terça-feira, 9 de outubro de 2012

PROFETAS DE ONTEM PARA AS NECESSIDADES DE HOJE - PARTE 1



Tomara todo o povo do SENHOR fosse profeta (Números 11:29)

Iniciamos hoje uma série de mensagens com o seguinte tema: "Profetas de ontem para as necessidades de hoje". Objetivo: A) Conhecermos mais a palavra de Deus, B) Termos uma visão individual de cada profeta que escreveu um livro da bíblia. Começando com Isaías e terminando com Malaquias, em cada estudo veremos quem é este profeta; veremos o contexto em que ele viveu, as dificuldades inerentes de seu tempo, como se projetou sua mensagem, e quais são as principais características dos seus escritos. Por fim retraremos princípios práticos para a nossa vida. Veremos que aquilo foi falado há quase 3000 anos atrás continua relevante para os nossos dias, e com isso tirarmos proveito prático, objetivo que nos inspire a andarmos mais próximos e mais confiantes com nosso Deus.

11 -     O ENTENDIMENTO POPULAR DO TERMO “PROFETA”
Antes de falarmos dos profetas é precisamos compreender o que foi o Movimento profético em Israel. Se não compreendermos o que foi profetismo em Israel, se não entendermos com mais exatidão, quem foram eles, os profetas corremos o risco de discutir um assunto que não terá ficado bem definido, tamanha a diversidade de conotações que o termo “Movimento Profético” recebe em nossos dias. E então, não chegaremos a um ponto proveitoso em nossa análise.
Para boa parte das pessoas de nosso tempo, o profeta “é uma pessoa que adivinha coisas”.  Concordo com Isautino G. Coelho que Profecia,  nesta ótica, é adivinhação. É assim o conceito secular, e popular do termo. Este era o conceito de profeta entre os pagãos. A lecanomancia (leitura do futuro pela figura do azeite derramado numa taça sagrada), a hepatoscopia (a leitura do futuro pelos riscos do fígado de animais sacrificados aos ídolos), o uso de árvores sagradas, como os cananeus faziam com os carvalhos (vide o carvalho de Moré, em Gênesis 12.6 - Moreh,  em hebraico, significa “mestre”), sonhos após  alucinógenos, a interpretação do vôo dos pássaros, tudo isto fazia parte do ofício profético pagão.
No sentido pagão, o termo “profeta” não traz uma mensagem com fundo moral e ético. Apenas busca descobrir o futuro para orientar os reis sobre guerras a declarar, alianças políticas a fazer ou decisões por tomar, como, por exemplo, os adivinhadores e os sábios de Faraó, em Gênesis 41.8: 41.8   De manhã, achando-se ele de espírito perturbado, mandou chamar todos os magos do Egito e todos os seus sábios e lhes contou os sonhos; mas ninguém havia que lhos interpretasse.
 Isto acontece também em alguns grupos especialmente neopentecostais. Profetizar para esse irmãos é fazer “revelações”, algumas delas absolutamente absurdas, sem sentido, sobre a vida das pessoas. Um profeta numa cidade que trabalhei disciplinou um membro da igreja e a profecia (revelação de “Deus”) foi que o dito “pecador” como penalidade imposta por Deus, deveria “assistir” culto do outro lado da rua. Eu falei de púlpito: Isto é revelação, ou profecia do diabo, não de Deus, e podem falar para os membros desta igreja que eu falei isso. Podem falar até para pastor desta igreja!

22 -   “NAVI”: O PROFETA BÍBLICO
Biblicamente falando o termo mais enfatizado (mais que trezentas vezes) para profeta (direto do hebraico) é “navi”. Esta descrição é atribuída a Moisés em Deuteronômio 18.15: “o Senhor teu Deus te suscitará um “navi” (profeta) como eu, do meio de ti, de teus irmãos. A ele ouvirás”. O termo navi vem do acadiano “navvu”, que significa  chamar, designar, nomear. Neste sentido, o profeta, seria alguém chamado, designado, escolhido, como um arauto, um representante, um embaixador que fala, que representa alguém, que anuncia, que transmite o recado em nome de alguém. Por isso você sempre verá o profeta dizendo na bíblia: “Assim diz o SENHOR”. Daí a função do profeta era, em Nome de Deus: 1) repreender o povo quando este caía; 2) encorajar o povo a manter a fidelidade em Deus; 3) dar esperança ao povo, uma vez que, mantendo a fidelidade, Deus prometia tempo s de refrigério e esperança, um templo de total realização em Deus.
A bíblia cita vários profetas. Alguns foram usados por Deus para escreverem os livros que levam seus nomes. Outros são conhecidos nossos mas, não escreveram livros:  Moisés, Débora, Eli, Samuel, Natã, Elias... outros não nos são tão conhecidos: Gad, Aías,Hulda, e “os outros” Jonas e Miquéias. Os que escreveram os livros levam os nomes de Profetas Maiores, por que escreveram mais: Isaías, Jeremias e Ezequiel. Outros que escreveram menos, levam o nome de Profetas Menores: de Daniel a Malaquias.
Aguarde continuação – abordaremos especificamente o Profeta Isaías

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