terça-feira, 23 de julho de 2013

MENOS, BATISTA, MENOS...

Estava em Monte Dourado, no vale do Rio Jari, aonde vou mensalmente para lecionar para um grupo de servos de Jesus e da sua igreja. Um privilégio dado por Deus, o de trabalhar na formação de obreiros. Vêm irmãos de Vitória do Jari, Laranjal do Jari e Munguba (do Amapá), Almeirim e Monte Dourado (do Pará). Estudo sério, um bom café, e sempre um bom peixe, no sábado.
Normalmente hospedo-me na casa do Sales, irmão da igreja local. Desta última vez, um galo tresloucado começou a cantar de madrugada, e às 10 da manhã ainda cantava. Que fôlego (e que falta do que fazer!) do penoso galináceo! Sales disse que foi presente de uma irmã da igreja para seu filho. E ela deu-lhe logo dois galos! Citei-lhe um “provérbio” maldoso: “Quer se vingar de um inimigo? Dê uma corneta para o filho dele!”. A irmã deve ter querido se vingar dele… Dois galos! E, no ensejo, contei a história do galo que se julgava o mais poderoso da fazenda onde morava. Mais poderoso que o boi, o cavalo e até mesmo que o dono da fazenda. É que quando ele cantava, o sol nascia. Só ele conseguia fazer isso. Nem o fazendeiro! O sol nascia porque ele cantava.
Uma noite, o galo ficou na farra até altas horas, perdeu o tempo, e só acordou às 9. O sol já ia alto. Consternado, ele descobriu que, cantasse ou não, o sol nasceria. Ele não era tão importante assim. Até entrou em crise existencial. Não era o que pensava…
Há gente como este galo. Julga-se muito importante. Sem elas o mundo não iria bem, ou a igreja afundaria. “Quero ver a igreja se virar sem mim!”, diz o crente vaidoso. Ou “Se não fosse por mim, o reino de Deus não avançaria!”, pensa o obreiro com complexo deste galo da história. Há famílias donas de igrejas (e como há!) que pensam que sem elas a igreja morreria. São pessoas que têm um conceito mais alto de si do que deveriam ter. Talvez a igreja melhorasse muito se elas saíssem! Vez por outra, no Facebook (onde há coisas boas, mas medram bobagens alimentadas pela falta de senso analítico, ausência cada vez mais aguda no cenário evangélico) aparece um quadro com esta mensagem: “Você é insubstituível!”. Aliás, título de um livro de autoajuda, da autoria de um escritor famoso. Todas as vezes que vejo tal quadro me recordo de uma frase: “Os cemitérios estão cheios de insubstituíveis!”. O mundo funcionava sem nós. E depois que nos formos, o mundo ainda funcionará.
E também o reino de Deus. Para cada Moisés Deus tem um Josué. Para cada Elias Deus tem um Eliseu. Para um Judas que se vai, há um Matias que vem, e que até melhora o ambiente. Deus é Soberano. Usa quem quer, quando quer, e não deve nada a ninguém por isso. Usou a Assíria para disciplinar Israel, o Norte, e exclamou: “Ai da Assíria, a vara da minha ira!” (Is 10.5). Usou a Assíria, mas esta não ficou com crédito junto a ele. Ele a julgou. Nações e pessoas são instrumentos, apenas. O sujeito das ações é ele. O autor da história é ele. A glória é dele. O reino é dele, não nosso. A igreja é dele, não nossa. Só ele é insubstituível. Aliás, ele é O INSUBSTITUÍVEL.
O serviço cristão não é, como alguns dimensionam, algo a ser feito para ajudar a Deus nem para salvar a igreja de uma hecatombe espiritual. Deus não precisa de salvadores e a igreja é muito maior e muito mais poderosa do que pensamos. Ela sobreviveu a pessoas melhores e a pessoas piores que nós. Ela sobreviveu à perda de um Paulo e ao surgimento de um Nero. Ela é de Jesus e exatamente por isso nunca será vencida.
O serviço cristão é útil, sim, ao reino e à igreja. Isto é inegável. Mas se falharmos, o reino e igreja continuam. Deus não fica desorientado porque perdeu um auxiliar de ponta. Ele não é alguém patético, mas é o Senhor. “Socorro e livramento virão de outra parte” (Ester 4.14). Ele terá outros para o serviço. Mas o serviço é, também, para termos senso de utilidade. Para mostrarmos nossa gratidão a Jesus (“O amor de Cristo nos constrange”- 2Co 5.14). Para nos realizarmos como filhos de Deus. Quem serve com alegria é sempre abençoado. Não vive buscando bênçãos. Sua bênção maior é servir. Quer glória maior que esta?
Sou pastor de uma igreja que foi muito machucada. E como é uma igreja amorosa e sensível, presumo que sua dor seja mais aguda do que se fosse uma igreja insensível em relacionamentos. Sei que sou útil a ela. Sou obreiro numa região carente. Mas não sou um herói. Nem um benemérito espiritual. Minha igreja me é mais útil que eu para ela. Meu campo me é mais útil que eu para ele. Dão-me, igreja e campo, oportunidade de me realizar como crente em Jesus (o pastor não deixa de ser um crente em Jesus!). Posso fazer alguma coisa para meu Salvador. O serviço cristão não é para nossa glória. É para nós glorificarmos a Deus. É uma oportunidade para mostrarmos nosso amor a Jesus. Bem aventurado quem tem um espaço para ser servo. A grande bênção da vida cristã é ser útil. Porque o serviço cristão enriquece o servo. Dá uma dimensão enorme à sua vida. Servir beneficia mais a quem serve que a Deus. Ele anda bem sem nós. Nós não andamos bem sem ele. Nossa vida tem mais sentido quando somos instrumentos dele.
O galo que ficou na gandaia e perdeu a hora me lembra de um personagem de humor (humor fraco, mas humor) da televisão. Um personagem chamado Batista elogiava muito o chefe e este apenas dizia: “Menos Batista, menos…”. Pois, se alguém pensa de si mesmo que é o galo que faz o sol nascer, fica esta palavra: “Menos Batista, menos…”. Seja servo.

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

quinta-feira, 18 de julho de 2013

OUVIR A VOZ DE DEUS

"A voz do SENHOR é poderosa; a voz do SENHOR é cheia de majestade." Salmos 29:4. 
O mundo moderno, com seu legado positivista, nos ensina a ler com os olhos e refletir com a mente. No entanto, precisamos redescobrir o lugar do ouvir a voz de Deus e como acolhê-la no nosso coração.
Em minha jornada pessoal, o início de cada ano sempre foi caracterizado por muita reflexão e tomada de decisões em relação aos próximos passos de minha vida. Essa época, e também a proximidade da data em que comemoro mais um aniversário, me proporcionam o cenário adequado para momento mais íntimo de avaliação interior e consequente percepção da agenda de Deus para minha vida e história.
Envolvido por este exercício, fui levado a me questionar:  
O que mais necessito neste momento de minha existência?
Qual é a minha maior necessidade para a continuidade de minha jornada? 
O que devo buscar como essencial nos próximos dias, semanas e meses de minha vida? 
A conclusão a que cheguei foi de que eu preciso ouvir mais a voz de Deus em meu coração. Ela é essencial para a ordem de minha vida e para o sentido de minha história.
A história da salvação, conforme registrada nas páginas da Bíblia, tem seu início com o relato da criação do universo. Em Gênesis 1:2, encontramos a afirmação de que “a Terra era sem forma e vazia”. A palavra normalmente utilizada pelos estudiosos para definir esse estado “sem forma” e “vazio” da terra é caos, ou seja, ausência de ordem ou completa confusão. Este é o universo antes que a voz de Deus ecoe nele e através dele. Mas, imediatamente após tal descrição, encontramos uma frase que dá início a uma grande transformação no cenário. Por onze vezes, ao longo daquele capítulo, o autor de Gênesis faz uso da seguinte frase: “Disse Deus”. A partir do momento em que a voz de Deus ecoa no caos, tudo, gradativamente, passa a ganhar forma e ordem. Na medida em que a voz de Deus é ouvida, o caos se dissipa e a vida, em sua plenitude, se instala.
É surpreendente observar como o fantástico cenário que nos é oferecido no relato da Criação se transforma numa espécie de padrão ao longo da história bíblica, assim como em nossas vidas. Onde a voz de Deus não é mais percebida ou ouvida, gradativamente, o caos se instala e a vida se esvai. Contudo, quando a voz de Deus volta a ecoar num coração ou volta a ser ouvida numa situação, mais uma vez, o caos se dissipa e a vida se reorganiza.
Assim também acontece em nossa própria vida. Existem momentos em que passamos a nos dedicar tão exaustivamente a atender as demandas dos que nos cercam, a corresponder aos desafios que nos são lançados e a cumprir os papéis que nos são impostos, que nossa vida pode se transformar em um verdadeiro caos. Em momentos assim, não faltam compromissos e movimentos em nossas agendas; tudo, no entanto, se torna “sem forma” e “vazio”.
Quando nossas prioridades não estão alinhadas com nossa vocação e nossos esforços estão desprovidos de propósito, é aí que devemos nos render à necessidade de “ouvir mais a voz de Deus”. Somente esta voz, quando ecoa em nossos corações, tem o poder de dissipar o caos que se instala em nossas vidas. Só ela pode nos levar a reencontrar a ordem interior, lembrando-nos de quem realmente somos e para quê fomos efetivamente chamados.
Minha constatação sobre a necessidade de ouvir mais a voz de Deus me conduz a outras perguntas: 
Como podemos ouvi-la de forma mais consistente no nosso coração?
Como podemos discernir de forma mais clara a voz de Deus em meio a tantas outras vozes, inclusive as de nossa alma, que tentam nos impor suas agendas?
Em primeiro lugar, para ouvirmos a voz de Deus com mais consistência e discernimento, precisamos demonstrar que tal anseio é realmente prioritário em nossa vida. Isso implica em nos assentarmos mais vezes na presença do Senhor em solitude, silêncio e total atenção, na expectativa de ouvi-Lo falar. Afinal, como poderemos ouvir a voz do Senhor se não encontrarmos tempo para nos assentarmos com Ele e Lhe dedicarmos total atenção?
Em segundo lugar, para ouvirmos a voz de Deus com mais consistência e discernimento, precisamos redescobrir a capacidade de ler as Escrituras “com os ouvidos” e acolher a Palavra “com o coração”. O mundo moderno, com seu legado positivista, nos ensina a ler com os olhos e refletir com a mente. Creio na importância dos olhos atentos e da reflexão profunda, no entanto, precisamos redescobrir o lugar do ouvir a voz de Deus, e como acolher Seu falar em nossos corações.
Em terceiro lugar, para ouvirmos a voz de Deus com mais consistência e discernimento, precisamos nos comprometer no desenvolvimento de relacionamentos com pessoas que tenham o mesmo anseio e disposição. Pessoas envolvidas com o mesmo propósito podem nos ajudar, com suas próprias experiências nessa caminhada. No entanto, pessoas desinteressadas pela voz de Deus apenas contribuem com a sobrecarga de demandas, desafios e papéis que sempre podem nos levar para bem longe de nossa identidade e vocação.

Por: Rev. Ricardo Agreste - Ampliado de Cristianismo Hoje.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

O OFÍCIO DE PRESBÍTERO E DIÁCONO

A igreja Presbiteriana reconhece 2 ofícios na igreja: Presbíteros e diáconos. Chama-se Presbiteriana por ser liderada por um colegiado de homens denominados presbíteros. O termo presbítero é uma transliteração do grego (presbyteros) e significa “ancião”, reportando-se à experiência e sabedoria dessa pessoa. Em Israel os anciãos eram tidos como as pessoas mais sábias e experientes, dignas de serem ouvidas e obedecidas (Pv 16:31; 20:29). Contudo o Novo Testamento faz uso também da expressão “bispo” (episkopos)que significa “supervisor” como um termo comum que se aplica também à pessoa presbítero também. Paulo se refere aos presbíteros em Éfeso como “bispos” em seu sermão de despedida de Atos 20.17-35. Da mesma forma, “bispo” em Tito 1.7 é um sinônimo para o termo “presbítero” usado no versículo 5. A maioria dos estudiosos reconhece isso, como J. B. Lightfoot já observou no século 19: “É um fato agora em geral reconhecido por teólogos de todas as matizes de opinião, que na linguagem do Novo Testamento o mesmo ofício na Igreja é chamado indiferentemente de ‘bispo [supervisor]’ e ‘ancião’ ou ‘presbítero’.
De acordo com o Novo Testamento, os presbíteros são responsáveis pela liderança e supervisão de uma igreja local. A função e o papel de um presbítero é bem resumida por Alexander Strauch em seu livro Biblical Eldership: “Os presbíteros: 1) Llideram a igreja [1Tm 5.17; Tito 1.7; 1 Pedro 5.1-2], 2) Ensinam e pregam a Palavra [1 Timóteo 3.2; 2 Timóteo 4.2; Tito 1.9], 3) Protegem a igreja de falsos mestres [Atos 20.17, 28-31], 4) Exortam e admoestam os santos na sã doutrina [1 Timóteo 4.13; 2 Timóteo 3.13-17; Tito 1.9], 5) Visitam e oram pelos doentes [Tiago 5.14; Atos 20.35], e 6) Julgam questões doutrinárias [Atos 15.16]. Em terminologia bíblica, presbíteros pastoreiam, supervisionam, lideram e cuidam da igreja”.
Veja abaixo as qualificações e deveres do presbítero e do diácono de acordo com alguns artigos da Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil:
Artigo 25 – A Igreja exerce as suas funções na esfera da doutrina, governo e beneficência, mediante oficiais que se classificam em: a) ministros do Evangelho ou presbíteros docentes; b) presbíteros regentes; c) diáconos.
§ 1º - Estes ofícios são permanentes, mas o seu exercício é temporário.
§ 2º - Para o oficialato só poderão ser votados homens maiores de 18 anos e civilmente capazes.
Artigo 50 - O Presbítero regente é o representante imediato do povo, por este eleito e ordenado pelo Conselho, para, juntamente com o pastor, exercer o governo e a disciplina e zelar pelos interesses da Igreja a que pertencer, bem como pelos de toda a comunidade, quando para isso eleito ou designado.
Artigo 51 - Compete ao Presbítero: a) levar ao conhecimento do Conselho as faltas que não puder corrigir por meio de admoestações particulares; b) auxiliar o pastor no trabalho de visitas; c) instruir os neófitos, consolar os aflitos e cuidar da infância e da juventude; d) orar com os crentes e por eles;  e) informar o pastor dos casos de doenças e aflições; f) distribuir os elementos da Santa Ceia; g) tomar parte na ordenação de ministros e oficiais; h) representar o Conselho no Presbitério, este no Sínodo e no Supremo Concílio.
Artigo 52 - O presbítero tem nos Concílios da Igreja autoridade igual a dos ministros.
Artigo 53 - O diácono é o oficial eleito pela Igreja e ordenado pelo Conselho, para, sob a supervisão deste, dedicar-se especialmente: a) à arrecadação de ofertas para fins piedosos; b) ao cuidado dos pobres, doentes e inválidos; c) à manutenção da ordem e reverência nos lugares reservados ao serviço divino; d) exercer a fiscalização para que haja boa ordem na Casa de Deus e suas dependências.
Artigo 54 - O exercício do presbiterato e do diaconato limitar- se-á ao período de cinco anos, que poderá ser renovado.
Artigo - O presbítero e o diácono devem ser assíduos e pontuais no cumprimento de seus deveres, irrepreensíveis na moral, sãos na fé, prudentes no agir, discretos no falar e exemplos de santidade na vida.
Artigo 56 - As funções de presbítero ou de diácono cessam quando: a) terminar o mandato, não sendo reeleito; b) mudar-se para lugar que o impossibilite de exercer o cargo; c) for deposto; d) ausentar-se sem justo motivo, durante seis meses, das reuniões do Conselho, se for presbítero e da junta diaconal, se for diácono; e) for exonerado administrativamente ou a pedido, ouvida a Igreja.
Artigo 113 - Eleito alguém que aceite o cargo, e, não havendo objeção do Conselho, designará este o lugar, dia e hora da ordenação e instalação, que serão realizadas perante a igreja.

Artigo 114 - Só poderá ser ordenado e instalado quem depois de instruído, aceitar a doutrina, o governo e a disciplina da Igreja Presbiteriana do Brasil, devendo a Igreja prometer tributar-lhe honra e obediência no Senhor, segundo a Palavra de Deus e esta Constituição.

sábado, 29 de junho de 2013

04 CONSIDERAÇÕES SOBRE O ENCHIMENTO DO ESPÍRITO

A bíblia diz que Josué, Miquéias, João Batista, Zacarias, Jesus, Pedro, Estêvão, Paulo, os apóstolos e diversos crentes “comuns”, todos ficaram cheios do Espírito Santo. A partir do Pentecostes, a bíblia nos dá 04 ordens acerca do nosso relacionamento com a 3ª Pessoa da Trindade: 1) Não tentar o Espírito (At. 5:9); 2) Não entristecer o Espírito (Ef.4:30); 3) Não apagar o Espírito (1ª Ts. 5:19); 4) Encher-se o Espírito (Ef. 5:18). É sobre    essa  única 
 Ordem positiva que trataremos neste artigo.  Vejamos algumas considerações sobre a frase “enchei-vos do Espírito”. 
1- O VERBO ESTÁ NO PLURAL – “enchei-Vos” – É para todos – Não é uma possibilidade para uma elite; para  pastor, o presbítero ou para a “irmã abençoada”, mas uma REALIDADE possível a todos. É para criança, velho e adolescente; é para o rico e para o pobre; para o “afro descendente” e para o branco; para o “doutor” e para o iletrado. Joel profetizou e Pedro identificou:nos últimos dias derramarei meu Espírito sobre toda carne” (Jl 2:28-30; At 2:15,18).
2- O VERBO ESTÁ NA VOZ PASSIVA – Na língua grega (original) a ideia deste texto é: deixai-vos serdes cheios do Espírito. Não somos nós que nos enchemos; nós é que somos cheios. Reverendo Hernandes Dias Lopes diz que “o sentido não é quanto mais nós temos do Espírito, mas, o quanto o Espírito tem de mim”. No entanto, precisamos fazer algo? Sim! Parar de tentar, parar entristecer, e parar de apagar o Espírito.  Em Cantares 5:2-8, a amada demorou a abrir a porta, e o noivo se foi... Pare de resistir à obra do Espírito. J. Edwards diz: seremos imergidos no oceano profundo do amor de Deus, e amados de forma inimaginável...
3- O VERBO ESTÁ NO TEMPO CONTÍNUO – No grego há 02 tempos verbais: Aoristo e Presente Contínuo. O Aoristo significa uma ação única. Jesus mandou encher as talhas de água, em João 2:7. Encheram-nas de uma vez, acabou, as talhas estavam cheias. Em Efésios 5:18 é Presente Contínuo; a ideia é: “enchei-vos enchendo-vos...” É transbordar, é “esburrar” do Espírito.
4- O VERBO É UMA ORDEM – Não é uma alternativa; uma opção, mas um mandamento de Deus. Ser cheio do Espírito é obrigatório. Pense na seriedade desta verdade. Se encher-se do Espírito é uma ordem, uma determinação de Deus para todo cristão, e não estou cumprindo-a, então, estou em desobediência, em pecado, em rebelião contra Deus!! Digo sempre a meus filhos: “Ordem não é para ser questionada, é para ser obedecida! Manda quem pode, obedece quem tem juízo!” E mais: “Quem desobedece está sujeito às sanções, às penalidades da lei”.
Você tem procurado encher-se do Espírito Santo?

quarta-feira, 22 de maio de 2013

terça-feira, 21 de maio de 2013

SACERDÓCIO REAL (2) - SÉRIE: OS 04 MARAVILHOSOS PRIVILÉGIOS CONCEDIDOS AO POVO DE DEUS


Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia. 1 Pedro 2.9,10

INTRODUÇÃO
Estamos estudando uma série de 04 sermões baseados no texto de 1ª Pedro 2:9. No tema é : os 04 maravilhosos privilégios que caracterizam o povo do Deus. Vimos que o Pedro escreveu sua Epístola aos forasteiros da dispersão (1;1), ou seja, para o povo de Deus que estava espalhado, disperso, vivendo fora de sua pátria, nas regiões do Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia. 1ª de Pedro é uma epístola de encorajamento, com o fim de animar os crentes para “não se amoldarem às paixões que tinham antes na ignorância” (1.14). Pedro usa a expressão “vós, PORÉM,” para indicar há uma clara ruptura entre os incrédulos desobedientes e o povo de Deus.
Ele, então, apresenta 04 MARAVILHOSOS PRIVILÉGIOS QUE CARACTERIZAM O POVO DE DEUS: VÓS, PORÉM, SOIS: 1) RAÇA ELEITA, 2) SACERDÓCIO REAL, 3) NAÇÃO SANTA, 4) POVO DE PROPRIEDADE EXCLUSIVA DE DEUS. O primeiro privilégio nos direciona (aponta) à nossa origem (Raça eleita). SACERDÓCIO REAL nos conduz à nossa FUNÇÃO.

2º PRIVILÉGIO – SACERDÓCIO REAL
Ao dizer “vós porém sois Sacerdócio Real”, Pedro entende que a Promessa de Êxodo 19:6 feita pela boca do próprio Deus, há mais de 3000 anos antes de sua época, está se cumprindo nos seus dias. O tempo, o momento é histórico.
Agora, qual e relevância disso, de se entender SACERDÓCIO REAL, num tempo em que o Povo de Deus (igreja) que está espalhado, sofrendo perseguição mundo afora. Qual a Relevância; qual a Importância disso? Pedro está dizendo, em relação ao passado houve uma AMPLIAÇÃO EM TERMOS CORPORATIVOS, ESPACIAIS E TEMPORAIS (VEJA NA PRIMEIRA PARTE DESTA MENSAGEM NESTES MESMO BLOG). MAS, prosseguindo veja mais a ampliação em relação ao Antigo Testamento, quando nos dizemos Sacerdotes reais:
A-      Houve uma Ampliação em termos de MinistraçãoDiga bem forte:O nosso serviço espiritual, o nosso sacrifício oferecido em Cristo é muito mais excelente
O próprio "serviço sacerdotal", foi ampliado. Veja o que diz Hebreus 10:4: “porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados”Agora contraste com 1ª Pedro 2:5: “também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo. EXPLICO MELHOR. Vejamos 3 fatos que evidenciam esta ampliação do sacerdócio real:
Ø  Os Sacrifícios do passado eram carnais (animais), o nosso são sacrifícios espirituais -  a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais
Enquanto os sacrifícios do AT eram animais mortos. No tempo de Malaquias alguns ofereciam animais mortos. Malaquias 1:8 nos informa que houve, inclusive, uma época em que o povo estava tão afastado de Deus que levava para o sacrifício animais doentes, aleijados: “Quando trazeis animal cego para o sacrificardes, não é isso mal? E, quando trazeis o coxo ou o enfermo, não é isso mal? Ora, apresenta-o ao teu governador; acaso, terá ele agrado em ti e te será favorável? — diz o SENHOR dos Exércitos”. Mas o nossos sacrifícios não são carnais, são espirituais, ou sejam, são direcionados pelo Espírito Santo. João 4:24 diz que “Deus é espírito, e importa que os seus adoradores o adores em espírito”, ou seja, espiritualmente. Não é algo fabricado pela carne, mas, sob o controle, sob a direção do Espírito. Nossos sacrifícios são sacrifícios espirituais
Mas, ainda, em segundo lugar houve uma ampliação em termos de ministração porque
Ø  Os Sacrifícios do passado eram Repugnantes (animais fedorentos), o nosso são sacrifícios espirituais agradáveis
Imagine o odor repugnante que havia no templo. Todo dia o sacerdote deveria derramar sangue de manhã e à tarde. Imagine a quantidade de moscas. Imagine se a Vigilância Sanitária fizesse uma “varredura” no tabernáculo, ou na  “igreja”... Imagine o odor fétido de sangue podre... Agora, imagine que um dos sacrifícios chamava-se “sacrifício de aroma suave”. A ideia é que Deus aspirava o odor do serviço espiritual....
Houve uma ampliação porque não somente não mais oferecemos animais mortos, animais doentes e fedorentos, mas também oferecemos sacrifícios espirituais AGRADÁVEIS, pois, oferecemos nosso sacrifício em Cristo. Não oferecemos bode fedido e doente, oferecemos a Deus, Jesus. Oh aleluia!! Já percebeu que, quando Deus mesmo, por sua própria boca, testemunha de seu Filho (2 oportunidades: no Batismo e na Transfiguração – Mateus 3:17; 17:5), Ele diz: Este é meu Filho Amado... Oh aleluia.
Sacrifício espiritual agradável, em Cristo, é aroma suave... deus aspira, Ele tem prazer quando você O adora, em Cristo. Davi assim diz no Salmo 51:16,17: “Pois não te comprazes em sacrifícios; do contrário, eu tos daria; e não te agradas de holocaustos. Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus”.
Mas, ainda, em Terceiro Lugar houve uma Ampliação em termos de Ministração porque
Ø  Os Sacrifícios do passado eram Animais Mortos, o nosso são Sacrifícios Vivos
Enquanto os sacrifícios do AT eram animais mortos, agora os nossos sacrifícios são vivos, isto é, nós oferecemos o nosso próprio corpo. Romanos 12.1:Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. Os cristãos, de todos os lugares e de todos os tempos, podem desfrutar do privilégio de entrar na presença de Deus, apresentando-se a si mesmos, como sacrifícios vivos.
É por isso que Deus aceitou o sacrifício de Abel e  rejeitou Caim, pois habitava nele (em Caim) , “espírito de morte”. Deus rejeitou, pois, seu sacrifício era “sacrifício morto”. Deus rejeitou Caim e sua oferta. Ele Matou Abel após o culto. É POR ISSO QUE NÃO HÁ MISSA NA IGREJA EVANGÉLICA. Missa é celebração da morte. Por isso é que somente o sacerdote a celebra. Eles estão lá agarrados no Antigo Testamento. Eles ainda não entenderam o que o grande "Pedrão" queria ensinar. Nós somos Sacerdotes Reais. Eles ainda não fizeram a transposição para o Novo Testamento. O nosso serviço espiritual, nosso culto é vivo, pois, Cristo já morreu uma vez por todas, mas está vivo à direita do Pai. 1ª Coríntios 5:7,8 diz que uma vez que “Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado... celebremos!!”. O nosso serviço espiritual, o nosso culto a Deus é alegre, é festivo; é VIVO!!
QUINTA Relevância de se dizer Sacerdócio Real; Pedro está dizendo que:

B-       Houve uma Ampliação em termos de Dedicação
Pedro diz que o nosso Sacerdócio, o Sacerdócio Real; não é algo que inventamos da nossa própria cabeça; não. Cada privilégio trás imbuído em sua natureza uma responsabilidade condizente com o mesmo. O Sacerdote na Antiga Aliança se dedicava exclusivamente a Deus, porém muitos, como os filhos de Arão (Nadabe e Abiú) ofereceram fogo estranho e foram mortos no exercício de suas funções (Lv. 10:1,2); outros como filhos de Eli (Hofni e Finéias), receberam dura sentença da parte de Deus (1Samuel 4:11). Nós devemos nos dedicar muito mais por que os privilégios são muito maiores, como temos dito até aqui. E isso se deve por causa de 3 verdades importantes:
Ø  SOMOS SACERDOTES REAIS PORQUE HERDAMOS, EM CRISTO, O OFÍCIO REAL
No Breve Catecismo de Westminster, pergunta 23 nos diz: Que ofícios, Cristo exerce como nosso Redentor? RESPOSTA: Cristo, como nosso Redentor exerce o ofício de Profeta, Sacerdote e Rei. Há um hino que trata desse tema: “Profeta, Sacerdote e Rei, do mundo o Salvador” (HPNC 103 – Salvação em Cristo). A palavra de Deus nos mostra que após cumprir o propósito da redenção, Cristo assentou-se à destra de Deus Pai (Ef 1:20-22), e foi concedido a Ele, toda a autoridade para reinar sobre os Céus e a terra, sujeitando todas as coisas sob Seus pés. Logo, além de Sacerdote, ele também é o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores (Ap 19:16)
Pedro usa aqui, referindo-se ao privilégio concedido à igreja duas palavras. Um substantivo (sacerdote) e um adjetivo (real) que trás a conotação de "pertencentes a realeza", isto é, membros da nobreza; tais como príncipes ou reis. Em Apocalipse 1.6 nos diz “e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!”. Olhe que importante isso; é como se Pedro dissesse “Pare de murmurar, pare de reclamar; olhe para a sua vida coo Deus olha. Você é gente nobre, aos olhos de Deus; você é de fina estirpe; deus em cristo, olha para você como príncipe e princesa”. Por isso nós nos dedicamos mais a Deus porque herdamos a realeza em Cristo.
Há uma Ampliação Maior em termos de Dedicação a Deus da nossa parte do que o Sacerdote no tempo do Antigo Testamento. Isso é evidenciado por causa de uma importante SEGUNDA Verdade:
Ø  EM CRISTO, NÓS REPRESENTAMOS NA TERRA, O REINO CELESTIAL
Você sabe qual foi o foco da mensagem de Jesus? Vejamos o que pregava aquele que antecedia Jesus. João Batista veio como precursor de Jesus. Segundo Mateus 3:2, sua mensagem era: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus”. Quando Jesus iniciou seu ministério sua mensagem era esta, segundo, Mateus 4:23: “Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo”. A ordem de Jesus a nós é o que? Mateus 6:33: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça”. Depois que Jesus ressuscitou, ele precisava deixar na cabeça dos discípulos algumas verdades importantes, qual eram seus ensinos finais? Atos 1:3A estes também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas provas incontestáveis, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas concernentes ao reino de Deus.”.
O sacerdote representava Israel, diante de Deus. E a igreja, hoje, representa os valores o reino de Deus ao mundo. A Igreja do Senhor é a voz de Deus neste mundo perdido nas trevas. A Igreja não pode nunca se calar, pois ela é a “coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3.15). Não podemos aceitar passivamente as coisas: HOMOSSEXUALISMO, casamento gay etc.. É nossa obrigação defender e propagar os valores o reino de Deus.
Esta é a obrigação do Sacerdote Real; sua total dedicação a Deus, oferecendo sua vida a Ele, entregando seu corpo como sacrifício de aroma agradável; sendo Ele a razão de sua alegria, força e esperança, estando Ele acima de toda vontade humana, ocupando o primeiro lugar das prioridades do crente
Ø  SOMOS SACERDOTES REAIS POR QUE CRISTO COMPARTILHA CONOSCO A ADMINISTRAÇÃO DO REINO
Apocalipse 5.10  “e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra”. Na oração do senhor nós oramos: Venha o teu Reino! (Mt. 6:10).
A Igreja jamais deve perder de vista a sua missão no mundo. A Igreja deve imprimir e fazer brilhar a cruz de Cristo neste mundo. TEMOS INTERESSE QUE O REINO SE EXPANDA.  Toda a Igreja é chamada a reinar com Cristo, sendo participantes de sua autoridade e da grande comissão (Mt 28:18-19; Mc 16:15-18; Ef 1:22-23).

CONCLUSÃO
Quão santa tem sido sua vida? Quão junto de Jesus Cristo você tem andado? Você tem consciência do que Deus, em Cristo, fez por você na cruz? A base de sua alegria está nas coisas do mundo ou em Jesus Cristo?
Diante de toda beleza e profundidade do que se é ser feito, RAÇA ELEITA, SACERDÓCIO REAL pela soberania de Deus, lá na eternidade, em Cristo, segundo a graça de Deus, o que se exige de nós diante de tão grandes privilégios:
        1-       UMA VIDA DE GRATIDÃO A DEUS
Que você diga, eternamente, obrigado, senhor. Que tudo o que você fizer daqui para frente, o faça como expressão de gratidão a Deus. Que nestes dias difíceis, tanto como os dias da dispersão, você não desanime, seu coração seja preenchido pela certeza de que Deus te ama.
Deus verdadeiramente te ama, meu irmão!!
Em segundo lugar, o que se exige de nós diante de tão grandes privilégios:
        2-       UMA VIVÊNCIA DE ACORDO COM A SUA NOVA NATUREZA
Que você não se envolva com este mundo. Veremos nas próximas semanas, o que significa o os outros privilégios: Nação santa, e povo de propriedade exclusiva de Deus.
Que você não negue a Deus; não troque sua primogenitura por um repasto, por um prato de lavagem que o diabo põe no coxo. Você tem em ti, a semente de Deus.
A Igreja do Senhor não é qualquer povo, nem qualquer nação ou raça. A Igreja do Senhor é um povo escolhido por para representa-lo, bem como os ideais de se Reino, aqui na terra. Deus te abençoe, em nome de Jesus.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

SACERDÓCIO REAL (1) - SÉRIE: OS 04 MARAVILHOSOS PRIVILÉGIOS QUE CARACTERIZAM O POVO DE DEUS


Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia. 1 Pedro 2.9,10

INTRODUÇÃO
Estamos estudando uma série de 04 sermões baseados no texto de 1ª Pedro 2:9. No tema é : os 04 maravilhosos privilégios que caracterizam o povo do Deus. Vimos que o Pedro escreveu sua Epístola aos forasteiros da dispersão (1;1), ou seja, para o povo de Deus que estava espalhado, disperso, vivendo fora de sua pátria, nas regiões do Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia. 1ª de Pedro é uma epístola de encorajamento, com o fim de animar os crentes para “não se amoldarem às paixões que tinham antes na ignorância” (1.14). Pedro usa a expressão “vós, PORÉM,” para indicar há uma clara ruptura entre os incrédulos desobedientes e o povo de Deus.
Ele, então, apresenta 04 MARAVILHOSOS PRIVILÉGIOS QUE CARACTERIZAM O POVO DE DEUS: VÓS, PORÉM, SOIS: 1) RAÇA ELEITA, 2) SACERDÓCIO REAL, 3) NAÇÃO SANTA, 4) POVO DE PROPRIEDADE EXCLUSIVA DE DEUS. O primeiro privilégio nos direciona (aponta) à nossa origem (Raça eleita). Já, o segundo, SACERDÓCIO REAL nos conduz à nossa função

2º PRIVILÉGIO – SACERDÓCIO REAL
Quando Pedro chama os crentes de Sacerdócio Real, ele não está criando um novo nome para a Igreja, mas aplicando a ela uma PROMESSA extraída do Antigo Testamento, encontrado em Êxodo 19:6: “vós me sereis reino de sacerdotes”.
O termo "sacerdote" é a junção da palavra latina "sacer" (sagrado) com o verbo grego "dot" (oferecer). No tempo do Antigo Testamento o Sacerdote era um homem separado para servir a Deus; dedicando sua vida exclusivamente a Ele. Arão foi o primeiro sacerdote e os mesmo eram escolhidos hereditariamente dentre a tribo de Levi, descendentes diretos de Arão. Veja Êxodo 29:8,9: “Farás, depois, que se cheguem os filhos de Arão, e os vestirás de túnicas, e os cingirás com o cinto, Arão e seus filhos, e lhes atarás as tiaras, para que tenham o sacerdócio por estatuto perpétuo, e consagrarás Arão e seus filhos.”
Assim os levitas, era a tribo dos sacerdotes; eles não tinham participação na divisão das terras em Israel; se alimentavam dos dízimos do povo; a ideia bíblica era que a sua herança dos levitas era o próprio Deus. veja Números 18:20,21:Disse também o SENHOR a Arão: Na sua terra, herança nenhuma terás e, no meio deles, nenhuma porção terás. Eu sou a tua porção e a tua herança no meio dos filhos de Israel.  Aos filhos de Levi dei todos os dízimos em Israel por herança, pelo serviço que prestam, serviço da tenda da congregação.”.
Assim sendo, os sacerdotes eram os homens responsáveis pelo culto e pelo serviço da adoração na religiosidade de Israel; eles também cuidavam do mobiliário do tabernáculo. Dentre suas funções estava presidir os sacrifícios diários em Israel e interceder pelo povo. Eram eles que tinham “acesso” a presença de Deus na parte interna do templo (no Santo Lugar), mas, somente o Sumo Sacerdote adentrava no Lugar Santíssimo (Santo dos Santos – onde se encontrava a Arca da Aliança, a Vara de Arão que floresceu e Maná). O Sumo Sacerdote entrava ali SOMENTE uma vez por ano, no Dia da Grande Expiação, para levar o sangue dos sacrifícios de animais e derramar sobre o Propiciatório (tampa da arca).
Ao dizer “vós porém sois Sacerdócio Real”, Pedro entende que a Promessa de Êxodo 19:6 feita pela boca do próprio Deus, há mais de 3000 anos antes de sua época, está se cumprindo nos seus dias. O tempo, o momento é histórico.
Agora, qual e relevância disso, de se entender SACERDÓCIO REAL, num tempo em que o Povo de Deus (igreja) que está espalhado, sofrendo perseguição mundo afora. Qual a Relevância; qual a Importância disso? Pedro está dizendo, em primeiro lugar que:

A-      Houve uma Ampliação em Termos Corporativos – Diga: “de UM para TODOS”
No Antigo Testamento o Sacerdócio estava restrito a uma tribo; a uma classe especial de homens. Pedro diz “vós sois sacerdócio”. Não é mais somente um, mas, todo corpo; toda igreja, é sacerdote. Houve uma ampliação em termos corporativos. É provável que o pensamento de Pedro esteja em algo que aconteceu quando Jesus morreu na cruz. Mateus 27.51 diz que “o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo”. Ou seja, todo o povo de Deus tem acesso à parte direto, até onde somente o sacerdote ia; à parte mais íntima de Deus, pois todos os que estão em Cristo, agora são sacerdotes.
Irmãos esse foi uma dos entendimentos mais profundos da reforma protestante. Essa verdade abalou o coração de Lutero e do mundo da época. Eles chamaram essa doutrina de “Sacerdócio Universal dos Crentes”. O Sacerdócio não é uma prerrogativa restrita a uma "elite de supercrentes". Todo o Corpo de Cristo tem o privilégio de se achegar e ministrar a Deus (oferecer sacrifícios espirituais agradáveis - 1ª Pedro 2;5).
É por isso que nós, na Igreja evangélica, não vamos ao Sacerdote pedir que ele interceda a Deus por nós. Se Pedro não detectasse essa ampliação na metodologia divina, os Católicos estariam certos. Imagine dizer isso a um crente que está sofrendo perseguição: irmão, você pode dobrar o seu joelho, onde estiver pois, você tem liberdade plena para ir à presença de Deus por meio de Jesus.
Leia comigo: Hebreus 10.19-22A: “Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé”. REPITA: “SACERDÓCIO UNIVERSAL DOS CRENTES - NÃO MAIS UM, MAS, TODOS NÓS, QUE ESTAMOS EM CRISTO, SOMOS SACERDOTES”. ALELUIA!
SEGUNDA Relevância de se dizer Sacerdócio Real; Pedro está dizendo que:
B-       Houve uma Ampliação em Termos de Definição TemporalDiga: “De 1 vez por ano para todo e qualquer momento”
No Antigo Testamento apenas os sacerdotes tinham acesso a presença de Deus. Os sacerdotes comuns adentravam no lugar santo, mas somente o Sumo Sacerdote adentrava no lugar santíssimo (santo dos santos), uma vez por ano. Pedro diz “agora; Deus ampliou seu modus operandi; sua maneira de fazer as coisas”. Agora, como sacerdócio real, nós temos acesso ao Santo dos Santos, a qualquer momento. Não precisa esperar 1 ano para ir à presença de Deus e rasgar o seu coração. Aleluia!!
Leia comigo Hebreus 4.14 e 16: “Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.
Deus está "disponível" a você em qualquer horário, em qualquer circunstância. Aleluia
TERCEIRA Relevância de se dizer Sacerdócio Real; Pedro está dizendo que:
C-       Houve Ampliação em Termos de Definição Espacial – Diga:Não apenas no Átrio mas também no Santo Lugar e até no Santo dos Santos”
Conforme falamos os espaços eram limitados. Os Gentios: ficam no pátio externo; as Mulheres: na ala das mulheres; o Homens (adoradores): no átrio; o Sacerdote: santo lugar; o Sumo Sacerdote: santo dos santos. Agora, em Cristo, conforme já lemos, todos têm acesso até o Santo dos Santos.  Todos os crentes têm acesso pleno, livre e constante na presença de Deus. Hebreus 10.19: “Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho”. Jesus profetizou essa bênção à mulher samaritana. Em João 4:21 ele diz: “Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai... Deus não está mais limitado a espaços. Na verdade nunca esteve... O sábio rei Salomão já profetizara esta verdade; em 1 Reis 8.27 diz: Mas, de fato, habitaria Deus na terra? Eis que os céus e até o céu dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa que eu edifiquei. Jesus em tão disse em João 4:23: Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores”.
Reavalie sua fé... Você adora a Deus na pracinha; debaixo do pé de manga... Às Vezes, ministro Santa Ceia, sozinho com Ana Nunes (enferma, membro da igreja); com os ancião, Florentino (e esposa) e, entramos ali, mesmo, no Santo dos Santos, na presença gloriosa, plena, absoluta de Deus; Ele não está circunscrito a lugares... Aleluia!!
Tem crente que só quer vir à igreja, e tem pastor que só prega com fervor, quando a igreja tá cheia. Lá no seu quarto, você e Deus só, você pode sentir a presença absoluta do Eterno. Oóh Glória!!
QUARTA Relevância de se dizer Sacerdócio Real; Pedro está dizendo que:
CONTINUA - AGUARDE