sexta-feira, 28 de outubro de 2011

PRINCIPAIS DESVIOS DA IGREJA CATÓLICA NO DECORRER DOS SÉCULOS

Em comemoração aos 494 anos da Reforma Protestante (31/10/1517), catalogamos os principais Desvios da Igreja Católica Romana no decorrer dos séculos, os quais desembocaram na Reforma Protestante, liderada por Martinho Lutero e João Calvino:
- Ano 304 d.C. - Os Bispos [de Roma] se auto intitulam e passam a ser chamados de Papa.
- Ano 310 d.C. - Inicia-se na Igreja Católica a reza pelos mortos.
- Ano 320 d.C. - As Igrejas Católicas, começam a utilizar velas.
- Ano 375 d.C. - Inicia a Adoração aos Santos
- Ano 381 d.C. - A Igreja Cristã , passa a se denominar Católica que significa “Universal".
- Ano 394 d.C. - O culto cristão substituído PE Reza da Missa necessária para salvação.
- Ano 431 d.C. - Passam a cultuar Maria, mãe de Jesus.
- Ano 503 d.C. - Inventa-se o Purgatório, lugar ide se purgam os pecados, antes do céu.
- Ano 606 d.C. - Bonifácio III declara-se Bispo universal.
- Ano 709 d.C. - Obrigação de beijar os pés do Bispo Universal
- Ano 787 d.C. - Começam com o culto e adoração às imagens e relíquias sagradas.
- Ano 830 d.C. - A Igreja Católica passa a usar ramos e água benta.
- Ano 933 d.C. - Instituíram a canonização dos "santos".
- Ano 1063 d.C. – Instituição da Festa dos “Fiéis Defuntos”.
- Ano 1074 d.C. – Instituição do Celibato – “sacerdotes não podem casar".
- Ano 1140 d.C. – No lugar de 02 (Batismo e S. Ceia) institui-se os “Sete Sacramentos”.
- Ano 1090 d.C. – Instituição do Rosário (terço).
- Ano 1184 d.C. - Iniciou-se a inquisição. Perseguição e morte (figueira) aos “Hereges”.
- Ano 1190 d.C. - As Indulgências, ou seja, pagar pelo pecado; "venda da salvação".
- Ano 1200 d.C. - A hóstia passou a substituir a Ceia.
- Ano 1215 d.C. - Transubstanciação; a eucaristia se transforma no corpo de Cristo
- Ano 1215 d.C. – Instituição das Campainhas.
- Ano 1216 d.C. – Instituição da Reza “Ave Maria”
- Ano 1220 d.C. – Adoração à Hóstia.
-Ano 1229 d.C - Proibição de leitura da bíblia aos leigos (povo comum);
- Ano 1275 d.C. – Instituição do Confessionário e da Confissão Auricular.
- Ano 1415 d.C. – Eliminação do vinho; o Cálice é determinado somente aos padres.
-Ano 1429 d.C. – Clemente VII tenta impedir o Evangelho de ser pregado na Alemanha. Aos que se revoltam contra sua ordem, ele os nomeia “Protestantes”.
- Ano 1546 d.C. - A Igreja Católica inclui na bíblia os chamados "livros apócrifos (Baruc, 1º e 2º Macabeus,Tobias,Judite,Sabedoria), os quais jamais se provou sua inspiração.
- Ano 1854 d.C. - Dogma da Imaculada Conceição. Maria teria sido concebida sem pecado.
- Ano 1870 d.C. - Infalibilidade Papal, ou seja o Papa é infalível e Inerrante
- Ano 1950 d.C. - Decretou-se a "Assunção da Virgem Maria". Ou seja, Maria teria sido elevada em corpo e viva ao céu, de onde intercede pela humanidade.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O VALOR DE UM PASTOR

O valor de um pastor não é medido por sua popularidade, poder de persuasão ou quantidade de pessoas que atrai, mas sim por seu caráter e fidelidade a Deus (Jo 6.66 e 67);

•O valor de um pastor não é medido pela aprovação de homens, mas pela aprovação de Deus. O pastor é segundo o coração de Deus e não segundo o coração dos homens (Jr 3.15);

•O valor de um pastor não é medido pelo tamanho de sua igreja, mas por suas qualidades éticas, morais e espirituais;

•O valor de um pastor não é medido pelo volume das entradas financeiras de sua igreja, mas por sua capacidade de suprir seu rebanho com a Palavra de Deus. Há pastores que se preocupam com a lã. Há pastores que se preocupam com as ovelhas.

•O valor de um pastor não é medido pelo salário que ganha, mas pelo serviço que presta;

•O valor de um pastor não é medido por sua capacidade política e de articulação, pois muitas vezes ele deixa de ser “politicamente correto” para permanecer justo e reto diante de Deus;

•O valor de um pastor não é medido pelos cargos que ele ocupa na denominação, mas pelo serviço que presta à Obra de Deus;

•O valor de um pastor não é medido pela satisfação de seus ouvintes, mas por sua pregação coerente aos valores do evangelho bíblico capaz de transformar vidas. A sua mensagem, ao invés de massagear o ego humano, às vezes desagrada por confrontar o ouvinte com a verdade;

•O valor de um pastor não é medido pelo seu poder ou status, mas por sua submissão e obediência a Deus;

•O valor de um pastor não é medido por sua autossuficiência. O poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza de homens que às vezes julgamos fracos e incapacitados (2ª Co 12.9);

•O valor de um pastor não é medido por sua condição física, mas por sua condição espiritual;

•O valor de um pastor não é medido pela quantidade de amigos ou pessoas que o rodeiam, mas sim por seu amor às pessoas;

•O valor de um pastor não é medido pelos seus discursos, mas pela autoridade de seu viver (Mt 7.9);

•O valor de um pastor não é medido pelo crescimento quantitativo ou não da membresia de sua igreja, mas pelas transformações que suas mensagens geram em seus ouvintes. Há por aí templos cheios de pessoas perdidas, e igrejas pequenas onde pessoas experimentam a salvação em Cristo;

•O valor de um pastor não é medido pelo seu poder de empolgar sua igreja ou plateia, pois seu chamado é para pastorear e não para “animar” auditório;

•O valor de um pastor não é medido pelas crises que passa ou deixa de passar, mas pela maneira como se comporta em momentos difíceis;

•O valor de um pastor é medido por critérios divinos e não humanos.

•O pastor é dependente de Deus, e não de homens;

•O pastor é homem frágil e pequeno, por meio do qual Deus realiza coisas grandes e extraordinárias;

•O pastor sabe que seu chamado é para pastorear e não para gerir empresas; ele não se preocupa com números mas com a saúde de suas ovelhas;

•O verdadeiro pastor não se “contextualiza” ao mundo, mas se esforça para tirar vidas do mundo;

•O pastor de valor forma valores;

•Se você tem um pastor, agradeça a Deus, ore por ele e ame-o!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

PODE O CRENTE FAZER TATUAGENS?

OLÁ PASTOR,GRAÇA E PAZ! DOIS AMIGOS ME PERGUNTARAM SE PODEM FAZER TATUAGENS CASO UM DIA ELES SE CONVERTAM? ELES QUEREM SABER SE A BÍBLIA CONDENA ESSA PRÁTICA OU SE É ALGO MERAMENTE CULTURAL. DISSE A ELES QUE IRIA MELHOR ME INFORMAR... POR ISSO AQUI ESTOU...rsrsrs.
Se puder enviar junto com a explicação,versiculos que eu possa ler com eles tb agradeço.
Abraços Fraternos,
Oliveira

RESPOSTA:
Por favor, leia minha resposta até o fim. As questões ligadas às “Tatuagens” são aspectos pertinentes à CULTURA e aos COSTUMES de cada povo, e, como tais, são VARIÁVEIS. Ora são tidos como belos, ora são tidos como ”fora de moda”. Por exemplo, pasme-se, mas, na década de 60 e 70 era comum ao homem usar TAMANCO no Brasil; hoje em dia isso é “inaceitável”; os costumes mudam.
Alguns, contrários à tatuagens, utilizam, erradamente, Levíticos 19:28: “Pelos mortos não ferireis a vossa carne; nem fareis marca nenhuma sobre vós. Eu sou o SENHOR.” Este texto não trata especificamente de tatuagens e sim de um costume pagão em que as pessoas pelo desespero retalhavam-se, mutilando-se no momento do velório de algum ente querido (Jr 16:6, 41:5; Lv 21:5 e Dt 14:1). Os comentários das Bíblias de Estudo de Genebra e Plenitude reforçam minha interpretação. Mas, era comum, além do velório um escravo possuir a marca de seu proprietário impresso sobre ele; as prostitutas também eram assim marcadas; palavras sagradas eram tatuadas na pele dos adoradores pagãos. Tais atos eram estritamente proibidos em Israel. Queimava-se a pele com ferro em brasa. Outras vezes, figuras, marcas ou letras eram tatuadas sobre a pele mediante a injeção de tintas. Desfigurar a pele, que provavelmente incluísse alguns emblemas das divindades pagãs, DESONRAVA A IMAGEM DIVINA DE DEUS. A perda de um ente querido devia ser aceita como parte da vontade de Deus para a vida do indivíduo.
No entanto, isso não significa que haja um estímulo na bíblia para se praticar a tatuagem. Devemos pensar esta questão com um pouco mais de cuidado. Veja bem, nem tudo em nossa vida é questão de ser ou não pecado. Algumas coisas em nossa vida podem não ser pecado, mas abrem portas e precedentes para: A) O juízo precipitado; B) O escândalo; C) Para o próprio pecado; D) Nos tornarmos “pedras de tropeço”; E) Empecilho do bom testemunho do evangelho e para a glória de Cristo. A bíblia diz para nos desembaraçarmos de todo PESO e do pecado que tenazmente nos assedia (Hb. 12:1). E em 1ª Coríntios 10:23: Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam.
Por isso, a quem deseja fazer uma tatuagem dou algumas orientações:

1- Orientação quanto ao tipo de tatuagem, os riscos e conseqüências. Já percebeu que a maioria das pessoas que intentam realizar uma tatuagem está na faixa dos 14 aos 30 anos, quando se toma decisões na emoção? Muitos fazem tatuagem com signos,expressões e palavras sem qualquer “filtro”. Mas também precisa haver uma orientação quanto aos riscos que existem em fazer estas coisas sem uma orientação profissional e cuidados de higiene e saúde. A pessoa está consciente dos riscos de inflamação, doenças contagiosas e “efeitos colaterais”? Está consciente de que algumas alterações são irreversíveis e, mesmo diante da possibilidade de reversão, podem deixar marcas para o resto da vida?

2- Orientação quanto às questões de identidade, valor pessoal e auto-imagem. Pois são estas as questões mais importantes para quem está considerando qualquer forma de alteração do corpo, seja uma plástica no nariz, implantar silicone, colocar um piercing ou fazer uma tatuagem. Uma vez realizada “Terceiros” poderão nos identificarão com “determinados grupos”; portas de emprego poderão ser fechadas e portas para ao escândalo poderão ser abertas. Jesus disse que “é impossível que não venham escândalos, mas ai do homem pelo qual eles vêm! Melhor fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e fosse atirado no mar...” (Lucas 17:1,2). E ainda nos diz Romanos 14:13: “...Seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao vosso irmão”. E em II Coríntios 6: 3: “… não dando nós nenhum motivo de escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado”. Posso até dizer: “as pessoas estão me julgando sem conhecer...” É verdade! Mas quem abriu as portas, dando precedente para o juízo (ainda que precipitado) e para o escândalo, fui eu.

3- Orientação quanto ao “porquê” de se realizar a tatuagem. A bíblia diz: “Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus” (I Coríntios 10:31). Geralmente a tatuagem, o piercing e coisas deste gênero estão mais ligadas à questão da vaidade pessoal. Vaidade é tudo aquilo que toma o espaço de Deus em nossa vida, “o vazio completado pelo vazio”. Ainda mais: Tatuagens são postas, geralmente, como um tipo de comportamento de rebeldia. Não é esta a postura de alguém que tema a Deus. A Bíblia nos instrui ao recato à simplicidade no vestir, no trajar-se (I Timóteo 2:9). Um aspecto do vestir recatadamente é nos certificar de que cada parte que precisa ser coberta com roupas está adequadamente vestida. Entretanto, o significado essencial do recato é não chamar atenção para si mesmo. As pessoas que se vestem com recato o fazem de maneira tal que jamais chamam atenção para si mesmas. Tatuagens e piercings, com certeza, são chamativos. Neste sentido, as tatuagens e piercings não são recatados. Um princípio importante das escrituras a respeito de casos sobre os quais a Bíblia não lida especificamente é que, se há dúvidas se isto agrada ou não a Deus, então é melhor não fazê-lo. “Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado” (Romanos 14:23). Precisamos ter em mente que nossos corpos foram redimidos e pertencem a Deus. Apesar de não se aplicar diretamente a tatuagens e piercings, I Coríntios 6:19-20 nos dá um princípio: “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo.” Esta grande verdade deve sempre pesar no que fazemos e até onde podemos ir em relação a nossos corpos. Se nossos corpos pertencem a Deus, deveremos sempre nos certificar de que temos Sua clara “permissão” antes de neles deixarmos “marcas” com tatuagens e piercings.

Concluindo, dou minha OPINIÃO PESSOAL. A bíblia não condena, mas também não nos estimula a fazermos. EU ORIENTARIA UMA PESSOA, ESPECIALMENTE ADOLESCENTE OU JOVEM, A NÃO FAZER UMA TATUAGEM. Eu não disciplinaria nem impediria que esta tivesse cargos na igreja por possuir tatuagens antes de se converter ou por fazer uma tatuagem depois de convertida (desde que a mesma não fosse ofensiva à fé cristã), a não ser que isso fosse colocado pela liderança da igreja quando da recepção deste membro (uma vez que me torno membro de uma igreja devo submeter-se às normas desta instituição).
No entanto, creio sinceramente que a tatuagem não impede uma pessoa de ir para o céu, ou seja, ainda, empecilho para uma pessoa de ter um relacionamento intimo com o Senhor. Porém, deve-se observar estes pontos acima citados antes de se fazer uma tatuagem. Devemos antes de tudo preservar a santidade, no que se diz respeito ao corpo e o fato de que podemos estar servindo de motivo de escândalo, juízos premeditados, conseqüências irreversíveis e zombaria de outrem.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

SÍNDROME DE RAQUEL

"Assim diz o SENHOR: Uma voz se ouviu-se em Ramá, lamentação, choro amargo; Raquel chora por seus filhos, sem admitir consolação por eles, porque já não existem (Jr. 31:15 - ARC)."
Síndrome é um conjunto de sintomas que caracterizam uma doença, física ou psicológica. Usa-se, figuradamente, como sinônimo de características de uma situação ou momento. Dito isto, vamos ao texto. Raquel é Jerusalém. Jeremias vê a cidade como uma mulher chorando a morte dos filhos. Jerusalém chorando a morte de seus filhos e dos que iriam para o cativeiro. A cidade-mulher não queria consolo. Os filhos não existiam mais.
É neste sentido que uso a palavra síndrome. Há pessoas que não querem consolo. Parecem sofrer de vitimismo. Já lidei com tantas ovelhas assim! Por mais que se mostre na Bíblia que Deus está no controle, por mais terno e amigo que se seja, por mais que se ore, a pessoa faz questão de cultivar sua dor. Quer ser vista como uma coitadinha, como uma sofredora. Quer piedade e não conforto. O sofrimento é uma necessidade para essas pessoas porque então todos ficam com peninha, não a censuram, não a criticam. A dor é uma proteção para elas.
Síndrome de Raquel é aquela atitude do crente que gosta de chorar miséria e alardear a necessidade de compaixão. É a atitude do crente que espera que todos se compadeçam dele. Crentes assim, além de evidentemente doentes, são um problema para o pastor. Alugam-no. São vampiros emocionais. Sugam toda a energia do pastor, sempre esperando atenção especial, mais que qualquer outro. Tive uma ovelha que era um vampiro emocional. Todos os dias eu devia lhe dedicar uma hora do meu tempo. Eu era o melhor pastor do mundo. Mas um dia precisei atender um irmão que perdera a esposa e logo depois perdera a mãe. Não pude dispensar atenção ao vampiro. Foi um "deus-nos-acuda". Passei a ser o pior pastor do mundo. Aliás, muitos membros de igreja são assim. Quando o pastor se recusa a ser manipulado ou usado por elas, torna-se uma pessoa horrorosa.
Todos sofremos. Raquel, a cidade-mulher, sofria. Mas Deus fizera uma promessa: “Assim diz o Senhor: Reprime a tua voz do choro, e das lágrimas os teus olhos; porque há galardão para o teu trabalho, diz o Senhor, e eles voltarão da terra do inimigo” (Jr 31.16). Deus diz para Raquel parar de chorar. Ele aceita o choro, mas não aceita a recusa do conforto.
Não ame a sua dor. Não seja um vampiro emocional do seu pastor ou da sua igreja. Por maior que seja seu sofrimento, Deus está atento, e diz para aceitar o consolo. Quer consertar sua vida. Não o impeça. É sua ordem que os pastores consolem o povo: “Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus. Falai benignamente a Jerusalém, e bradai-lhe que já a sua malícia é acabada, que a sua iniqüidade está expiada e que já recebeu em dobro da mão do Senhor, por todos os seus pecados” (Is 40.1-2). Aceite o conforto, enxugue as lágrimas e, em vez da tática do vitimismo, adote a tática do “Recebi em dobro e está na hora de refazer a vida”.
Síndrome de Raquel, não! Levantar a cabeça e recompor a vida, sim! Os eternamente queixosos afugentam as pessoas ao seu redor. E, o que é pior, afugentam a própria vida. Vamos viver!
Pr Isaltino Gomes

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

AS TORRES GÊMEAS E A FERRARI

Vigiai... a carne é fraca (Mt. 26:41)
O bater do leite produz manteiga (Pv. 30:33)

Nossa vida é recheada de momentos especiais, que, positivamente ou não, deixam um impacto, uma cicatriz, uma marca em nós. Isso pode ser individualmente ou coletivamente. Determinados dias no ano ou determinados anos em anos são importantes. Sejam eles pela vitória em uma área, a morte de algum ente querido, um título conquistado; o início de determinada paixão...
11 de setembro é uma das marcas de nossa geração. Há exatos 10 anos (11/09/2001), eu caminhava pelas ruas de Belo Horizonte (MG), buscando “provar” um terno para a formatura do seminário, quando percebi uma agitação geral entre os transeuntes. Ao parar diante de uma televisão vi as Torres Gêmeas do Word Trade Center em chamas e logo após as vi ruírem de alto a baixo. Naquele momento imaginei estar iniciando a 3ª guerra mundial. Depois recebi a notícia que mais dois aviões haviam participado da tragédia, um que foi abatido em pleno ar e outro que caiu no Pentágono. Pelo menos 2 alvos eram claros para os terroristas, liderados por Osama Bin Laden: o símbolo do poder bélico (Pentágono) e o símbolo do poder econômico e financeiro (Torres gêmeas de um dos maiores edifícios do mundo: o Word Trade Center). A marca ficou em nossa geração.
Mas eu gostaria de extrair algo mais. O que está “por trás” de tais acontecimentos de extrema crueldade, e maldade incalculável, que deixa estupefatos os mais experientes? Foram quase 3.000 mortos (3 brasileiros) dentre empresários, trabalhadores comuns, turistas, bombeiros, policiais, gente comum... Alguns diriam que o fator motivante dos terroristas foi o fanatismo religioso (a promessa de dezenas de virgens no paraíso...). Mas a verdade teológica mais profunda, por trás do próprio fanatismo, é a verdade da Depravação Total do Gênero Humano; o primeiro ponto dos chamados 5 pontos do Calvinismo.
A FERRARI
Muita gente não entende o que significa Depravação Total. Depravação Total não significa “Depravação Absoluta”. Ou seja, não significa que o homem será totalmente mal o tempo todo. Significa antes que todas as faculdades, todos os âmbitos do ser humano (seja ele físico, espiritual, moral, ou o que você imaginar...); todas as áreas da natureza humana foram atingidas pelo vírus infecto-contagioso do pecado. O que isso quer dizer em termos práticos? Significa dizer que, independente de classe, cor, religião..., em todos nós há um potencial destrutivo enorme, assombroso, incalculável... para o mal. E mais, em determinados momentos isso se extravasa, lançando sujidades (Jd. 13) prá todo lado. É como se fôssemos uma linda Ferrari usada como um “poleiro” de galinha. Ela “roda” geralmente a 120 Km/h, mas possui uma capacidade (potencial) que pode dar 350Km/h. É só questão de “apertar o acelerador” (Entende agora Pv 30:33?).
Creio que, agora, podemos entender melhor o que Jesus queria ensinar ao dizer que a “carne é fraca”, e que precisamos “vigiá-la”. Ele estava dizendo que, na verdade, ela é “muito forte”. Ela tem fome, e muita fome; ela quer se alimentar...
Cuidado com o “pé no acelerador”, porque pode provocar um estrago enorme. 11/09 foi um daqueles momentos em que “o pé” foi posto um pouco mais forte no “acelerador”.
Rev. Valdemir Oliveira dos Santos

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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A MORTE DE UMA IGREJA

As sete Igrejas da Ásia Menor, conhecidas como as Igrejas do Apocalipse, estão mortas. Restam apenas ruínas de um passado glorioso que se foi. As glórias daquele tempo distante estão cobertas de poeira e sepultadas debaixo de pesadas pedras. Hoje, nessa mesma região tem menos de 1% de cristãos. Diante disso, uma pergunta lateja em nossa mente: o que faz uma Igreja morrer? Quais são os sintomas da morte que ameaçam as Igrejas ainda hoje?
Em primeiro lugar, a morte de uma Igreja acontece quando ela se aparta da verdade. Algumas Igrejas da Ásia Menor foram ameaçadas pelos falsos mestres e suas heresias. Foi o caso das Igrejas de Pérgamo e Tiatira, que deram guarida à perniciosa doutrina de Balaão e se corromperam tanto na teologia como na ética. Uma Igreja não tem antídoto para resistir à apostasia e à morte quando a verdade é abandonada. Temos visto esses sinais de morte em muitas Igrejas na Europa, América do Norte e também no Brasil. Algumas denominações históricas capitularam-se tanto ao liberalismo como ao misticismo e abandonaram a sã doutrina. O resultado inevitável foi o esvaziamento dessas Igrejas por um lado, ou o seu crescimento numérico por outro, mas um crescimento sem compromisso com a verdade e com a santidade.
Em segundo lugar, a morte de uma Igreja acontece quando ela se mistura com o mundo. A Igreja de Pérgamo estava dividida entre sua fidelidade a Cristo e seu apego ao mundo. A Igreja de Tiatira estava tolerando a imoralidade sexual entre seus membros. Na Igreja de Sardes não havia heresia nem perseguição, mas a maioria dos crentes estava com suas vestiduras contaminadas pelo pecado. Uma Igreja que flerta com o mundo para amá-lo e conformar-se com ele não permanece. Seu candeeiro é apagado e removido.
Em terceiro lugar, a morte de uma Igreja acontece quando ela não discerne sua decadência espiritual. A Igreja de Sardes olhava-se no espelho e dava nota máxima para si mesma, dizendo ser uma Igreja viva, enquanto aos olhos de Cristo já estava morta. A Igreja de Laodicéia considerava-se rica e abastada, quando na verdade era pobre e miserável. O pior doente é aquele que não tem consciência de sua enfermidade. Uma Igreja nunca está tão à beira da morte como quando se vangloria diante de Deus pelas suas pretensas virtudes.
Em quarto lugar, a morte de uma Igreja acontece quando ela não associa a doutrina com a vida. A Igreja de Éfeso foi elogiada por Jesus pelo seu zelo doutrinário, mas foi repreendida por ter abandonado seu primeiro amor. Tinha doutrina, mas não vida; ortodoxia, mas não ortodopraxia; teologia boa, mas não vida piedosa. Jesus ordenou à Igreja a lembrar-se de onde tinha caído, a arrepender-se e a voltar à prática das primeiras obras. Se a doutrina é a base da vida, a vida precisa ser a expressão da doutrina. As duas coisas não podem viver separadas. Uma Igreja viva tem doutrina e vida, ortodoxia e piedade.
Em quinto lugar, a morte de uma Igreja acontece quando lhe falta perseverança no caminho da santidade. As Igrejas de Esmirna e Filadélfia foram elogiadas pelo Senhor e não receberam censura. Mas, num dado momento, nas dobras do futuro, essas Igrejas também se afastaram da verdade e perderam sua relevância. Não basta começar bem, é preciso terminar bem. Falhamos, muitas vezes, em passar o bastão da verdade para a próxima geração. Um recente estudo revela que a terceira geração de uma Igreja já não tem mais o mesmo fervor da primeira geração. É preciso não apenas começar a carreira, mas terminar a carreira e guardar a fé! É tempo de pensarmos: como será nossa Igreja nas próximas gerações? Que tipo de Igreja deixaremos para nossos filhos e netos? Uma Igreja viva ou igreja morta?
Por: Rev. Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

SÍNDROME DA DONA FLORINDA

Quem não assistiu ao seriado CHAVES? Este programa Mexicano está sendo exibido no Brasil há mais de 25 anos, e continua a encantar crianças e adultos de todas as classes sociais.

Dentre as muitas situações vividas pelos personagens no pátio da Vila, uma me intriga demais: o relacionamento de Dona Florinda e “Seu” Madruga. A primeira desfere sobre o segundo palavras ofensivas, e ainda o acerta com tapas e mais tapas na cara, sem perceber nenhuma reação por parte do seu desafeto. Ela nunca quer ouvir as explicações do rival, e nunca vê erros em seu filho Kiko, defendido por ela em qualquer tempo e situação.

Já parou pra pensar em quantas vezes temos agido como a Dona Florinda? Em quantas pessoas temos machucado e condenado em nosso coração sem dar a elas o direito de defesa?

Na verdade, sem Deus todos somos uma grande “gentalha”, carentes e desprovidos de amor pelas almas. Vendo esta realidade em nós, Deus não agiu nos batendo ou matando, mas Ele se deu por nós, provando seu amor na cruz quando merecíamos morte e perdição (Rm 5:8, Ef 2:1,13).

Até quando estaremos sofrendo do que eu chamo de "Síndrome da Dona Florinda"? Até quando vamos olhar apenas para os nossos interesses e defende-los sem ouvirmos a opinião dos outros, e sem nos preocuparmos se os machucamos ou não?

No seriado de TV esta situação pode até ser engraçada, mas na vida real não existe graça nenhuma. A única graça aceitável neste caso, é a GRAÇA DE CRISTO, nos transformando e nos curando desta síndrome da Dona Florinda.

Roberto Gonçalves — Músico, cantor, compositor e líder do Ministério de Música da Igreja Presbiteriana de Aracruz-ES