sexta-feira, 22 de maio de 2015

GAIO, DIÓTREFES, OU DEMÉTRIO - OS 03 TIPOS DE CRENTES NA 3ª CARTA DE JOÃO (PARTE 1)

João escreveu cinco livros no N.T: o evangelho de  João, o livro do Apocalipse e 3 epístolas.  A Terceira Epístola (carta) de João é, sem dúvida, uma das cartas menos lidas, e menos pregadas do Novo Testamento; contém apenas catorze versículos e é dirigida num tom bem  particular (1).
Apendemos nesta epístola sobre 03 homens: Gaio (1), Diótrefes (9), e Demétrio (12) que bem podem simbolizar os 03 tipos de crentes presentes na igreja. Analisemos rapidamente, nesta primeira parte, como reagem aqueles crentes que vivem a vida ao “Estilo Gaio”.
1-   O CRENTE “TIPO GAIO” – III Jo 1:1-8;11;13-15
Gaio era um nome grego comum (At. 19.29; 20.4; 1ª Cor. 1.14). Romanos 16.23 cita um Gaio que, provavelmente, seja este da terceira carta de João: Em Romanos 16:23, lemos: "Saúda vos Gaio, meu hospedeiro, e de toda a Igreja." Toda a Igreja? Sim, Paulo disse, “todos nós encontramos na casa de Gaio”. A casa de Gaio casa estava sempre aberta. Ele era um hospitaleiro.
Crentes, como Gaio, são abençoadores. Têm o coração aberto para abençoar, mesmo quando não possuem recursos suficientes (teriam até desculpas “plausíveis” para isso), e como consequência disso possuem muito amigos na igreja suficientes para isso. Vejamos:
                       1.1 Têm o coração aberto para abençoar
Veja na III João 1.3,5-8: Pois fiquei sobremodo alegre pela vinda de irmãos e pelo seu testemunho da tua verdade, como tu andas na verdade... 1.5 Amado, procedes fielmente naquilo que praticas para com os irmãos, e isto fazes mesmo quando são estrangeiros, 1.6   os quais, perante a igreja, deram testemunho do teu amor. Bem farás encaminhando-os em sua jornada por modo digno de Deus; 1.7 pois por causa do Nome foi que saíram, nada recebendo dos gentios. 1.8 Portanto, devemos acolher esses irmãos, para nos tornarmos cooperadores da verdade.
                         Não era algo de rompante, era constante, o coração aberto, uma vez que Paulo e toda igreja encontrava-se, sempre, na casa de Gaio. Ali era o “point”. Gaio hospedou missionários itinerantes, já havia feito isso para Paulo (Rm 16.23).
                           Vejamos que Hebreus 13.2 diz:Não negligencieis a hospitalidade, pois alguns, praticando-a, sem o saber acolheram anjos.
                           Sei que muitas mulheres que não gostam de hospedar porque vai sujar a casa, vai dar trabalho (e vai mesmo), vai interferir na agenda doméstica, vai gerar gasto em casa...
Mas, pense que Deus vai retribuir mesmo um copo dágua que alguém der a um servo seu. Mateus 10.42 diz: “E quem der a beber, ainda que seja um copo de água fria, a um destes pequeninos, por ser este meu discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão”.
                           Pense, acima de tudo, na demonstração de amor, de gratidão, que deve existir em sua vida, por quanto Deus e seus servos fazem; como seus verdadeiros discípulos  são instrumentos do Poderoso nas Suas mãos.
                          1.2 Abençoam mesmo quando não possuem recursos (teriam até desculpas “plausíveis” para isso) suficientes para isso
                           1.1 O presbítero ao amado Gaio, a quem eu amo na verdade. 1.2   Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma.
                          Se João orou pela prosperidade e saúde de Gaio, provavelmente, ele não as possuía, uma vez que possuía, “espiritualmente”, estas graças.
                          Ausência de dinheiro, e mesmo de saúde, em determinados momentos, não são desculpas para não abençoarmos a vida dos servos do Senhor. Gaio nos ensina isso.
                          1.3 E, como consequência de serem abençoadores são profundamente amados.
                          Ø  1.1 O presbítero ao amado Gaio, a quem eu amo na verdade.
                          Ø  1.2   Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma
                          Ø  1.5   Amado, procedes fielmente naquilo que praticas para com os irmãos, e isto fazes mesmo quando são estrangeiros,
                          Ø  1.6   os quais, perante a igreja, deram testemunho do teu amor.
                          Ø  1.11   Amado, não imites o que é mau, senão o que é bom.
                          Ø  1.13 -15  Muitas coisas tinha que te escrever; todavia, não quis fazê-lo com tinta e pena, 1.14   pois, em breve, espero ver-te. Então, conversaremos de viva voz. 1.15   A paz seja contigo. Os amigos te saúdam. Saúda os amigos, nome por nome.
Infelizmente, muitos na igreja acabam tornando-se crentes isolados. Isso porque não se abrem para serem abençoadores.
Há muitos crentes que não desfrutam de amizades verdadeiras e seguras, mesmo na igreja.
 Você é um crente ao “Estilo Gaio?”

CONCLUSÃO
Na igreja visível há salvos e perdidos. Há crentes genuínos e crentes falsos. Há os que amam a Deus e buscam a sua glória e aqueles que amam a si mesmos e estão interessados apenas na sua própria glória.
Há gente que trabalha com Deus e para Deus, mas também, há os que trabalham para si mesmos e contra Deus. Há trigo e joio. Há ovelhas e lobos. Onde há pessoas, há problemas e também possibilidade de resolver os problemas. Cada um de nós deve perguntar para si com honestidade: eu sou parte do problema ou a uma parte da solução do problema?
Eu sou um cristão ao estilo Gaio?
Dica final, mediante o ensino sobre o “Estilo Gaio de Ser” na Terceira Carta de João:
1- ESFORCE-SE PARA SE TORNAREM PRÁTICOS, OS VALORES DO EVANGELHO EM SUA VIDA
                    NÃO BASTA ASSIMILAR, O SENTIDO DE TÃO SOMENTE “ACREDITAR, INTELECTUALMENTE”, NA VERDADE.
                   Gaio hospedava os irmãos missionários, mesmo os estrangeiros, mesmo não dispondo de saúde ou condição financeira propícia, em sua casa. Provavelmente tinha muitas desculpas, financeiras, e na área da própria saúde para se esquivar, mas, a despeito das possíveis desculpas, não se esquivava nelas; vivia um cristianismo prático, genuíno, verdadeiro. O resultado: Era amado por todos, pois  de maneira prática como vivia seu autêntico Cristianismo.
Reflita: Eu sou um cristão ao “Estilo Gaio”?

sexta-feira, 27 de março de 2015

EVANGELHO: O PODER DE DEUS PARA SALVAÇÃO DE TODO AQUELE QUE CRÊ

Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” – Romanos 1:16


Explicando sobre a natureza do evangelho, Paulo nos diz que esse único recurso de salvação é maravilhoso porque é abrangente; não faz acepção de pessoas: ele, “é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”. Não importa se é flamenguista, ou vascaíno; se é rico ou pobre, preto ou branco... há espaço; sempre cabe mais um:  “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” – Jo 6.37
No entanto, o que alguns crentes sinceros não se dispõem a entender é que, na mente de Paulo, a abrangência do evangelho anda conectada com a objetividade do evangelho. Estas duas verdades, aparentemente inconciliáveis, são como os 2 lados de uma mesma moeda. Veja em Romanos 1:16: 1) A Abrangência do Evangelho:TODO AQUELE”. 2) A Objetividade do Evangelho: “TODO AQUELE QUE CRÊ”. O evangelho é abrangente, porém objetivo; e é dessa forma que deve ser entendido, como uma bênção com dois lados distintos, porém inseparáveis.
O evangelho é uma bênção abrangente; ele NÃO DISCRIMINA NINGUÉM, pois, ESTÁ ABERTO A “TODO AQUELE QUE CRÊ”. João 3:16 diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito para que todo aquele (abrangência) que crê (objetividade) não pereça, mas tenha a vida eterna”. O amor de Deus é abrangente (todo aquele), porém, objetivo (aquele que crê). Assim sendo, o mundo amado por Deus é o “mundo objetivo”; ou seja, o mundo daqueles que irão crer, pois, o amor de Deus é um amor redentivo e diretivo (nenhuma gota de sangue do Cordeiro se perdeu); é um amor abrangente, porém, objetivo. Os Calvinistas afirmam (corretamente), que “o Deus que predestina “o fim” (ou seja, a salvação); é o mesmo Deus que predestina “o meio” da salvação (a crença, na obra do Filho)”.
Recordo-me da história de um senhor crente que foi ao barbeiro e, enquanto tinha seus cabelos cortados, evangelizava-o. Num determinado ponto o incrédulo barbeiro desabafou: “Deixa disso, meu caro, Deus não existe! Se Deus existisse não haveria tantos miseráveis, passando fome! Olhe à sua volta e veja quanto ódio, guerra e tristeza. É só andar pelas ruas... Só bobos e idiotas não enxergam isso!”
O silêncio se instalou, o corte terminou, o crente pagou, e retirou-se calado. Do lado de fora da barbearia avistou 03 mendigos, maltrapilhos, imundos, com longos e fedidos cabelos, e barbas desgrenhada e, sujas. O crente deu meia-volta e falou ao barbeiro: “Sabe de uma coisa... Não acredito que existam barbeiros... Se existissem barbeiros, não haveria tantas pessoas de cabelos e barbas compridas!”
O barbeiro, já alterado, esbravejou: “Ora, os barbudos e cabeludos estão assim porque querem. Se desejassem mudar, viriam até mim!” O crente, então, suavemente, arrematou: “Agora, você entendeu. A questão não é que Deus não exista, nem que não seja amoroso. A questão é que os pecadores não querem vir a ele, em arrependimento e fé, para recebem o seu amor. A bíblia diz em João 5:39: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim”. Mas, no próximo versículo à frente, João 5:40, diz: “Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida”.
 O evangelho é o “PODER DE DEUS PARA SALVAÇÃO DE TODO AQUELE QUE CRÊ”. Todo aquele que vem a Cristo, em arrependimento e fé, e crê na eficácia e na suficiência de Sua obra; não importa a raça, o sexo, a cor, o nível social, ou intelectual, encontra salvação, perdão, e vida eterna. Deus te abençoe!

Reverendo Valdemir Oliveira dos Santos


sábado, 28 de fevereiro de 2015

O QUE VOCÊ AINDA ESTÁ ESPERANDO?

       03 aspectos da missão da proclamação do evangelho:
Em primeiro lugar, a proclamação do evangelho é uma missão imperativa. O próprio Jesus ordenou: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15). Não devemos esperar nenhum “fato novo” para proclamarmos o evangelho.
A ordem já foi dada e deve ser obedecida. Quem deu a ordem foi o próprio Jesus, que morreu pela igreja e ressuscitou para sua justificação. Quem deu a ordem foi o próprio dono da igreja. O universo inteiro ouve a sua voz e obedece: o sol, as estrelas, o mar, o vento, os demônios e os anjos. Será que nós, povo remido pelo sangue de Cristo, seríamos os únicos a questionar sua voz, a adiar sua ordem e desobedecer o seu mandato? Nosso papel não é discutir a ordem, mas obedecê-la. Nossa missão não é discutir a obra, mas fazer a obra. A salvação é obra de Deus. Tudo já foi feito. O banquete da graça já está pronto. Cabe a nós ir ao mundo, anunciar essa boa-nova e contar aos pecadores que Deus os amou e enviou seu Filho para salvá-los do pecado, da morte e do inferno. Você está pronto a obedecer?
Em segundo lugar, a proclamação do evangelho é uma missão intransferível. O propósito de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, em todo o mundo. Nenhuma outra instituição está credenciada a pregar o evangelho. Os anjos anelam esse sublime privilégio, mas Jesus comissionou apenas a igreja para cumprir essa missão. A igreja é o método de Deus para alcançar o mundo. Conta-se que, quando Jesus terminou sua obra salvadora na terra, morrendo pelos nossos pecados e ressuscitando para a nossa justificação, ao voltar ao céu para assentar-se no seu trono de glória, um anjo perguntou-lhe: “Senhor, tu concluíste tua obra na terra. Quem, porém, vai contar essa boa-nova para o mundo inteiro?”. Jesus respondeu-lhe: “Eu deixei doze homens preparados para cumprir essa missão”. O anjo, então, redarguiu: “Mas, Senhor e, se eles falharem?”. Jesus respondeu: “Se eles falharem, eu não tenho outro método”. Nós somos o método de Deus. Nós somos os atalaias de Deus a avisar ao mundo acerca de sua necessidade de se preparar para encontrar com Deus. Se o ímpio não for avisado e morrer na sua impiedade, Deus cobrará de nós o seu sangue. Não podemos calar a nossa voz. Deus nos constituiu ministros da reconciliação, e embaixadores em nome de Cristo, rogando aos homens que se reconciliem com Deus.
Em terceiro lugar, a proclamação do evangelho é uma missão impostergável; é uma missão urgente. Não pode esperar. Quando John Kennedy foi assassinado em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963, em apenas doze horas, a metade do mundo, ficou sabendo. Jesus Cristo, o Filho de Deus, morreu na cruz pelos nossos pecados há dois mil anos e quase a metade do mundo, ainda não ouviu essa boa-nova do evangelho. Não podemos calar a nossa voz. Precisamos ganhar esta geração em nossa geração. Um jovem índio preparava-se para ser o líder de sua tribo, quando caiu gravemente enfermo. O jovem índio já desfalecido no colo de sua mãe, perguntou-lhe: “Mamãe, eu estou morrendo e estou com muito medo. Para onde irá a minha alma?”. A mãe, aflita, respondeu-lhe: “Meu filho, eu não sei”. Aquele jovem desesperado, partiu para a eternidade sem saber para onde ia. Meses depois, chegou àquela aldeia um missionário pregando o evangelho e falando das boas-novas da salvação. De uma cabana da aldeia, saiu uma anciã com os olhos vermelhos de tanto chorar, correu em direção ao missionário. Agarrou-o pelos braços e disse-lhe aos prantos: “Por que você não veio antes? Por que você não veio antes?” Era a mãe daquele jovem que morreu sem saber para onde estava indo...
O que você ainda está esperando? É tempo de proclamar o evangelho!!

Rev. Hernandes Dias Lopes – Artigo adaptado pelo Rev. Valdemir O. dos Santos

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

“As Quatro Coroas - Que Ninguém Tome A Tua!”

Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa” 
Apocalipse 3:11
A salvação (vida eterna) é um presente divino (Ef. 2:8); o seu desenvolvimento zeloso, responsabilidade humana. Deus estimula-nos ao desenvolvimento de nossa salvação prometendo-nos coroas (galardões), semelhantes àquelas que eram colocadas na cabeça dos vencedores após uma competição.
A bíblia cita 04 coroas que são, na verdade, lados diferentes do mesmo galardão. Se queremos um Ano Novo (2015) melhor e mais abençoado necessário se faz estarmos atentos para não “perdermos nossa coroa”.
1- A Coroa da Incorruptibilidade 1ª Coríntios 9.25: “Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível.” Essa coroa se refere a um grau (subjetivo) mais elevado de incorruptibilidade. Um senhor com 70 anos não possui o mesmo vigor de um jovem de 20 anos; na glória, sentiremo-nos mais revigorados, mais dispostos a cada “tombar de eras”. Mas, veja, é para aqueles que “em tudo se dominam” (1ª Co. 9:25); pois, “o fruto do Espírito é... domínio próprio” (Gl 5.23). Crentes destemperados, irascíveis, “barraqueiros”, precisam rever suas atitudes.
2- A Coroa da Justiça 2ª Timóteo 4.7,8: “Combati o bom combate... Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia...” Justiça é conformidade plena com a vontade de Deus. Subjetivamente usufruiremos de mais prazer na Santidade divina (Sl 96:9). Todos no céu serão salvos e justos, mas, alguns terão uma percepção (subjetiva) mais aflorada das bênçãos.
3- A Coroa da Vida Tiago 1:12: “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida...Apocalipse 2:10 também diz: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida”. Receber a coroa da vida é mais do que viver longos anos; é o prazer mais apurado de uma vida maiúscula (a vida de Deus em nós – 1ª Jo 3.9). Essa coroa será dada como recompensa (galardão) àqueles que “suportam, com perseverança, a provação” (Tg 1:12). O sofrimento por Cristo, hoje, deve ser visto como honra; é graça! (Mt. 5:11; Fp 1:29). Portanto, faça um 2015, diferente... Pare de viver “lambendo feridas”, pare de murmurar, e ponha os olhos na sua coroa.
4- A Coroa da Glória 1ª Pedro 5:4: “Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória.”. A glória de Deus é o brilho do Seu caráter; a refulgência dos Seus atributos. Não é somente brilhar é refletir Deus de forma mais cristalina. Daniel 12:3 diz: “Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente”. Esta coroa é específica; será dada aos líderes da igreja (presbíteros) que desempenharem com fidelidade e zelo, o ministério recebido do Senhor. 1 Pedro 5.1-4: “Rogo, pois, aos presbíteros... pastoreai o rebanho de Deus..., não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho...”
Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa! O “tomar da coroa”não significa perder a salvação (1ª Cor. 3:14,15). Romanos 11.29 diz que “os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis”. “Ter a coroa tomada” significa deixar de usufruir “o néctar do néctar”; o melhor do melhor da salvação.” A displicência pode ocasionar em “degraus de triunfo que deixaremos de subir”.  Filadélfia (Ap. 3.7,11) era uma igreja zelosa; mas, mesmo ela carecia de uma advertência assim.
Comecemos 2015 mais ligados; e continuemos mais acesos, mais zelosos, mais cuidadosos!

Rev. Valdemir O. dos Santos — Resumo (Sermão da Vigília de Fim de  Ano: 31/12/2014)

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

LEMBRA-TE DO TEU CRIADOR NOS DIAS DA TUA MOCIDADE

Todas as fases da vida humana podem ser resumidas como uma fase de insatisfação e falta de completude. O homem sempre está em busca por algo que sempre lhe supra e preencha a falta, a ausência. Na 1ª IDADE (a fase da Juventude) o homem tem tempo e força, mas não tem dinheiro. Na 2ª IDADE (a fase da Maturidade) o homem tem força e dinheiro, mas, não tem tempo. Na 3ª IDADE (a fase da Velhice), o homem tem dinheiro e tempo, mas, não tem força.
Nesse sentido Eclesiastes 12:1 é primordial; ele diz: “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade”. Na bíblia, o jovem é símbolo de força, e autossuficiência. O “pregador” (Kohelet – Eclesiastes) nos lembra da necessidade do quanto antes sermos treinados a nos relacionarmos pessoalmente com “Aquele que nos criou”.
Perceba a “pessoalidade” da expressão “o teu Criador”: 1) Não é um criador “genérico” do universo, ou, o Criador apenas dos ornitorrincos, dos marsupiais ou das libélulas, mas, o Criador do Valdemir, do Antônio, da Bernadete...; 2) Um Deus Criador afetuoso e “intimamente pessoal”. Não é “um criador qualquer”, mas “o teu Criador”.
Ao dizer “Lembra-te do Criador nos dias da tua mocidade” somos conclamados pelo “pregador” a não virarmos as costas a Deus “apoiados” em nossa “pretensa e eterna” juventude; em nosso vigor, em nossa autossuficiência, achando-nos os “todo-poderosos”; os donos do nosso próprio nariz, umbigo, e de nossa própria história.
Lembrar-se do nosso Criador não é algo para o amanhã, mas, para o hoje. Não é algo irrelevante, mas, extremamente relevante, necessário e urgente; não é para deixarmos para amanhã, mas, para hoje, para os dias da nossa mocidade.

Lembramo-nos do nosso Criador quando reconhecemos “Quem” Ele é (o nosso Criador), bem como que Ele é a nossa maior necessidade para todos os momentos; Ele é o único Criador e sustentador de tudo.
Quando deixarmos de lado a nossa inerente pretensão à autossuficiência, e entregarmo-nos a Ele, sem medo e sem reservas, na pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo, e nutrirmos com Ele um relacionamento sério, pessoal, de prioridade, santificação, e consagração, encontraremos plena satisfação nele. Como diz o salmista no Salmo 16:11: “Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente”.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

OS DOIS BODES - 03 LIÇÕES

O Dia do “Yom Kipur”, o Grande Dia da Expiação (Lv 16) era o dia mais importante das festividades anuais do calendário judaico. Todo judeu era chamado a “acertar seus débitos” (pecados) com Deus, trazendo ao sacerdote dois bodes. Levítico 16.9,10 diz: “Arão fará chegar o bode sobre o qual cair a sorte para o SENHOR e o oferecerá por oferta pelo pecado. 16.10   Mas o bode sobre que cair a sorte para bode emissário será apresentado vivo perante o SENHOR, para fazer expiação por meio dele e enviá-lo ao deserto como bode emissário”. Levíticos 16.21 continua: “Arão porá ambas as mãos sobre a cabeça do bode vivo e sobre ele confessará todas as iniqüidades dos filhos de Israel, todas as suas transgressões e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem à disposição para isso.
Dentre as várias lições deste cerimonial destaco 03 que julgo capitais:
1- A SERIEDADE DOS NOSSOS PECADOS
O primeiro bode tinha que morrer (derramar o sangue). Ou seja, uma vítima inocente (prefigurada em Cristo) tinha que morrer pelo pecado de outro. Muitos, mesmo dentre os cristãos, vêem o pecado como sendo algo simples. Não é. Romanos 6:23 diz que “O salário do pecado é a morte”. Tiago 1;15 diz que “o pecado uma vez consumado gera a morte”. O pecado distorceu nossa relação com Deus, conosco mesmo, com o próximo com o meio ambiente, e, se não resolvido, traz sobre nós consequências terríveis.
 Trate o pecado como pecado! Não tente “maquiar” a verdade. Em última instância todo sofrimento do mundo, toda enfermidade, todos os conflitos na família, e em todos os seguimentos da sociedade têm relação direta com o pecado.
2- QUAL DEVE SER A NOSSA RELAÇÃO PARA COM O PECADO
 Levítico 16:21 informa que Arão (o sacerdote) colocava as mãos sobre a cabeça do segundo bode, confessava os pecados, como que “transferindo” para o bode seus pecados, e, a seguir, este (o bode), era levado para fora do arraial, para longe, p/ distante, para o deserto. Aprendemos com isso que nossa relação com o pecado deve ser de DIASTANCIAMENTO. Distanciamento do pecado – Habacuque 1:13 nos diz que “Deus não pode sequer comtemplar o mal”. Hebreus 13:12 diz que, como nosso substituto, “Cristo sofreu fora da porta” – o mal não pode estar em nosso arraial. Muitos são os crentes que, não conscientes dessa verdade, vivem uma relação de proximidade com o pecado.
Tem muito lixo no meio do povo de Deus. Tem muito pecado perto de nós. Leve o bode para o deserto! Leve o pecado para longe de ti..., leve o pecado para o deserto. Distancie-se do pecado, meu irmão!!
3- A BÊNÇÃO ADQUIRIDA POR CRISTO EM FAVOR DOS NOSSOS PECADOS 
O deserto é o “lugar do esquecimento”. O bode uma vez solto vagaria pelo deserto dia e noite.
Sem condições de retornar ao arraial dos filhos de Deus não voltaria mais; ali, no deserto, morreria. Uma tradição antiga diz que depois de um tempo os homens passaram a levar o bode até uma alta montanha e, dali, precipitavam-no. O bode morria espatifado entre as rochas escarpadas e pontiagudas.
O cerimonial dos dois bodes nos ensina que, uma vez expiados (purificados) e abandonados, nosso pecados devem ser esquecidos, pois, em Cristo, nosso Deus os apagou, os “deletou”, definitivamente, de Sua própria mente.  Hebreus 8:12 e 10:17 nos diz que “dos nossos  pecados, Deus não mais se lembrará”. Aleluia!!
 Talvez uma das maiores dificuldades nossas em relação aos nossos pecados, seja a dificuldade de lidar com a culpa, com a lembrança, com o recordar dos nossos feitos (alguns extremamente escabrosos) passados. O cerimonial dos bodes nos ensina que o homem que conduzia o bode à região do esquecimento. Para deixar isso bem pontuado Levítico 16 diz que todos os vestígios do primeiro bode, o sacrificado (pele, carne e excremento) eram incinerados fora da cidade, e que o homem que conduziu o ritual de incineramento, bem como, aquele que havia conduzido o segundo bode (o emissário) ao deserto, deveriam banhar-se e lavar as suas vestes, antes de entrar, novamente, na cidade (Lv. 16:26-30).
Tome posse da bênção, meu irmão, que Cristo conquistou por ti. Se já confessou, se já abandonou seus pecados, descanse naquilo que Cristo fez por ti. Talvez o maior problema de muitos cristãos, seja o auto- perdoarem-se, o perdoarem a si mesmas. Miquéias 7:19 diz que “Deus lança os pecados no fundo do mar”. Com deus já está resolvido... RESOLVA-SE!!
O Salmo 103:12 diz que “quanto dista o ocidente do oriente, assim, Ele (Deus) afasta de nós as nossas transgressões”, e Paulo, que se considerava o principal dos pecadores (1ª Tm 1:15,16) diz em romanos 8:33,34: “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?... Quem os condenará?...”. Num brado de confiança e plena segurança na obra de Cristo diz (Rm 8:38,39): “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, 8.39   nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” ALELUIA!!

terça-feira, 14 de outubro de 2014

06 MOTIVOS PARA SERMOS GRATOS A DEUS – PARTE 2

1.12 Sou grato para com aquele que me fortaleceu, Cristo Jesus, nosso Senhor, que me considerou fiel, designando-me para o ministério, 1.13 a mim, que, noutro tempo, era blasfemo, e perseguidor, e insolente. Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade. 1.14 Transbordou, porém, a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus. 1.15 Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal. 1.16 Mas, por esta mesma razão, me foi concedida misericórdia, para que, em mim, o principal, evidenciasse Jesus Cristo a sua completa longanimidade, e servisse eu de modelo a quantos hão de crer nele para a vida eterna. 1.17 Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém! (1 Timóteo 1.12-17)

INTRODUÇÃO
Alguém já disse no passado que “a gratidão é a memória do coração”. Expondo o presente texto já vimos, no versículo 12, os 03 primeiros motivos de nossa gratidão (veja neste blog): 1) Deus nos fortalece; 2) Deus nos considera dignos de confiança; 3) Deus nos designa para o ministério.
O apóstolo Paulo no texto em foco está relembrando a sua dramática experiência de conversão no caminho de Damasco. E, segundo W. Hendriksen é como se, nas palavras de Paulo, acontecesse uma “explosão sincera e cordial de gratidão a Deus... por causa de ... um coração que está saturado de imensa emoção” Ele diz: “Sou grato: “o meu coração tá cheio, transbordando de gratidão; o que estou escrevendo é um reconhecimento; todo esse testemunho é para dizer: obrigado, Deus!
Por causa disso o nosso tema: “06 motivos para sermos gratos a Deus”.
Sejamos gratos a Deus, em quarto lugar, por que:

4)      DEUS DESCONSIDERA NOSSO PASSADO HORROROSO
Observe, no versículo 13, que Paulo volta-se à sua situação do passado antes do encontro com Cristo no cainho para Damasco: 1.13   a mim, que, noutro tempo, era blasfemo, e perseguidor, e insolente. Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade. O seu passado é resumido por 03 adjetivos, 3 qualidades;  “eu era”
A)      Blasfemo (blasfemos: “alguém que difama a Deus e ridiculariza o nome de Cristo”)
B)      Perseguidor (dioktes: “caçador”) – Alguém que procura p/ ferir, que caça e mata.
C)       Insolente (übristes:sádico”) – indivíduo violento que fere e maltrata alguém tão somente com o propósito de humilhá-lo mesmo que em público (Fritz Rieneker)
Esse era o “pedigree” de Paulo. Mas, a despeito desse passado horroroso,  testemunha: Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade. Deus desconsiderou esse passado maldito e colocou seu coração na miséria de Paulo. Cumpriu-se a oração de Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem...
É importante notar aqui 3 coisas:
1) A bíblia fala que existe 1 pecado sem perdão (Blasfêmia contra o Esp. Santo – Mt. 12:31,32). É provável que a única coisa que tenha livrado Paulo desse pecado seja o desconhecimento do que estava fazendo (Maltratava a igreja, pensando tributar glória a Deus – At. 26:9-11 conf. Jo 16.2)
2) Paulo não alega estar sem culpa, antes alega que apesar de sua culpa, Deus usou de sua misericórdia
3) A ignorância de Paulo foi a base de seu perdão, não a causa. A causa do perdão de Paulo e desconsideração de seu passado, foi a graça misericordiosa de Deus. Hendriksen chega a afirmar que “se essa graça não fosse acima de tudo soberana e incondicional, Paulo jamais teria alcançado perdão de Deus”. Talvez pensando em sua própria situação, esse mesmo Paulo em Atos dos Apóstolos 17.30 diz: Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam. Aleluia!!
 Sejamos gratos a Deus por que ele desconsidera o nosso passado horroroso. Miquéias 7:19 diz que Deus “Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniqüidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar” – região do esquecimento.
Sejamos gratos a Deus, em Quinto lugar por que:

5)      DEUS TRANSBORDA SUPER-ABUNDANTEMENTE SUA GRAÇA SALVADORA SOBRE PECADORES INDIGNOS
Observe a relação do versículo anterior (13) com os versículos 14 e15. Deus não somente negativamente, por sua misericórdia, desconsidera o passado de Paulo, como também positivamente transborda sobre esse pecador indigno sua graça salvadora: 1.14 Transbordou, porém, a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus. 1.15  Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.
É importantíssimo esse verbo “transbordar” (üperpleonassen – interessante que “pleonassem” significa  mais que suficiente, exagerado – aqui é hiperpleonassem- ou seja abundar acima e além de qualquer medida já exagerada – superabundou além de seu tamanho usual (Frits Rieneker)- hiper).
Hiperpleonassem traduz a ideia de um copo que, cheio de água, transborda e, derrama-se  mais água e, transborda-se mais; e continua a derramar mais, e transbordar “além da medida”. É a superabundância da graça divina.
A ideia de transição do versículo 13 para o 14 é “do pecado abundante para a graça superabundante” (Hendriksen). Um homem que pecou tanto, que chegou num nível tão profundo de maldade, de dureza, e de incredulidade, precisava de uma abundância de graça muito maior, além da medida.
Sejamos gratos a Deus, meus irmãos, pois, como diz o mesmo Paulo: “Onde abundou o pecado, “Super-abundou” a sua graça (Rm 5:20). Aleluia!!!
Mas, o que é Graça? Dizemos que é “favor imerecido”. Mas, é muito mais que isso:
1)      Favor imerecido quando há demérito da parte daquele que o recebe (repetir) – Um Mendigo bate a sua porta e lhe pede um pão, e você dá. Isso é graça? Não! Um Mendigo arromba a porta, fere você e seus filhos; vai embora, esquece-se, e mais tarde, bate à porta e lhe pede um pão. Você o dá. Isso é graça? SIM.
No primeiro caso você lhe deu pão. Ele não lhe tinha feito bem, mas também não lhe tinha feito mal. Estava em estado de neutralidade contigo.
Nós não estávamos em estado de neutralidade com Deus. Romanos 5.8,10 nos diz: “...Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores... e mais ...nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho”.
2)      Favor imerecido, quando há demérito da parte daquele que recebe, porém dado em superabundância – Você não somente deu um pão ao mendigo que te feriu anteriormente, como o lavou, o restaurou socialmente, fez dele um homem honrado, prefeito da cidade.
A bíblia diz que a este blasfemo, perseguidor e insolente/sádico; Deus não considerou seu passado, antes, o fortaleceu, e lhe deu lugar de honra; entre os apóstolos e profetas - lugar entre os “primeiros” no reino dos céus.
3)      Favor imerecido, quando há demérito, dado em superabundância, e que nunca haverá condição de se pagar, nem nesta vida, nem na vida do por vir (seremos eternamente devedores a Deus) -  e maisnão há nenhuma expectativa da parte daquele que deu, em se receber este favor – pois, ele já se satisfez na obra realizada de seu Filho – Você não somente restaurou o mendigo, como lhe pregou o evangelho – o redimiu em Cristo; agora ele é cidadão do céu. Quando este mendigo poderá te pagar? NUNCA!! Nem nesta vida, nem na vida do porvir – Quando poderemos pagar a Deus? NEM NESTA VIDA, NEM NA VIDA DO PORVIR – Quanto você quer receber do mendigo?  ZERO – E Deus, de Paulo e de você? Nada, nada – Onde está a sua Satisfação? NA OBRA DE CRISTO -  E a satisfação de Deus? NA OBRA DO FILHO – ENTÃO, REPITA COMIGO: Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal. Aleluia. Sejamos gratos a DEUS, POR QUE ELE TRANSBORDA SUPER-ABUNDANTEMENTE SUA GRAÇA SOBRE PECADORES INDIGNOS!!
Sejamos gratos a Deus, em Sexto lugar por que:

6)      DEUS UTILIZA PECADORES, AGORA REDIMIDOS, COMO PROTÓTIPOS DA SUA GRAÇA
Veja o versículo 16: 1.16 Mas, por esta mesma razão, me foi concedida misericórdia, para que, em mim, o principal, evidenciasse Jesus Cristo a sua completa longanimidade, e servisse eu de modelo a quantos hão de crer nele para a vida eterna.
Fiquei pensando como representar de maneira vívida o que o versículo 16 quer dizer. O Espírito Santo me deu uma visão. Pense numa raríssima obra de arte que foi estragada. Essa obra foi parar nas mãos de um exímio restaurador, que, trabalhou a fio sobre ela, até que esta obra restaurasse toda glória e beleza perdida. Convoca-se toda população da cidade para uma exposição. Ao ser exibida todos ficam maravilhados diante do esplendor da obra. O restaurador, então, proclama: “olhem para essa linda obra. Eu posso trazer a glória e a beleza inicial de qualquer que vocês possuam tragam-me suas obras estragadas”.
É exatamente isso que Paulo quer dizer, ele é uma obra de arte. Efésios 2:10 nos diz que somos feitura (obra de arte das mãos de Deus). Essa obra foi poluída, estragada pelo pecado. Mas, foi restaurada pela graça de Cristo e que agora é colocada em exposição a todos os homens. Paulo nos diz em Efésios 2:7 que seremos objetos de exposição pelos séculos vindouros da suprema riqueza da graça e bondade de Deus, em Cristo, para conosco.  Olhe o versículo 16 novamente:
1)      Paulo diz que a misericórdia foi concedida a ele; o principal pecador. Principal é  -“protos”; pode ser traduzido como o “primeiro e o mais proeminente” -  Ou seja Paulo é o mais claro, o mais proeminente exemplo de clemência da longanimidade de Cristo, como também se considera o primeiro, o principal, “o cabeça”, de uma fila de pecadores.
2)      Paulo diz que o propósito dele ser o primeiro é para que Cristo evidencie sua completa longanimidade. O verbo “evidenciar” é “endeixetai” – significa demonstrar, exibir, tornar claro, patente, visível a todos. Segundo Fritz Rieneker é como se Deus “apontasse o dedo para Paulo” – e dissesse: Este,  Paulo, é a primeira, a principal e mais proeminente peça de exibição da longanimidade completa de CristoO que é longanimidade? Disposição de Deus, em Cristo, de tolerar maus tratos, insultos e provocações. Essa disposição de Deus o conduz à decisão de, ao invés de castigar Paulo como merecia, fazer dele um vaso escolhido
3)      Paulo conclui dizendo que uma vez que ele torna-se cabeça principal de uma fila, exposto como manifestação da longanimidade de Cristo, ele torna-se agora modelo” para quantos haverão de crer em Cristo para a vida eterna. Modelo aqui é “üpotüposis” -  “exemplo, molde, fôrma, esboço, protótipo”. Ele torna-se agora a fôrma, o padrão, o modelo, onde qualquer pecador poderá se identificar.
Sejamos gratos a Deus porque ele, DEUS, UTILIZA PECADORES AGORA REDIMIDOS COMO PROTÓTIPOS DA SUA GRAÇA. Deus exibe Paulo como uma obra restaurada, como objeto de sua longanimidade. Deus não castiga Paulo, que antes era blasfemo, perseguidor e insolente. Deus faz de Paulo um protótipo, uma fôrma adequada para o pecador se identificar e encontrar esperança de vida eterna. Se um homem como esse, Deus restaurou, ele pode também mudar a minha vida e a sua também.

CONCLUSÃO
Qual o objetivo desta palavra? Atingir 2 públicos distintos.
 1) Aqueles que não tiveram uma experiência real ainda, com o Cristo ressurreto do caminho de Damasco.
2) E aqueles que já tiveram uma experiência com o Cristo ressurreto do caminho de Damasco.
     1)      ÀQUELES QUE NÃO TIVERAM UMA EXPERIÊNCIA COM O CRISTO RESSURRETO DO CAMINHO DE DAMASCO, O TESTEMUNHO DE PAULO VISA GERAR CONFIANÇA/FÉ
Todo o testemunho de Paulo é para demonstrar que há uma porta de graça aberta a mim e você. Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores. E Paulo é o protótipo. Um homem que esteve à porta da blasfêmia contra o Espírito santo e foi salvo. Se ele foi salvo você também pode. Creia nisso. Essa palavra é para gerar em você confiança e fé, que você só permanece como esta se quiser. Clame a Deus nesta noite: Senhor, eu preciso que Tu mudes a minha vida, nesta noite. Eu preciso que a tua graça seja derramada sobre minha vida!
    2)      ÀQUELES QUE JÁ TIVERAM UMA EXPERIÊNCIA COM O CRISTO RESSURRETO DO CAMINHO DE DAMASCO, O TESTEMUNHO DE PAULO VISA GERAR GRATIDÃO, ADORAÇÃO, E RENDIÇÃO.
O testemunho de Paulo em 1ª Timóteo 1:12-17 começa com uma gratidão e termina com uma rendição/prostração/adoração - GRATIDÃO: sou grato para com aquele que me fortaleceuRENDIÇÃO/PROSTRAÇÃO/ADORAÇÃO: 1.17 Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!
Como falei no início, alguém já disse no passado que “a gratidão é a memória do coração”. Esse versículo 17 é uma DOXOLOGIA. Um cântico de reconhecimento, de submissão, de prostração, de adoração e honra a Deus por aquilo que Ele é. Um cântico de honra à glória, à ação de Deus, na vida de alguém fatalmente condenado à perdição. Mas, “desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera” (Isaías 64.4).  

Renda-se nessa noite diante desse Deus ÚNICO. Nenhum Deus se compara a ele. Muita gente diz: tenho que fazer por merecer.. . Que nada! Cristo já fez por ti. E mais, Ele não lhe pede que você faça, apenas que você se renda, que reconheça, que confie e que dependa dele...