terça-feira, 30 de setembro de 2014

A PORTA DAS OVELHAS: AS 04 ADVERTÊNCIAS

“ Jesus, porém lhes afirmou de novo: Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas... Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará e sairá, e achará pastagem” (João 10:7,9).
Já postei a primeira parte deste estudo (procure neste blog e achará a primeira parte). A pedido (Pr. Cláudio Lima), e, por mim prometido, posto agora a segunda parte.
Já falei sobre os benefícios (Bênçãos) da porta da salvação:

A)                O QUE ENTRA PELA PORTA DAS OVELHAS ENCONTRARÁ SALVAÇÃO
Se alguém entrar por mim, será salvo (Jo 10:9a)

B)                 O QUE ENTRA PELA PORTA DAS OVELHAS ENCONTRARÁ LIBERDADE
entrará e sairá (Jo 10:9b)
As ovelhas pastavam de dia. À noite entravam para o aprisco e ficavam seguras; tinham a proteção do pastor. Mas quando chegava pela manhã o porteiro abria a porta/cancela e elas saíam novamente para pastar. Na verdade o aprisco na era uma prisão, mas, proteção.

C)                 O QUE ENTRA PELA PORTA DAS OVELHAS ENCONTRARÁ PROVISÃO
e achará pastagem (Jo 10:9c)
Vejamos, a seguir, as advertências quanto à realidade da porta da salvação:

2-                 A PORTA DAS OVELHAS: 04 ADVERTÊNCIAS
3 Benefícios, 3 bênçãos para quem entra pela porta das ovelhas. Mas implícito nessas 03 bênçãos há 04 advertências. Vejamos:

A)                 SÓ EXISTE UMA PORTA -  Eu sou a porta (7) Eu sou a porta (9)
Por 2 vezes Jesus repete "eu sou a porta". Na segunda ele reforça “em verdade, em verdade vos digo”. È enfático. Só há uma porta.
Tem muita gente que diz: Não importa o caminho; todos os caminhos, todas as portas levam a Deus. Isso não é verdade. Cuidado que você pode entrar numa furada. Essa porta não é a igreja (igreja não salva ninguém) Nós aqui somos da igreja Presbiteriana e a amamos. Mas não pregamos igreja. Pregamos a Cristo. Ele é a porta. Ele diz: Eu, e somente eu sou a porta! Essa porta não é um milagre ou uma cura que você tenha recebido.
A porta das ovelhas é uma porta única, singular. Essa porta não é a virgem Maria. Ela foi um a grande mulher. Mas ela não morreu por você. A bíblia diz: Há um só Deus e um só mediador entre Deus e o homem: Cristo Jesus homem (1Tm 2:5). E o Senhor Jesus disse: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim (João 14:6). Essa porta não são os seus esforços. Por mais que você se esforçar, jamais você conseguira se salvar. Cuidado se você até agora tem procurado outras portas. A bíblia diz em Atos 4:12: E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos.

B)                 A PORTA É ESTREITA
Há muitas falsas portas por aí. E são portas que conduzem não ao aprisco, mas ao covil dos lobos. “Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, são muitos os que entram por ela), porque estreita é porta, e apertado o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mt. 7:13-14).
A porta das ovelhas é estreita; é a porta da observação; precisa-se estar atento a ela, pois, ela é estreita. Jesus disse: São poucos os que acertam com ela. Tem muita gente que se envolve com tantas coisas nessa vida que “passa batido” diante da porta. Não percebe que ela está bem perto de ti, mais perto do que pensa, Mas prefere se envolver com “outras portas, outros caminhos, outras decisões”. Preste atenção, meu irmão, fique atento.

C)                 É URGENTE QUE SE ENTRE
Entrai pela porta estreita (Mt. 7:13)
A porta é estreita; isso significa que ela se fecha mais rápido do que as demais. A porta formosa do templo precisa de 20 homens para fechá-la; mas porta das ovelhas se fechará muito rápido, quando menos se espera; ela é estreita.
Não basta estar perto. Quem está perto, está de fora. É preciso estar dentro. Então não perca tempo. Fora você está vulnerável, à mercê de toda intempérie do mal. Dentro você está guardado pelo poder de Deus usufruindo o melhor de Deus. Então não perca tempo.
Falando de Noé, o Senhor Jesus disse: Porquanto assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem (Mt. 24:37-39). Ou seja, as pessoas continuaram suas vidas tomando decisões sem se aperceberem da seriedade do que estava por vir.
Após a escola dominical, na Bahia, um pastor visitou um senhor, não crente, esposo de uma mulher crente muito piedosa. O pastor chamou-o a uma decisão por Cristo; o senhor  “adiou” a decisão: “Outro dia tomo a decisão, pastor!” O pastor deu a ele, e o senhor colocou na parte interna do paletó, um folheto cujo título era: é mais tarde do que pensas. Seguindo para o trabalho naquele mesmo dia, o ônibus em que aquele senhor estava envolveu-se num acidente, incendiou-se, e, aquele senhor morreu quase que totalmente queimado. Na parte do paletó que não tinha pegado fogo, encontraram, meio chamuscado, exatamente o folheto que pastor havia dado ele, cujo título era: é mais tarde do que pensas.
A porta das ovelhas é a porta da urgência. É urgente que você entre. Não espere, entre antes que a porta se feche. Depois não terá mais jeito.

D)                 A PORTA DAS OVELHAS É A PORTA DA OPORTUNIDADE
Portanto não espere muito tempo, entre enquanto há tempo. Breve essa porta vai se fechar. A bíblia diz: Buscai  o Senhor enquanto se pode achar, invocai- enquanto está perto (Is. 556). Já em Lucas 13:24-28 o Senhor Jesus diz: “Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois, eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão. Quando o dono da casa se  tiver levantado e fechado a porta, e vós, do lado de fora, começardes a bater,  dizendo: Senhor, abre-nos a porta, ele vos responderá: Não sei donde sois. Então direis: Comíamos e bebíamos na tua presença, e ensinavas em nossas ruas. Mas ele vos dirá: Não sei donde vós sois; apartai-vos de mim vós todos os que praticais a iniqüidade. Ali haverá choro e ranger de dentes,quando virdes, no reino de Deus, Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas, mas vós, lançados fora (Lucas 13: 24-28).
A porta das ovelhas é porta da oportunidade. Se alguém entrar por mim. Isso significa que ela está aberta. Isso significa que ela não te discrimina. Talvez você tenha já batido em muitas portas. Talvez já tenham fechado muitas portas para você. Cristo não te deixa; ele te recebe de braços abertos.
Venha como está. Não importa que tipo de pecado você tenha cometido, não importa que tipo de gente você seja. A porta está aberta a todos; a oportunidade está diante de ti.

Tome essa decisão hoje, agora,  entre pela porta estreita e receba os benefícios da salvação: provisão, liberdade e salvação.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

CRISTO, NOSSO SACERDOTE - 07 RAZÕES

Por isso, santos irmãos, que participais da vocação celestial, considerai atentamente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus. (Hebreus 3:1).

Este é o segundo de uma Série de 05 sermões que preguei na igreja que pastoreio (Presbiteriana Central de Rio Novo do Sul - ES). Esta série de sermões teve como título: "Cristo, Profeta, Sacerdote e Rei", e foi baseada na pergunta 23 do Breve Catecismo de Westminster, e postarei aqui, um a um. Vamos ao sermão:

Assim diz pergunta 23 do Breve Catecismo de Westminster: “Que funções exerce Cristo como nosso Redentor?" - A RESPOSTA: "Cristo, como nosso Redentor, exerce as funções de profeta, sacerdote e rei, tanto no seu estado de humilhação como no de exaltação”. Cristo exerce o ofício de sacerdote.
O texto básico (Hb 3;1) diz: Considerai atentamente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus. Calvino ao comentar este texto diz que “Cristo (e seu ministério sacerdotal) devem receber particular atenção; não deve ser desconsiderado impunemente “.
Nesta semana caiu o jato de um dos candidatos a presidente (Eduardo Campos). A questão é: "em algum momento alguma coisa que não devia ser deixada de lado foi, e trouxe consequências irreparáveis: a morte”.
Muitos dos destinatários da carta eram ex-judeus que haviam se convertido ao cristianismo que, em algum momento de sua vivência cristã, deixaram de considerar considerarem atentamente o Supremo Sacerdócio de Cristo e, com isso, estavam retornando à velha vida, aos velhos hábitos do judaísmo. Um dos objetivos desta  carta é corrigir este erro.
Hoje falaremos sobre “Cristo: o Sacerdote por Excelência”. Vejamos as Razões pelas quais, Cristo é o Sacerdote por Excelência:

1)                  ELE É A FONTE PRIMÁRIA DE TODO SACERDÓCIO DO AT
Moisés foi o primeiro Sumo Sacerdote em Israel; a fonte de todo sistema Sacrificial do AT. Ele foi o doador da lei no Sinai. Foi o maior nome do Antigo Testamento, e extremamente honrado pelos judeus; e a bíblia reconhece isso. Hebreus 3.2: “o qual é fiel àquele que o constituiu, como também o era Moisés em toda a casa de Deus”.
Mas, veja que o texto continua: “Jesus, todavia, tem sido considerado digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a estabeleceu”. Moisés foi a fonte do sistema sacrificial e sacerdotal do Antigo testamento, mas Cristo é aquele que estabeleceu Moisés; é a fonte Primaria.
O foco, portanto, deve voltar-se para Cristo e não Moisés, porque Cristo é antes de Moisés. Moisés é fluxo, Cristo é a fonte. A causa tem precedência sobre o efeito.  Cristo é a “Fonte da fonte; a Causa da causa”.
E, sem medo, sem stress, sem pressão, naturalmente, a carta aos Hebreus continua, sem depreciar Moisés, apenas contrastando- com Cristo, destacando sua Superioridade em Relação a Moisés. Hebreus 3.5,6: 3.5  E Moisés era fiel, em toda a casa de Deus, como servo, para testemunho das coisas que haviam de ser anunciadas; 3.6   Cristo, porém, como Filho, em sua casa; a qual casa somos nós, se guardarmos firme, até ao fim, a ousadia e a exultação da esperança”
Moisés foi a fonte enquanto servo, um cumpridor de ordens, um empregado da casa. Cristo é o Filho, o dono da casa.
SEGUNDA RAZÃO pela qual Cristo é o Sacerdote por Excelência:

2)                  POR CAUSA DA SUA HUMILDADE E SEU QUEBRANTAMENTO
O autor agora prossegue agora, horando a Arão, irmão de Moisés, o primeiro Sumo  Sacerdote “oficialmente falando” (linhagem sucessória). Hebreus 5.1-4: “Porque todo sumo sacerdote, sendo tomado dentre os homens, é constituído nas coisas concernentes a Deus, a favor dos homens, para oferecer tanto dons como sacrifícios pelos pecados, e é capaz de condoer-se dos ignorantes e dos que erram, pois também ele mesmo está rodeado de fraquezas. E, por esta razão, deve oferecer sacrifícios pelos pecados, tanto do povo como de si mesmo. Ninguém, pois, toma esta honra para si mesmo, senão quando chamado por Deus, como aconteceu com Arão”.
No entanto enquanto Sacerdote a Glória maior deve ser dada a Cristo. Veja Hebreus 5.5 “Assim, também Cristo a si mesmo não se glorificou para se tornar sumo sacerdote, mas o glorificou aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei;”. Apesar de ser o Filho, Eterno, a Fonte, Dono e Arquiteto da casa, ele não se exaltou por isso. É A HUMILDADE PRÓPRIA DO SACERDOTE. Lembra, de Zagallo, após a Copa? “Você vão ter que me engolir!!”.
E mais, Ele aprendeu a dura tarefa de um sacerdote DE FORMA REAL E PRÁTICA, para se identificar-se conosco em nossas fraquezas. Hebreus 5.7,8: “Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade, 5.8   embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu”.
É por isso que devemos considerar atentamente Jesus como nosso Sacerdote. Hebreus 4.15 já havia reforçado isso; sua identificação conosco em nossas fraquezas, mas seu distanciamento do pecado: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”.
TERCEIRA RAZÃO pela qual Cristo é o Sacerdote por Excelência:

3)      POR CAUSA DA PERMANÊNCIA, E IMUTABILIDADE DO SEU SACERDÓCIO
Por mais que os sacerdotes executassem com maestria seu sacerdócio, um dia eles morria, e "a roda girava". Hebreus 7:23,24: “Ora, aqueles são feitos sacerdotes em maior número, porque são impedidos pela morte de continuar; 7.24   este, no entanto, porque continua para sempre, tem o seu sacerdócio imutável”.
O sacerdócio de Cristo não é somente anterior a Moisés e Arão, com também não extingue, não acaba, é imutável.
O Sacerdócio de Cristo é eterno “para trás e para frente”. Não é pela ordem de Arão, mas, pela Ordem de Melquisedeque, sem princípio nem fim de existência . Hebreus 7:17, que faz referência ao Salmo 110:4 e Hebreus 7:2,3. Não dá para explicarmos agora, precisaríamos tratar apensas deste ponto. O importante é entendermos isso: o ministério de Cristo não tem princípio nem fim de existência.
Todos os demais sacerdotes em Israel morriam e tinha que "iniciar" tudo de novo. Veja Hebreus 7.20-22: “E, visto que não é sem prestar juramento (porque aqueles, sem juramento, são feitos sacerdotes, 7.21   mas este, com juramento, por aquele que lhe disse: O Senhor jurou e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre); 7.22   por isso mesmo, Jesus se tem tornado fiador de superior aliança”. Hebreus 7.24:   este, no entanto, porque continua para sempre, tem o seu sacerdócio imutável.
QUARTA RAZÃO pela qual Cristo é o Sacerdote por Excelência:

4)                  POR CAUSA DA PUREZA, IDONEIDADE, LISURA, E EQUIDADE DO SEU SACERDÓCIO
Hebreus 7.26-28 diz:   Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus,  7.27   que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu. 7.28   Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens sujeitos à fraqueza, mas a palavra do juramento, que foi posterior à lei, constitui o Filho, perfeito para sempre.
Apesar da boa vontade dos sacerdotes, todos eram homens, sujeitos à fraqueza, ao erro, ao pecado. Moisés feriu a rocha e foi impedido de entrar em Canaã. Arão construiu o Bezerro de ouro levando-os à idolatria. Nadabe e Abiú, filhos de Arão, ofereceram fogo estranho e foram mortos pelo senhor. Os filhos de Eli, Hofni e Finéias, eram adúlteros...
Mas quando se fala de Cristo é diferente, o caráter de sua pessoa e ministério, são definidos pelos adjetivos do versículo 26: santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus. Veja mais, em Hebreus 4:15: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”.
QUINTA RAZÃO pela qual Cristo é o Sacerdote por Excelência:

5)                  POR QUE ELE MINISTRA NO SANTUÁRIO VERDADEIRO
O autor agora destrói, "esbagaça". Jesus já havia dito em João 3:13: “Ora, ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá desceu, a saber, o Filho do Homem [que está no céu].” . Agora, o autor, tendo por base provavelmente estas palavras de Cristo, esclarece a verdade dos fatos. Veja Hebreus 8.1-5: “Ora, o essencial das coisas que temos dito é que possuímos tal sumo sacerdote, que se assentou à destra do trono da Majestade nos céus, 8.2   como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem. 8.3   Pois todo sumo sacerdote é constituído para oferecer tanto dons como sacrifícios; por isso, era necessário que também esse sumo sacerdote tivesse o que oferecer. 8.4   Ora, se ele estivesse na terra, nem mesmo sacerdote seria, visto existirem aqueles que oferecem os dons segundo a lei, 8.5   os quais ministram em figura e sombra das coisas celestes, assim como foi Moisés divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo; pois diz ele: Vê que faças todas as coisas de acordo com o modelo que te foi mostrado no monte”.
O autor reconhece que “se ele estivesse na terra, nem mesmo sacerdote seria (8:4)”  para explicar que tudo aquilo que os sacerdotes do AT faziam, era apenas uma representação, uma simbologia daquilo que é o real: a obra que Cristo realizou.
A figura, a sombra, é o que os sacerdotes realizavam. A realidade, é a  obra que Cristo realizou. Até  tabernáculo onde se realizava os sacrifícios, era, um símbolo da realidade (8:1), O CÉU, onde, de fato, Cristo entrou e pagou a pena dos nossos pecados, e assentou à destra do trono da Majestade.
Cristo ministra no santuário verdadeiro; a sua obra é a realidade, a obra do AT era simbólica, uma figura, representação da realidade. Veja então Hebreus 9:11,12: “Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação, 9.12   não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção” .
 Veja ainda  Hebreus 9:24: “Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus”. Veja, também Hebreus 4:14: “Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão”.
SEXTA RAZÃO pela qual Cristo é o Sacerdote por Excelência:

6)                  POR CAUSA DA EXCELÊNCIA DO SEU SACRIFÍCIO
Hebreus 9.11,12: “Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação, 9.12 não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção”
O profeta Malaquias nos informa que muitos dos animais que ofereciam pelos sacerdotes, eram cegos, coxos e doentes (Ml 1:8). Os adoradores ofereciam os piores como oferta a Deus. Malaquias promete que Deus iria jogar as fezes dos animais no rosto dos ofertantes (Ml 2:3).
Cristo não ofereceu sangue de bode "morrinhento e fedido", nem de qualquer animal, mas o seu próprio sangue. Falando do sangue de Cristo, 1ª Pedro 1.18-20, diz: “sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, 1.19   mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, 1.20   conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós”.
 A excelência do sacrifício de Cristo se deve pelo fato de que ele é ao mesmo tempo o sacerdote que oferta e a oferta ofertada: o seu precioso sangue. Ele ocupa essa dupla função. O cantor sacro canta: “Óh que precioso sangue, sangue de Jesus, que por nós foi derramado sobre a cruz - Óh que precioso sangue, sengue remidor,  nele Cristo manifesta Seu amor...”
SÉTIMA RAZÃO pela qual Cristo é o Sacerdote por Excelência:

7)                  POR CAUSA DA EFICÁCIA DO SEU SACRIFÍCIO
A verdade é que por serem simbólicos nenhum daqueles sacrifícios do AT tinha eficácia real. Veja Hebreus 10.1-4: “Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem. 10.2 Doutra sorte, não teriam cessado de ser oferecidos, porquanto os que prestam culto, tendo sido purificados uma vez por todas, não mais teriam consciência de pecados? 10.3 Entretanto, nesses sacrifícios faz-se recordação de pecados todos os anos, 10.4 porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados”.
O sangue daqueles animais nunca perdoou pecado de ninguém!! Então, foi DESNECESSÁRIA A OBRA DOS SACERDOTES DO AT? Não!! Ela simbolizava (figura/sombra) a obra real. É por isso não matamos mais novilhos!! Mas, acima de tudo era como uma "nota de promissória," um contrato de compromisso para que o adorador não se esquecesse que era pecador e que devia a Deus, a dívida dos seus pecados. Ao mesmo tempo aquele sacrifício de animais despertaria a esperança e a fé no CORDEIRO VERDADEIRO que viria no futuro porvir. Enquanto Cristo não vinha, aguardavam a obra real, a obra de Cristo.
Os crentes do AT olhavam, com EXPECTATIVA, ESPERANÇA E FÉ, “para frente”; olhavam para “o Cristo que viria”. Nós, os crentes de hoje, olhamos “para trás” com GRATIDÃO E FÉ, para “o Cristo que já veio”. O PONTO DE ENCONTRO DA FÉ É O MESMO, entre os crentes do passado e os crentes do futuro: o Calvário.
Veja, como a Palavra é clara em Hebreus 9.11-14: “Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação, 9.12   não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção. 9.13   Portanto, se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam, quanto à purificação da carne, 9.14   muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!”
Veja a Eficácia Plena da Obra de Cristo em Hebreus 9.24-28: “Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus; 9.25   nem ainda para se oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santo dos Santos com sangue alheio. 9.26   Ora, neste caso, seria necessário que ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado. 9.27   E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, 9.28   assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação”.
Só um sangue de Jesus limpa o pecado até do mundo todo - João 1.29: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!”
Veja, por fim,  obra inacabada dos antigos sacerdotes, e a obra final, completa, e eficaz de Cristo em Hebreus 10.10-13:  “então, acrescentou: Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade. Remove o primeiro para estabelecer o segundo. 10.10   Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas. 10.11   Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia, a exercer o serviço sagrado e a oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados; 10.12   Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus, 10.13   aguardando, daí em diante, até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés”.
O sacrifício de Cristo não se repetirá; é único, definitivo, final, irrepetível, suficiente e EFICAZ. De fato, no PURIFICA DE TODO PECADO. Com isso, Cristo não voltará  para derramar seu sangue por ninguém, pois, sua obra plena, é eficaz, é final.

CONCLUSÃO - 03 PONTOS PRÁTICOS MEDIANTE TUDO O QUE FALAMOS SOBRE A  SUPREMACIA DO SACRIFÍCIO DE CRISTO:

1)                  CONSIDERE ATENTAMENTE A CRISTO COMO SEU SACERDOTE
O TEXTO BÁSICO (Hb. 3:1) DIZ: “considerai atentamente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus”. Considerá-lo é julgá-lo importante, preponderante, necessário, primário em nossa vida espiritual. É colocar nosso foco e atenção, Nele. É HONRÁ-LO, É VALORIZÁ-LO, É REVERENCIÁ-LO COMO O EXCELENTE!!
Como falamos no início, ainda não sabemos, mas, alguma coisa foi desconsiderada ou na vida e experiência do piloto, ou na natureza, ou na estrutura do jato... não sabemos... O que sabemos é aquilo que foi desconsiderado, levou à morte um dos candidatos (Eduardo Campos) ao posto máximo da nação (Presidência da República). Se quer, que sua vida espiritual permaneça de pé, considere a Cristo atentamente, como seu Sumo sacerdote.

2)                  FIRME-SE NA FÉ
Hebreus 2.1: “Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos”. É por causa de Cristo nosso sacerdote que não precisamos mais de nos apresentar diante de sacerdote humano algum (como faz o Catolicismo Romano), confessando a eles (sacerdotes humanos) os nossos pecados, para que eles intercedam a Deus por nós, não!!
Também não precisamos intercessor algum diante de Deus por nós a não ser Cristo. Nós temos a Cristo como nosso sacerdote. Milhares são os que rezam todos os dias, bem intencionados, mas totalmente enganados: "Oh, Maria concebida sem pecado rogai por nós... Salve Rainha, mãe de Misericórdia, vida, doçura esperança és... a vós bradamos, suspiramos e gememos... eia, pois, advogada nossa" NÃO!!! Nossa fé deve estar firme é SOMENTE em Cristo!! Colossenses 2.7 diz: “nele (em Cristo) radicados, e edificados, e confirmados na fé”. Firme-se e confirme-se na fé, meu irmão!! 1 Timóteo 2.5 diz: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”. Aleluia!!
Os crentes, destinatários desta carte, desviaram-se da fé, quando não foram perseverantes e firmes na fé. Aceitamos conversar e até negociar sobre muitas coisas na nossa vida cristã. Mas, o papel, o lugar de Cristo na nossa vida é algo indiscutível, inegociável. Hebreus 10.39: “Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma”.

3)                  ADORE A DEUS COM CONFIANÇA E INTREPIDEZ
Hebreus 4.16: “Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna”
Hebreus 10.19-22: “Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, 10.20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, 10.21 e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, 10.22 aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura”.
RELACIONE-SE COM DEUS COM SEGURANÇA, COM INTREPIDEZ, COM VERDADE!! JUNTO AO “TRONO DA GRAÇA” HÁ PERDÃO, AMOR, MISERICÓRDIA!!
QUE ELE, O PAI, EM CRISTO, TE ABENÇOE GRANDEMENTE, MAIS E MAIS...

quinta-feira, 24 de julho de 2014

A SOBERANIA DE DEUS

“...segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra: não há quem possa deter a sua mão, nem dizer: Que fazes?” -  Daniel 4:35
A soberania de Deus é o exercício de Sua supremacia. É afirmar que Ele é o Altíssimo, o Senhor dos céus e da terra. Não sujeito a ninguém, não influenciado por nada, absolutamente independente. Ele é o “Totalmente Outro”.
Afirmar a soberania divina é afirmar que Deus age como Lhe apraz. É afirmar que Ninguém, criatura alguma, no céu ou na terra, no presente, no passado ou no futuro, consegue frustrar seus planos ou mesmo  nem impedi-Lo. Daniel 4:35 diz: “...segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra: não há quem possa deter sua mão, nem dizer: que fazes?”. A soberania divina é dizer que Deus é Deus de fato,  Ele ocupa o trono do universo e dirige todas as coisas, “conforme o conselho da Sua vontade” (Ef. 1:11).
Acertadamente disse o grande pregador do passado,  Spurgeon: “Não há atributo mais consolador e mais empolgante para os filhos de Deus”. Quando cremos que Deus é soberano, oramos com mais fervor, pregamos com mais autoridade, vivemos o cristianismo de forma mais fervorosa; com mais fé, com mais confiança, com mais ardor e com mais entusiasmo. Por outro lado, também, diz Spurgeon, “nenhuma outra doutrina é mais odiada pelos hereges e mundanos... Os homens se dispõem a “permitir” que Deus esteja em toda parte, menos no Seu trono. Dispõem-se a deixá-lo em Sua oficina formando mundos e criando estrelas. Deixarão que esteja em Seu dispensário a distribuir esmolas e a conceder benefícios. Permitirão que fique sustentando a terra e mantendo firmes as suas colunas, que acenda os luzeiros do céu e governe as irrequietas ondas do oceano... Mas, quando Deus “sobe” ao Seu trono, as criaturas mundanas rangem os dentes (Sl 2:3). E mais... quando nós proclamamos um Deus entronizado, e Seu direito de fazer o que quiser com o que Lhe pertence, como também de dispor de Suas criaturas como Ele achar melhor, sem consultá-las sobre qualquer questão, então os homens nos vaiam, nos amaldiçoam e se fazem de surdos para não nos ouvir, porquanto, “o Deus que se assenta no Seu trono”, não é o Deus que eles amam.

Mas, Este é o Soberano Deus! O Deus da bíblia; o Deus de Abraão, Moisés, Davi, Paulo, e dos apóstolos. É o Deus de Lutero e Calvino. É o Deus que amamos, pregamos e confiamos!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

A LIÇÃO DA OSTRA

"Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas."
Pérolas são produtos da dor; resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou grão de areia. Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada nácar.
Quando um grão de areia a penetra, ás células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola vai se formando. Uma ostra que não foi ferida, de modo algum produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada.
O mesmo pode acontecer conosco. Se você já sentiu ferido pelas palavras rudes de alguém? Já foi acusado de ter dito coisas que não disse? Suas idéias já foram rejeitadas ou mal interpretadas? Você já sofreu o duro golpe do preconceito? Já recebeu o troco da indiferença?
Então, produza uma pérola ! Cubra suas mágoas com várias camadas de AMOR.
Infelizmente, são poucas as pessoas que se interessam por esse tipo de movimento. A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, mágoas, deixando as feridas abertas e alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e, portanto, não permitindo que cicatrizem.
Assim, na prática, o que vemos são muitas "Ostras Vazias", não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor. Um sorriso, um olhar, um gesto, na maioria das vezes, vale mais do que mil palavras!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Porque os milagres de hoje em dia, não acontecem da mesma forma que aconteceram no passado (de forma instantânea)?

Esta é a resposta que dei a um jovem (Alexandre) que me enviou um email perguntando-me: "1-Porque os milagres de hoje em dia, não acontecem da mesma forma que aconteceram no passado (de forma instantânea)? 2- Porque hoje as pessoas exercem uma fé e também não acontecem da mesma forma? O curado do centurião, a mulher do fluxo de sangue, o cego de Jericó, entre outros, eles foram curados na hora, eles não ficaram orando pra receber uma cura daqui há alguns anos".
Eu lhe respondi: Alexandre, são bons os seus questionamentos. Para começar este é um princípio, QUEM REALIZA MILAGRES É DEUS. Por isso, os denominamos como milagres; algo extraordinário, acima da compreensão humana; algo que não acontece ordinariamente. Portanto, se realmente, segundo sua observação, “os milagres não acontecem da mesma forma como no passado”, isso quem pode responder é SOMENTE DEUS, pois, em última instância QUEM realiza o milagre é Ele (Deus). Muitos são os homens (pastores) hoje em dia que fazem espetáculo com milagres, caindo no ridículo até de “fabricarem” milagres.
Ainda, complementando minha resposta. Deus ORDENA que tenhamos fé para o milagre acontecer, no entanto, ELE NÃO DEPENDE de nossa fé, pois, ELE É SOBERANO E TODO PODEROSO, tanto é que Sua Palavra (bíblia) nos informa que basta, de nossa parte, uma fé do tamanho de grão de mostarda e faremos coisas maravilhosas (montes se deslocarem); isso é tão somente para admitirmos nossa fragilidade, ou seja, em suma não temos fé. Deus realiza o milagre por que ELE QUER, e não porque depende de nossa fé.
Cuidado com uma leitura míope da bíblia. Se você perceber os milagres que vemos na bíblia, alguns você cita, certamente são aqueles que se referem ao período Novo Testamento (menos de 70 anos). Durante todo o Antigo Testamento (3000 anos), mais o período pós apostólico (1900 anos) os milagre sempre foram, conforme a nossa descrição algo EXTRAORDINÁRIO, ou seja, não é algo comum, que se realiza no dia a dia. No período do Novo Testamento que vai desde o início do ministério de Jesus, até o Apocalipse, tais milagres aconteceram de forma mais abundante devido à implantação e reconhecimento da “Nova Igreja Emergente” (o cristianismo) por parte dos ateus e incrédulos.
Agora, sem dúvida os milagres VERDADEIROS ainda acontecem de forma instantânea; basta 1) Serem DA VONTADE DE DEUS, 2) Trazerem glória ao Nome de Cristo, bem como, 3) Estarem dentro dos Seus (de Deus) propósitos. Eu já vi isso acontecer em alguns momentos, não muitos; em alguns, em reposta à oração de irmãos, em outros, em resposta às minha orações.
Sua pergunta se deve ao fato da “forçassão” de barra de muitos pseudo (falsos) milagres hoje em dia. Infelizmente muitos plantam igrejas e estabelecem ministérios em cima dos milagres. Isso é um erro. A igreja deve viver para PROCLAMAR O EVANGELHO; SALVAR VIDAS, esse é o maior dos milagres, os demais são consequência do "andar" da igreja.
Se você observar em vários textos da bíblia, veremos pessoas que ficaram doentes e não foram curadas. Em 2 Timóteo 4.20, Paulo diz: : “Quanto a Trófimo, deixei-o doente em Mileto”. Ele mesmo Paulo orou 3 vezes e Deus não lhe tirou o espinho da carne (2 Coríntios 12:7). Até  Jesus, não teve sua oração respondida de forma AFIRMATIVA (Mt. 26:39). E, Se observamos vários textos da bíblia que dizem respeito à PERSEVERANÇA na oração (Lc 18.1 – At 2:42) entenderemos que Deus nem sempre responde instantaneamente. Isso, não é SÓ PORQUE A PESSOA NÃO TEM FÉ (ainda que precise ter), MAS, PORQUE TAMBÉM ELE (DEUS) QUER NOS ENSINAR MUITO POR MEIO DA PERSEVERANÇA (Rm 5:3; Tg 1:3), OU SEJA, UMA FÉ QUE SE MANTÉM HUMILDE, MESMO AO LONGO DOS DIAS, MESES E ATÉ ANOS.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA”.

APOCALIPSE 17.3-5: “Transportou-me o anjo, em espírito, a um deserto e vi uma mulher montada numa besta escarlate, besta repleta de nomes de blasfêmia, com sete cabeças e dez chifres. 17.4   Achava-se a mulher vestida de púrpura e de escarlata, adornada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas, tendo na mão um cálice de ouro transbordante de abominações e com as imundícias da sua prostituição. 17.5   Na sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA”.
Essa postagem é uma síntese da pregação que ministrei na igreja que pastoreio, Igreja Presbiteriana Central de Rio Novo do Sul, neste último domingo, 25/05/2014.
INTRODUÇÃO
A partir do capítulo 12, o livro do Apocalipse revela-nos 04 inimigos de Cristo e sua Igreja: o Dragão (Satanás), a Besta que emerge do Mar (o Anti-Cristo e seu poder opressor), a besta que emerge da Terra (o Falso Profeta e sua falsa religião) e a Grande Babilônia. Essa mensagem tem por objetivo traçar o perfil, identificar e contextualizá-la, bem nos dar alguns caminhos práticos, em relação ao nosso relacionamento com a Grande Babilônia.
                 1)      A REVELAÇÃO DA GRANDE BABILÔNIA POR MEIO DE SUA NATUREZA - QUEM É BABILÔNIA? A Babilônia da qual João fala aqui é algo que vai além da do papa e da Igreja Católica, além da cidade de Roma e dos excessos de luxúria dos imperadores. BABILÔNIA NÃO É UMA CIDADE FÍSICA; É UMA CONDIÇÃO ESPIRITUAL. Babilônia é a igreja meretriz! É a igreja prostituída, dentro da igreja. Babilônia é o mundanismo em seu grau mais baixo.  Babilônia são todos os crentes professos que amam os favores do mundo. Babilônia, é qualquer igreja, qualquer ministério, qualquer ministro, é qualquer “crente”, associado ao mundo!
Babilônia é gente, é organismo, é associação, é religião; é um pensamento, é uma ideia que foi seduzida pela “mentalidade do mundo”. Babilônia é gente que não tem freio, não tem limites, não tem regras em sua forma de viver. São pessoas sem pudores em seus desejos e apetites. É gente que diz gostar de “meninos e meninas...” Babilônia é o cão que voltou ao vômito; é a porca que se revolve no lamaçal. Babilônia é o pensamento e a disposição de transformar a nossa cidade, o nosso estado, o país, e quiçá, o mundo num grande bordel, num enorme esgoto jorrando suas sujeiras.
É por isso Babilônia é ao mesmo tempo uma cidade que jorra pecado, e uma mulher, vestida de roupa de prostituta, uma mulher bem resolvida, que faz questão de exibir a quem quer que seja o seu título da fronte: “Mãe das prostitutas da terra”. Ela está  “satisfeita com seu jeito de ser” – Apocalipse 18:7: “O quanto a si mesma se glorificou e viveu em luxúria, dai-lhe em igual medida tormento e pranto, porque diz consigo mesma: Estou sentada como rainha. Viúva, não sou. Pranto, nunca hei de ver!”.  Veja que, enquanto “cidade do pecado”; sua pecaminosidade atingiu a borda.
                2)      A ASSOCIAÇÃO DE BABILÔNIA – Em Apocalipse 17:2 vemos que Babilônia associa-se, faz "parceria":
a)   Com os Líderes da terra: 17.2 “com quem se prostituíram os reis da terra; e, com o vinho de sua devassidão, foi que se embebedaram os que habitam na terra”. Quando você vê pessoas como ex prefeita de São Paulo, Martha Suplicy, mulher que foi criada numa família tradicional, defender abertamente projetos de  lei para retirar o nome “pai e mãe” da carteira de identidade, ou leis para que as histórias infantis haja o “casamento do príncipe  com outro príncipe”... Você está vendo Babilônia associando-se, seduzindo, e prostituindo-se com lideres. Quando você vê Deputado Federal Jean Willis legislando, criando leis “pró casamento” de pessoas do mesmo sexo, você está vendo a Babilônia em atividade. Quando você vê Barak Obama e, até ex pastores Presbiterianos (que certamente apostataram-se das fé, estes são apóstatas, “filhos da perdição”) defendendo a relação “homo-afetiva” e dizendo-se favoráveis ao casamento de pessoas do mesmo sexo,  você vê Babilônia “seduzindo e prostituindo-se com os reis da terra”.
b)      Babilônia associa-se também com o Anti-Cristo e o Dragão (diabo) – esta é a MENTE por trás de toda investida do mundanismo mundial (Babilônia). Apocalipse 17.3   Transportou-me o anjo, em espírito, a um deserto e vi uma mulher montada numa besta escarlate, besta repleta de nomes de blasfêmia, com sete cabeças e dez chifres (confira com Ap. 12:3,4,9,12). ISSO TODO CRENTE JÁ SABE; POR TRÁS DE TODO LAMAÇAL EXISTENTE NO MUNDO, ESTÁ SATANÁS: Efésios 6.11,12:  “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; 6.12   porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”.
                 3)      O MODO DE BABILÔNIA AGIR – BABILÔNIA AGE E 2 MANEIRAS:
      a)      Sedução e Encantamento – Semelhante a Absalão (2 Samuel 15:6), Babilônia furta o coração mostrando “brilho, ouro, púrpura, poder, fama, status”. Apocalipse 17.4   Achava-se a mulher vestida de púrpura e de escarlata, adornada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas, tendo na mão um cálice de ouro transbordante... O SEU MUNDO (DE BABILÔNIA) TEM MUITO BRILHO, OURO, PÉROLAS... Boa parte dos grandes cantores, especialmente, os negros americanos, eram crentes, que aprenderam música nos corais das igrejas... foram seduzidos pelo brilho, pela fama, e pelo ouro de Babilônia, e isso está acontecendo no Brasil.
    b)      Perseguição e Opressão. O cálice de ouro da Babilônia está “transbordante de abominações com as imundícias da sua prostituição (17:4). Veja 17:6: “... vi a mulher embriagada com o sangue dos santos, e com o sangue das testemunhas de Jesus”.
Quem recusa a sedução de Babilônia será perseguido – A Palavra já havia dito isso em  2 Timóteo 3.12: “ Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos”. A “Santa Inquisição” matou mais cristãos sinceros QUE HITLER, ela matou mais de 10 milhões de cristãos – Na época de João, os cristãos eram jogados nas arenas... Tá preparado para renunciar Babilônia?
               4)      O JUÍZO DE DEUS SOBRE A BABILÔNIA – Apocalipse 17.1: “Veio um dos sete anjos que têm as sete taças e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei o julgamento da grande meretriz que se acha sentada sobre muitas águas”. A palavra de Deus nos mostra que o mundanismo, a iniquidade, terão o seu fim: 1 João 2.15-17: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; 2.16   porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. 2.17   Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente”.
               5)      A ORDEM DE DEUS PARA SUA IGREJA, EM RELAÇÃO À BABILÔNIA –  Ainda que sofrendo perseguição, mantenha distância da Babilônia: Apocalipse 18.4, 5:  “Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos; 18.5   porque os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou dos atos iníquos que ela praticou”.
           CONCLUSÃO
         Você viu com clareza que Babilônia é o movimento do inferno; é o mundanismo em seu grau mais baixo, que força a igreja a receber seus valores e influências. Alguns conselhos:
    Ø  Volte seus olhos para o seu Facebook. Tire tudo o que estimule a sensualidade dali. Falo diretamente para as irmãs: Vi fotos de crentes que fiquei escandalizado -  deletem todas as fotos de biquíni, fotos expressando sensualidade... Isso não convém a nós. DELETE TUDOI ISSO!! Não se torne cúmplice dos pecados da Babilônia!!
    Ø  Cuidado, jovens, com o que tem entrado em seus ouvidos, os tipos de música... Cuidado com o que entrado em seus olhos... Babilônia quer furtar seu coração....
   Ø  Cuidado com quem você tem andado, aonde você está indo... Cuidado com o tipo de relacionamento com as influências que você tem recebido... Mude os lugares onde tem isso, as festas...

    Ø  Jesus está voltando para buscar a sua noiva, Limpa o santuário!!

terça-feira, 6 de maio de 2014

OS TRABALHADORES DA VINHA

"Porque o reino dos céus é semelhante a um homem, pai de família, que saiu de madrugada a assalariar trabalhadores para a sua vinha. E, ajustando com os trabalhadores a um dinheiro por dia, mandou-os para a sua vinha. E, saindo perto das nove horas, viu outros que estavam ociosos na praça. E disse-lhes: Ide vós também para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram. Saindo outra vez, perto do meio-dia e das três da tarde, fez o mesmo. E, saindo perto das cinco horas, encontrou outros que estavam ociosos, e perguntou-lhes: Por que estais ociosos todo o dia? Disseram-lhe eles: Porque ninguém nos assalariou. Diz-lhes ele: Ide vós também para a vinha, e recebereis o que for justo. E, aproximando-se a noite, diz o senhor da vinha ao seu administrador: Chama os trabalhadores, e pague-os, começando pelos últimos... E, chegando os que tinham ido perto das cinco horas, receberam um dinheiro cada um. Vindo, porém, os primeiros, cuidaram que haviam de receber mais; mas do mesmo modo receberam um dinheiro cada um. E, recebendo-o, murmuravam contra o pai de família dizendo: Estes derradeiros trabalharam só uma hora, e tu os igualaste conosco, que suportamos a fadiga e o calor do dia. Mas ele, respondendo, disse a um deles: Amigo, não te faço injustiça; não combinaste tu comigo um dinheiro? Toma o que é teu, e retira-te; eu quero dar a este derradeiro tanto como a ti. Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom? Assim os últimos serão primeiros, e os primeiros últimos; porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos." (Mateus 20:1-15)

Ser o primeiro a ser escolhido quase sempre é uma condição de privilégio. E seguem-se, sensações de alegria, honra e, por vezes, as de superioridade, orgulho desmedido e, não raro, esquecimento dos benefícios alcançados. A parábola relata o desagrado dos primeiros trabalhadores ao se verem tratados da mesma forma que os demais que não trabalharam tanto quanto eles. Essa inveja (disfarçada de clamor por justiça) traz agregados dois outros males: ingratidão e esquecimento. Os primeiros trabalhadores recrutados se esquecem que também foram os primeiros a se livrarem do ócio e das preocupações. Qualquer trabalhador desempregado sabe a angustia de um dia a mais sem atividade. E aqueles foram os primeiros a se tranqüilizarem quanto a isso. Também são ingratos ao não levarem em consideração a dificuldade em se conseguir serviço naquela época e ainda mais com pagamento de uma diária completa. A maior parte da mão de obra livre dos tempos de Jesus trabalhava por bem menos do que isso.  Os primeiros trabalhadores olharam para um dia de trabalho como sendo um dia de desgaste e sacrifício (“suportamos o calor do dia...”). Trata-se de um triste erro de perspectiva. Na verdade, um dia de trabalho remunerado é um dia de benção e de despreocupações. O propósito maior da parábola é ensinar que a Graça de Deus provê a mesma recompensa final (a vida eterna) a todos os escolhidos independentemente da ordem cronológica de suas conversões. O homem que praticou o mal a vida toda, arrependendo-se verdadeiramente, no fim de seus dias gozará os mesmos benefícios que aquele que dedicou-se a fé desde a mais tenra idade. Há uma significativa diferença, porém: enquanto um gozou os benefícios de uma vida íntegra o outro sofreu as conseqüências de suas más ações. Não é tão difícil entendermos isso. Quando ocorre uma catástrofe como um terremoto, nunca se é dada muita ênfase à primeira vítima resgatada e sim à última. Embora ambas sejam igualmente salvas da morte e recebam imediatamente os primeiros socorros, a última vítima resgatada com vida é sempre vista como obra de um milagre. Nesse caso há um senso comum de que quem ficou por último sofreu mais. Da mesma forma, a parábola: os últimos sofreram o desgaste de permanecer o dia todo (até as cinco da tarde) aguardando que alguém os contratasse (o que não deixa de ser algo digno de consideração). Se o fim da jornada de trabalho é às seis, quem ficaria esperando até às cinco para trabalhar apenas por uma hora? Mas aqueles perseveraram na esperança de receberem, ao menos, uma fração de pagamento. Quem olha para tão pouco com tanta esperança não pode também gozar da bondade de um generoso empregador? Mas, quando somos os primeiros, costumamos ignorar o que os outros passaram para poderem chegar aonde nós já chegamos. Deveríamos nos envergonhar.
O patrão da parábola foi “provocativamente sábio” ao ordenar a seu administrador para que recompensasse os trabalhadores na ordem inversa à contratação: dos últimos para os primeiros de modo que estes tivessem alimentada a esperança de receberem mais do que o combinado. Isso acabou por revelar uma falha muito comum: a de julgarmos os méritos dos outros a partir da comparação com o nosso mérito. Quando recebemos algum presente ou recompensa (fora de datas comemorativas principalmente) normalmente dizemos: Não precisava ter se incomodado... Nós nos sentimos “não merecedores” e o presente parece até maior. Mas, caso a mesma pessoa dê um presente maior a alguém próximo a nós... Alguém que não tenha (aos nossos olhos) se esforçado tanto... Aí o mesmo presente que recebemos, o mesmo que nos alegrou instantes atrás, esse mesmo presente fica bem menor.
Podemos ser vítimas de tratamentos injustamente discriminatórios por parte dos homens, mas jamais podemos considerar tal injustiça provinda de Deus. O argumento do proprietário é imbatível: “Não posso fazer o que quero com o que é meu? Ou você se incomoda que eu seja  bom?”.

Aqueles primeiros trabalhadores não ficaram sem pagamento, não receberam menos do que havia sido combinado nem trabalharam mais do que o normal. Sua indignação também não teria se manifestado se eles tivessem recebido antes dos outros. Também não ficariam indignados se os demais tivessem recebido proporcionalmente menos que eles. Em resumo: o que os incomodou não foi algum malefício feito a eles, mas o benefício dado aos outros. Por vezes agimos assim: não aceitamos o perdão dado ao outro, o louvor dado ao outro, a gratidão demonstrada a outro ainda que nós não sejamos prejudicados.

A questão é simples: se fazemos algo por recompensa será injustiça sempre que recebermos menos do que foi estabelecido, mas se fazemos de livre e espontânea vontade (sem esperar nada em troca) não poderemos protestar se outros receberem aquilo de que nós abrimos mão. Esse é o “preço” de se fazer algo “de graça”.  Qualquer coisa é muito para quem não espera receber nada.

Alessandro Mendonça