quarta-feira, 17 de novembro de 2010

ANTES DE AMARRAR SATANÁS

Antes de amarrar Satanás, amarre os seus pés. São eles que o levam para o conselho dos ímpios, para o caminho dos pecadores e para a roda dos escar-necedores (Sl 1.1). Retire o seu pé do mal, da casa da mulher adúltera, do caminho largo, do altar de ídolos, da multidão dos que não servem a Deus (Pv 4.26-27).
Antes de amarrar Satanás, amarre os seus joelhos, para eles não se dobrarem diante do tentador (Lc 4.7), diante de Baal (1 Rs 19.18) e diante das riquezas (Mt 6.24).
Antes de amarrar Satanás, amarre as suas mãos. Se elas o fazem tropeçar, corte-as. Pois “é melhor entrar na vida eterna sem mão ou sem pé do que ficar com eles e ser jogado no fogo eterno” (Mt 18.8, BLH). As mãos precisam ser santas (1 Tm 2.8) e precisam estar agarradas ao arado, “pois quem põe a mão no arado e olha para trás não é apto para o reino de Deus” (Lc 9.62).
Antes de amarrar Satanás, amarre o seu coração. Ele não pode amar outro cônjuge além do seu, outro deus além de Deus. Ele não pode amar o mundo nem o que há no mundo (1 Jo 2.15).
Antes de amarrar Satanás, amarre a sua língua. Ela é um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero. Ela contamina a pessoa por inteiro, incendeia todo o curso de uma vida (Tg 3.1-12).
Antes de amarrar Satanás, amarre os seus ouvidos. Ele não podem ouvir blasfêmias, irreverências, mentiras nem pornochanchadas.
Antes de amarrar Satanás, amarre os seus olhos. Se os seus olhos forem maus, o seu corpo todo ficará na escuridão. Olhos altivos, olhos de cobiça, olhos cheios de adultério, olhos que nunca olham para cima – precisam ser amarrados dia após dia.
Antes de amarrar Satanás, amarre a sua mente. Ela precisa ficar cativa a Cristo. Você não tem o direito de pensar a seu gosto. Você só pode pensar naquilo que é verdadeiro, nobre, correto, puro, amável e de boa fama.
Antes de amarrar Satanás, amarre seu gênio. Se você não suporta um revés, uma ofensa, uma crítica, uma dor – você é incapaz de viver neste mundo. Você não pode pedir fogo do céu para consumir os que não batem palmas para você.
Antes de amarrar Satanás, amarre a sua vaidade pessoal. A soberba é um pecado latente que precisa ser dominado. É um pecado perigoso. A desgraça está um passo depois do orgulho e logo depois da vaidade vem a queda. O problema é grave demais.
Antes de amarrar Satanás, amarre a sua incredulidade. Ela é um entrave enorme e uma ofensa contra Deus, pois sem fé é impossível agradá-lo. Você não pode raciocinar corretamente se não incluir os recursos da fé na revelação e nas promessas de Deus.
Antes de amarrar Satanás, amarre a sua preguiça. A preguiça faz cair em profundo sono e inventa mil desculpas para você não se mover. Cuidado com a preguiça mental que não o deixa ler e estudar a Palavra de Deus. Cuidado com a fé sem obras.
Antes de amarrar Satanás, amarre a sua timidez. O exército de Deus não recruta soldados tímidos. Eles não estão aptos para a guerra e ainda contaminam os outros guerreiros. Ouça a pergunta de Jesus: “Por que você está com tanto medo, homem de pequena fé?”.
Antes de amarrar Satanás, amarre o seu “eu“. Você não governa mais a sua vida. Você foi crucificado com Cristo. Assim já não é você quem vive, mas Cristo vive em você. Você não tem direitos. Convém que Jesus cresça e que você diminua.
Antes de amarrar Satanás, amarre o pecado que habita em você. Deixe à míngua o apetite da pecaminosidade latente. Castigue o seu corpo e faça dele o seu escravo. Ofereça-o em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus.
DEPOIS DE TUDO AMARRADO, sinta-se à vontade para amarrar Satanás, no sentido de resistir às suas artimanhas e às suas investidas periódicas. Faça isso com a autoridade de quem já se amarrou primeiro. Sempre em nome de Jesus!

Autor: Elben M. Lenz César - Diretor-fundador da Editora Ultimato e redator da revista Ultimato; é autor de, entre outros, Refeições Diárias com os Profetas Menores, A Pessoa Mais Importante do Mundo, História da Evangelização do Brasil, Práticas Devocionais e Olhe para o Alto. Ex-presidente da Associação de Missões do Terceiro Mundo e fundador do Centro Evangélico de Missões, do qual é presidente de honra, é também jornalista e pastor emérito da Igreja Presbiteriana de Viçosa - MG.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

ESPÍRITO PORCO

Na análise do comportamento humano, o criminalista brasileiro Waldir Trancoso Peres, que já defendeu 100 homens que mataram suas esposas, e 30 mulheres que mataram seus maridos, aproxima-se muito da teologia da bíblica pecaminosidade latente do ser humano. Basta ler os seguintes pronunciamentos retirados de sua entrevista `a Revista Veja, de 30 de novembro de 1994: "O espírito do homem é porco. Por ali passam desejos de todos os matizes que são os mais cruéis e terríveis". "O mais generoso dos homens já deve Ter desejado a morte de mais de uns 100. Esse impulso todo mundo tem". "Não há quem não tenha lixo atômica na cabeça. É preciso descarregar isso em algum lugar". "Qualquer um de nós tem instintos homicidas". "Se cada um pensar melhor, verá que não é nada impossível que amanhã seja o agente do crime".
O criminalista que já passou mais de 3000 horas nos tribunais, cita ainda mais um conselho atribuído ao médico francês Maurice: "Depois de percorrer todos os caminhos da alma humana, cheguei a uma conclusão: tenhamos piedade uns dos outros". Há muitas outras vozes que têm falado as mesmas coisas em outras ocasiões. O filósofo Romano Sêneca, que foi contemporâneo de Jesus Cristo e conselheiro de Nero, para quem a catástrofe é resultado da destruição da razão pela paixão, declarou: "Somos todos perversos. O que um reprova no outro, ele o achará em seu próprio peito. Vivemos entre perversos, sendo nós mesmos perversos". Já o moralista Samuel Johnson, que escreveu "A Vaidade dos Desejos Humanos" em 1749, confessou: "Cada qual sabe de si mesmo o que ele não ousa contar ao seu mais íntimo amigo". Poucos anos depois, o poeta alemão J. W. Goethe exclamou: "Não vejo falta cometida que não a pudesse Ter cometido".
Para este problema dos "impulsos negativos da nossa espécie" ou do "espírito porco" - só há uma estratégia que da certo: a arte de negar-se a si mesmo todas as vezes que o desejo for pecaminoso, criminoso, egoísta, anti-ético, louco. Esta é uma condição sine qua non para se tornar cristão: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me"
Élben Lenz Cézar - Livro: "Antes de Amarrar Satanás"

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

AS DEZ MARCAS DE UMA SEITA

Você sabe o que é uma seita? Sabe como identificá-la? Uma seita, à luz da fé cristã evangélica, é uma facção religiosa que tem doutrinas contrárias aos ensinamentos bíblicos. Muitas delas, inclusive, denominam-se cristãs, todavia negam fundamentos básicos da fé cristã. Portanto, tome muito cuidado neste sentido. Abaixo são apresentados 10 critérios que se enquadram em uma seita:
1. Uma seita costuma ver a si própria como a "verdadeira igreja", e exclui as outras denominações e igrejas de serem parte da igreja autêntica de Cristo. Em outras palavras, ela é exclusivista em seu ensinamento. O resultado disto é a insistência para que os convertidos deixem suas igrejas e se unam a eles. Todas as outras igrejas são declaradas como desonestas, enganosas e ilusórias. Há variedades suaves e outras mais radicais desta heresia, mas nem por isso deixam de sê-la.
2. Uma seita tem, na maioria dos casos, uma visão errônea da Trindade. A doutrina clássica da Igreja de "Deus em Três pessoas" é freqüentemente modificada de alguma forma. A maioria das seitas não considera Jesus como sendo igual ao Pai e ao Espírito Santo.
3. Uma seita costuma ter um "Jesus e mais alguma outra coisa" como o fundamento de sua "teologia". Seja com o guardar um determinado dia da semana, seja com regras de vestimenta, ou com algum rito especial, uma seita deixa o “Cristo somente” e cai num ensino herético.
4. Uma seita freqüentemente coloca fé e confiança exagerada em seu líder. Para uma personalidade semelhante a um “guru” (que geralmente ganha um título muito dignificante) é dado algum status de semi-deus pelos devotos. Isto resulta na crença de que tudo o que ele ou ela diz, ou faz, deve ser infalível.
5. As seitas freqüentemente taxam a Bíblia de autoritária. No entanto, de maneira prática, elas sempre dão autoridade igual ou maior a outros escritos ou a revelações de outras pessoas, geralmente líderes seus.
6. É comum que uma seita negue a salvação como sendo dependente da graça somente. Eles rejeitam o fundamento do Evangelho Cristão - a expiação - de que Cristo pagou o preço total do pecado do Seu povo, e que o homem não pode contribuir em nada para a sua salvação.
7. As seitas costumam ser extremamente dogmáticas em suas visões escatológicas (crenças com respeito ao final dos tempos) e freqüentemente incluem seus próprios grupos como o cumprimento de profecias com respeito ao final dos tempos.
8. Uma seita freqüentemente urge os membros a deixar suas famílias, abusando de versos tais como “se alguém vier a mim e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:26). Algumas seitas insistem para que seus aderentes quebrem todos os laços com membros da família e com amigos.
9. Uma seita freqüentemente reivindica as posses financeiras de um membro para o seu grupo. Alguns líderes de seita demandam que todas as posses sejam transferidas para o nome do líder ou do grupo. Entregar dinheiro, casas e propriedades é considerado como obediência ao mandamento “vai e vende tudo” (Marcos 10:21). A manipulação mental, principalmente controlada através da culpa, é usada para ganhar vantagens financeiras dos membros.
10. As seitas normalmente tomam todas as decisões mais importantes, da vida pessoal e profissional, por seus membros. Não há liberdade para os seus seguidores buscarem a Deus por si mesmos.
Tenhamos cuidado. "O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância". (João 10:10)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

OS 40 TIPOS DE CRENTES

APENAS PARA DESCONTRAIR... Em qualquer igreja, sempre tem aquele irmão(a) que não leva as coisas a sério, não é mesmo ? Confira abaixo 40 tipos de crentes mais famosos que podem ser encontrados dentro das igrejas. Com certeza enquanto você estiver lendo você vai se lembrar de algumas pessoas. Mas, mesmo assim precisamos amá-los, não é mesmo ? Confira:

CRENTE CHICLETE: só mastiga a Palavra, mas não engole...
CRENTE URSO: no inverno, fica hibernando
CRENTE AÇUCAR: se sair com chuva, derrete.
CRENTE CHUCHU: que pega qualquer gosto, "Maria vai com as autras"
CRENTE QUIABO: vive escorregando.
CRENTE LEÃO: não se meta com ele, pois ele é o Rei da Igreja…
CRENTE TOCHA: tá toda hora queimando… Queima demônio, queima
CRENTE AGENTE SECRETO: ninguém sabe que ele é crente
CRENTE BORBOLETA: que anda de igreja em igreja
CRENTE ÔBA-ÔBA: "tudo é festa"
CRENTE CARRINHO DE MÃO: alguém tem que empurra-lo até a igreja
CRENTE GELINHO: cheio dos "não me toques!"
CRENTE FLORZINHA DE JESUS: qualquer coisa , sai da igreja
CRENTE GABRIELA: "eu nasci assim, eu cresci assim, e vou ser sempre assim, Gabriela..."
CRENTE MACHADO: qualquer idéia, ele já corta.
CRENTE BULE: de "pô café" (pouca fè)
CRENTE ESCOTEIRO: só vai em acampamento
CRENTE KODAK: vive de revelação
CRENTE "6 ORA": seis ora por mim...
CRENTE ENXADA: quando o pastor está pregando, ele diz: é prá mim!
CRENTE PÁ: quando o pastor está pregando, ele diz:é pra ele!
CRENTE ALELUIA: só diz aleluia na hora errada
CRENTE COM DOM DO CANTO: fica lá no canto da igreja encostado e não quer saber de trabalhar!
CRENTE CELULAR: só vie desligado ou fora de área.
CRENTE ROCAMBOLE: enrolado...
CRENTE CELULAR: só vive desligado ou fora de área.
CRENTE PÃO DE FORMA: miolo mole, casca grossa, chato e quadrado
CRENTE ZAGALO: os irmãos tão sempre tendo que engoli-lo
CRENTE RUBINHO BARRICHELO: Freia no fim da prova só pra deixar todo mundo passar por você na vida espiritual
CRENTE JACARÉ: tem uma boquinha…
CRENTE ELEVADOR: está sempre subindo e descendo na vida espiritual…
CRENTE MACACO: vive pulando de igreja em igreja… Crente Pipoca – vive dando pulo…
CRENTE PIOLHO: anda pela cabeça dos outros… Crente açúcar – se sair com chuva, derrete.
CRENTE ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS: vive sonhando. Acorda, Alice !
CRENTE AVIÃO: vive nas nuvens.
CRENTE HOMEM ARANHA: vive subindo pelas paredes por qualquer coisa…
CRENTE CHAPOLIM: você pode contar com tudo, menos com sua astúcia..
CRENTE AVESTRUZ: vive colocando a cabeça embaixo da terra quando tem um problema.
E então, lembrou de alguém ??? QUE DEUS TE ABENÇOE

ESTA DIVERTIDA MENSAGEM FOI ENVIADA POR leandro.prcarlos@gmail.com

sábado, 6 de novembro de 2010

O BANQUETE DE CRISTO É MUITO MELHOR!!

"Resolveu Daniel firmemente não contaminar-se com as finas iguarias do rei..."(Daniel 1:8)
A LINGUAGEM BÍBLICA bíblica expressa-se comumente em dois opostos que se contrapõem mutuamente. Sempre se é exigido do ser humano uma postura consciente sobre o "lado" que se encontra. Vemos esta verdade do Gênesis ao Apocalipse: Reino de Deus x Reino de Satanás, Abel x Caim, Luz x Trevas, Carne x Espírito, Vida de Vitória x Vida de Derrota, Céu x Inferno, Caminho da Vida x Caminho da Morte, Bênção x Maldição.
É claro que a linguagem bíblica jamais deixa sequer transparecer que haja igualdade de poder entre os os lados. Satanás é poderoso, mas Deus é Todo Poderoso; as trevas jamais prevalecem contra a luz (Jo. 1:5), a vida debaixo da bênção de Deus é imensamente melhor, porque enquanto Ele amaldiçoa até a quarta geração, abençoa até Mil gerações (Ex. 20:5,6).
É exatamente isto que Daniel entendeu. Ele resolveu não se contaminar com as "finas" iguarias do rei em seu (do rei) banquete; ele (Daniel) não precisaria trocar sua "primogenitura" (como o fez Esaú - Gn 25:32) por um mero prato de lentilhas...; o banquete de Cristo é muito melhor! Não precisaria trocar sua consagração a Deus (como o fez Sansão - Jz. 16: 4-22) por momentos de prazeres ilusórios...; o banquete de Cristo é muito melhor! Não precisaria trocar todos os privilégios da Casa do Pai (como o fez o "filho pródigo" - Lc. 15:16,17), por um pouco de "lavagem que o diabo pôs no coxo"...; o banquete de Cristo é muito melhor!
Muitos personagens bíblicos contemplaram o maravilhoso banquete da Cristo. Davi disse "preparas-me um banquete na presença de meus adversários... (Sl 23:5); o profeta Isaías nos convida a nos "deleitarmos com finos manjares..." (Is. 55:2); e o escritor do Apocalipse (João), inspirado pelo Espírito Santo, registra que Cristo bate à nossa porta querendo cear conosco; ao mesmo tempo que nos convida a cear com ele nas suas Bodas Finais... (Ap. 3:20; 19:9).
Somos chamados a participar deste banquete maravilhoso e não podemos "nos dar ao luxo" de negligenciarmos este sublime convite (Lc. 14:16-24). Podemos, mesmo agora, no tempo presente, nos deliciar, de todas as maravilhas de uma vida íntima com Cristo.
Vivamos então, no presente, participando diariamente do banquete de nosso mestre, porque a promessa da palavra é que o que está bom vai melhorar mais ainda (o "bom vinho" sempre é servido mais "tarde" - Jo. 2;10), pois, a plenificação deste banquete nos aguarda mais à frente.
O "banquete escatológico" (final) nos aguarda. São as chamadas Bodas do Cordeiro (Ap. 19:9). Fora dele "ficarão os covardes, os incrédulos, os abomináveis, os impuros, os feiticeirros, os idólatras, os mentirosos..." (Ap. 21:8); e todos aqueles que amam, e que se deliciam em outro banquete que não seja o Banquete de Cristo.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O ANO DO JUBILEU - "Uma Simbólica Visão do Céu Para o Crente do Antigo Testamento"

8 Também contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos; de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos. 9 Então no mês sétimo, aos dez do mês, farás passar a trombeta do jubileu; no dia da expiação fareis passar a trombeta por toda a vossa terra, 10 E santificareis o ano qüinquagésimo, e apregoareis liberdade na terra a todos os seus moradores; ano de jubileu vos será, e tornareis, cada um à sua possessão, e cada um à sua família. 11 O ano qüinquagésimo vos será jubileu; não semeareis nem colhereis o que nele nascer de si mesmo, nem nele vindimareis as uvas das separações, 12 Porque jubileu é, santo será para vós; a novidade do campo comereis (Levítico 25:8-12).
AO RESSOAR DA ÚLTIMA TROMBETA, a bíblia diz que os anjos recolherão os escolhidos em Cristo de todas as nações. Nós veremos a Cristo vindo triunfante em glória, no céu. Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois os ímpios e aí sim todos serão transformados. Subiremos para o grande julgamento. Os ímpios serão banidos da presença de Deus, e Satanás, a morte, a besta e o falso profeta, serão lançados nas profundezas mais profundas do inferno. A terra, o cosmos, serão submetidos ao fogo purificador de Deus (a grande conflagração). Após isso Deus realizará unificação do céu e da terra (se estabelecerá uma nova ordem, uma nova realidade que abarca o físico e o espiritual). Toda criação será, então, plenificada, potencializada. Aí sim, a noiva, linda e adornada, descerá do céu, para tomar posse do novo céu e da nova terra. Eis a grande esperança dos filhos de Deus: Novos céus e nova terra! “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam”. Tudo isso iniciará com o toque da trombeta.
Ao ressoar da trombeta também era anunciado o Ano do Jubileu. Era um símbolo, uma representação do céu no Antigo Testamento para nutrir a expectativa de nossos irmãos, milênios atrás. Muitos acreditam que os judeus não possuíam esperança de vida eterna; mostraremos que nutriam sim. O crente do Antigo Testamento nutria uma esperança, uma expectativa do céu, sim, só que e forma de figuras, de sombras que Deus, didaticamente, preparou. Uma delas era o Ano do Jubileu. Teremos, hoje, com a graça de Deus um vislumbre do céu, sob o olhar do crente vétero-testamentário, o crente do Antigo Testamento.
O Ano do Jubileu: Símbolo do Céu. Sabe porquê, em primeiro lugar:

1) O ANO DO JUBILEU TORNAVA REAL O QUE EXPERIMENTAREMOS DE FORMA PLENA NO CÉU: O ANSEIO POR LIBERDADE
Santificareis o ano qüinquagésimo e proclamareis liberdade na terra a todos os seus moradores; ano de jubileu vos será (10)
Em poucas palavras, o ano do Jubileu trazia libertação aos cativos, aos escravos. Deus implantou este ano no calendário judaico para dar a chance de um novo começo às pessoas. A cada 50 anos, as trombetas soavam indicando que o Ano do Jubileu havia chegado. Os pobres que tinham caído em dívida recebiam a chance de um novo começo. Era uma espécie de anistia. Os empréstimos eram perdoados. Terras que tivessem sido vendidas, eram devolvidas aos seu proprietários originais, os escravos recebiam alforria. Libertação. Por isso, todos os escravos, os pobres, os marginalizados punham a sua grande expectativa, a sua esperança na chegada do ano do Jubileu, contavam os dias. A expectativa estava em, ouvir o toque da trombeta...
A bíblia demonstra que desde a entrada do pecado no mundo, a história dos homens é uma história de busca de libertação da escravidão, de opressão. O registro bíblico é um registro de luta por libertação. Vemos Israel escravizado pelo Egito, no tempo de Juízes, escravizado pelos Moabitas; em Davi a luta com os Filisteus. Daí veremos o cativeiro sob os Assírios, sob os caldeus (Nabucodonoor), tem o império Greco-Macedônio, e o império Romano. É uma história de luta por libertação. Vemos um povo suspirando, gemendo...
Mas num certo dia, um homem entra numa sinagoga judaica, abre o livro do profeta Isaías no capítulo 61; e lê: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor (Lc 4:19). Ao acabar de ler, tendo fechado o livro, este homem, Jesus de Nazaré, disse: “Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir(21)”. Jesus fazia referência ao Ano do Jubileu. Ele trazia em sua pessoa a libertação!
É chegado até nós o Ano Aceitável do Senhor; é chegado até nós o Ano do Jubileu; é chegado até nós Reino dos Céus. Cristo trouxe a libertação: Se o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. Ele nos libertou da culpa do pecado (Agora pois, já nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus). Ele nos libertou da subserviência, da escravidão, da submissão ao pecado (Assim, se alguém está em Cristo é nova criatura; as coisas antigas já passaram; tudo se fez novo). Mas falta uma libertação que se concretizará no céu: a libertação da presença do pecado.
A libertação que os escravos experimentavam no Ano do Jubileu apontava para a libertação final; a vida no céu; lá nossa libertação será plenificada.
Em Apocalipse 19:11 em diante: Cristo vence Satanás e o julga lançando-o ao lago de fogo e enxofre. Estabelece-se o julgamento final e geral. Aí em apocalipse 21:1 João diz: “Vi novos céus e nova terra, pois, o primeiro céu e a primeira terra, passaram”.. Toda opressão, todo dissabor não existe mais. A antiga ordem foi deixada para trás. Estamos totalmente livres. Ah, essa é a grande expectativa do crente...
Livres! Livres! Livres do diabo, livres da angústia, do medo, da culpa do pecado, da influência, da escravidão, e da presença do pecado. Livre até de minha velha natureza O diabo foi condenado, a atmosfera é outra; o ambiente foi renovado, o cosmos, o universo exala Deus.
O ano do Jubileu é símbolo do céu, pois, fazia o crente experimentar a libertação que será plenificada no céu. Isso será céu, meu irmão, liberdade não para fazer o que eu quero, pois, o que eu quero é glorificar a Deus, é pensar, é experimentar Deus é soltar-me sem reservas nas mãos de Deus! Ano do Jubileu, símbolo do Céu, em 2º lugar, porquê:

2) O ANO DO JUBILEU TORNAVA REAL O QUE EXPERIMENTAREMOS DE FORMA PLENA NO CÉU: O ANSEIO POR DESCANSO
O ano qüinquagésimo vos será jubileu; não semeareis, nem segareis o que nele nascer de si mesmo, nem nele colhereis as uvas das vinhas não podadas (11).
O Ano do Jubileu acontecia de 50 em 50 anos, contado de 7 em 7 anos. Explico. Todo 7ª dia o homem deveria parar e descansar no Senhor. Mas também todo 7º ano. Este era chamado o Ano Sabático. Descansavam a terra 1 ano e armazenavam os produtos do 6ª ano. Mas a cada 7 seqüências de 7 anos (49 anos) o próximo ano era o Ano do Jubileu; todo este ano também se parava. A idéia é de que o ano do Jubileu seria plenitude do descanso. A plenitude dos dias era o sétimo dia. A plenitude dos sétimos dias era o sétimo ano (Ano Sabático). E a plenitude dos 7º Anos era o Ano do Jubileu.
Eis a lição; deveriam descansar no Senhor; Ele providenciaria a bênção: “É meu somente meu todo trabalho e teu trabalho é descansar em mim”. Os escravos, os pobres e os marginalizados punham a sua esperança na chegada do Ano do Jubileu; esperavam o ressoar trombeta, para descansarem no Senhor...
E o que a Escritura registra? Um povo à procura do descanso. Por isso, a entrada à Terra Prometida era um tipo, um símbolo da entrada ao descanso de Deus, após tanto tempo de peregrinação, no deserto hostil desta vida. Deus havia dado esta promessa ao povo, em Êxodo 33:14: “Te darei descanso”. Mas com a entrada em Canaã, ele não veio (Hb 4:8-9). Nem com o estabelecimento do Reino. Diz o Espírito por boca de Davi: “Não entrarão no meu descanso (Sl 95: 11). Então quando veio? Quando um homem chamado Jesus, o que trouxe o Ano Aceitável do Senhor, disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma..” (Mt 11:28-30). Cristo trouxe o descanso tão esperado!
Portanto já o experimentamos, em Cristo, mas não ainda em sua plenitude. Como diz Paulo já temos as primícias do Espírito; falta a colheita! O Ano do Jubileu aponta para o céu porque lá experimentaremos o descanso completo de toda fadiga, de todo medo e pecado, pois, assim nos diz a Palavra em apocalipse 14:13: “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas,”.
Observe que após ouvir isto João vê os crentes glorificados em pé, diante do trono de Deus, com harpas nas mãos, cantando o cântico de Moisés: “Grandes e admiráveis são as tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações! Quem não temerá e não glorificará o teu nome, ó Senhor? Pois só tu és santo; por isso, todas as nações virão e adorarão diante de ti, porque os teus atos de justiça se fizeram manifestos”(Ap. 15:3-4).
Ah, irmãos, como precisamos de descanso. Vivemos dias tão tumultuados! Dias em que a própria família se esfacela. Vemos filhos planejando, e assassinando brutalmente, covardemente, vergonhosamente os próprios pais! A humanidade precisa descansar! Até muitas religiões são mais um mecanismo de opressão do que de bálsamo. Na Nigéria, onde uma mulher foi condenada a morte à pedradas em praça pública por, depois de separada, engravidar. Tiveram a cara de pau de dizerem-se generosos: esperarão o menino desmamar!
Vivemos num corre-corre tremendo. E a crise aumenta. São dias de crise financeira, de alta e baixa do dólar, da gasolina, baixa de salário, de crise de emprego etc.... E assim vem a preocupação em demasia, a ansiedade e depressão chega... A ansiedade e a depressão já são consideradas o mal do século. Pressão alta, mãos suadas. Doenças jamais imaginadas (da era pós moderna) que não são possessão nem opressão demoníaca: Síndrome do Pânico (pessoas sequer que conseguem sair de casa – estão cansadas, sobrecarregadas).
São as exigências da chamada era pós moderna! A “Era do Homem Máquina”. Parece que precisamos pelo menos de uma hora a mais para cada dia! 24 horas é pouco: Acorda-se cedo, dorme-se tarde e come-se o pão que penosamente se granjeia. Mas o difícil em tudo isso é aprender a lição do Senhor: “Aos seu amados ele os dá mesmo quando dormem”. Aleluia!! Precisamos de descanso.
O Ano do Jubileu saciava em forma de figura esta esperança do crente. O crente do Antigo Testamento olhava para o Ano do Jubileu, assim como olhamos com expectativa para o céu, aguardando que Deus cumpra seus propósitos.
Não apenas libertos da culpa, da escravidão e da presença do pecado, mas, descansados. Sem fadigas, sem traumas, sem lágrimas, sem dor: PAZ. Por isso céu é Paraíso, é paz, é descanso no Senhor.
O Ano do Jubileu, é símbolo do Céu em 3º lugar porque:

3) O ANO DO JUBILEU TORNAVA REAL O QUE EXPERIMENTAREMOS DE FORMA PLENA NO CÉU: O ANSEIO POR PLENA SATISFAÇÃO
Porque é jubileu, santo será para vós outros; o produto do campo comereis (12). A terra dará o seu fruto, e comereis a fartar e nela habitareis seguros (19).
O Ano do Jubileu trazia satisfação às pessoas. Havia muita fartura, muita abundância presente. Sabe porque? Porque no anterior eles haviam colhido e armazenado o produto nos celeiros e no ano corrente que é o Ano do Jubileu as plantações estão carregadas. Mas, não se pode colher, na realidade, não se precisa colher. Não há nem onde se guardar: abundância, plena satisfação. Temos o suficiente e ainda em excesso. Se faltar, o que não vai acontecer, temos nas plantações os frutos maduros, caindo dos pés.
A história bíblica é a busca por satisfação. É por isso que vemos Paulo aconselhando Timóteo dizendo: “Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes.” (1ª Tm 6:8). Jesus havia deixado claro: “... não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos?” (Mt 6:31)
A promessa de Deus foi que seu povo entraria na terra que “mana leite e mel”. Ele os levaria a um lugar de abundância, onde a plena satisfação era garantida.
Em tempos de regimes e dietas, parece estranho, lermos: “comereis a gordura até vos fartardes” (Ez. 39:19). Mas não é que o céu estará cheio de gordinhos. Antes, é a idéia da abundância, da satisfação, da exuberância do céu. Para a cultura judaica, as partes gordas da carne eram as mais ricas do animal, tanto que a gordura dos animais era oferecida em holocausto a Deus (Primícias: a primeira; a melhor parte - Lv 3:14-17; 7:30). Abel ofereceu ao Senhor as primícias de seu rebanho e da gordura do mesmo (Gn 4:4).
Esta era a idéia presente de forma simbólica no Jubileu. Frutos nos celeiros, frutos nos campos; estou plenamente satisfeito: abundância. Todas as necessidades supridas e ainda temos em abundância. É por isso que vemos a bênção de Deus aos seus servos em Deuteronômio 28:11: “O SENHOR te dará abundância de bens no fruto do teu ventre, no fruto dos teus animais e no fruto do teu solo, na terra que o SENHOR, sob juramento a teus pais, prometeu dar-te”. “Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares.” (Is. 55:1-3). Plena satisfação!
E esta realidade veio com Cristo: “Eu vim para que tenhais vida e vida em abundância!”. “Eu sou o pão da vida... Eu sou a água da vida”.... Quem quiser se alimentar plenamente, dessedentar a sua sede, “receba e beba de graça da água da vida”. Já temos esta vida, mas às vezes pecamos; o que falta é a plenificação, no céu... Lá, a vida será plenificada.
Mais do que nunca nossa geração precisa ouvir sobre o céu; o lugar onde todas as nossas necessidades serão plenamente satisfeitas. Nossa geração é fútil, é vazia é sem sentido. Pessoas buscam satisfação nas drogas, nos vícios nos braços da amante. Isso meu irmão, meu amigo, você precisa saber. Disse Agostinho, o teólogo: “Dentro do coração do homem há um grande vazio, do tamanho de Deus. O homem busca preenchê-lo (busca satisfação). Mas os vícios, os prazeres deste mundo não conseguem. Só há um que preenche: Jesus Cristo:” Ele é do tamanho de Deus.
“Temos no estoque, temos no campo, aprendamos a crer que Deus suprirá”. O ápice da satisfação será no céu. Isto é evidenciado em Apocalipse 22:2: “No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos.” Alguém ficará doente no céu? Não. Não há nenhuma possibilidade. Nunca jamais entrará qualquer coisa impura no Céu. Mas ainda que houvesse esta possibilidade (que não existe), há uma árvore que produz fruto o ano inteiro (mês a mês). Não conheço árvore assim! Pode ficar “doente” quando quiser: basta uma folha dessa árvore. Isso é exagero, abundância! Possuímos uma árvore que jamais precisaremos usar. Entendeu a ligação com o Jubileu? Temos no estoque, temos no campo: Abundância, exuberância; plena satisfação!

CONCLUSÃO
O Ano do Jubileu começava com o ressoar da trombeta. Tudo o que Deus tem preparado para aqueles que o amam começará com o ressoar da última trombeta. Imagine o anseio dos cativos para que o Ano do Jubileu chegasse trazendo-lhes libertação... Imagine, as agruras as dificuldades e a expectativa para que o Jubileu trouxesse-lhes descanso (os traumas iriam embora....) Imagine como ansiavam Ano do Jubileu, visto, desejarem encontrar plena satisfação (pois a vida lhes era amarga).
Eu louvo a Deus porque ele tem preparado O céu para mim e para você. Lá experimentarmos finalmente a plenitude da libertação: adoraremos a Deus sem reservas, sem amarras, soltaremo-nos nos braços de Deus. Lá descansaremos plenamente na certeza que Deus nos sustentará a eternidade. Deus brilhará sua luz imacersível continuamente sobre nós. Lá todas as nossa necessidades serão plenamente satisfeitas, beberemos da água da vida não precisaremos de outra coisa mais senão de Deus, e seremos, sim, inundados por este amor.
Por isso é necessário que em Primeiro lugar: Aceite a Cristo como seu Salvador e Senhor pois ele disse: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para apregoar o ano aceitável do Senhor”. Ele trouxe o Ano do Jubileu a nós. Sem Cristo nada disso se concretizará em sua vida. Você viverá uma vida escravizada, cansada e sem prazer, sem gosto de viver. Em segundo lugar: Você que possui a Cristo viva numa expectativa correta, preparado; esperando o ressoar da última trombeta. Em terceiro lugar: Aprenda a não se abalar por causa das dificuldades. São características próprias dos últimos dias. E por último: Encha a sua mente das coisas celestiais, é questão de tempo! Uma alegria indizível invadirá sua vida. Jubileu significa júbilo, alegria em Deus, a verdadeira alegria, pois Deus em Cristo é a nossa liberdade, descanso e satisfação. Amém

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

AS 05 LIÇÕES DA CARTA A FILEMOM - FM 1:8-21


Ainda que eu sinta plena liberdade em Cristo para te ordenar o que convém, prefiro, todavia, solicitar em nome do amor (8,9)

A CARTA A FILEMOM foi escrita por Paulo em torno do ano 60 d.C., durante a sua primeira prisão em Roma, quase na mesma época em que as cartas aos Efésios e aos Colossenses foram escritas. Ela é a mais breve entre todas as cartas de Paulo; consiste de apenas 335 palavras no original (grego) e somente 25 versículos .
É provável que Filemom fosse um membro rico da Igreja de Colossos. O PROPÓSITO de Paulo em ter escrito esta carta foi convencer Filemom a perdoar Onésimo, um escravo seu (Filemom) fugitivo. Cabe ressaltar que a pena para um escravo fugitivo era a morte. Paulo evangelizou o escravo Onésimo na prisão e este veio a se converter. Com a conversão, Onésimo, que antes fora um inútil agora, no Senhor, tornou-se útil (Paulo fez um "jogo de palavras" uma vez que Onésimo significa útil). A intenção de Paulo é que Filemom não receba Onésimo mais como escravo mas o aceite como um irmão na fé.
Alguém já disse que a carta a Filemom poderia ser chamado de Evangelho de Filemon. Porquê? Há nestes poucos versículos uma ILUSTRAÇÃO DA OBRA DE CRISTO; uma analogia, comparação com a obra da redenção:
A) Onésimo SE REBELA foge de Filemon - O pecador SE REBELA e foge de Deus.
B) Paulo se encontra com Onésimo – Cristo se encontra com o pecador
C) Paulo se identifica com ele – Cristo se identifica conosco
D) Paulo intercede (mediador entre Onésimo e Filemom) por ele. Jesus intercede (mediador) por nós.
E) Paulo se dispõe a pagar a dívida de Onésimo – Cristo rasgou o escrito de dívida “pagou nossos débitos”
F) Paulo não pede nada em troca – Cristo não pede nada em troca - isso é graça
G) Onésimo não tem nada a oferecer – O pecador não tem nada a oferecer
H) Onésimo é reconciliado com Filemon – O pecador é reconciliado com Deus
I) Onésimo tem acesso a Filemom – O escolhido de Deus tem, agora, acesso ao Pai,
J) Onésimo agora é um irmão - Não somos mais escravos do pecado, pertencemos à mesma família.
K) Onésimo era inútil agora é útil – Éramos velha criatura agora somos nova criatura
Todas essas figuras lançam luz acerca da nossa grande salvação em Cristo embora essa carta não seja doutrinária como as demais do apóstolo, é uma perfeita ilustração da doutrina DAQUILO QUE Cristo fez para conosco.
O seu oferecimento de pagar a dívida e a recepção de Onésimo por Filemon por causa de Paulo; a restauração do escravo solicitada “[...] em nome do amor” (v. 9).
Lutero disse que todos nós somos Onésimos. Jesus se identificou de tal forma conosco que o Pai nos recebe como ao próprio Filho. Somos aceitos no Amando (Ef 2.6). Fomos vestidos com sua justiça (2 Co 5.21).
Dessa carta tão linda, especialmente dos versículos 8 a 22, podemos extrair algumas lições importantes:

1ª LIÇÃO - APRENDEMOS ACERCA DA PROVIDÊNCIA DE DEUS
Pois acredito que ele veio a ser afastado de ti temporariamente, a fim de que o recebas para sempre - 15
A carta do Apóstolo a Filemon, demonstra os caminhos sábios e amorosos de Deus para cumprir seus propósitos. “NA VIDA DAQUELE QUE É ESCOLHIDO POR DEUS NÃO EXISTEM COINCIDÊNCIAS, O QUE EXISTE É PROVIDÊNCIA DIVINA”
A Providência de Deus diz respeito ao governo, ao controle, à direção sábia e amorosa do senhor ao dirigir e governar a vida de seus escolhidos, conduzindo-os sempre ao fim melhor.
O que Deus é capaz de fazer para salvar um perdido? Alguém pode calcular? O Apóstolo Paulo fala em Rm 11:33: “Ó profundidade das riquezas tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus, quão insondáveis são os seus juízos e quão inescrutáveis os teus caminhos...” Os caminhos de Deus na vida de Onésimo o amor de Deus para com ele era maior do que a sua rebeldia, orgulho e presunção.
A bíblia não diz "por que", apenas relata que Onésimo tornou-se um escravo fugitivo. Viaja, não se sabe como para longe, Roma (capital). De repente é pego e preso. Passa de cela em cela, prisão a prisão. Até que numa cela está exatamente o apóstolo Paulo. O que é isso? Coincidência? Se Filemon o encontrasse antes sofreria grave castigo, talvez seria morto. A verdade é que não era Onésimo que estava fugindo; era Deus que o estava conduzindo (por Sua providênciia - sem Onésimo saber) aos Seus propósitos. Aleluia!
Mas a providência de Deus estava na vida de Onésimo, e na sua infinita sabedoria de conduzir todas as coisas, não permite que Filemon, no momento da sua ira localize Onésimo em Roma, e também o protege da morte em Roma. O Espírito Santo então conduz Onésimo a um homem velho numa prisão de Roma chamado Paulo. “Quão insondáveis...”
Isto chama-se providência de Deus, a atuação do Espírito Santo no mundo a favor de seus escolhidos!
ALGUÉM JÁ DISSE QUE a moinha de Deus mói devagar, mas mói muito bem.
Com Jose foi assim. Jogaram numa cisterna. Quando iam mata-lo passou uma caravana de ismaelitas que seguiam para o Egito. Lá foi preso, mas aconteceu que dois homens lhe contaram seus sonhos. Depois foi Faraó. Ele foi posto no trono para o momento de fartura e seca. Depois de muitos anos ele se encontra com seus irmãos e os perdoa porque entendeu em tudo a providência de Deus!! Aleluia!
Assim também Deus agiu nas nossas vidas, os caminhos dele foram muito maiores do que os nossos tortuosos caminhos escolhidos por nós mesmos. O profundidade das riquezas... Deus é profundo e rico em sabedoria e conhecimento, alguém por ventura consegue enxergar a profundidade da sabedoria, riqueza, conhecimento e força do Deus Eterno? Meus irmãos, Deus estava por trás ou melhor na frente de tudo.
A carta a Filemom nos ensina que Deus pode estar presente nas circunstâncias mais adversas (v. 15). Quando as coisas parecem fora de controle e as rédeas saem das nossas mãos, descobrimos que elas continuam sob o controle soberano de Deus. Aquilo que nos parecia perda é ganho. Deus reverte situações humanamente impossíveis.

2ª LIÇÃO - APRENDEMOS ACERCA DO PODER DE DEUS
Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim - 11
A carta a Filemon nos ensina que Deus ainda transforma desertos secos em mananciais exponenciais. Essa carta tem um profundo valor prático – Se não há causa perdida para Deus, também, não há vida irrecuperável. “JAMAIS DEVEMOS DUVIDAR OU LIMITAR O PODER DE DEUS – NÃO EXISTE VIDA IRRECUPERÁVEL”.
Onésimo era um escravo rebelde e fugitivo. Nada havia nele que o pudesse recomendar. É provável que houvesse rebeldia e muito ódio no seu coração.
Naqueles dias a escravidão era algo muito forte no Império Romano. Os estudiosos dizem que havia em todo o império uma média de 60.000.000 de escravos. Os escravos não tinham direitos legais. Pela mínima ofensa eles podiam ser açoitados, mutilados e até mesmo crucificados. Há uma história de uma escrava linda que se envolveu com o patrão. Pois a patroa mandou vazar os dois olhos da escrava com ferro em brasa. Não eram somente os negros que eram escravizados como foi a escravidão do Brasil, por exemplo. A pessoa poderia vir a tornar-se escravo por diversas razões: poderia nascer na condição de filho de escravos e assim passaria a pertencer ao seu senhor; poderia ser devido à pobreza,, ou a uma dívida (quando familiares eram vendidos para arrecadar dinheiro); poderia ser devido à prática do roubo, o que culminava na prisão e possibilidade de se tornar escravo também.
Não sabemos com certeza o que levou Onésimo a ocupar esta condição, mas sabemos que ele fugiu revoltado, e teve um encontro com Cristo e sua vida foi transformada. Ele se tornou uma nova criatura e as coisas velhas ficaram para trás. Esta mudança é claramente vista na afirmação de Paulo a Filemom: Ele antes te foi inútil, atualmente, porém, é útil, a ti e a mim (v.11), Paulo escolhe propositalmente estas palavras porque o nome Onésimo significa "útil".
Antes desta transformação, Onésimo demonstrou ser um escravo rebelde e que provavelmente ainda roubou a Filemom por ocasião de sua fuga, pois Paulo menciona um possível prejuízo e a lógica nos faz entender que se este homem conseguiu chegar a Roma (onde Paulo estava preso) deve ter conseguido algum dinheiro ou forma de pagamento de suas despesas – o que um escravo normalmente não possuía.
Meus irmãos é isso que a bíblia nos diz: se alguém está em Cristo nova criatura é: as cosas antigas passaram. Tudo se fez novo. Fomos desarraigados deste mundo perverso. Somos transportados do império das trevas para o reino do Filho do seu amor. E não existe vida irrecuperável. Deus muda desde a vida mais simples até de um escravo revoltado, e fugitivo. Deus pode mudar a sua vida, a vida de seu esposo, de seu filho ele pode mudar a sua sorte "como as torrentes no Neguebe," ao ponto de você ficar "como quem sonha" e as pessoas ao seu redor dizendo: "Realmente grandes coisas tem feito o Senhor por ele". Aleluia! Seu filho "rebelde" pode ser uma bênção. Sua filha "ingrata" pode ser a menina cheia do Espírito Santo. Seu marido "ignorante" pode ser um grande pregador do evangelho. Sua esposa "inconseqüente" pode ser uma grande mulher nas mãos de Deus. Nós aprendemos isso nessa noite com a vida de Onésimo.

3ª LIÇÃO – APRENDEMOS SOBRE A NECESSIDADE DE ACERTAR AS NOSSAS PENDÊNCIAS
Eu to envio de volta em pessoa, quero dizer, o meu próprio coração - 12
Filemon era um crente da cidade Colossos. A ocupação de Filemon era ser Senhor de escravos e um de seus escravos era um homem chamado Onésimo. Ao que Paulo diz, parece que Filemom não era um mau patrão. Provavelmente era um bom patrão. Paulo diz (4,5): Dou graças ao meu Deus, lembrando-me, sempre, de ti nas minhas orações, estando ciente do teu amor e da fé que tens para com o Senhor Jesus e todos os santos. Depois que Paulo pediu para Filemom receber Onésimo como irmão e não mais escravo ele demonstrou confiança (21): “Certo, como estou, da tua obediência, eu te escrevo, sabendo que farás mais do que estou pedindo.”. E veja que ainda foi além; pediu pousada para a viagem (22): “E, ao mesmo tempo, prepara-me também pousada, pois espero que, por vossas orações, vos serei restituído.”.
Paulo me lembrou do relato dos crentes da igreja da Galácia: “Pois vos dou testemunho de que, se possível fora, teríeis arrancado os próprios olhos para mos dar. (Gl 4:15)”. Eu conheço gente que é assim comigo. Se eu pedir elas fazem; elas "carregam água na bacia" por mim... A amizade é verdadeira; e olha que ainda me agradecem.
Mas Onésimo não se contentava com a vida de servo; ele se rebelou contra seu Senhor Filemon e fugiu. Ele buscou a "liberdade fácil". E para onde que ele foge? Para a cidade de Roma. Roma representa o mundo. A cidade de Roma tinha tudo para fascinar e atrair qualquer ser humano da época, assim como o mundo de hoje.
PROVAVELMENTE PARA CHEGAR LÁ, É PROVÁVEL QUE ONÉSIMO TENHA ROUBADO A FILEMOM. Diz o versículo 18,19a: E, se algum dano te fez ou se te deve alguma coisa, lança tudo em minha conta. Eu, Paulo, de próprio punho, o escrevo: Eu pagarei... Onésimo provavelmente havia conversado muito com Paulo sobre essa situação e estava disposto a voltar a Filemon. Paulo entendeu tão bem a situação ocorrida entre Filemon e Onésimo; sabia que havia grandes chances de Filemon ter ficado com algum prejuízo (tanto material, quanto emocional)
Onésimo era um escravo que fugiu da casa de seu senhor. Nas suas andanças pelo mundo encontrou a Paulo e recebeu a palavra com alegria em seu coração, transformando-se num irmão fiel em Cristo. Quando ele conheceu o Senhor Jesus, tudo começou a ser colocado em ordem na sua vida e um dos próximos passos era reconciliar-se.
MEUS IRMÃOS, CONHEÇO MUITOS CRENTES QUE ATÉ QUEREM SER BÊNÇAO, MAS SEM "ACERTAR AS COISAS". Perceba algo: mesmo reconhecendo que Onésimo havia sido transformado e perdoado por Deus, Paulo não deixa de reconhecer que ele ainda tinha pendências a serem corrigidas. ISSO É DEVERAS IMPORTANTE: Nossa transformação não remove de nós a responsabilidade de consertar algumas coisas que fizemos de errado em nosso passado. Não podemos agir certo só da conversão em diante; precisamos resolver algumas “coisinhas” que ficaram para trás, também.
Foi isso que aconteceu com Zaqueu quando ele se converteu: "Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais. Então, Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido". (Lc 19.8-10). Observe que Jesus só exultou depois da decisão de Zaqueu.
Eu me lembro de uma recém convertida em meu primeiro ministério. Ela antes de se converter brigou com outra "senhora" da cidade, a briga foi séria; foi de "rolar na poeira", puxar cabelo e rasgar a roupa. Preguei ela se converteu. Um dos primeiros sinais da conversão desta nova covertida foi pedir perdão. Outra pessoa que sabia da história veio me perguntar: Pastor, o que está acontecendo na sua igreja? Só pode ser obra do Espírito Santo...
Irmãos percebam isso: da mesma forma como Paulo pede restauração em favor de Onésimo, poderia também pedir o perdão da dívida. Mas ele não faz isto, pois sabia que este era um princípio que deveria ser praticado e não ignorado. Quantos crentes de hoje precisam aprender este princípio! Antes de nos entregar a Jesus deixamos para trás um rastro de injustiças praticadas e achamos que não precisamos fazer mais nada, "só porque Jesus nos perdoou???" Não é bem assim!
Tem muita gente por aí que ainda está presa a situações de seu passado E SAO EXATAMENTE ESSAS COISAS NOS QUE IMPEDEM DE DESENVOLVER NA VIDA ESPIRITUAL. A reconciliação costuma produzir vergonha na parte culpada quando sabe que vai encarar a vítima. Não sabemos quanto tempo isso levou para acontecer, MAS ORE, peça Deus força e condição. Acerte o seu passado. Se não sua vida será como tartaruga com uma casca enorme que te empurra para baixo!
E você? Como está sua vida? Ainda traz consigo pendências não resolvidas? Acredito que esta é uma mensagem de Deus para muitos corações que necessitam de conserto.
Eu acredito que haja pessoas aqui, nesta noite, neste lugar que precisam acertar, consertar certas pendências. Infelizmente, irmão a intriga sempre existiu e existirá no meio do povo de Deus nesta terra. Mas é em momentos como este que os aprovados se manifestam: Porque até mesmo importa que haja partidos entre vós, para que também os aprovados se tornem conhecidos em vosso meio. (1Co 11.19.). Aprendemos com esta carta sobre a necessidade de acertar as nossas pendências. Aleluia!!

4ª LIÇÃO – APRENDEMOS SOBRE A NECESSIDADE DE TRATAR COM O NOSSO SENSO DE JUSTIÇA PRÓPRIA
nada, porém, quis fazer sem o teu consentimento, para que a tua bondade não venha a ser como que por obrigação, mas de livre vontade - 14
Já falamos que provavelmente Filemom fosse era um bom patrão. Agora tente imaginar Filemom como alguém “afeiçoado”, dócil. Com o histórico de virtudes descrito por Paulo, deve ter sido alguém que certamente se classificava como “um bom senhor”. No entanto, ainda assim, Onésimo foge, o rouba; e lhe dá prejuízo. É provável que Filemom dissesse: "aquele maldito cuspiu no prato que comeu. Ingrato. Tratei bem para isso..." Você já se sentiu injustiçado? Já sentiu a dor da traição? Da Ingratidão? Eu, já, e dói demais, gente...
Acredito que esta história deixou mágoas e feridas. Deixou no ar um cheiro de ingratidão para Filemom. Não era o que ele esperava colher da parte de Onésimo... Veja, se Onésimo fosse encontrado por Filemon, sofreria grave castigo, talvez sua escravidão seria aumentada por toda vida, ou até mesmo morreria com maus tratos.
Já falamos que a reconciliação costuma produzir vergonha na parte culpada, MAS, ainda é preciso observar TAMBÉM que reconciliação costuma produzir SENSO DE AUTO-JUSTIÇA na parte QUE SE JULGA CERTA (NO CASO- FILEMOM). Lhe pergunto sinceramente; será que com toda a bondade de Filemom ERA FÁCIL, AGRADÁVEL, UM MAR DE ROSAS, A VIDA DE ESCRAVO?
ACREDITO QUE É por isso que Paulo diz algumas coisas. Veja (8,9): “Pois bem, ainda que eu sinta plena liberdade em Cristo para te ordenar o que convém, prefiro, todavia, solicitar em nome do amor”. Tem certas coisas na vida, meu irmão, que não adianta empurrar "goela abaixo". Algumas coisas não são questão de "forçar a barra"; é questão de abrir o coração para o Espírito Santo regar, banhar, amolecer com óleo, fazer a obra. Aí sim é que Paulo vai dizer (14): nada, porém, quis fazer sem o teu consentimento, para que a tua bondade não venha a ser como que por obrigação, mas de livre vontade - 14
TUDO ISSO SIGNIFICA UMA ÚNICA COISA COM DOIS LADOS: O SENHOR QUERIA RESTAURAR ONESIMO (DA VERGONHA). MAS, O SENHOR TAMBÉM QUERIA RESTAURAR FILEMOM. 
FILEMOM PRECISAVA SER RESTAURADO DE PELO MENOS DUAS COISAS:  A) DO SENSO DE AUTO-JUSTIÇA – ISSO EU NÃO POSSO FAZER... – B) DE SUA AUTO-PIEDADE: “NUNCA MAIS TRATO NINGUÉM ASSIM...; SEMPRE ME FALARAM QUE ERA ISSO QUE IA ACONTECER COMIGO....
TANTO ONÉSIMO, QUANTO FILEMOM, AMBOS PRECISAVAM SE HUMILHAR - PRECISAVAM DE GRAÇA, DE MISERICÓRDIA DE RESTAURAÇÃO.
Os relacionamentos cristãos devem ser impregnados de perdão e aceitação. Quando viemos para Cristo, nossas pendências antigas são perdoadas por Ele, mas suas conseqüências são inevitáveis, elas virão. Não sei quanto tempo levou para que Filemon e Onésimo acertassem as coisas mas o Senhor pela suas graça, misericórdia e providência propiciou o encontro entre eles...
Você é capaz de perdoar, sem se auto-justificar, àqueles que o prejudicam sem se auto-justificar; sem se achar o mais desprezado dos homens, sem se achar um "deus acima do bem e do mal"?
Por trás de todo enredo da vida de Filemom e Onésimo, vemos a mão sábia soberana e providência divina propiciando a ambos, mediados por Paulo, a condição de se perdoarem mutuamente, como irmãos em Cristo, não mais como "senhor e escravo", mas como irmãos, plenamente livres para se relacionarem de igual para igual. Isso é lindo demais... Aleluia!!

QUINTA LIÇÃO – APRENDEMOS SOBRE A EXCELÊNCIA DO EVANGELHO
que o recebas para sempre, não como escravo; antes, muito acima de escravo, como irmão caríssimo, especialmente de mim e, com maior razão, de ti, quer na carne, quer no Senhor – 15b,16
Onésimo era inútil antes de se converter, mas, agora, transformado, seria NÃO um “escravo de grande valor" para Filemon (havia escravos de grande valor – Eliézer (Abraão) ou outros que se apegavam e se dedicavam para sempre – furavam a orelha). Não é isso que Paulo pede. É mais do que isso.
Paulo pede que Filemom receba Onésimo como a um irmão. O verbo “receber” AQUI no versículo 17 é "receber dentro do círculo familiar". Imagine um escravo entrando PARA o círculo familiar do seu senhor... Imagine-o assntando à mesa, nas reuniões sociais...
As culturas romana, grega e judaica eram recheadas de barreiras, nas quais a sociedade determinava classes às pessoas e esperava que estas ficassem em seus lugares - homens e mulheres, escravos e livres, ricos e pobres, judeus e gentios, gregos e bárbaros, religiosos e pagãos. Mas a mensagem de Cristo veio para desfazer as barreiras, e Paulo pôde declarar: "Onde não há grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas, Cristo é tudo em todos" (Cl 3.11).
A vida tem muitas paredes e cercas que dividem, separam e criam compartimentos. Não são barreiras feitas de madeira ou pedra, talvez se o fossem seriam mais fáceis de serem removidas. Mas elas são obstruções pessoais que bloqueiam as pessoas umas em relação às outras, e em relação a Deus. A pessoa simplesmente diz: eu não gostei de você, não fui com a sua cara, é questão de pele, meu santo não bate com o dele.
“O VERDADEIRO EVANGELHO IMPLODE, DINAMITA, ROMPE TODAS AS BARREIRAS QUE NOS SEPARAM. ROMPE COM AS CONVENIÊNCIAS, SOCIAIS, CULTURAIS, FILOSÓFICAS ETC... TODAS AS BARREIRAS QUE NOS AFASTAM, DE USUFRUIRMOS A VERDADEIRA COMUNHÃO, O VERDADEIRO SENSO DE PERTENCERMOS A UMA AUTÊNTICA FAMÍLIA”
OBSERVE QUE Paulo não se detém nas questões legais da época (ESCONDER-SE DEBAIXO DOS "DIREITOS DO PATRÃO", ou em como "tratar um escravo fugitivo". Ele se prende à lei de Deus, que é o amor – O AMOR DETONA TODAS ESSAS PRETENSAS JUSTIFICATIVAS)
Cristo veio como o "grande destruidor de barreiras", derrubando a divisória de pecado que nos separava de Deus e desfazendo as barreiras que nos afastavam uns dos outros. Sua morte e ressurreição serviram caminho para a vida eterna, a fim de conduzir todo aquele que crê para a família de Deus.
Que escravidão é esta? Paulo não discute a teoria da escravidão, mas acaba com ela em termos práticos. Escravo não é irmão, mas Filemon e Onésimo são irmãos. A conversão a Cristo uniu na mesma família da fé e na mesma igreja senhores e servos. Amo e escravo foram unidos no Espírito Santo e nessa união foram extintas todas as distinções sociais (Gl 3.28). As barreiras do passado e as novas barreiras que foram erguidas pela cultura, pelos preconceitos próprios, deserção e pelo roubo de Onésimo não deveriam mais dividi-los - pois eles agora fazem parte do corpo de Cristo.
A escravidão era difundida no Império Romano, mas ninguém está perdido de Deus ou fora do alcance do seu amor. A escravidão era uma barreira entre as pessoas, mas o amor e a comunhão cristã devem superar tais barreiras. Em Cristo somos uma só família. Nenhuma diferença racial, econômica ou política deve nos separar. Deixe Cristo agir por seu intermédio para remover barreiras entre irmãs e irmãos cristãos.
Que barreiras existem em sua casa, seu bairro ou sua igreja? O que separa você de seus companheiros crentes? Raça? Posição social? Riqueza? Educação? Personalidade? Como a Filemom, Deus lhe chama para buscar a unidade, derrubando estas paredes e abraçando seus irmãos e irmãs em Cristo.

CONCLUSÃO
Falamos no início que a história de Filemom e Onésio é uma METÁFORA; ela extrapola o primeiro século e chega aos nossos dias. Ela, repito, é uma metáfora, um resumo do Evangelho, que fala desta graça que vem anós, do amor de Deus que ministramos uns aos outros por causa do amor que recebemos. Evangelho é graça que vem do amor. Evangelho é perdão pleno, é exortação ao exercício da graça, é a busca da reconciliação.
A história de Onésimo é uma metáfora de cada um de nós. Todos somos Onésimos. Até que aceitamos Jesus como nosso Senhor, vivemos como Onésimo, fugitivos de nosso verdadeiro Senhor, Senhor que morreu em nosso lugar para que ficarmos longe da culpa pela fuga.
O que Onésimo teve que fazer para evitar o castigo? Apenas uma coisa. Retornou. Retornou ao seu senhor Filemom.
1. Se você é alguém que está numa condição semelhante à de Onésimo, precisa buscar acerto.
Onésimo fez o que devemos fazer: voltar. Assim como ele voltou para Filemon, devemos voltar para Deus. Ele nos espera para tornar pessoal a graça universal dEle. Podemos viver como escravos fugitivos de Deus ou como pessoas restauradas, adotadas na família de Deus. Esta é a graça que recebemos.
Mas também pode ser uma metáfora em relação a Filemon. Paulo não quis impor a Filemon o encargo de ministrar graça, mas esperava isto dele. Deus não nos impõe semelhante obrigação, mas espera que ministremos graça, como seus parceiros.
2. Se você é alguém que, como Filemom foi ofendido e lesado, precisa perdoar quem te fez isto.
Quem se dispõe a ministrar a graça precisa saber que vai ter que, talvez até, receber as incompreensões ou mesmo tentativas de exploração. Talvez marcados por alguma decepção, alguns cristãos se esquecem de ministrar a graça; se sentem nos seus direitos, acima do bem e do mal.. Quando ministramos a graça, não devemos visar qualquer benefício. Somos, seres humanos, movidos a recompensas. A graça vem do amor. Ponto. Não ministramos graça para receber mais graça. Ministramos graça porque recebemos a graça.
O SILÊNCIO DA CARTA A FILEMOM
Mas a carta não diz que Filemom fez isso (perdoou e restaurou Onésimo). Ela termina num silêncio. Por quê? Acredito ser providencial. Porque você vai escrever esta história; você se convenceu da necessidade de acertar as coisas? Então você irá demonstrar essa atitude na vida prática pedindo perdão ou concedendo perdão sem se auto-justificar...
A Providência te trouxe hoje aqui para que aqui sua vida seja transformada...
Que Deus te abençoe em nome de Jesus... Amém!