terça-feira, 28 de setembro de 2010

Devemos ir a "shows não crentes" e ouvir "música do mundo"?

Essas perguntas são enviadas para meu email particular (pr.valdemir@yahoo.com.br) e na medida do possível vou colocando aqui as respostas. Qualquer outra dúvida, enviem novamente para o meu email pessoal. Ah, há abaixo diversas outras perguntas e respostas; olhe lá. Lá há perguntas respondidas sobre Mentira, Tatuagens, A Reencarnação e a Transfiguração de Cristo, Festas (quadrilhas) de S. João, e Livre Arbítrio, diferenças entre pastor e missioário e também perguntas relacionandas ao cantor Teen Justin Bieber e as meninas evangélicas.

PERGUNTA: Daqui a alguns dias Cachoeiro do Itapemirim (ES) vai ser "sacudido pelo furacão" chamado Ivete Sangalo. A dúvida de hoje é saber pq nós cristãos não podemos ir a shows. Embora não goste desta cantora, curto muito outros cantores a saber: DJAVAN, ADRIANA CALCANHOTO, ANA CAROLINA, PARALAMAS DO SUCESSO, ZÉ RAMALHO E OUTROS. Sendo assim, há alguma base bíblica que proíbe os cristãos de ouvir e tb participar de tais eventos?
ABRAÇOS FRATERNOS, OLIVEIRA
RESPOSTA
Olá Oliveira, sua pergunta é muito pertinente e especialmente boa parte dos jovens um dia já fez a mesma. É óbvio que essa questão de participar de shows não evangélicos está diretamente ligada àquilo que Paulo nos diz: todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convém... todas são lícitas mas nem todas edificam... Há todo um contexto nestes shows que incita a promiscuidade, seja pelas músicas, pelas danças e pelo ambiente erótico (“esfregas-esfregas”, beijos abertos e escancarados sem pudor etc...); há ainda o incitamento da afloração sexual por meio dos dançarinos, cantores etc. Observe que o show da Ivete tem uma idade mínima (16 anos). Sinceramente eu não sei se eu conseguiria, pelo que eu vejo às vezes, pela TV, desses shows, sair do mesmos e dirigir-me à casa de Deus para louvá-lo.
Quanto às músicas, há um grande debate no meio evangélico quanto a se um crente deve ou não ouvir música secular. Devemos admitir que existe um mercado evangélico já muito extenso no Brasil. E, no meu entender, uma música não deve ser considerada “sacra” somente porque possui o nome de Deus ou de Jesus Cristo. O povo judeu como todos os povos não cantavam músicas somente com “conotação religiosa”. Basta observar os salmos e os Cânticos de Salomão que você verá hinos que exaltam a Deus como também, por exemplo, a beleza da natureza e o relacionamento homem e mulher.
O meu pensamento se assemelha ao de Lutero. Existe a boa música e a má música. A música de qualidade e a péssima música, independente se ela fala de Deus ou não. A boa música é definida por sua melodia, bem casada com uma harmonia perfeita, um ritmo bem diferenciado, e uma letra que prime pela excelência e riqueza poética.
Sinceramente, há determinadas músicas que se coloca o nome de Deus ou de Jesus Cristo, mas, na verdade são “oba-oba”. São as chamadas “músicas comerciais”, apenas para vender e alcançar projeção rápida e fácil. Possuem refrão fácil, com meia dúzia de acordes e letras “simples”...
Isso não significa também que devo dar crédito a toda música “secular”, não. Se eu for ouvir uma música dita secular, devo procurar ser criterioso. Devemos reconhecer que Deus por sua “graça comum” (estude esse assunto) dotou homens não crentes com a capacidade de produzir boas obras, inclusive na área musical. O mesmo deve ser dito quanto à música evangélica; nosso Deus merece o melhor e o povo de Deus tem sido muito pouco criterioso, dado à quantidade de “besteirol” que tem adentrado aos nossos arraiais.

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