Essas perguntas são enviadas para meu email particular (pr.valdemir@yahoo.com.br) e na medida do possível vou colocando aqui as respostas. Qualquer outra dúvida, enviem novamente para o meu email pessoal. Ah, há uma seção abaixo com outras perguntas e respostas; olhe lá:
PERGUNTA
Pastor, explique-me um pouco sobre livre arbítrio. Afinal, os presbiterianos crêem ou não que exista livre abítrio, pois, se ele não existir como ficamos diante de nossas responsabilidades? fico confuso com este assunto... Peterson (SP)
RESPOSTA
Boa a sua pergunta. Na verdade, no meu entender, a maior dificuldade está naquilo que entendemos ser ou como definimos o livre arbítrio. Os presbiterianos e todos aqueles que têm a tradição reformada calvinista entendem o livre arbítrio como "a plena liberdade ou capacidade de escolha do bem ou do mal" (definição minha). Nó só temos capacidade de escolher "a" ou "b" quando nossa consciência ou estrutura ou natureza está totalmente isenta/neutra de qualquer possibilidade de inclinação. Nesse sentido, somente Adão e Eva tiveram essa capacidade. Foram feitos/criados com uma plena capacidade/liberdade para escolher "a" ou "b". É por isso que nós evangélicos de maneira geral entendemos bem claramente que eles foram reprovados no teste de obediência a Deus; escolheram o mal, tendo a capacidade (plena) de escolher o bem. Eles tinham livre arbítrio, no sentido pleno. Daí o pecado entrou no mundo e pelo pecado a morte e tudo mais.
E hoje, temos o livre arbítrio? No sentido pleno da palavra, não. Por que? Porque a nossa essência não é a mesma como era de Adão. A partir da entrada do pecado no mundo, todo nascemos EM pecado; não mais com a capacidade plena de escolha (como Adão). Já nascemos inclinados para o mal, então nossas escolhas já não são mais livres/neutras, mas motivadas por uma inclinação má (pecado).
Didaticamente, assim Lutero definiu o estado homem: 1- ESTADO DA INOCÊNCIA (O estado de Adão - O livre arbítrio era pleno; ele e sua mulher tiveram a pela liberdade de escolha entre o bem ou o mal). 2- ESTADO DO PECADO - Quando pecado entrou no mundo e subjugou com a Adão e todos os homens, uma vez que ele era nosso representante. Nesse estado o homem é totalmente inclinado para o mal e nada pode fazer que agrade a Deus. 3- ESTADO DA GRAÇA - Quando Cristo vem e realiza sua obra a nosso favor. No entanto, Cristo não retirou a nossa velha natureza (pecado), mas implantou uma nova em nós. Aí acontece uma batalha interna em nós. Nós somos habilitados por Cristo e com a assistência do espírito Santo e por meio da sanificação, pela leitura da palavra, oração etc.. (Meios de Graça) vamos nos "despindo" do velho homem e nos "revestindo" do novo homem. Então, veja bem, nem mesmo nesse estado temos livre arbítrio no sentido pleno. 4- ESTADO DE GLÓRIA - Será quando Cristo voltar e retirar definitivamente de nós a velha natureza, e nos levar para céu; um lugar totalmente isento de maldade. Este estado será o inverso do estado de pecado. No estado de pecado o homem encontra-se inclinado para o mal; no estado de glória ele será inclinado para o bem. Então, nem nesse estado haverá pleno livre arbítrio, uma vez que só poderemos decidir, escolher ou realizar o bem.
Por isso os teólogos reformados preferem dizer que hoje ao invés de termos livre arbítrio, o que temos é LIVRE AGÊNCIA; é como se fosse uma "liberdade em níveis mais superficiais". Somente Adão e Eva tiveram livre arbítrio, nenhum outro homem mais teve ou terá, nem aqui, nem no porvir. Para simlificar eu gosto de dizer que NÃO TEMOS LIVRE ARBÍTRIO NO SENTIDO PLENO, mas TEMOS O LIVRE ARBÍTRIO, NO SENTIDO RESTRITO (livre agência).
A responsabilidade? Em nada interfere em nossa responsabilidade a questão do livre arbítrio, uma vez que Deus pôs em nós a sua imagem. Não somos robôs. Somos seres humanos com conhecimento tanto do bem quanto do mal.
Espero ter sido claro. Deus te abençoe.
PERGUNTA:
Olá reverendo. tenho uma dúvida. Se Deus é contra a mentira, inclusive é dito que o diabo é o pai da mentira (Jo. 8:44), então porque Deus apoiou a mentira das parteiras que mentiram para Faraó (Ex. 1:19), dizndo que as mulheres hebréias eram fortes? Isso não e incompatível com o caráter de Deus? Aguardo sua resposta. Obrigado. Serginho
RESPOSTA:
Primero perceba que não só elas mentiram, mas Abraão, Isaque, Raabe, Davi e outros mais... Observe com mais cuidado o texto bíblico. Deus não apoiou a mentira das parteiras, mas, como que elas, ainda que utilizando da mentira preferiram obedecer a Deus. O que está em foco é a obediência a Deus. Isso não é motivo para usarmos a mentira, mas para obedecermos a Deus.
"Sou grato para com aquele que me fortaleceu, Cristo Jesus, nosso Senhor, que me considerou fiel, designando-me para o ministério" - 1ª Timóteo 1:12
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Os Trabalhadores da Vinha
Este texto não é escrito por mim; é de um jovem pastor Batista; achei espetacular a abordagem daquela que é considerada por alguns estudiosos de renome, a parábola de mais difícil interpretação. Creio que abençoará a sua vida.
Ser o primeiro a ser escolhido quase sempre é uma condição de privilégio. E seguem-se, sensações de alegria, honra e, por vezes, as de superioridade, orgulho desmedido e, não raro, esquecimento dos benefícios alcançados. A parábola relata o desagrado dos primeiros trabalhadores ao se verem tratados da mesma forma que os demais que não trabalharam tanto quanto eles. Essa inveja (disfarçada de clamor por justiça) traz agregados dois outros males: ingratidão e esquecimento. Os primeiros trabalhadores recrutados se esquecem que também foram os primeiros a se livrarem do ócio e das preocupações. Qualquer trabalhador desempregado sabe a angustia de um dia a mais sem atividade. E aqueles foram os primeiros a se tranqüilizarem quanto a isso. Também são ingratos ao não levarem em consideração a dificuldade em se conseguir serviço naquela época e ainda mais com pagamento de uma diária completa. A maior parte da mão de obra livre dos tempos de Jesus trabalhava por bem menos do que isso. Os primeiros trabalhadores olharam para um dia de trabalho como sendo um dia de desgaste e sacrifício (“suportamos o calor do dia...”). Trata-se de um triste erro de perspectiva. Na verdade, um dia de trabalho remunerado é um dia de benção e de despreocupações.
O propósito maior da parábola é ensinar que a Graça de Deus provê a mesma recompensa final (a vida eterna) a todos os escolhidos independentemente da ordem cronológica de suas conversões. O homem que praticou o mal a vida toda, arrependendo-se verdadeiramente, no fim de seus dias gozará os mesmos benefícios que aquele que dedicou-se a fé desde a mais tenra idade. Há uma significativa diferença, porém: enquanto um gozou os benefícios de uma vida íntegra o outro sofreu as conseqüências de suas más ações. Não é tão difícil entendermos isso. Quando ocorre uma catástrofe como um terremoto, nunca se é dada muita ênfase à primeira vítima resgatada e sim à última. Embora ambas sejam igualmente salvas da morte e recebam imediatamente os primeiros socorros, a última vítima resgatada com vida é sempre vista como obra de um milagre. Nesse caso há um senso comum de que quem ficou por último sofreu mais. Da mesma forma, a parábola: os últimos sofreram o desgaste de permanecer o dia todo (até as cinco da tarde) aguardando que alguém os contratasse (o que não deixa de ser algo digno de consideração). Se o fim da jornada de trabalho é às seis, quem ficaria esperando até às cinco para trabalhar apenas por uma hora? Mas aqueles perseveraram na esperança de receberem, ao menos, uma fração de pagamento. Quem olha para tão pouco com tanta esperança não pode também gozar da bondade de um generoso empregador? Mas, quando somos os primeiros, costumamos ignorar o que os outros passaram para poderem chegar aonde nós já chegamos. Deveríamos nos envergonhar.
O patrão da parábola foi “provocativamente sábio” ao ordenar a seu administrador para que recompensasse os trabalhadores na ordem inversa à contratação: dos últimos para os primeiros de modo que estes tivessem alimentada a esperança de receberem mais do que o combinado. Isso acabou por revelar uma falha muito comum: a de julgarmos os méritos dos outros a partir da comparação com o nosso mérito. Quando recebemos algum presente ou recompensa (fora de datas comemorativas principalmente) normalmente dizemos: Não precisava ter se incomodado... Nós nos sentimos “não merecedores” e o presente parece até maior. Mas, caso a mesma pessoa dê um presente maior a alguém próximo a nós... Alguém que não tenha (aos nossos olhos) se esforçado tanto... Aí o mesmo presente que recebemos, o mesmo que nos alegrou instantes atrás, esse mesmo presente fica bem menor.
Podemos ser vítimas de tratamentos injustamente discriminatórios por parte dos homens, mas jamais podemos considerar tal injustiça provinda de Deus. O argumento do proprietário é imbatível: “Não posso fazer o que quero com o que é meu? Ou você se incomoda que eu seja bom?”.
Aqueles primeiros trabalhadores não ficaram sem pagamento, não receberam menos do que havia sido combinado nem trabalharam mais do que o normal. Sua indignação também não teria se manifestado se eles tivessem recebido antes dos outros. Também não ficariam indignados se os demais tivessem recebido proporcionalmente menos que eles. Em resumo: o que os incomodou não foi algum malefício feito a eles, mas o benefício dado aos outros. Por vezes agimos assim: não aceitamos o perdão dado ao outro, o louvor dado ao outro, a gratidão demonstrada a outro ainda que nós não sejamos prejudicados.
A questão é simples: se fazemos algo por recompensa será injustiça sempre que recebermos menos do que foi estabelecido, mas se fazemos de livre e espontânea vontade (sem esperar nada em troca) não poderemos protestar se outros receberem aquilo de que nós abrimos mão. Esse é o “preço” de se fazer algo “de graça”. Qualquer coisa é muito para quem não espera receber nada.
Os Trabalhadores da Vinha - Alessandro Mendonça
"Porque o reino dos céus é semelhante a um homem, pai de família, que saiu de madrugada a assalariar trabalhadores para a sua vinha. E, ajustando com os trabalhadores a um dinheiro por dia, mandou-os para a sua vinha. E, saindo perto das nove horas, viu outros que estavam ociosos na praça. E disse-lhes: Ide vós também para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram. Saindo outra vez, perto do meio-dia e das três da tarde, fez o mesmo. E, saindo perto das cinco horas, encontrou outros que estavam ociosos, e perguntou-lhes: Por que estais ociosos todo o dia? Disseram-lhe eles: Porque ninguém nos assalariou. Diz-lhes ele: Ide vós também para a vinha, e recebereis o que for justo. E, aproximando-se a noite, diz o senhor da vinha ao seu administrador: Chama os trabalhadores, e pague-os, começando pelos últimos... E, chegando os que tinham ido perto das cinco horas, receberam um dinheiro cada um. Vindo, porém, os primeiros, cuidaram que haviam de receber mais; mas do mesmo modo receberam um dinheiro cada um. E, recebendo-o, murmuravam contra o pai de família dizendo: Estes derradeiros trabalharam só uma hora, e tu os igualaste conosco, que suportamos a fadiga e o calor do dia. Mas ele, respondendo, disse a um deles: Amigo, não te faço injustiça; não combinaste tu comigo um dinheiro? Toma o que é teu, e retira-te; eu quero dar a este derradeiro tanto como a ti. Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom? Assim os últimos serão primeiros, e os primeiros últimos; porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos." (Mateus 20:1-15)Ser o primeiro a ser escolhido quase sempre é uma condição de privilégio. E seguem-se, sensações de alegria, honra e, por vezes, as de superioridade, orgulho desmedido e, não raro, esquecimento dos benefícios alcançados. A parábola relata o desagrado dos primeiros trabalhadores ao se verem tratados da mesma forma que os demais que não trabalharam tanto quanto eles. Essa inveja (disfarçada de clamor por justiça) traz agregados dois outros males: ingratidão e esquecimento. Os primeiros trabalhadores recrutados se esquecem que também foram os primeiros a se livrarem do ócio e das preocupações. Qualquer trabalhador desempregado sabe a angustia de um dia a mais sem atividade. E aqueles foram os primeiros a se tranqüilizarem quanto a isso. Também são ingratos ao não levarem em consideração a dificuldade em se conseguir serviço naquela época e ainda mais com pagamento de uma diária completa. A maior parte da mão de obra livre dos tempos de Jesus trabalhava por bem menos do que isso. Os primeiros trabalhadores olharam para um dia de trabalho como sendo um dia de desgaste e sacrifício (“suportamos o calor do dia...”). Trata-se de um triste erro de perspectiva. Na verdade, um dia de trabalho remunerado é um dia de benção e de despreocupações.
O propósito maior da parábola é ensinar que a Graça de Deus provê a mesma recompensa final (a vida eterna) a todos os escolhidos independentemente da ordem cronológica de suas conversões. O homem que praticou o mal a vida toda, arrependendo-se verdadeiramente, no fim de seus dias gozará os mesmos benefícios que aquele que dedicou-se a fé desde a mais tenra idade. Há uma significativa diferença, porém: enquanto um gozou os benefícios de uma vida íntegra o outro sofreu as conseqüências de suas más ações. Não é tão difícil entendermos isso. Quando ocorre uma catástrofe como um terremoto, nunca se é dada muita ênfase à primeira vítima resgatada e sim à última. Embora ambas sejam igualmente salvas da morte e recebam imediatamente os primeiros socorros, a última vítima resgatada com vida é sempre vista como obra de um milagre. Nesse caso há um senso comum de que quem ficou por último sofreu mais. Da mesma forma, a parábola: os últimos sofreram o desgaste de permanecer o dia todo (até as cinco da tarde) aguardando que alguém os contratasse (o que não deixa de ser algo digno de consideração). Se o fim da jornada de trabalho é às seis, quem ficaria esperando até às cinco para trabalhar apenas por uma hora? Mas aqueles perseveraram na esperança de receberem, ao menos, uma fração de pagamento. Quem olha para tão pouco com tanta esperança não pode também gozar da bondade de um generoso empregador? Mas, quando somos os primeiros, costumamos ignorar o que os outros passaram para poderem chegar aonde nós já chegamos. Deveríamos nos envergonhar.
O patrão da parábola foi “provocativamente sábio” ao ordenar a seu administrador para que recompensasse os trabalhadores na ordem inversa à contratação: dos últimos para os primeiros de modo que estes tivessem alimentada a esperança de receberem mais do que o combinado. Isso acabou por revelar uma falha muito comum: a de julgarmos os méritos dos outros a partir da comparação com o nosso mérito. Quando recebemos algum presente ou recompensa (fora de datas comemorativas principalmente) normalmente dizemos: Não precisava ter se incomodado... Nós nos sentimos “não merecedores” e o presente parece até maior. Mas, caso a mesma pessoa dê um presente maior a alguém próximo a nós... Alguém que não tenha (aos nossos olhos) se esforçado tanto... Aí o mesmo presente que recebemos, o mesmo que nos alegrou instantes atrás, esse mesmo presente fica bem menor.
Podemos ser vítimas de tratamentos injustamente discriminatórios por parte dos homens, mas jamais podemos considerar tal injustiça provinda de Deus. O argumento do proprietário é imbatível: “Não posso fazer o que quero com o que é meu? Ou você se incomoda que eu seja bom?”.
Aqueles primeiros trabalhadores não ficaram sem pagamento, não receberam menos do que havia sido combinado nem trabalharam mais do que o normal. Sua indignação também não teria se manifestado se eles tivessem recebido antes dos outros. Também não ficariam indignados se os demais tivessem recebido proporcionalmente menos que eles. Em resumo: o que os incomodou não foi algum malefício feito a eles, mas o benefício dado aos outros. Por vezes agimos assim: não aceitamos o perdão dado ao outro, o louvor dado ao outro, a gratidão demonstrada a outro ainda que nós não sejamos prejudicados.
A questão é simples: se fazemos algo por recompensa será injustiça sempre que recebermos menos do que foi estabelecido, mas se fazemos de livre e espontânea vontade (sem esperar nada em troca) não poderemos protestar se outros receberem aquilo de que nós abrimos mão. Esse é o “preço” de se fazer algo “de graça”. Qualquer coisa é muito para quem não espera receber nada.
domingo, 15 de agosto de 2010
Por que é Pazeroso Cumprir os Propósitos de Deus (Parte 1)
Esta mensagem é a 1ª de 2 mensagens. Eu (Rev. Valdemir) a preguei na IP Itaipava em 15/08/2010
PORQUE É PRAZEROSO CUMPRIR OS PROPÓSITOS DE DEUS
Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu – Sl 40:8ª
Em João 6:38, o Senhor Jesus disse: Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou. Já em Mateus 6:10, ele nos ensinou a orar: venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu. No episódio da conversa com a mulher samaritana ele proclamou (João 4:34): A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou. E em João 5:30 declarou: porque não procuro a minha própria vontade, e sim a daquele que me enviou.
A expressão “vontade” de Deus também pode ser traduzida por "desejo de Deus, desígnio, plano, projeto, determinação, decreto, propósito". A vontade de Deus são os desejos mais íntimos do Senhor, são as suas determinações, seus projetos, seus propósitos.
Agora, o que me chamou a atenção no Salmo 40:8 foi o fato do salmista dizer que faz a vontade de Deus não por obrigação, como que forçado, ou por constrangimento. Ele diz (ARA): Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu – Sl 40:8ª (ARA). Veja como a Versão Corrigida e a Revisada o traduzem: Deleito-me em fazer a tua vontade, {ó} Deus meu (ARC). A Nova Versão Internacional assim o traduz: Tenho grande alegria em fazer a tua vontade (NVI). Há ainda a Bíblia na Linguagem de Hoje: Eu tenho prazer em fazer a tua vontade, ó meu Deus! (BLH).
Prazer, alegria, deleite, agrado em se fazer a vontade de Deus. O Catecismo de Westminster nos ensina em sua primeira pergunta que “o fim principal do homem” (motivo pelo qual eu e você fomos feitos) é: glorificar a Deus. Nós glorificamos a Deus como? Cumprindo os seus mandamentos, a sua vontade, os seus propósitos. Mais ainda diz o Catecismo que, além de “glorificar a Deus” (cumprindo os propósitos), “o objetivo de nossa vida” é também “ter prazer eterno no Senhor”. Glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. É o que diz este texto: Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu
Por isso, eu me aventurei a fazer uma versão alternativa do salmo 40:8ª: Oh, meu Deus, me dá muito prazer cumprir os teus propósitos.
Abra agora o seu coração para o Espírito ministrar essa palavra. Diga assim: Espírito Santo, prepara o meu coração para receber alegremente, como a boa terra, a tua palavra, tira de mim todo impedimento, e dá-me plena compreensão de todas as coisas.
A grande pergunta que pretendemos responder neste momento é: Porque é prazeroso cumprir a vontade, os propósitos do Senhor?
1- Porque Aquele Que Nos Chama a Cumprir Os Seus Propósitos é por Si Mesmo Digno e Excelente em Todas as Coisas
Já ouviu aquela expressão: Fulano carrega água na peneira por Beltrano. Em Gálatas 4:15, Paulo diz que durante um tempo os crentes da Galácia lhes dariam os próprios olhos por ele, se preciso fosse.
Irmãos, não coisa melhor do que servir a um bom patrão. Em 1ª João 5:3 nos é dito que “o mandamentos do Senhor não nos são penosos”.
Nos dá prazer servir ao Senhor porque ele é um bom patrão – mais que patrão ele é amigo (já não vos chamo servo, vos chamo amigos). Mas, mais que amigo; ele é pai - mais que pai ele é “aba” (o paizinho do coração). O filho pródigo reconheceu que o trabalhadores na casa do pai tinham com fartura (e, para ele estava bom demais ser funcionário); no entanto, na hora que o pai o recebe, o recebe como filho.
A bíblia chama o nosso Deus de é chamado de altíssimo, de onipotente. Mas também o chama de Misericordioso, diz-nos a palavra que as suas misericórdias renovam-se a cada manhã e não têm fim... O salmo 136 tem 26 versículos e repete 26 vezes que as misericórdias do Senhor duram para sempre. O Salmo 116 diz: “amo o Senhor porque ele ouve a minha voz”. O 118 diz: “rendei graças ao Senhor porque ele é bom”. O salmo 103:8 diz: que ele é misericordioso, compassivo, longânimo, e assaz benigno. João, em sua 1ª carta (4:16), nos diz que “Deus é amor”. Observe, não é simplesmente que ele tem amor, mas que ele É amor. O amor é a própria essência desse Deus a quem servimos.
Nos dá prazer servir, cumprir os propósitos desse Deus, porque ele é Si Mesmo Digno e Excelente em Todas as Coisas. A bíblia diz que o nosso Deus é justo, ele não tem por culpado o inocente, ele julga com lisura, com eqüidade e lança os nossos pecados no fundo do mar. Ele é o Deus de toda graça; é o Deus da 2ª oportunidade.
Enquanto o diabo tem as "bolotas e a lavagem no coxo, ele tem bezerro cevado e a festa preparada – ele admite em seu banquete os desvalidos os coxos, aleijados, os e põe neles vestes festivais – Ele se importa com leprosos, com viúvas, com mendigos. Ele tira ao coroa de cinza e põe o óleo de alegria, e vem com pressa a nos socorrer. Na oração de Maria, ela declara que o “Poderoso lhe tem feito grandes coisas... ele dispersa os que o coração alimentam pensamentos soberbos, ele derruba dos tronos os pedrosos e exalta os humildes, enche de bens os famintos e despede vazios os ricos” (Lc. 2:49,51-53). Na oração de Ana, ela declara que ele, Deus, “faz com que a mulher estéril seja alegre mãe de filhos, do monturo exalta o necessitado e põe assentado ao lado dos príncipes” (1º Sa. 2:5-8). Já o profeta Isaías declara que “desde a antiguidade ainda não se viu nem se ouviu falar de um Deus que trabalha para aqueles que nele esperam” (Is. 64:4).
É prazeroso cumprir os propósitos do Senhor porque ele, Deus, é Digno e Excelente por Si mesmo, em todas as coisas. Aleluia!
Mas em segundo lugar, é prezeroso cumprir os propósitos do Senhor porque:
2- Porque os Propósitos do Senhor São os Mais Dignos e Excelentes Que Se Possa Imaginar
Nos dá prazer servir também porque os propósitos do Senhor, em si mesmos, são os mais nobres. Fico pensando em como fica alguém que trabalha para a Souza Cruz. Trabalham em fábricas de cigarro e ao mesmo tempo lêem os rótulos: "o ministério da saúde adverte fumar causa câncer". Vai dar prazer mas, destruir os pulmões – Presidente Lula e o Irã – enriquecimento de urânio – ajuda na medicina, mas cria a bomba atômica...
Após 11 setembro - cientistas norte americanos desenvolviam armas para destruição dos Talibãs no Afeganistão. Osama Bin Laden e seus compatriotas se escondiam nas cavernas - uma das bombas percorrias as cavernas em busca de calor ao encontrar uma bomba detonava uma série de outras que eram projetas em todas as direções – Como alguém pode trabalhar com prazer, sabendo que se cumprir seu propósito, este servirá para a destruição?
No entanto, quando se trata do propósito, da vontade de Deus, é outra coisa. O propósito do Senhor é bom em todos os sentidos. Romanos 12:2 diz: Transformai-vos pela renovação da vossa mente para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade (propósito ) de Deus. Observe:
A) O Propósito do Senhor é Bom. É bom porque parte de um coração bondoso, porque parte de um coração tem que tem as melhore motivações, e as melhores intenções. É bom porque executa no ser humano o melhor que Deus tem para ele. Diz-nos 1ª Tessalonissenses. 4:3: esta é a vontade (propósito) de Deus: a vossa santificação. Que você não estrague o seu corpo com cigarro, com drogas, com sono perdido. A vontade é boa. Romanos 8:29, nos diz que o propósito do Senhor é que nós “sejamos conforme a imagem de seu Filho”. Semelhantes a Cristo em todas as coisas. Na 2ª carta de Pedro 1:4 nos é dito que o propósito do Senhor é que "sejamos co-participantes da natureza divina”. Nem sabemos explicar direito o que é isso..., é além de toda especulação. Os teólogos “piram” com esse tipo de promessa. Sabemos que não seremos jamais deuses, porque Deus só existe e só existirá um, mas seremos algo muito além da nossa compreensão. É difícil de explicar. É como ensinar tecnologia a uma formiga. Nos dá prazer porque o propósito é excelente.
B) O Propósito do Senhor é Agradável. O termo agradável nos faz lembrar do sacrifício de aroma agradável que o Senhor aspirava. Diz-nos a palavra que nós somos o bom perfume de Cristo (2ª Co. 2:15). Já viu aquela situação que você faz alguma coisa, mas com um pé atrás, com uma pulga atrás da orelha? Você não precisa ter receio ao servir os propósitos do Senhor. Onde um crente que esteja vivendo o propósito do Senhor chega o ambiente se transforma, a luz chega, a bênção chega, o ambiente se transforma, a esfera se transforma.
C) O Propósito do Senhor é Perfeito. Significa em nada deficiente, pleno, como um copo transbordando. Com Deus não tem “meia conversa”, remendo, “meia-boca”. É 100% seguro. Tratando por exemplo, da Palavra do Senhor, em 2ª Tm 3:16 nos é dito que a Palavra de Deus é “útil para ensino, repreensão, correção”... a fim de que o homem de Deus seja PERFEITO E PERFEITAMENTE HABILITADO PARA TODA BOA OBRA. Ou seja, em nada deficiente, irrepreensível. O mais honesto pescador, o melhor ajudante de pedreiro, o mais educado dos jovens, o melhor funcionário, aquele que não reclama, aquela mulher sábia, que seu esposo é estimado entre todos. O melhor aluno, estimado pelos professores, exemplo para a classe de aula; ele não cola, estuda com capricho. Ele vive inteiramente os propósitos do Senhor; ele não tem do se envergonhar; ele, como Daniel, é irrepreensível na sua conduta. Os propósitos do Senhor são excelentes. Por isso, dá prazer cumpri-los.
Mas em Terceiro lugar, é prezeroso cumprir os propósitos do Senhor porque:
3- Porque os Propósitos do Senhor São Muito Organizados
Já serviu pessoa boa, excelente mas desorganizada? Eu já
Os propósitos do Senhor são super-organizados. A primeira referência à organização e à administração divina encontra-se no relato da criação (GN 1—2). Veja que o homem foi criado no 6º dia – havia um ambiente propício, todo preparado para o homem, por isso ele é a coroa da criação.
Veja, por exemplo a organização divina na natireza. Você já percebeu que durante o ano ocorrem quatro estações: primavera, verão, outono e inverno. A vida na terra depende destes ciclos, eles geram equilíbrio e saúde para todos os seres vivos do nosso planeta.
As estações do ano acontecem por causa da inclinação da terra em relação ao sol. O movimento d aterra em torno do seu próprio eixo dura 24 horas e tem o nome de "Rotação". Mas, enquanto gira em torno de seu próprio eixo, a terra também possui um movimento em torno do sol que dura um ano. Esse movimento recebe o nome de “translação” e a principal conseqüência da "translaçao" é a mudança das estações do ano.
O interessante (Providência divina) é que enquanto a terra gira em torno do sol ela se inclina. Se a Terra não se inclinasse em seu eixo, não existiriam as estações. O dia teria 12 horas de luz e 12 horas de escuridão. E como o eixo do planeta terra forma um ângulo com seu plano orbital, existe o verão e o inverno, dias longos e dias curtos. Durante o verão, os dias amanhecem mais cedo e as noites chegam mais tarde. Ao longo dos três meses desta estação, o sol se volta lentamente para a direção norte e os raios solares diminuem sua inclinação. No início do outono, os dias e as noites têm a mesma duração: 12 horas. Isso é porque a posição do sol está exatamente na linha do Equador.
Porém o sol vai continuar se distanciando aparentemente para norte. A partir daí, os raios solares atingem o mínimo de inclinação no início do Inverno, e ao contrário do Verão, os dias serão mais curtos e as noites mais longas. Então, o sol vai começar a se deslocar na direção sul. Inicia então a primavera e os dias e as noites terão a mesma duração.
Portanto, as estações do ano e a inclinação dos raios solares variam com a mudança da posição da Terra em relação ao sol. Quando o Pólo Norte se inclina em direção ao sol, o hemisfério Norte se aquece ao calor do verão. Seis meses mais tarde, a Terra percorreu metade de sua órbita. Agora o Pólo Sul fica em ângulo na posição do sol. É verão na Austrália e faz frio na América do Norte. Tudo isso é para mostrar como Deus é perfeito, organizado, exato em todas as coisas.
Outra evidência da perfeição e exatidão divina é a existência a da lua. Ela é como um filtro. Ajuda no controle das marés – se não houvesse lua não existiria vida na terra, haveria um odor repugnante que ninguém agüentaria viver. A terra teria um odor de esgoto tornando impossível a vida neste planeta.
Há ainda a evidência da exatidão divina na distância da terra em relação ao sol; é prefeita. No nosso sistema solar só a terra possui esta distância. Se estivéssemos um pouco mais longe do sol (10%) morreríamos de frio. Se estivéssemos um pouco mais perto do sol (10%), morreríamos queimados. Por isso só há possibilidade de vida em nosso sistema solar na terra. Sabe porque? Deus é exato, correto, perfeito.
E essa exatidão, essa perfeição, essa organização divina presente na natureza, também se manifesta em relação aos propósitos do Senhor. Diz o Salmo 139:15,16 que Deus já se relacionava, já tinha planos para nós quando ainda estávamos em processo de fecundação; éramos “substância informe” e no livro dele (Deus) foram ESCRITOS E DETERMINADOS todos os nossos dias, quando HENHUM deles havia ainda.
Também fora dito a Jeremias que antes que ele fosse formado Deus já havia feito um plano, um propósito para a sua vida, um plano bem elaborado a ser executado (Jr. 1:5). É como se Deus dissesse: Eu não sou “deus meia boca” que se perde, se atrapalha, eu não faço as coisas de “última hora”.
Não é prazeroso servir a alguém organizado? Em Jó 14:5 é dito que Deus põe limites ao homem, além dos quais não passará (14:5). Ou seja, ninguém morre antes, ou depois da hora. deus é exato!
Em Romanos 9:11-13, Paulo fala sobre os gêmeos Jacó e Esaú dizendo que estes estavam no útero da mãe (Rebeca), não tinham feito bem nem mal, mas Deus resolveu (planejou antecipadamente) amar a Jacó e aborrecer-se de Esaú, bem como já anteriormente havia decidido que o mais velho (Esaú) serviria ao mais moço (Jacó).
E o "não mais jovem" José? Em Gênesis 45:7,8, ele explica a seus irmãos que todo o sofrimento passado (ter sido vendido, maltratado, preso, humilhado) foi para cumprir os propósitos, organizadíssimos de Deus. era Deus que o havi enviado para frente para cumprir os proósitos. Deus é organizado; desenvolve seu plano com maestria, com exatidão.
Nosso Deus é muito organizado. Diz-nos a bíblia que até os cabelos de nossa cabeça estão contados (Mt. 10:30 - possuímos uma média de 100 a 150 mil fios de cabelo). Diz-nos ainda que nós daremos conta no juízo de cada palavra frívola que proceder dos nossos lábios (Mt. 12:36 - Por dia um homem fala em torno de 10 a 15 mil palavras por dia – a mulher de 20 a 30 mil palavras). Uma folha não cai de uma árvore sem o consentimento do Senhor. Uma molécula de poeira no vasto universo não se move sem Deus dizer: mova-se! Diz a bíblia que “Deus chama cada estrela pelo seu nome, de maneira que nenhuma só vem a faltar” (Sl 147:4). Dizem os estudiosos, que há em tono de 40 sextilhões de estrelas no universo (40 mais 21 zeros). Todos os habitantes do mundo, de todas as eras poderiam passar o resto da vida contando as estrelas e não chegaríamos ao fim.
Nos dá prazer servir a um Deus que tem um plano tão exato, tão perfeito, tão bem elaborado sendo desnvolvido com perfeição. Foi isso que fez Paulo exclamar: Ó profundidade da riqeza tanto da sabedoria como do coneciomento de Deus (Rm 11:33). Em Efésios 1:4,5, Paulo nos diz que Deus “nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis,” e é isso que seremos. Porque? Por que Deus planejou; e isso acontecerá. Ele tem um plano bem elaborado sendo executado e nada, nem um vírgula, sai fora desse plano. Efésios 1:11, diz que Ele faz todas as coisas conforme o conselho da Sua própria vontade. Em Romanos 8:29,30: é dito que aqueles que Ele “antes escolheu, a esses também ele predestinou para que sejam conformes a imagem de seu Filho, Jesus”. E conclui a E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou. Aleluia!! Já está tudo como realizado porque Deus planejou.
Você é escolhido de Deus? Paulo vai dizer que esses que Deus escolheu, ele já glorificou. Jesus vai dizer que a tribulação final será abreviada por causa dos escolhidos, senão, ninguém se salvaria. Você é escolhido por Deus?
Nos agrada fazer cumprir os propósitos de Deus porque ele desenvolve de maneira bem organizada o seu plano, nada fica remendado, costurado ou à "meia boca". Apocalipse diz que Deus tem um livro, o Livro da Vida contendo os nomes de todos os escolhidos, sabe quando foi escrito? Antes da fundação do mundo. E aqueles que habitam sobre a terra, cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida desde a fundação do mundo (Ap. 17:8). Na verdade até o cordeiro foi morto antes da fundação do mundo. Veja: aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo (Ap. 13:8).
Você pode até não entender muita coisa... Mas não pode admitir que não é isso que bíblia diz. Que Deus é organizado, que desenvolve um plano. Que já escolheu e já colocou os nomes no livro da vida.
Esse é um dos maiores prazeres em ser um crente fiel, porque somos realizados, não somos frustrados. Quando prego para multidões e esses se convertem, glória a Deus; ele está desenvolvendo o seu plano (como no Pentecostes). Mas pode ser que ele me tire da multidão e me mande pregar no deserto para uma pessoa. Isso aconteceu com Filipe. Pode ser que eu pregue e ninguém se converta... Não me frustro; Deus está cumprindo a sua vontade... o seu propósito...
Concluo dizendo: Peça a Deus o mesmo sentimento do salmista: Servir a Deus não só por obrigação, mas também por prazer. Peça a Deus que lhe dê prazer por cumprir os propósitos do Senhor. Prazer em vir à Casa do Senhor. Prazer em orar, testemunhar, liderar; em ministrar, em cumprir os Seus mandamentos. Ó Deus meu, me dá muto prazer cumrir os teus propósitos! Afinal: Os teus propósitos partem de um Deus qué digno e exclente em todas as coisas. Os teus prósitos são, em si mesmos, nobres e excelentes. Os teus propósitos são organizados e desenvolvidos de maneira perfeita, exata. Ó Deus, me dá muito prazer cumprir os teus propósitos. Aleluia. Amém.
No Próximo Domingo ministraremos as outras 03 razões pelas quais devemos ter prazer em cumprir os propósitos do Senhor. Aguarde.
Reverendo Valdemir Oliveira dos Santos.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
A ALEGRIA DO POVO DE DEUS E SUAS OFERTAS VOLUNTÁRIAS
“Ninguém apareça de mãos vazias perante mim... “ (Ex. 23:15)
O povo de Deus é marcado pela alegria! Basta observar as festividades de Israel. Havia festas particulares (casamento), semanais (Sábado), mensais (Lua Nova) e anuais. No entanto, contrapondo-se ao mundo, a alegria do povo de Deus possui uma característica singular: é uma alegria cuja fonte é o próprio Deus: “A alegria do SENHOR é a vossa força” (Ne 8:10). O povo festejava, pois, o próprio Deus era a sua alegria; era a alegria DE Deus; era uma alegria EM Deus. E isso pode ser visto mais claramente quando observamos, por exemplo, as 3 principais das festas anuais.
Na Páscoa (que acontecia no primeiro mês do calendário judaico (Nisã), o povo se alegrava em Deus por ser ele, o DEUS LIBERTADOR.
A Festa do Pentecostes era a festa das primícias, dos primeiros frutos (acontecia 50 dias após a páscoa, em plena primavera, mais ou menos em junho). Nela, o povo se alegrava em Deus por ser ele, o DEUS DOADOR.
Já na Festa dos Tabernáculos, o povo era conclamado a habitar, por uma semana, em tendas feitas de galhos de palmeiras. Com o passar do tempo os galhos iam se secando; o povo, então, refletia na transitoriedade da vida e se alegrava em Deus por ser ele o DEUS PRESERVADOR, o “garantidor” da continuidade da vida.
As festividades em Israel apontavam, tipologicamente, para profundas realidades espirituais que aconteceriam no futuro, em Cristo. A Páscoa apontava para a libertação do pecado que obtivemos pelo sacrifício de Cristo, o nosso cordeiro pascal, nosso Deus Libertador. O Pentecostes apontava para Cristo como o Deus Doador do Espírito Santo, o qual implantou em nós as “primícias” da vida plena (At. 2:1-4). Já a Festa dos Tabernáculos apontou Cristo como nosso Deus Preservador. Por seu sacrifício, do nosso interior fluiriam “rios de água viva” (conf. Jo. 7:2,37,38), pois, Ele nos garantiria a vida eterna e abundante!
Por causa de todas estas realidades espirituais, todo o povo de Deus era motivado a, no período das estividades, trazer, sempre, oferendas; ofertas de gratidão ao Deus Libertador, Doador e Preservador. Todos dentre o povo alegravam-se Em Deus e lhes eram gratos. Toda esta realidade apontava, em forma de sombra, para aquilo que nós, cristãos, já usufruímos, hoje, em forma de realidade. Por isso, muito mais, nós, devemos nos alegrar em Deus (nossa vida deve ser uma festa contínua). A Ele devemos ser gratos e manifestar generosidade em nossas ofertas de gratidão: “ninguém apareça de mãos vazias perante mim”. Paulo diz que “Deus ama a quem dá com alegria (2ª Co 9:7)”; e, conforme disse, sabiamente, Boanerges Ribeiro (ex-presidente da Igreja Presbiteriana do Brasil): “Está para encontrar-se a pessoa que, dando com alegria, dê pouco”.
Valdemir O. dos Santos
O CRESCIMENTO DA IGREJA PRESBITERIANA NA CORÉIA DO SUL
O CRESCIMENTO DA IGREJA PRESBITERIANA NA CORÉIA DO SUL
Retirei este estudo do Boletim Dominical da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória (ES). Creio que é muito importante para a nossa reflexão.
A Coréia o Sul é 82 vezes menor que o Brasil em extensão territorial e apenas 3 vezes menor em população. O país tem cerca de 99.000 Km 2 e 46 milhões de habitantes, dos quais, 30% são evangélicos. A Igreja Presbiteriana representa 75% dos evangélicos e possui 10 milhões de membros. Embora a Igreja Presbiteriana da Coréia seja 28 anos mais nova que a Igreja Presbiteriana do Brasil, ela é 20 vezes maior. Enquanto os presbiterianos do Brasil representem apenas 0,3% do população, na Coréia representam 22%. Só em Seul, capital da Coréia do Sul, uma cidade com 12 milhões de habitantes, há 10 mil igrejas presbiterianas. As principais denominações evangélicas da Coréia são:
1) Presbiteriana – 10.000.000 de membros
2) Metodista – 1.500.000 membros
3) Assembléia de Deus – 1.000.000 de membros
4) Batista – 500.000 membros
As principais causa do crescimento da igreja evangélica coreana são:
1) Uma Igreja que é Cabeça e Não Cauda
A igreja sempre esteve à frente nas grandes lutas e tensões sociais, determinando o rumo das mudanças mais importantes do país. Os crentes ocupam os principais postos estratégicos de liderança da nação. A Igreja, na verdade, é a esperança da nação.
2) Uma Igreja de Mártires
Deus sempre honrou o sangue dos mártires. Como dizia Tertuliano, ilustre pai da igreja: “o sangue dos mártires é o fermento da igreja”. A plantação da igreja na Coréia do Sul foi regada por muitas lágrimas e banhada por muito sangue. Centenas de crentes foram decapitados, estrangulados e mortos com requinte da mais perversa crueldade. Milhares de cristãos foram torturados por causa de sua fé, selando com seu sangue o testemunho do evangelho.
3) Uma Igreja com Vida Intensa de Oração
Não existe na Coréia do Sul, igreja evangélica sem reunião de oração de madrugada. Eles não acreditam em crescimento da igreja sem prática efetiva e intensa de oração. Os crentes afluem para o templo de madrugada para buscar a face de Deus, mesmo sobre o frio implacável de 20 graus negativos no inverno. Os pastores oram em média de 2 a 4 horas por dia. Oração é para eles prioridade fundamental e a causa precípua do crescimento da igreja.
4) Evangelismo Através de Grupos Familiares
A base da evangelização e da comunhão dos crentes são os grupos familiares. Para eles esse é o investimento estratégico mais importante para ganhar novas pessoas para Cristo e discipulá-los.
5) Grande Ênfase no Discipulado e Treinamento de Leigos
Estando na Coréia com um grupo de 80 pastores em abril de 97, visitamos igrejas de 6.000, 12.000, 18.000, 30.000, 55.000, 82.000, e 700.000 membros. Em todas elas vimos a forte ênfase no treinamento da liderança e no discipulado dos novos convertidos. A igreja, na verdade, é um exército em ação, onde cada crente exerce o seu ministério, conforme os dons que recebeu.
6) Grande Zelo Missionário
A igreja coreana investe pesado em missões. 25% dos pastores formados na Coréia do Sul estão se consagrando às missões. Há igrejas que investem 62% do seu orçamento em evangelização e missões. Em 1995, no Estádio Olímpico de Seul, 100.000 jovens coreanos consagraram-se para a obra missionária.
Cremos que a qualidade de vida dos crentes coreanos daságua num fenomenal crescente numérico. Qualidade gera quantidade. Quando a igreja anda com Deus, Deus a faz crescer. Creio que Igreja pujante, guerreira, ousada e viva da Coréia do Sul é um modelo digno de ser imitado por nós, se queremos ver aqui nestas plagas os mesmos resultados.
Retirei este estudo do Boletim Dominical da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória (ES). Creio que é muito importante para a nossa reflexão.
A Coréia o Sul é 82 vezes menor que o Brasil em extensão territorial e apenas 3 vezes menor em população. O país tem cerca de 99.000 Km 2 e 46 milhões de habitantes, dos quais, 30% são evangélicos. A Igreja Presbiteriana representa 75% dos evangélicos e possui 10 milhões de membros. Embora a Igreja Presbiteriana da Coréia seja 28 anos mais nova que a Igreja Presbiteriana do Brasil, ela é 20 vezes maior. Enquanto os presbiterianos do Brasil representem apenas 0,3% do população, na Coréia representam 22%. Só em Seul, capital da Coréia do Sul, uma cidade com 12 milhões de habitantes, há 10 mil igrejas presbiterianas. As principais denominações evangélicas da Coréia são:
1) Presbiteriana – 10.000.000 de membros
2) Metodista – 1.500.000 membros
3) Assembléia de Deus – 1.000.000 de membros
4) Batista – 500.000 membros
As principais causa do crescimento da igreja evangélica coreana são:
1) Uma Igreja que é Cabeça e Não Cauda
A igreja sempre esteve à frente nas grandes lutas e tensões sociais, determinando o rumo das mudanças mais importantes do país. Os crentes ocupam os principais postos estratégicos de liderança da nação. A Igreja, na verdade, é a esperança da nação.
2) Uma Igreja de Mártires
Deus sempre honrou o sangue dos mártires. Como dizia Tertuliano, ilustre pai da igreja: “o sangue dos mártires é o fermento da igreja”. A plantação da igreja na Coréia do Sul foi regada por muitas lágrimas e banhada por muito sangue. Centenas de crentes foram decapitados, estrangulados e mortos com requinte da mais perversa crueldade. Milhares de cristãos foram torturados por causa de sua fé, selando com seu sangue o testemunho do evangelho.
3) Uma Igreja com Vida Intensa de Oração
Não existe na Coréia do Sul, igreja evangélica sem reunião de oração de madrugada. Eles não acreditam em crescimento da igreja sem prática efetiva e intensa de oração. Os crentes afluem para o templo de madrugada para buscar a face de Deus, mesmo sobre o frio implacável de 20 graus negativos no inverno. Os pastores oram em média de 2 a 4 horas por dia. Oração é para eles prioridade fundamental e a causa precípua do crescimento da igreja.
4) Evangelismo Através de Grupos Familiares
A base da evangelização e da comunhão dos crentes são os grupos familiares. Para eles esse é o investimento estratégico mais importante para ganhar novas pessoas para Cristo e discipulá-los.
5) Grande Ênfase no Discipulado e Treinamento de Leigos
Estando na Coréia com um grupo de 80 pastores em abril de 97, visitamos igrejas de 6.000, 12.000, 18.000, 30.000, 55.000, 82.000, e 700.000 membros. Em todas elas vimos a forte ênfase no treinamento da liderança e no discipulado dos novos convertidos. A igreja, na verdade, é um exército em ação, onde cada crente exerce o seu ministério, conforme os dons que recebeu.
6) Grande Zelo Missionário
A igreja coreana investe pesado em missões. 25% dos pastores formados na Coréia do Sul estão se consagrando às missões. Há igrejas que investem 62% do seu orçamento em evangelização e missões. Em 1995, no Estádio Olímpico de Seul, 100.000 jovens coreanos consagraram-se para a obra missionária.
Cremos que a qualidade de vida dos crentes coreanos daságua num fenomenal crescente numérico. Qualidade gera quantidade. Quando a igreja anda com Deus, Deus a faz crescer. Creio que Igreja pujante, guerreira, ousada e viva da Coréia do Sul é um modelo digno de ser imitado por nós, se queremos ver aqui nestas plagas os mesmos resultados.
Reverendo Hernandes Dias Lopes (1ª IPB – Vitória ES)
APRENDENDO A LIÇÃO DA BONDADE
APRENDENDO A LIÇÃO DA BONDADE
Esse texto é um testemunho do meu grande amigo, Reverendo Júlio Maria Caldeira Sellos (atualmente pastor da Igreja Presbiteriana de Jaburuna - Vila velha (ES); foi escrito há uns 05 anos atrás. Morávamos no mesmo prédio, pastoreávamos igrejas eram igrejas vizinhas. Extraí do boletim informativo da Sétima IPBH, e falou muuito ao meu coração, creio que falará também ao seu.
Era o ano de 1984... Naquela época eu estava na IPB em Mantena e sentia enorme prazer no contato pastoral com aqueles crentes interioranos, zelosos espiritualmente.
Que grande alegria era visitar as congregações na roça. Uma delas ficava em Bom Jardim, cabeceira do Rio Ariranha, a 25 quilômetros de Mantena. Tenho saudade do carinho e respeito com que eu era recebido nas casas humildes, onde os irmãos hospedavam o pastor e me serviam sempre bolo de melado, com leite de cabrita, adoçado com amendoim.
Em certa noite fui com meu amigo, o presbítero Luiz Oaks, dirigir o trabalho em Bom Jardim. O nosso fusquinha vermelho cortava “velozmente” a estradinha apertada com curvas perigosas e pequenos trechos de mata.
Chegamos. Pregamos. E no final, depedimo-nos de todos, apertando as mãos grossas dos presentes, mãos calejadas no cabo da enxada. Lembro-me que uma senhora idosa (dona Amélia), sorridente, aproximou-se e disse-me: “Pastor, me dá uma carona, me leva para casa”. A dona Amélia era cega, e mesmo assim andava alguns quilômetros para ir ao culto, sendo levada por sua neta, com bastante dificuldade, por causa das pedras no caminho e da travessia da pinguela.
A minha resposta para dona Amélia foi negativa. Tentei explicar-lhe que a hora era avançada e que a direção da casa dela era oposta à estrada de retorno para Mantena... E que também havia aquela “ponte” de troncos de árvores; difícil de passar, pois, devido à escuridão, o pneu do carro poderia sair fora das toras e causar acidente.
A velhinha respondeu-me: “Tudo bem, pastor, então vá com Deus”. Eu e o presbítero entramos no carro, e ela embrenhou-se pela noite fria, escura, acompanhando sua neta.
No retorno, Deus concedeu-me uma lição que jamais esquecerei... Dirigimos apenas um quilômetro da congregação e, devido uma fortíssima ventania naquela noite, tinha caído uma árvore, cujo tronco da altura de quase um metro, atravessou a estradinha. Paramos o fusca. Descemos. Não tinha como prosseguir. Naquele momento lembrei da senhora cega. E supliquei a misericórdia de Deus para a minha vida, pedindo-lhe para fazer de mim um pastor bondoso de coração.
Em seguida perguntei ao presbítero: “Tem outra estrada para Mantena...? “ Ele respondeu: “Tem sim, vamos voltar, e passar pelo patrimônio Limeira, só que teremos que passar bem na porta da casa de dona Amélia”.
Nós voltamos e ao longe, pela luz do farol, vimos dona Amélia subindo o monte. Paramos perto dela e eu abri a porta do carro, dizendo-lhe: “Entre, serva do Senhor, e perdoe ao pastor, por ter-lhe negado uma carona”.
Contei para ela o que tinha acontecido e a deixei em casa. Ali oramos juntos,,,
A bíblia tem razão: “Façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (Gálatas 6:10), pois, o fruto do Espírito é a BONDADE.
Reverendo Júlio Maria Caldeira Sellos
terça-feira, 3 de agosto de 2010
A TEOLOGIA DO SOFRIMENTO DA CRUZ
A TEOLOGIA DO SOFRIMENTO DA CRUZ (MC. 8:31-38).
31 Então, começou ele a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que, depois de três dias, ressuscitasse.
32 E isto ele expunha claramente. Mas Pedro, chamando-o à parte, começou a reprová-lo.
33 Jesus, porém, voltou-se e, fitando os seus discípulos, repreendeu a Pedro e disse: Arreda, Satanás! Porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens.
34 Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.
35 Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á.
36 Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?
37 Que daria um homem em troca de sua alma?
38 Porque qualquer que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos.
Há poucos dias atrás eu acompanhava pela televisão determinado programa "evangélico", quando percebi certa pessoa dando o testemunho de sua vida. Ele dizia que desde que ele resolveu aceitar a Cristo, tudo em sua vida passou a correr de vento em poupa. Mostrou sua loja de móveis, pertences, jóias, carros, bem como boa parte de sua fortuna, isso depois que aceitou a Jesus. Em outra reportagem, vemos outro "irmão" dizendo-se agora próspero em sua saúde. Ele era alguém muito doente, havia gastado de forma até exagerada tudo tentando recuperar a sua saúde. Só veio a solucionar o seu problema, quando Jesus "expulsou", através de uma declaração de vitória sobre os reinos das trevas, pelo "Pastor X", todos os demônios da enfermidade, quebrou todas as maldições, e declarou a vitória e a liberação de todas as bênçãos da prosperidade em sua vida. A partir daquele dia ele não seria mais escravo, ele não seria mais cauda, mas seria CABEÇA. Nos dias de hoje, ele e sua família estavam vivendo outra realidade.
De fato estes 2 exemplos demonstrados me surpreenderam bastante, isso porque ao folhear as páginas do evangelho de Marcos, observei que este evangelho parece ter tudo a ver com o que foi relatado. Uma vida de vitórias prosperidade, uma vida noutra dimensão para aquele que é cristão. Nada precisamos temer. No capítulo 1 Cristo vence o Diabo, no episódio da tentação, daí em diante só vemos bênçãos, curas, expulsão de demônios, Jesus apaziguando a tempestade (capítulos 2, 3 e 4), curando o endemoninhado gadareno, a filha da mulher siro-fenícia e a filha de Jairo (capítulo 5), demonstrou até "sucesso" sobre a fome multiplicando pães e peixes(capítulo 6). No capítulo 7 ele cura um surdo e um gago e no capítulo 8 sacia a fome de mais uma multidão. Bênçãos e mais bênçãos, quem não queria um líder assim? Diante de tanta vitória, Pedro certamente boquiaberto por ver tanta maravilha exclama, quando Jesus lhe pergunta sobre quem achavam que ele era: "Tu és o Cristo! (8:29)".
Mas a partir desta parte do Evangelho de Marcos (Mc. 8:31-38) há uma muda radical de perpectiva ministerial. Parece que Jesus quer dizer: "É hora de colocar os pés no chão!" Então começa a explicar um outro lado de seu ministério, desconhecido até então, por aqueles que o seguiam. Cristo começa a falar sobre o Sofrimento que não só ele, mas todo discípulo seu precisa passar.
1 – O SOFRIMENTO DA CRUZ FOI NECESSÁRIO PARA JESUS.
A – Porque Deus havia decretado assim (31). “... Começou a ensinar-lhes que era necessário...”
Isto é simples, meus irmãos. A cruz e os sofrimentos a advindos dela não foram uma surpresa para Cristo. Cristo sofreu e foi para a cruz, porque Deus decretou que assim o fosse. Cristo não foi pego de surpresa em Nada! A lança no lado, a coroa de espinhos, a brincadeira de “cabra cega”. Tudo estava nos planos de Deus. O que de interessante podemos tirar nisso? Simples! Deus tem o controle de tudo em suas mãos. Desde a nossa vida, quanto a cada ato de sofrimento de seu filho. O sofrimento e a cruz não foi um erro na vida de Cristo. Foi necessário que Cristo sofresse porque estava nos planos de Deus. Meus irmãos, Deus está no controle. Nada foi surpresa. Observe que foi necessário para Cristo ainda porque:
B- Porque seria testemunho do cumprimento profético aos líderes religiosos (31) fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas.
Porque será que Cristo neste texto se refere a esses homens? Porque eram estes que detinham em suas mãos o poder religioso da época. Eram estes que os que liam o Antigo Testamento e viam ali as profecias concernente à vinda e morte e ressurreição de Cristo. Eram estes que deveriam reconhecer nele o "Messias Prometido". O sofrimento foi necessário porque Cristo iria testemunhar de forma viva e real a estes homens que ele era em pessoa o Ungido de Deus, o Messias, o Verbo de Deus encarnado. Amado irmão, Cristo tinha consciência de ele o rejeitariam, e não o aceitariam de forma alguma. Testemunho Profético aos líderes porque ele deveria testemunhar que os homens são indesculpáveis diante de Deus. Seria função dos líderes então, visto que tudo se confirma em Cristo, instruir o povo, porque todas as profecias se cumpriam nele, em Cristo. O sofrimento da cruz foi ainda necessário para Jesus porque:
C- Porque Cristo triunfaria sobre Satanás sobre através do sofrimento (33) Porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens.
O sofrimento não foi derrota e sim, Vitória! Cristo foi alvo de Tentações, açoites, e tudo mais. Mas, prevaleceu, venceu. Pedro que há pouco recebeu elogios de Cristo, agora recebe uma dura repreensão. Sem perceber ele estava sendo alvo de mais um ardil satânico para livrar Cristo da cruz. Pedro representa as pessoas que não possuem discernimento espiritual, pessoas que possuem ainda a mente carnal, e que têm sido alvos de assaltos satânicos e não percebem isto. Pedro representa pessoas presunçosas, que querem negar a cruz e o sofrimento advindo dela. Perceba a presunção: "Reprovou Jesus”... Muitas pessoas pensam que Satanás queria levar Cristo a para morrer na cruz, mas a verdade é que ele queria impedir Cristo de ir à cruz. Cristo estava consciente de todo o seu sofrimento. Ele tinha consciência que deveria sofrer e passar pela morte e morte de cruz! (Fp 2:8) Ele haveria de amarrar o valente, porque ele é o mais valente. Ele iria triunfar sobre Satanás esmagar-lhe a cabeça . Cristo então ao repreender a Pedro, na realidade repreendia Satanás, porque ali se fazia um contexto seríssimo de batalha espiritual. Perceba então, meu irmão, que o sofrimento da cruz foi necessário porque Cristo triunfaria sobre Satanás, através do sofrimento? Mas há uma outra verdade no texto:
2- O SOFRIMENTO DA CRUZ É NECESSÁRO PARA A NOSSA IDENTIFICAÇÃO COM CRISTO.
A- Por meio do sofrimento identificamo-nos com Cristo, através da RENÚNCIA (34) Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue...
Observe que a partir daqui, Cristo não está falando somente aos discípulos mas à multidão (34) . Cristo diz: “A si mesmo se negue”.... Meus irmãos, nós temos vários inimigos: o mundo, o diabo e outro detectado por Cristo aqui, que é muito sutil: NÓS MESMOS. O que Cristo nos fala neste texto é que assim como ele se negou a si mesmo, nós também devemos nos negar a nós mesmos. Assim nós nos identificamos com Cristo. Negar a si mesmo trará dor, sofrimento, perda. Mas o discípulo de Cristo é aquele que segue as pisadas de Cristo e se identifica com Cristo, inclusive no sofrimento da auto-negação. Observe que esta auto-negação a nós mesmos é voluntária e espontânea. Cristo não há de nos obrigar a fazer Nada. Renuncie ao "Eu próprio" e assim você se identificará com Cristo. Em Filipenses 2:6-8 vemos que Cristo renunciou muitas coisas por nós. O que então precisa ser renunciado do seu "Eu" para você seguir a Cristo livremente e com ele se identificar? (o mundanismo, os vícios, a mente perniciosa, a língua, os xingamentos, a moda, o consumismo desenfreado?) DESENTRONIZE O deus “EU” DA SUA VIDA. Mas há ainda uma Segunda identificação:
B- Por meio do sofrimento, identificamo-nos com Cristo pela própria Cruz (34) tome a sua cruz .
Cristo diz tome a "SUA" cruz...
Assim como nos identificamos no sofrimento pela auto renúncia, também devemos nos identificar com Cristo por possuirmos a nossa cruz para "carregarmos". Há uma cruz para você! Cruz é sofrimento! Assim como Cristo sofreu ele está dizendo que você também deverá sofrer por ele. Isso é identificação. Sua cruz não é a sogra, o filho, ou seu esposo. A cruz aqui tem 2 significados. O Primeiro é o sofrimento. Identifique-se com Cristo.
Dizem que certo homem reclamava da sua cruz, dizendo para Deus que ela era muito pesada para ele. Deus o leva à "sala das cruzes" para escolher outra. Lá ele vê cruzes de todo tipo e doa mais variados tamnhos. Resolveu escolher a menor de todas. Dues lhe disse: essa é a única que você não pode escolher, pois, essa já é a que você carrega.
Neste mesmo texto, Lucas esmiuça um pouco mais ao dizer que essa cruz é para ser carregada DIA-A-DIA. (Lucas 9:23). Observe que ainda há uma terceira identificação:
C - Através do sofrimento da cruz, identificamo-nos com Cristo, por meio da morte.
Falamos que o Primeiro significado da cruz era o sofrimento . Mas há um segundo significado para cruz, é a morte (34). Cruz é SÍMBOLO DE MORTE. Todo judeu sabia que quando alguém passava caminhando em direção ao Gólgota, ali havia muito sofrimento e blasfêmias, ali havia um sofredor, ali havia um maldito! (Gl 3:13). Mas ali também havia alguém que caminhava para um caminho sem volta. Todo aquele sofrimento geraria morte. Esse alguém estava experimentando seus últimos instantes de vida, esse indivíduo iria morrer! Cristo não foi o primeiro nem o último certamente. Identifique-se com Cristo . Morra! Cristo renunciou a ele mesmo, se privou de muitas coisas por cada um de nós, Cristo sofreu carregando a Cruz dele e a sua ele não carregará!
Mas ainda é importante entender que há uma distinção entre o nosso sofrimento da cruz e o sofrimento da cruz de Cristo. O sofrimento de Cristo tem caráter expiatório (pelas suas pisaduras somos sarados - leia Isaías 53). No entanto, h´pa uma identid]ficação de sofrimento visando crucificar definitivamente o "EU". O ápice disso vemos nas palavras de Paulo, o apóstolo: Já estou crucificado com Cristo.. já não vivo eu, mas, CRISTO VIVEM EM MIM (gL. 2:20).
Identifique-se com ele morrendo em sua cruz. Por isso a cruz é o símbolo a vitória do cristianismo, Paulo falou, "longe de mim gloriar-me senão na cruz de Cristo.."(Gl 6:14). Isso porque antes da glorificação tem a cruz, ANTES DA COROA, A LUTA. O sofrimento completo te leva à morte. LER ROMANOS 6:3-5. A vida do cristão é a vida que glorifica a morte. Paulo falou: Já estou crucificado com Cristo...(Gl 2:19). ALELUIA!!! O sofrimento é portanto necessário para os homens, porque assim sendo, os homens se identificam com Cristo. Mas ainda observe que há uma terceira verdade:
3- O SOFRIMENTO DA CRUZ FOI, É, E SEMPRE SERÁ NECESSÁRIO PARA A SALVAÇÃO.
A- Porque o sofrimento da cruz nos faz entender o verdadeiro valor da vida Espiritual (37) Que daria um homem em troca de sua alma?
Estamos com este ponto, criando salvação pelo martírio, ou crendo na salvação pelas obras? Não, é claro que não. Biblicamente falando, só há um meio de ser salvo: pela graça, mediante a fé, e isso não vem de nós, é dom de Deus (Ef. 2:8-10). Cremos e consfessamos assim. No entanto, estamos afirmando que não há salvação sem dor, sem renúncia. Renunciar dói! Jesus, no versículo 34 mostra que a Vida Espiritual é muito mais importante. Para que "conquistemos a outra vida", necessário é que gastemos esta, e gastemo-la bem. LEIA JOÃO 12:24, e veja que é nes]cessário que o trigo caia por terra e morra, para gerar uma colheita abub]ndante. É preciso sofrer, e é preciso se possível morrer, mas que alcancemos o nosso direito à outra vida! Ela sobrepõe e em muito esta. Esta é passageira, a outra é eterna, nesta há injustiças, na outra só haverá justiça, nesta há tristezas, na outra, se realmente seguirmos o exemplo do grão, só haverá alegria! O sofrimento da cruz nos faz entender o verdadeiro valor da vida eterna, a vida espiritual. LER FILIPENSES 3:7. Que adianta ao homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? O que não daria em troca de sua alma? Dinheiro algum comprará o seu lugar no céu! Tudo o que quisermos dar a Deus para conquistá-la não passará de gorgetas e Ele não aceita gorgetas! O que ele deu para você foi o melhor, foi o seu próprio filho, foi o melhor dele. (Jo 3:16). Então esqueça este mundo um pouco e se preocupe com aquilo que é eterno. Ainda podemos pensar um pouco mais:
B- Porque o sofrimento da cruz demonstra o compromisso do verdadeiro cristão (38) Porque qualquer que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele.
É preciso sofrer pela causa de Cristo. E Cristo agora chega a ser enfático Aquele que se envergonhar, será envergonhado! Quando Jesus compara com Nicodemos a regeneração com o novo nascimento, é muito provável que ele esteja pensando também em todo o ambiente de dor que envolve o nascer de novo. Conheço um rapaz que lutou demais para abandonar as drogas, no tempo de sua conversão, ele chegou a pedir a um irmão que o amarrasse na cama para ele não se drogar, como esse irmão sofreu, mas como hoje, esse irmão é compromissado com Jesus! Como tem sido o seu compromisso com Cristo? Cristo não desistiu da cruz. Ele foi até o fim. Não desista. Não se envergonhe de Cristo! Cristo requer compromisso seu com ele, e compromisso aberto, não adianta disfarçar, o sofrimento, as dificuldades são à luz do dia. Cristo sofreu por mim e por ti, diante de toda a cidade, então o sofrimento da cruz de Cristo é necessário para salvação porque enfatiza o compromisso do verdadeiro servo de Deus. (Ilustrar a perseguição à Igreja nos países comunistas). Observe ainda algo mais
C- Porque o sofrimento da cruz será recompensado (38) . também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos
Aqui há uma mensagem implícita, porque assim como alguns serão envergonhados, outros serão recompensados.(Mt. 17:27). “Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida". Meu irmão e irmã, se você está sofrendo por Cristo e por sua obra, saiba seu sofrimento não é à toa! Terá recompensa. Se você tem sido um covarde e não quer aceitar o compromisso, se você tem desistido, tem corrido da cruz, tem sucumbido ante ao sofrimento do dia a dia, saiba que você também será recompensado “O salário do pecado é a morte... Quem tem posto a mão no arado olhe para trás...” Meu irmão, sofra por Cristo porque Cristo não desistiu de lutar, sofrer e morrer, porque ele contemplava a vitória. Paulo tinha bastante consciência disso, pois disse a Timóteo "Tu porém sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério". E vendo o fim de sua vida próximo conclui "Quanto a mim, já estou sendo oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado. Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está reservada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas a todos quantos amam a sua vinda (II Timóteo 4-8). Contemple também a sua carreira e viva intensamente para Cristo não importa o que irão falar a seu respeito. Cristo é o nosso alvo. E Ele não há de nos deixar sem recompensa por tudo o que sofrermos por ele (2 Co. 4:
A Bênção de Deus não é só dinheiro e saúde! Quantas pessoas à semelhança de Paulo, Elias, Jó e tantos outros citados em Hebreus 11:36-40, que chegaram ao ponto de, por Cristo, serem serrados ao meio, mas não abriram mão de sua consagração?
Chega de evangelho sintético! Chega de evangelho mascarado! Chega de lixo no meio do povo de Deus! Certamente, como falado no início este trecho do evangelho de Marcos foi escrito para mostrar que não é sempre que o evangelho é tão "prazeiroso" e da forma que se tem pregado em muitos púlpitos dos nossos dias. Então, que realmente Deus nos abençoe para que se precisarmos sofrer, seja o que for, soframos por amor a Ele, pois ele mesmo suportou grande ignomínia por nós. Graças a Deus, por Cristo Jesus, o Nosso Senhor! (Hb. 12:1-3).
Finalizo com um trecho do hino composto pr Martinho Lutero (Castelo Forte):
31 Então, começou ele a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que, depois de três dias, ressuscitasse.
32 E isto ele expunha claramente. Mas Pedro, chamando-o à parte, começou a reprová-lo.
33 Jesus, porém, voltou-se e, fitando os seus discípulos, repreendeu a Pedro e disse: Arreda, Satanás! Porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens.
34 Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.
35 Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á.
36 Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?
37 Que daria um homem em troca de sua alma?
38 Porque qualquer que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos.
Há poucos dias atrás eu acompanhava pela televisão determinado programa "evangélico", quando percebi certa pessoa dando o testemunho de sua vida. Ele dizia que desde que ele resolveu aceitar a Cristo, tudo em sua vida passou a correr de vento em poupa. Mostrou sua loja de móveis, pertences, jóias, carros, bem como boa parte de sua fortuna, isso depois que aceitou a Jesus. Em outra reportagem, vemos outro "irmão" dizendo-se agora próspero em sua saúde. Ele era alguém muito doente, havia gastado de forma até exagerada tudo tentando recuperar a sua saúde. Só veio a solucionar o seu problema, quando Jesus "expulsou", através de uma declaração de vitória sobre os reinos das trevas, pelo "Pastor X", todos os demônios da enfermidade, quebrou todas as maldições, e declarou a vitória e a liberação de todas as bênçãos da prosperidade em sua vida. A partir daquele dia ele não seria mais escravo, ele não seria mais cauda, mas seria CABEÇA. Nos dias de hoje, ele e sua família estavam vivendo outra realidade.
De fato estes 2 exemplos demonstrados me surpreenderam bastante, isso porque ao folhear as páginas do evangelho de Marcos, observei que este evangelho parece ter tudo a ver com o que foi relatado. Uma vida de vitórias prosperidade, uma vida noutra dimensão para aquele que é cristão. Nada precisamos temer. No capítulo 1 Cristo vence o Diabo, no episódio da tentação, daí em diante só vemos bênçãos, curas, expulsão de demônios, Jesus apaziguando a tempestade (capítulos 2, 3 e 4), curando o endemoninhado gadareno, a filha da mulher siro-fenícia e a filha de Jairo (capítulo 5), demonstrou até "sucesso" sobre a fome multiplicando pães e peixes(capítulo 6). No capítulo 7 ele cura um surdo e um gago e no capítulo 8 sacia a fome de mais uma multidão. Bênçãos e mais bênçãos, quem não queria um líder assim? Diante de tanta vitória, Pedro certamente boquiaberto por ver tanta maravilha exclama, quando Jesus lhe pergunta sobre quem achavam que ele era: "Tu és o Cristo! (8:29)".
Mas a partir desta parte do Evangelho de Marcos (Mc. 8:31-38) há uma muda radical de perpectiva ministerial. Parece que Jesus quer dizer: "É hora de colocar os pés no chão!" Então começa a explicar um outro lado de seu ministério, desconhecido até então, por aqueles que o seguiam. Cristo começa a falar sobre o Sofrimento que não só ele, mas todo discípulo seu precisa passar.
1 – O SOFRIMENTO DA CRUZ FOI NECESSÁRIO PARA JESUS.
A – Porque Deus havia decretado assim (31). “... Começou a ensinar-lhes que era necessário...”
Isto é simples, meus irmãos. A cruz e os sofrimentos a advindos dela não foram uma surpresa para Cristo. Cristo sofreu e foi para a cruz, porque Deus decretou que assim o fosse. Cristo não foi pego de surpresa em Nada! A lança no lado, a coroa de espinhos, a brincadeira de “cabra cega”. Tudo estava nos planos de Deus. O que de interessante podemos tirar nisso? Simples! Deus tem o controle de tudo em suas mãos. Desde a nossa vida, quanto a cada ato de sofrimento de seu filho. O sofrimento e a cruz não foi um erro na vida de Cristo. Foi necessário que Cristo sofresse porque estava nos planos de Deus. Meus irmãos, Deus está no controle. Nada foi surpresa. Observe que foi necessário para Cristo ainda porque:
B- Porque seria testemunho do cumprimento profético aos líderes religiosos (31) fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas.
Porque será que Cristo neste texto se refere a esses homens? Porque eram estes que detinham em suas mãos o poder religioso da época. Eram estes que os que liam o Antigo Testamento e viam ali as profecias concernente à vinda e morte e ressurreição de Cristo. Eram estes que deveriam reconhecer nele o "Messias Prometido". O sofrimento foi necessário porque Cristo iria testemunhar de forma viva e real a estes homens que ele era em pessoa o Ungido de Deus, o Messias, o Verbo de Deus encarnado. Amado irmão, Cristo tinha consciência de ele o rejeitariam, e não o aceitariam de forma alguma. Testemunho Profético aos líderes porque ele deveria testemunhar que os homens são indesculpáveis diante de Deus. Seria função dos líderes então, visto que tudo se confirma em Cristo, instruir o povo, porque todas as profecias se cumpriam nele, em Cristo. O sofrimento da cruz foi ainda necessário para Jesus porque:
C- Porque Cristo triunfaria sobre Satanás sobre através do sofrimento (33) Porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens.
O sofrimento não foi derrota e sim, Vitória! Cristo foi alvo de Tentações, açoites, e tudo mais. Mas, prevaleceu, venceu. Pedro que há pouco recebeu elogios de Cristo, agora recebe uma dura repreensão. Sem perceber ele estava sendo alvo de mais um ardil satânico para livrar Cristo da cruz. Pedro representa as pessoas que não possuem discernimento espiritual, pessoas que possuem ainda a mente carnal, e que têm sido alvos de assaltos satânicos e não percebem isto. Pedro representa pessoas presunçosas, que querem negar a cruz e o sofrimento advindo dela. Perceba a presunção: "Reprovou Jesus”... Muitas pessoas pensam que Satanás queria levar Cristo a para morrer na cruz, mas a verdade é que ele queria impedir Cristo de ir à cruz. Cristo estava consciente de todo o seu sofrimento. Ele tinha consciência que deveria sofrer e passar pela morte e morte de cruz! (Fp 2:8) Ele haveria de amarrar o valente, porque ele é o mais valente. Ele iria triunfar sobre Satanás esmagar-lhe a cabeça . Cristo então ao repreender a Pedro, na realidade repreendia Satanás, porque ali se fazia um contexto seríssimo de batalha espiritual. Perceba então, meu irmão, que o sofrimento da cruz foi necessário porque Cristo triunfaria sobre Satanás, através do sofrimento? Mas há uma outra verdade no texto:
2- O SOFRIMENTO DA CRUZ É NECESSÁRO PARA A NOSSA IDENTIFICAÇÃO COM CRISTO.
A- Por meio do sofrimento identificamo-nos com Cristo, através da RENÚNCIA (34) Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue...
Observe que a partir daqui, Cristo não está falando somente aos discípulos mas à multidão (34) . Cristo diz: “A si mesmo se negue”.... Meus irmãos, nós temos vários inimigos: o mundo, o diabo e outro detectado por Cristo aqui, que é muito sutil: NÓS MESMOS. O que Cristo nos fala neste texto é que assim como ele se negou a si mesmo, nós também devemos nos negar a nós mesmos. Assim nós nos identificamos com Cristo. Negar a si mesmo trará dor, sofrimento, perda. Mas o discípulo de Cristo é aquele que segue as pisadas de Cristo e se identifica com Cristo, inclusive no sofrimento da auto-negação. Observe que esta auto-negação a nós mesmos é voluntária e espontânea. Cristo não há de nos obrigar a fazer Nada. Renuncie ao "Eu próprio" e assim você se identificará com Cristo. Em Filipenses 2:6-8 vemos que Cristo renunciou muitas coisas por nós. O que então precisa ser renunciado do seu "Eu" para você seguir a Cristo livremente e com ele se identificar? (o mundanismo, os vícios, a mente perniciosa, a língua, os xingamentos, a moda, o consumismo desenfreado?) DESENTRONIZE O deus “EU” DA SUA VIDA. Mas há ainda uma Segunda identificação:
B- Por meio do sofrimento, identificamo-nos com Cristo pela própria Cruz (34) tome a sua cruz .
Cristo diz tome a "SUA" cruz...
Assim como nos identificamos no sofrimento pela auto renúncia, também devemos nos identificar com Cristo por possuirmos a nossa cruz para "carregarmos". Há uma cruz para você! Cruz é sofrimento! Assim como Cristo sofreu ele está dizendo que você também deverá sofrer por ele. Isso é identificação. Sua cruz não é a sogra, o filho, ou seu esposo. A cruz aqui tem 2 significados. O Primeiro é o sofrimento. Identifique-se com Cristo.
Dizem que certo homem reclamava da sua cruz, dizendo para Deus que ela era muito pesada para ele. Deus o leva à "sala das cruzes" para escolher outra. Lá ele vê cruzes de todo tipo e doa mais variados tamnhos. Resolveu escolher a menor de todas. Dues lhe disse: essa é a única que você não pode escolher, pois, essa já é a que você carrega.
Neste mesmo texto, Lucas esmiuça um pouco mais ao dizer que essa cruz é para ser carregada DIA-A-DIA. (Lucas 9:23). Observe que ainda há uma terceira identificação:
C - Através do sofrimento da cruz, identificamo-nos com Cristo, por meio da morte.
Falamos que o Primeiro significado da cruz era o sofrimento . Mas há um segundo significado para cruz, é a morte (34). Cruz é SÍMBOLO DE MORTE. Todo judeu sabia que quando alguém passava caminhando em direção ao Gólgota, ali havia muito sofrimento e blasfêmias, ali havia um sofredor, ali havia um maldito! (Gl 3:13). Mas ali também havia alguém que caminhava para um caminho sem volta. Todo aquele sofrimento geraria morte. Esse alguém estava experimentando seus últimos instantes de vida, esse indivíduo iria morrer! Cristo não foi o primeiro nem o último certamente. Identifique-se com Cristo . Morra! Cristo renunciou a ele mesmo, se privou de muitas coisas por cada um de nós, Cristo sofreu carregando a Cruz dele e a sua ele não carregará!
Mas ainda é importante entender que há uma distinção entre o nosso sofrimento da cruz e o sofrimento da cruz de Cristo. O sofrimento de Cristo tem caráter expiatório (pelas suas pisaduras somos sarados - leia Isaías 53). No entanto, h´pa uma identid]ficação de sofrimento visando crucificar definitivamente o "EU". O ápice disso vemos nas palavras de Paulo, o apóstolo: Já estou crucificado com Cristo.. já não vivo eu, mas, CRISTO VIVEM EM MIM (gL. 2:20).
Identifique-se com ele morrendo em sua cruz. Por isso a cruz é o símbolo a vitória do cristianismo, Paulo falou, "longe de mim gloriar-me senão na cruz de Cristo.."(Gl 6:14). Isso porque antes da glorificação tem a cruz, ANTES DA COROA, A LUTA. O sofrimento completo te leva à morte. LER ROMANOS 6:3-5. A vida do cristão é a vida que glorifica a morte. Paulo falou: Já estou crucificado com Cristo...(Gl 2:19). ALELUIA!!! O sofrimento é portanto necessário para os homens, porque assim sendo, os homens se identificam com Cristo. Mas ainda observe que há uma terceira verdade:
3- O SOFRIMENTO DA CRUZ FOI, É, E SEMPRE SERÁ NECESSÁRIO PARA A SALVAÇÃO.
A- Porque o sofrimento da cruz nos faz entender o verdadeiro valor da vida Espiritual (37) Que daria um homem em troca de sua alma?
Estamos com este ponto, criando salvação pelo martírio, ou crendo na salvação pelas obras? Não, é claro que não. Biblicamente falando, só há um meio de ser salvo: pela graça, mediante a fé, e isso não vem de nós, é dom de Deus (Ef. 2:8-10). Cremos e consfessamos assim. No entanto, estamos afirmando que não há salvação sem dor, sem renúncia. Renunciar dói! Jesus, no versículo 34 mostra que a Vida Espiritual é muito mais importante. Para que "conquistemos a outra vida", necessário é que gastemos esta, e gastemo-la bem. LEIA JOÃO 12:24, e veja que é nes]cessário que o trigo caia por terra e morra, para gerar uma colheita abub]ndante. É preciso sofrer, e é preciso se possível morrer, mas que alcancemos o nosso direito à outra vida! Ela sobrepõe e em muito esta. Esta é passageira, a outra é eterna, nesta há injustiças, na outra só haverá justiça, nesta há tristezas, na outra, se realmente seguirmos o exemplo do grão, só haverá alegria! O sofrimento da cruz nos faz entender o verdadeiro valor da vida eterna, a vida espiritual. LER FILIPENSES 3:7. Que adianta ao homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? O que não daria em troca de sua alma? Dinheiro algum comprará o seu lugar no céu! Tudo o que quisermos dar a Deus para conquistá-la não passará de gorgetas e Ele não aceita gorgetas! O que ele deu para você foi o melhor, foi o seu próprio filho, foi o melhor dele. (Jo 3:16). Então esqueça este mundo um pouco e se preocupe com aquilo que é eterno. Ainda podemos pensar um pouco mais:
B- Porque o sofrimento da cruz demonstra o compromisso do verdadeiro cristão (38) Porque qualquer que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele.
É preciso sofrer pela causa de Cristo. E Cristo agora chega a ser enfático Aquele que se envergonhar, será envergonhado! Quando Jesus compara com Nicodemos a regeneração com o novo nascimento, é muito provável que ele esteja pensando também em todo o ambiente de dor que envolve o nascer de novo. Conheço um rapaz que lutou demais para abandonar as drogas, no tempo de sua conversão, ele chegou a pedir a um irmão que o amarrasse na cama para ele não se drogar, como esse irmão sofreu, mas como hoje, esse irmão é compromissado com Jesus! Como tem sido o seu compromisso com Cristo? Cristo não desistiu da cruz. Ele foi até o fim. Não desista. Não se envergonhe de Cristo! Cristo requer compromisso seu com ele, e compromisso aberto, não adianta disfarçar, o sofrimento, as dificuldades são à luz do dia. Cristo sofreu por mim e por ti, diante de toda a cidade, então o sofrimento da cruz de Cristo é necessário para salvação porque enfatiza o compromisso do verdadeiro servo de Deus. (Ilustrar a perseguição à Igreja nos países comunistas). Observe ainda algo mais
C- Porque o sofrimento da cruz será recompensado (38) . também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos
Aqui há uma mensagem implícita, porque assim como alguns serão envergonhados, outros serão recompensados.(Mt. 17:27). “Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida". Meu irmão e irmã, se você está sofrendo por Cristo e por sua obra, saiba seu sofrimento não é à toa! Terá recompensa. Se você tem sido um covarde e não quer aceitar o compromisso, se você tem desistido, tem corrido da cruz, tem sucumbido ante ao sofrimento do dia a dia, saiba que você também será recompensado “O salário do pecado é a morte... Quem tem posto a mão no arado olhe para trás...” Meu irmão, sofra por Cristo porque Cristo não desistiu de lutar, sofrer e morrer, porque ele contemplava a vitória. Paulo tinha bastante consciência disso, pois disse a Timóteo "Tu porém sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério". E vendo o fim de sua vida próximo conclui "Quanto a mim, já estou sendo oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado. Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está reservada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas a todos quantos amam a sua vinda (II Timóteo 4-8). Contemple também a sua carreira e viva intensamente para Cristo não importa o que irão falar a seu respeito. Cristo é o nosso alvo. E Ele não há de nos deixar sem recompensa por tudo o que sofrermos por ele (2 Co. 4:
Conclusão:
Para entendermos um pouco melhor nosso estudo: NÃO ENSINAMOS QUE: A) Só porque sofro, sou salvo, B) Quem não está sofrendo, está indo para o inferno, C) Que todo sofrimento é bênção de Deus. Os cristão verdadeiros não são masoquistas. E não estou com esta mesagem fazendo apologia ao sofrimento. Só estou dizendo que Deus é soberano para nos "polir", nos melhorar e grandemente nos abençoar através do próprio sofrimento (Jo 15:20; 16:33). Estou enfatizando que Cristo não prometeu a seus discípulos, nem a nós, muitas vantagens para esta presente era. Precisamos urgentemente voltar, convergir ao equilíbrio. Estou te desafiando a ser sincero com Deus, não barganhar "ninharias", não usar de meios ilícitos. Acredito que estes irmãos citados no começo da mensagem podem até terem sidos abençoados por Deus, mas será que outros que estão sofrendo por Cristo, não estão sendo abençoados? Não estão sendo visitados e até mesmos honrados pelo próprio Deus, à semelhança de Jó? Irmãos que, em meio aos seus traumas e dificuldades (sejam estas de qual espécie forem), são prósperos!A Bênção de Deus não é só dinheiro e saúde! Quantas pessoas à semelhança de Paulo, Elias, Jó e tantos outros citados em Hebreus 11:36-40, que chegaram ao ponto de, por Cristo, serem serrados ao meio, mas não abriram mão de sua consagração?
Chega de evangelho sintético! Chega de evangelho mascarado! Chega de lixo no meio do povo de Deus! Certamente, como falado no início este trecho do evangelho de Marcos foi escrito para mostrar que não é sempre que o evangelho é tão "prazeiroso" e da forma que se tem pregado em muitos púlpitos dos nossos dias. Então, que realmente Deus nos abençoe para que se precisarmos sofrer, seja o que for, soframos por amor a Ele, pois ele mesmo suportou grande ignomínia por nós. Graças a Deus, por Cristo Jesus, o Nosso Senhor! (Hb. 12:1-3).
Finalizo com um trecho do hino composto pr Martinho Lutero (Castelo Forte):
Se nos quisessem devorar demônios não contados
Não nos iriam perturbar, nem ver-nos assustados
o príncioe do mal com seu plano infernal
Já condenado está, vencido cairá,
POR UMA SÓ PALAVRA.
Que o nosso bondoso Deus possa te visitar, te consolar, e abrir os olhos espirituais em meio aos seus sofrimentos.
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