto do provável “2016” de Jacó. Diná sua filha havia sido violentada; os demais filhos de Jacó, revoltados, entraram na cidade e mataram muitos moradores. Jacó, agora teme que esses moradores, revoltados, se voltem contra toda sua família para a exterminar (Gn.34).
Neste exato momento Deus diz a Jacó: 1) Levanta – 2) Sobe a Betel – 3) Habita ali – 4) Faz (a mim) um altar.
Creio que na primeira frase Deus esteja transmitindo a Jacó um precioso princípio, que também se aplica a mim e a você, se quisermos experimentar um 2017 abençoado: ASSUMIRMOS UMA POSTURA DIFERENCIADA.
A primeira coisa que Deus disse a Jacó foi: “LEVANTA!!” - Jacó não estava prostrado fisicamente, mas estava prostrado emocionalmente; e mais, estava prostrado espiritualmente.
Irmãos, há momentos em nossa vida que não podemos nos dar ao luxo de nos abater, de “fazer biquinho”, de ficar de “mimimi”, de nos prostrarmos e correr "para debaixo do cobertor" para "chorar a morte da bezerra". Não!!
Até gente ímpia, como Raul Seixas, já cantou: “Eu que não me sento no trono de um apartamento com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar”.
REAJA, IRMÃO, e acabe com esse mal humor, com esse espírito de pessimismo, negativismo, e murmuração. ASSUMA UMA NOVA POSTURA – “uma postura diferenciada” - Levanta!! Saia da prostração, Jacó!!
Aquele momento era de dificuldade para Jacó? Sim, mas Deus queria escrever uma nova página, uma nova história, um novo momento, porém, Ele (Deus) não trabalha com alguém caído, abatido, cansado, e prostrado.
• Deus disse a Abrão: “Levanta!!”
• Deus disse a Jacó: “Levanta!!”
• Deus disse a Ezequiel: “Filho do homem, põe-te em pé, e eu falarei contigo”.
• Jesus encontrou a mulher encurvada, e a aprumou (Lc. 13.13).
• O filho pródigo começou a ascender espiritualmente quando decidiu: "Levantar-me-ei".
2017 desponta diante de nós com muitas dificuldades, sim, mas, também, com várias e preciosas oportunidades. E grande parte da possibilidade de nosso "sucesso" passará pela postura com a qual enfrentarmos essas diversas circunstâncias. Levanta, Jacó!!
Encerro esta mensagem dando um segredinho que Raul Seixas (como um ímpio que era) não conhecia.
A Palavra de Deus nos diz, em Filipenses 2.13: "porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade".
É incrível!! É isso mesmo... Paulo nos ensina que "quando nós nos levantamos é porque Deus nos levantou"; é Ele (Deus) quem efetua em nós TANTO o QUERER, QUANTO o REALIZAR. A RESPONSABILIDADE de nos levantar é NOSSA, mas, quando nos levantamos, SÓ nos levantamos porque DEUS nos levantou. Glórias a Deus; é uma obra "não humana"; é a obra DE Deus EM nós, senão, seria o mero positivismo "raulsexiano". Aleluia!!
Que o Todo-poderoso seja contigo em 2017; que sua postura seja diferenciada, aguerrida, ousada, intrépida, vitoriosa em Cristo Jesus! Levanta; postura, Jacó!!
Deus te abençoe. Um feliz, e abençoado, 2017.

sábado, 3 de setembro de 2016

SALVAÇÃO: POSSIBILIDADE OU REALIDADE?

“e diziam à mulher: Já agora não é pelo que disseste que nós cremos; mas porque nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo” – João 4.42
 Um salvador não é alguém que “possibilita” a salvação; não. Um salvador é alguém que efetivamente salva. Cristo não morreu tão somente para possibilitar  nossa  salvação, mas,  para efetivamente nos salvar. É assim que as escrituras ensinam quando tratam da obra do Salvador. Ela não é uma possiblidade, é uma realidade; não é uma especulação, mas, um fato. Veja o Salmo 40.1,2: “Esperei confiantemente pelo SENHOR; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro. Tirou-me de um poço de perdição, de um tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos.”
Um dos grandes males dos nossos dias é que boa parte dos crentes não sabe “o que” Cristo realizou por eles. Pensam que Jesus só “colocou uma ponte entre o abismo, e agora, cabe a eles atravessar”. Mas, o que a bíblia diz é que por “Alguém fomos libertados do império das trevas”; e por “Alguém”  fomos transportados para o Reino do Filho do Seu amor” (Cl. 1.13). É por isso que Paulo diz que nós, os salvos, temos a redenção, pelo seu sangue”, e temos “a remissão  (“perdão total”) dos pecados, segundo a riqueza da sua graça” (Ef. 1.7), pois, Cristo nos ressuscitou”, e “nos fez assentar nos lugares celestiais” (Ef. 2.6).
Se você tem dúvidas é porque: 1) Não lhe ensinaram; 2) Ainda não foi salvo; ou, 3) Ainda continua confiando “na carne” (Fp.3.4-8), e não na obra (efetiva) do Salvador. É a bíblia que diz: “quem crê em mim tem a vida eterna” (Jo. 6.47), e mais,  “o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele “JÁ”  permanece a ira de Deus” (Jo. 3.36).
Quero convidá-lo a desfrutar (Sl 51.12; 4.7) daquilo que o Senhor lhe dá agora, no presente: a salvação. Ele é de fato o nosso Salvador: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão” (Jo. 10.27,28). A salvação é uma certeza em nossa vida, é uma realidade; o Senhor no-la deu como possessão permanente (Jo. 10.18). Ela não é tão somente uma mera possibilidade, mas, uma realidade.
Concluo com João 5.24: “Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida”.
Rev. Valdemir Oliveira dos Santos

quinta-feira, 12 de maio de 2016

SEGURANÇA E ÂNIMO NO SERVIR: RESULTADOS DA GRAÇA DO PERDÃO

“... um dos serafins voou para mim ...” (Is. 6.6)

Após contemplar a glória de Deus (Is. 6.1) o profeta Isaías disse “Ai de mim! Estou perdido...;” no entanto, algo inusitado acontece; o texto diz que “... um dos serafins voou para mim...” (v.6); isso é maravilhoso!
Os  Serafins  (seres  angelicais)  estavam “por cima” do Senhor (Is. 6.1);  o Senhor estava no seu trono. Um dos serafins deslocou-se de onde estava (trono), e foi em direção a Isaías. Este movimento angelical refere-se à Graça de Deus, que, semelhante ao brilho do sol percorre o espaço e chega à terra. A Graça procedente do próprio Deus vem em direção ao homem; não fomos em direção a Deus, Ele veio em direção a nós.
O texto descreve que este serafim trouxe uma brasa vida do altar; o resultado foi (7) “com a brasa tocou a minha boca”. O comentarista bíblico Matthew Henry aplica a ideia de “brasa viva” como sendo a obra expiatória de Cristo que produz o perdão de pecados e segurança neste perdão. Queridos, nada é poderoso para limpar os pecados, consolar e fortalecer a alma, senão aquilo que é procedente da reparação feita por Cristo. É necessário que o pecado seja retirado para que falemos com confiança e intrepidez as sublimes verdades do evangelho.
É por isso que ainda há uma sublime verdade, consequencial do fato do serafim ter voado em direção a Isaías. O texto diz “depois disto” (8), ou seja, depois do pecado ter sido perdoado, que o próprio Senhor disse: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?” Se eu for à sala onde do Culto Infantil e perguntar “Quem quer bala?”, todas as crianças gritarão com muito entusiasmo “Eu, Tio, eu quero!”. Isaías também disse “eis-me aqui, envia-me a mim” (Is. 6. 8)
Isaías respondeu ao Senhor, com grande alegria, ânimo e entusiasmo; seu pecado havia sido perdoado (veja o Salmo 51.7-13; 110.2). As promessas do Senhor são: “ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã” (Is. 1.18). Esta sólida segurança dispõe o profeta, que antes tinha impuros lábios, a proclamar a vontade do Deus triplamente Santo (Is. 6.3), pois, agora encontrava-se capacitado para proclamar as Palavras que vêm do Senhor.
O Senhor, em Cristo, desceu do céu e veio em direção a nós. Ele nos salvou, perdoou todos os nossos pecados (Cl. 2.13), e nos comissionou para proclamarmos “as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1ª Pe 2.9). A reação de Isaías deve ser a nossa reação diante do perdão que nos é concedido em Cristo Jesus. É provável que uma das razões da frieza e apatia de muitos crentes, no servir, e no testemunhar a Cristo, seja o desconhecimento daquilo que já foi feito, em Cristo, a seu favor. Deus, conscientiza-nos!!

Seminarista Arnon Barcellos Louzada (2ª parte do sermão pregado na IPCRNS — 02/2016)

Texto adaptado, sem autorização, pelo Rev. Valdemir O. dos Santos

quinta-feira, 31 de março de 2016

A CONDENAÇÃO ETERNA AO INFERNO

Esconderei deles o rosto, verei qual será o seu fim; porque são raça de perversidade, filhos em quem não há lealdade... porque um fogo se acendeu no meu furor e arderá até o mais profundo do inferno...” -  Deuteronômio 32.20,23

O inferno não é fantasia, é uma realidade. Ele é a expressão do justo castigo da parte de Deus ao perverso. As imagens que o descrevem (fumaça, fogo, enxofre, verme...) advertem a todos de um sofrimento tanto intenso quanto perene (Mc. 9.43-46; Ap. 14.9-11).
O questionamento que alguns fazem é: Não é desproporcional o nível de justiça, da parte de Deus? É justo perecer toda eternidade, por alguns pecados que fizemos em alguns instantes na vida? Quem pensa assim desconsidera, pelo menos, os seguintes pontos:
1- A SERIEDADE DE NOSSOS PECADOS - O pecado é algo tão pernicioso que até aqueles que julgamos “mais inofensivos” já são suficientes para nos condenar eternamente ao inferno: “Eu, porém, vos digo que todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo” (Mt. 5.22).
2- A GRATUIDADE, O ALTO PREÇO (PAGO POR CRISTO), E A UNIVERSALIDADE DA OFERTA DA SALVAÇÃO – A salvação é de graça (Ef. 2.8,9), mas Cristo pagou já o altíssimo preço (Is. 53,4,5); agora “oferece”, sinceramente o céu a todo que crê em sua obra. É por isso aquele que não crê já este condenado (Jo.3.36) ao inferno, agora no presente. O Juízo Final não será para conhecer os condenados; será para revelar e formalizar a condenação (Ap. 20.11-14).
3- O CARÁTER DO ÍMPIO E A CONTINUIDADE SUA PECAMINOSIDADE (MESMO NO INFERNO) - No inferno, estarão as piores figuras de todos os tempos (Rm 3.9-18); os cães, o feiticeiros, os impuros, os assassinos,  idólatras, e todo aquele que ama e pratica a mentira (Ap. 22.15). Ali estarão  o diabo, a besta e o falso profeta (Ap. 20.10), e todos aqueles que cometeram o pecado da blasfêmia contra o Espírito Santo; o qual, “não lhe é perdoado, nem neste mundo nem no porvir” (Mateus 12.31,32). Estes continuarão no “estado de pecado” eternamente; mesmo no inferno continuarão a ofender, a odiar e blasfemar contra Deus.
4 - A PRIVAÇÃO DA GRAÇA DIVINA E A IMPOSSIBILIDADE DE RETORNO POR CAUSA DO CARÁTER FINAL E DECISIVO - A condenação no inferno principia “o tempo do fim”. Não há qualquer possibilidade de “segunda chance de redenção”. Tal graça somente se aplica aos  que estão vivos no tempo presente; que estes “ouçam Moisés os profetas” (Lc. 16.27-31), e o Espírito os convencerá do pecado (Jo. 16.8). Mas, aos do inferno (Deus) disse: “... está posto um grande abismo entre nós, de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós” (Lc. 16.26). O caráter desse assunto é final; é decisivo. A porta foi fechada definitivamente. Seus habitantes não podem (e não querem) retornar. Deus também não pode (Ele é justiça e equidade), nem quer retorná-los: Ponto final.

Rev. Valdemir Oliveira dos Santos