quinta-feira, 24 de abril de 2014

O REINO MILENAR

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Por Rev. Leandro Lima


No momento da vinda de Jesus, ele estabelecerá um reino de mil anos ou o reino eterno? Esse assunto divide os cristãos evangélicos. Nenhum assunto é tão controvertido em teologia do que o Milênio, e nenhum texto causa mais discussão do que Apocalipse 20.1-10.

Entraremos nessa discussão acalorada, porém, não querendo aqui imprimir uma posição intransigente, e até quase fanática, sobre um assunto que diz respeito ao futuro, e do qual ninguém tem certeza absoluta. Há tanta controvérsia sobre este assunto que talvez não consigamos achar duas pessoas que pensem exatamente igual sobre a questão. Há tanta especulação também, que faz com que seja um dos assuntos mais ingratos a se tratar em escatologia.

Trataremos do assunto como precisa ser tratado, ou seja, abordando as principais visões, e emitindo algumas opiniões sobre cada uma delas, e até mesmo assumindo uma posição. No entanto, entendemos que é um assunto que não deveria dividir os cristãos. No final, todos creem que Jesus virá e estabelecerá um reino eterno. A esperança deste reino não deve diminuir, quer exista um reino intermediário, quer não.

Correntes Milenistas
Há basicamente quatro posições em relação ao milênio. São elas: Amilenismo, Pós-Milenismo, Pré-Milenismo Histórico e Pré-Milenismo Dispensacionalista.

O termo “Amilenismo”, como diz Hoekema, “não é muito feliz”[1], porque sugere que não exista um Milênio. Os amilenistas acreditam no milênio de Apocalipse 20, porém, não acham que diga respeito a um reino de mil anos literais que Cristo estabelecerá na terra depois da sua vinda. O Amilenismo entende que o milênio de Apocalipse 20 já está em atividade nesse momento, pois começou com a primeira vinda de Jesus e terminará na segunda vinda com a instauração dos novos céus e nova terra. Por isso, para o Amilenismo, o Milênio não é literal, mas espiritual.

O Pós-Milenismo defende que o Milênio também é antes da segunda vinda, porém, acha que será um tempo de prosperidade e paz advinda da pregação do Evangelho em todo o mundo. Para o Pós-Milenismo, o mundo ser tornará gradativamente um lugar muito bom, onde o mal será reduzido ao mínimo e as nações cooperarão entre si, cristianizando o mundo todo. No final desta era gloriosa, Satanás será solto, e então, Jesus voltará e o destruirá.

O Pré-Milenismo Histórico interpreta literalmente o texto de Apocalipse 20.1-10, e entende que o Milênio será estabelecido na segunda vinda de Jesus, e será um reino de mil anos sobre a terra, onde o Senhor regerá as nações com cetro de ferro, minimizará o mal existente, e estabelecerá uma era de ouro, reinando a partir de Jerusalém. Ao final do Milênio Satanás será solto e convencerá as nações a fazerem guerra contra Jerusalém. Então, descerá fogo do céu e consumirá as nações rebeldes. Em seguida o Senhor estabelecerá o Juízo e o tempo eterno.

O Pré-Milenismo Dispensacionalista se parece com o Pré-Milenismo Histórico em sua expectativa por um milênio futuro e literal, porém, se difere em detalhes específicos. O Dispensacionalismo distingue pelo menos duas vindas de Jesus, a primeira para o arrebatamento dos salvos, e a segunda depois de sete anos de tribulação para o estabelecimento do Milênio. No Dispensacionalismo há um tratamento diferente entre a igreja e Israel. Mesmo no Milênio estes dois grupos serão distinguidos. O Dispensacionalismo entende que a igreja é uma espécie de parêntesis na história de Deus com Israel. Na primeira vinda de Jesus, o Evangelho foi oferecido aos judeus, mas como eles o rejeitaram, Deus o ofereceu aos gentios e formou a igreja, porém no fim, voltará a tratar com Israel. Uma das características principais do Pré-Milenismo, seja Histórico ou Dispensacionalista é a interpretação literal das passagens do Antigo Testamento sobre a restauração de Israel, e também do livro do Apocalipse.

O seguinte quadro nos ajuda a entender as diferenças entre esses quatro sistemas[2]:

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Todas as quatro posições acima têm encontrado defensores capacitados, e qual é a verdadeira é uma coisa que só saberemos depois da vinda de Jesus. De qualquer forma, o que pode ser dito brevemente sobre cada uma delas é que o Pós-Milenismo que esteve muito em voga nos séculos passados, depois das guerras mundiais e do avanço da fome e das doenças pelo mundo, caiu em descrédito, uma vez que a sonhada prosperidade parece estar muito longe. O Pré-Milenismo Dispensacionalista é bastante recente, e bastante complicado de se explicar. O maior problema dele é a distinção radical que faz entre Israel e igreja, dividindo a volta de Jesus e a ressurreição em duas ou três etapas. O Pré-Milenismo Histórico é mais sóbrio em sua visão, entendendo que haverá apenas uma vinda de Jesus. O problema desse sistema é o excesso de literalismo. O Amilenismo é, na nossa opinião, o que faz mais justiça ao ensino bíblico.

O Aprisionamento de Satanás

O texto de Apocalipse 20.1-3 descreve o aprisionamento de Satanás. O texto diz: “Então, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo”. Primeiramente devemos lembrar que este texto foi escrito para cristãos no primeiro século. O que significava para eles? Significava que as coisas não eram como pareciam ser. Enquanto os cristãos morriam diariamente nos circos e anfiteatros romanos, parecia realmente que Satanás estava vencendo, mas João escreve para mostrar que as coisas não são bem assim, elas não são o que parecem ser.

O valente amarrado[3]

Para entendermos o significado de Apocalipse 20.1-3, precisamos voltar ao início do ministério de Jesus. Os fariseus acusavam Jesus de expulsar demônios com o poder do próprio Satanás, por isso Jesus respondeu: “Como pode alguém entrar na casa do valente e roubar-lhe os bens sem primeiro amarrá-lo? E, então, lhe saqueará a casa” (Mt 12.29). A palavra “amarrar” aqui é exatamente a mesma na língua grega usada em Apocalipse 20.2 para “segurar”.

Esta tarefa de “amarrar” ou “segurar” Satanás começou na primeira vinda de Cristo. Quando Jesus enviou os 70 discípulos para pregar o Evangelho, eles voltaram radiantes porque até os demônios lhe eram submissos, então Jesus disse: “Eu via a Satanás caindo do céu como um relâmpago” (Lc 10.17-18). Note que a queda de Satanás é associada à pregação do Evangelho. Do mesmo modo, quando alguns gregos vieram para conversar com Jesus, ele disse:“Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso. E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo” (Jo 12.31-32).

É preciso notar que a palavra “expulsar” no texto grego é exatamente a mesma de Apocalipse 20.3 onde é traduzida como “lançou”. O mais importante, porém, é que com a morte de Cristo e a expulsão de Satanás, Jesus disse que atrairia a si todos os homens. Não apenas judeus, mas também gregos, romanos, chineses, portugueses, brasileiros, etc. Até a primeira vinda de Jesus, apenas Israel conhecia o Senhor, sendo que Satanás prendia as demais nações em ignorância praticamente absoluta.

Mas, com a vinda do Senhor, o poder do diabo foi drasticamente limitado e ele agora já não pode mais enganar as nações, pois não pode impedir a pregação do Evangelho em toda a terra[4]. A única restrição ao Diabo em Apocalipse 20.3 é que ele não pode mais enganar as nações, portanto, o amilenismo entende que Apocalipse 20.1-3 narra, não uma prisão futura de Satanás, mas a restrição que Deus impôs sobre ele com a primeira vinda e Jesus. Foi graças a este aprisionamento que alguns simples galileus do primeiro século, em algumas décadas, conseguiram levar o Evangelho a todo o mundo civilizado.

Hoje, não há um único país que não tenha algum missionário e muitos convertidos ao cristianismo. A Bíblia já foi traduzida em mais de mil línguas. Portanto, o milênio do Apocalipse 20 é a realidade do mundo atual. Ele começou com a primeira vinda de Cristo. Os 1000 anos do capítulo 20 correspondem aos 1260 dias das outras partes do livro, ou seja, o total de anos da dispensação cristã, e é apenas um número simbólico.

Alguém pode dizer: mas como Satanás está amarrado se o mundo está desse jeito? ele está amarrado, mas não completamente impossibilitado de atuar. O que ele não pode fazer, segundo Apocalipse 20.3 é enganar as nações. É dito que após o fim do Milênio ele reúne as nações para pelejar contra a igreja (Ap 20.8). No tempo presente, ele não consegue fazer esse tipo de movimentação de nações contra o povo de Deus[5], até porque, há nações que ainda são cristãs. Além disso, deve ser verificado que nosso Senhor e os Apóstolos empregaram palavras ainda mais fortes do que “prender” ou “expulsar” para descrever a derrota de Satanás que já aconteceu.

Além dos textos que já vimos acima, podemos citar Hebreus 2.14: “Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele (Jesus), igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo”. Este texto está dizendo que Jesus destruiu Satanás com sua morte. Esta é uma expressão bem mais forte do que “prender” ou “lançar no abismo”. Diante deste texto, alguém pode negar que Satanás já está destruído? Mas então como ele continua agindo? ele está destruído porque já não tem qualquer chance de vitória.

Colossenses 2.15 também deixa bem claro que Satanás está totalmente derrotado: “E, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz”. A linguagem deste texto é militar. Paulo está comparando o que Jesus fez com Satanás e suas hostes, com o que os exércitos romanos faziam com os vencidos. Naquele tempo, quando um exército vencia o outro, os perdedores eram despojados de todos os seus bens, e às vezes até das próprias roupas. Em seguida eram amarrados e obrigados a desfilar pelas ruas, numa humilhação pública. Jesus despojou Satanás e o humilhou perante todos com sua morte e ressurreição. Portanto, a expressão “prendeu por mil anos” pode significar perfeitamente a obra que Jesus realizou na cruz contra Satanás.

Sequência não-cronológica

Os Pré-Milenistas interpretam o texto de Apocalipse 20 como acontecendo depois da volta de Jesus, porque entendem que o capítulo 20 segue cronologicamente o capítulo 19. Porém, o Apocalipse não é um livro que deva ser lido em ordem cronológica. Narrando coisas que dizem respeito ao fim, João freqüentemente volta aos primórdios do Evangelho a fim de dar o entendimento global da batalha do mal contra o bem.

Ao chegarmos no capítulo 20 do Apocalipse, já fomos informados como praticamente todos os inimigos de Cristo encontrarão o seu fim. Mas, ainda resta um, o pior de todos, Satanás. Sua derrota já foi decretada e anunciada (12.12), mas não foi ainda explicada, pois João deixou esta explicação para o final. João já disse que Satanás perdeu seu lugar no céu, após a batalha com Miguel (Ap 12). O que ele está fazendo no capítulo 20 é demonstrar como foi realmente essa derrota.
Não podemos entender Apocalipse 20-22 como sendo uma continuação do capítulo 19.

Provavelmente a maneira mais correta de interpretar o Apocalipse é entendendo que são descritas sete seções paralelas. É como se João contasse a mesma história pelo menos sete vezes, porém, cada vez, ele acrescenta detalhes que não estavam nas descrições anteriores. É somente no último ciclo, ou seja, quando ele reconta a história pela última vez, que ela fica completa. A divisão que Hendriksen propõe é a seguinte:

A Primeira Seção: “Cristo no meio dos sete candeeiros” (Ap 1-3). 
A Segunda Seção: “A Visão do céu e dos Sete Selos” (Ap 4.1-7.17). 
A Terceira Seção: “As Sete Trombetas” (Ap 8-11). 
A Quarta Seção: “O Dragão Perseguidor” (Ap 12.2-14.20). 
A Quinta Seção: “As Sete Taças” (Ap 15.1-16.21). 
A Sexta Seção: “A queda da Babilônia” (Ap 17.1-19.21). 
A Sétima Seção: “A Grande Consumação” (Ap 20.1-22.21)[6].

De fato no capítulo 20 se inicia uma nova seção que vai descrever outra vez a dispensação cristã como um todo, desde a primeira vinda de Jesus até sua segunda vinda e o juízo final, como fizeram todas as seis seções ou ciclos anteriores. Repare que a segunda vinda de Cristo e o julgamento do mundo haviam sido anunciados em todas as seis seções anteriores.

Veja como o sexto selo na segunda seção descreve o fim do mundo em cores vívidas (6.12-17). Da mesma forma na sétima trombeta da terceira seção, a consumação de todas as coisas é claramente descrita (11.15-19). E este acontecimento é também descrito em 14.14-20 no final da quarta seção, com o acréscimo de detalhes de como será a separação entre os crentes e os ímpios.

Note que neste texto os crentes são ceifados e recolhidos no celeiro, enquanto que os ímpios são pisados como se fossem uvas. Assim também o sétimo flagelo da quinta seção descreve o fim de tudo, mas aqui é pela primeira vez descrita uma batalha antes do fim, a batalha do Armagedom (16.12-21). Mas, a explicação mais clara desta batalha está no final da sexta seção onde o cavaleiro montado no cavalo branco desce para destruir os exércitos do diabo e dos seus aliados. Portanto, João está recontando pela sétima e última vez como é a derrota do mal.

É muito difícil que Apocalipse 20 seja uma descrição do que acontece depois de Apocalipse 19, pois no capítulo 19 já aconteceu a consumação. Os ímpios foram vindimados na batalha do Armagedom e os homens rebeldes foram mortos (19.21). No capítulo 20 a história é recontada a fim de explicar como será destruído o último inimigo, Satanás, e assim, todos os detalhes se completam.

Em defesa desta posição Hendriksen mostra o paralelo que há entre os capítulos 11-14 e 20-22 [7]:

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Os Santos reinam

Em seguida, Apocalipse 20.4-6 narra um reinado milenar. Aqueles que seguem uma abordagem cronológica do capítulo 20, dizem que todos estes acontecimentos seguem o 19. Então, na segunda vinda de Jesus, Satanás seria preso, e, em seguida, haveria a primeira ressurreição e os crentes reinariam com Cristo por mil anos na terra. Depois destes mil anos haveria a segunda ressurreição somente dos ímpios para o juízo. Nossa dificuldade com esta interpretação já foi descrita acima. Não cremos que o capítulo 20 seja uma seqüência do 19, mas que recomeça um novo ciclo. Vimos que a derrota e a prisão de Satanás já aconteceram na primeira vinda de Jesus.

Tronos no céu

Mas, há uma dificuldade ainda maior em pensar que o milênio começa com a ressurreição dos crentes. João não diz que vê corpos reinando com Cristo na terra, mas “almas” (Ap 20.4). Ele diz que viu tronos, e sentados nestes tronos aqueles que têm a autoridade de julgar. Quem estão assentados nestes tronos? São as almas que João viu. O texto grego não contém a expressão “vi ainda”, como se fosse um grupo diferente daquele que está assentado nos tronos. Diz simplesmente: “E as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus e da Palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tão pouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante os mil anos” (Ap 20.4).

Note que estas almas estão “vivendo” com Cristo e reinando por mil anos. A expressão “e viveram” (no grego ezesan) não significa necessariamente “e ressuscitaram”, até porque a palavra grega “ressuscitaram” é outra (anastásei). O texto nos diz que as almas dos que morreram estão “vivendo” e reinando com Cristo por mil anos, que é o tempo inteiro da dispensação cristã, desde a primeira vinda de Cristo até a segunda vinda. Além disso, estes tronos certamente devem estar no céu, pois como diz W. J. Grier, “sempre que se faz referência a tronos, no Apocalipse, quer se trate do de Cristo, quer dos de Seu povo, são localizados no céu”[8]. (Ver Ap 4.4).E como diz Kistemaker, “o vocabulário de tronos, juízo e almas representa uma cena celestial”[9].

Quando João diz que os restantes dos mortos não reviveram “até que se completassem os mil anos” e chama o acontecimento de “viver” de primeira ressurreição, ele não está dizendo que isso vai acontecer depois do milênio. Aliás, a palavra “reviveram” é a mesma usada para “viveram” no verso anterior. O que João quer dizer é que os mortos sem Cristo continuaram mortos física e espiritualmente, e depois do milênio vão ressuscitar, mas para entrar na morte eterna. Portanto, a primeira ressurreição aqui é o “viver” com Cristo no céu.

Os ímpios não vão “viver” com Cristo no céu até o dia da ressurreição final. Aquele que tem parte na primeira ressurreição (espiritual) vai para o céu, e não precisa temer a segunda morte que é o Lago de Fogo. Nem seria preciso falar algo assim se os cristãos já estivessem com seu novo corpo aqui na terra. Num resumo: “Os que pertencem a Cristo morrem uma vez, porém ressurgem duas vezes (espiritual e fisicamente), enquanto os que o têm rejeitado ressurgem uma vez, porém morrem duas vezes (física e espiritualmente)”[10].

As pessoas que João viu no céu (decapitados como Paulo e João Batista) ascenderam espiritualmente ao céu (primeira ressurreição), e ressuscitarão fisicamente na vinda de Jesus. As pessoas que morrem sem Cristo não vão ao céu (não tem parte na primeira ressurreição), mas ressuscitarão na vinda de Jesus para o grande julgamento.

A situação dos mortos

Um argumento que reforça esta interpretação vem de outras partes do livro de Apocalipse. Devemos sempre lembrar que João está escrevendo para cristãos do primeiro século. Aqueles cristãos estavam sofrendo grandes perseguições. Muitos já haviam morrido por causa do Evangelho. Era natural que a igreja se perguntasse: O que aconteceu com os cristãos que foram martirizados? Deus não vai fazer nada para vingá-los? Em praticamente todas as seções, João dá informações sobre esses mortos.

No capítulo 6, ele diz que viu as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Essas almas estavam debaixo do altar de Deus, e clamavam por vingança. Foi lhes dito que deviam esperar, vestidas de vestiduras brancas, até que se completasse o número dos mártires (Ver Ap 6.9-11).

No capítulo 7, João dá mais informações sobre os mártires. Ele diz que “se acham diante do trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu santuário. E aquele que se assenta no trono estenderá sobre eles o seu tabernáculo. Jamais terão fome, nunca mais terão sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor algum, pois o Cordeiro que se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (Ap 7.15-17). Ou seja, João está tentando consolar os amigos e parentes das vítimas, dizendo que elas estão numa posição privilegiada.

No capítulo 14, João diz que os mortos no Senhor são “bem-aventurados”, podem descansar de suas fadigas, pois suas obras os acompanham (Ap 14.13). No capítulo 20, ele torna a ver as almas destes mártires, e agora acrescenta que além de estarem num estado de bem-aventurança, estão reinando com Cristo e serão os próprios juízes de seus algozes (Ap 20.4).

Portanto, na sequência lógica do Apocalipse, este texto não está falando coisa alguma sobre um reino literal e terreno de Cristo sobre a terra durante mil anos, mas da situação dos mortos em Cristo no céu, durante todo o tempo da dispensação cristã.

Como já vimos, aqueles que reinam com Cristo por mil anos não são pessoas ressuscitadas fisicamente, mas almas que reinam no céu. Neste ponto, há mais uma dificuldade para a interpretação pré-milenista que é o fato de que o texto localiza apenas dois grupos de pessoas que reinam com Cristo, e são os“decapitados por causa do testemunho de Jesus e os que não adoraram a besta”. Cadê o resto dos crentes mortos?

Além disso, está falando apenas dos que morreram, e se eles ressuscitaram fisicamente, onde estão os vivos que serão transformados? Eles não participam do milênio? Como diz Hoekema, “não há nada dito aqui acerca de crentes que não morreram, mas ainda estavam vivos quando Cristo retornou”[11]. Mas quando lembramos que João está querendo explicar justamente a situação dos mártires, toda dificuldade desaparece.

Números não literais

A interpretação literal dos mil anos no texto não se justifica facilmente. Qualquer pré-milenista sabe, por exemplo, que a corrente que prende Satanás não é física, é espiritual. Portanto, ninguém interpreta isto literalmente. Então, por que o número 1000 deve ser interpretado literalmente? Além disso, porque nessa passagem este número deve ser interpretado de forma literal, se todos os outros números do Apocalipse não são? Por exemplo, será que há sete Espíritos Santos, ou apenas um? (Ap 3.1; 4.5). Será que Jesus é literalmente um Cordeiro que tem sete chifres e sete olhos? (Ap 5.6). Será que correu sangue pela morte dos ímpios por 1600 estádios (296 Km)? (Ap 14.20). Será que a Nova Jerusalém possui 12000 estádios (2219 Km)? (Ap 21.16). Evidentemente que ninguém interpreta estes números literalmente, pois são claramente simbólicos. Mas, então por que o número 1000 teria que ser literal em Apocalipse 20.3-4.

Ainda deve ser considerado que a existência de um milênio literal somente pode ser deduzida do texto de Apocalipse 20.1-4. Nenhum outro lugar na Escritura fala em algo parecido. E como já vimos, Apocalipse 20.1-4 não precisa ser interpretado literalmente. No restante das Escrituras não existe a menor indicação de um milênio intermediário entre a era atual e a era eterna. Jesus, nas parábolas (Mt 13.24-30, 36-43, 47-50; Lc 19.11-27; Mt 25.14-30), e na descrição do julgamento em Mateus 25, não falou de um reino intermediário depois da sua vinda. Ele disse que sua vinda traria o julgamento e o estado final dos homens. A mesma ideia pode ser vista em toda a Bíblia. Sempre que o Novo Testamento fala do futuro não diz que haverá um reino para Israel na Segunda Vinda de Jesus, mas que quando Jesus voltar, será estabelecido o Novo céu e a nova terra (2Pe 3.1-13).

A Última Batalha

Em Apocalipse 20.7-10 há a descrição da rebelião final, onde Satanás reúne as nações para pelejarem contra o Senhor. Que batalha é esta, se no capítulo 19 os inimigos de Cristo já foram destruídos? Que nações são estas cujo número é como a areia do mar, se os homens já foram mortos em Apocalipse 19.21? Na verdade, não são batalhas diferentes, mas duas descrições da mesma batalha. É dito que no fim do milênio, Satanás será solto. Solto de quê? De sua prisão que o incapacitava de enganar as nações a fim de reuni-las contra a igreja de Deus. Note que ele vai seduzir as nações nos quatro cantos da terra.

Que esta é a batalha do Armagedom podemos inferir por causa da referência a Gogue e Magogue. Gogue era o príncipe de Magogue. É dito em Ezequiel 38.2 que Gogue também é príncipe de Rôs, Meseque e Tubal. Estas três regiões ficavam em algum lugar onde hoje é a Turquia. E todo este território foi conquistado depois de Ezequiel pelos selêucidas, principalmente nos tempos de Antíoco Epifânes o mais cruel inimigo dos judeus, que foi governador da Síria. Este homem foi o mais perfeito tipo do Anticristo no Antigo Testamento. Portanto, a referência a Gogue, nesta última batalha, é uma referência novamente às forças do Anticristo que tentarão pelejar contra o Cordeiro.

João não descreve a derrota do Anticristo aqui, porque já a descreveu antes, e agora ele está interessado em descrever a derrota do Dragão, que na mesma batalha do Armagedom na única vinda de Cristo, foi também aprisionado no lago de fogo. O fato de João dizer que a besta e o falso profeta já estavam no lago de fogo (Ap 20.10) significa apenas que ele já havia narrado este acontecimento antes, até porque a besta e o falso profeta são o governo e a religião anticristã de Satanás. João deixou para narrar no fim, a maneira como o Dragão será destruído.

O Cumprimento das Profecias do AT
Talvez a maior razão porque os pré-milenistas insistem num reino literal e terreno de mil anos seja por causa de sua visão das profecias do Antigo Testamento. Como já dissemos, não há qualquer texto que fale em mil anos de reino, mas os pré-milenistas olham para as profecias de Isaías, Ezequiel, Amós, Zacarias e outros, que falam sobre um futuro glorioso para Israel, e imaginam que isto acontecerá numa volta futura de Israel das várias nações ao redor do mundo, para a terra da promessa. Pensam que isto precisa se cumprir literalmente. Nesse sentido, vêem o retorno de Israel para a Palestina após a Segunda Grande Guerra, como um indício do cumprimento histórico das
profecias.

A interpretação amilenista entende que estas profecias se cumpriram literalmente na volta de Israel do cativeiro da Babilônia, ou se cumprem espiritualmente na igreja que é o Israel no Novo Testamento, ou ainda se cumprem no Novo céu e nova terra. Não há a necessidade de um reino milenar para que elas se cumpram.

Primeiramente devemos entender que interpretar literalmente todas as profecias do Antigo Testamento pode conduzir a absurdos. Como nota W. J. Grier, “a própria profecia do Velho Testamento contém uma advertência contra tal literalismo. Deus disse que falaria aos profetas do Antigo Testamento em sonhos e visões e em palavras obscuras (Nm 12.6-8; Os 12.10)”[12]. Por exemplo, quando Ezequiel diz que o povo retornará à sua terra diz que Davi reinará sobre os que voltarem (Ez 37.24). Se isso for interpretado de forma literal, Davi precisaria reencarnar para reinar sobre Israel. E além disso, o que não pode ser esquecido é que muitas profecias proferidas à nação de Israel eram condicionais.

Por exemplo, quando Deus chamou o povo de Israel do Egito lhes prometeu uma nova terra, porém, devido à desobediência deles, foram privados desse benefício (Nm 14.23). Com relação ao próprio reino eterno da descendência de Davi, a promessa era condicional. Davi entendeu isso, pois disse em seu leito de morte ao seu filho Salomão:

"Eu vou pelo caminho de todos os mortais. Coragem, pois, e sê homem! Guarda os preceitos do SENHOR, teu Deus, para andares nos seus caminhos, para guardares os seus estatutos, e os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus testemunhos, como está escrito na lei de Moisés, para que prosperes em tudo quanto fizeres e por onde quer que fores; para que o SENHOR confirme a palavra que falou de mim, dizendo: Se teus filhos guardarem o seu caminho, para andarem perante a minha face fielmente, de todo o seu coração e de toda a sua alma, nunca te faltará sucessor ao trono de Israel." (1Rs 2.2-4).

Do mesmo modo, as promessas de Deus de prosperidade para a nação de Israel estavam condicionadas à obediência. Uma vez que a nação não permaneceu em obediência, Deus não se viu obrigado a cumprir todas as promessas.

Ao considerar algumas das principais profecias do Antigo Testamento, as quais são geralmente usadas para a defesa de um Milênio literal e terrestre, podemos perceber que elas não exigem um cumprimento literal num Milênio. Uma das principais passagens do Antigo Testamento usadas para defender o Milênio é Isaías 65.17-25. Neste texto Isaías fala da restauração de todas as coisas: “Não haverá mais nela criança para viver poucos dias, nem velho que não cumpra os seus; porque morrer aos cem anos é morrer ainda jovem, e quem pecar só aos cem anos será amaldiçoado” (Is 65.20).

Diz que: “A longevidade do meu povo será como a da árvore, e os meus eleitos desfrutarão de todo as obras das suas próprias mãos” (Is 65.22). E diz que naquele tempo: “O lobo e o cordeiro pastarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; pó será a comida da serpente. Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o SENHOR” (Is 65.25). Os pré-milenistas dizem que esta descrição não pode se referir ao tempo eterno porque há referência a morte e ao pecado. Porém deve ser entendido que Isaías usa figuras de coisas que os homens podem entender, mas está falando dos “novos céus e nova terra”, conforme ele deixa bem claro no verso 17.

E o Apocalipse diz que os novos céus e nova terra compõem o estado final do universo e não o Milênio. Isaías descreve os tempos eternos em linguagem que as pessoas daquele tempo podiam entender. Ele usa expressões que indicam longevidade e prosperidade em linguagem que deve ser entendida figurada e não literalmente.

Outro texto bastante usado para a defesa do Milênio é o capítulo 11 de Isaías. O texto diz que um rebento de Jessé será levantado (vs. 1), o qual terá sabedoria para reconduzir o povo (vs. 2-5). Neste tempo, “o lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o leão novo e o animal cevado andarão juntos, e um pequenino os guiará (...) A criança de peito brincará sobre a toca da áspide, e o já desmamado meterá a mão na cova do basilisco. Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, como as águas cobrem o mar” (vs. 6-9). Esta também não é uma descrição do Milênio. Ela se parece bastante com a outra descrição que já vimos acima no capítulo 65, e que Isaías disse pertencer à nova terra e aos novos céus. Isaías está falando de um tempo de perfeição, onde a terra se encherá do conhecimento do Senhor. Isso é muito superior ao que teria que acontecer no Milênio onde ainda haveria povos dispostos a se rebelar contra o Senhor. Dos versos 10-16 Isaías fala da restauração de Israel.

Não podemos entender esta passagem sem lembrar que o povo de Israel foi levado cativo para a Assíria e o povo de Judá para a Babilônia. Isaías diz que o povo voltaria para sua terra. Isto de fato se cumpriu 70 anos depois do cativeiro, quando o povo retornou do Exílio. O verso 16 diz: “Haverá caminho plano para o restante do seu povo, que for deixado, da Assíria, como o houve para Israel no dia em que subiu da terra do Egito”. Este verso teve um cumprimento literal no dia em que Israel voltou do cativeiro.

É evidente que a profecia vai além disso, mas por que pensar num Milênio intermediário se a profecia pode se referir em linguagem figurada aos novos céus e nova terra? Como diz Hoekema, “na há razão obrigatória para entendermos este tipo de passagens do Velho Testamento, de modo a descrever um reino milenar futuro”13. Estas profecias se cumprem no retorno de Israel do cativeiro, na primeira vinda de Jesus, ou finalmente descrevem a nova terra que será estabelecida na segunda vinda de Jesus [14].

O próprio Novo Testamento interpreta profecias que descrevem a restauração de Israel como não literais. Um exemplo basta para perceber isso. Amós 9.11-12 diz: “Naquele dia, levantarei o tabernáculo caído de Davi, repararei as suas brechas; e, levantando-o das suas ruínas, restaurá-lo-ei como fora nos dias da antiguidade; para que possuam o restante de Edom e todas as nações que são chamadas pelo meu nome, diz o SENHOR, que faz estas coisas”. Em Atos 15.14-18 temos a interpretação do cumprimento figurado desta profecia. Tiago entende que se cumpriu quando Deus incluiu os gentios na comunidade do povo de Deus. Portanto, se o próprio Novo Testamento demonstra que as profecias do Antigo Testamento não precisam ser cumpridas literalmente, por que nós deveríamos insistir nisso?

Dificuldades adicionais

Falar num milênio terreno envolve algumas contradições adicionais: Por que razão, depois dos crentes terem ressuscitado ainda teriam que viver mil anos numa terra imperfeita? De certa forma, as coisas não seriam muito diferentes do que são hoje. Somos convertidos e desejamos uma nova era, porém ainda temos que sofrer com este mundo decaído. Imagine pessoas já ressuscitadas ainda tendo que viver numa terra decaída.

Outra coisa estranha é a idéia de que haverá pessoas com corpo glorificado vivendo junto com pessoas sem corpo glorificado. Que tipo de relacionamento poderia existir entre essas pessoas. Umas morrem, outras são eternas. E como podem as nações se rebelarem contra o Senhor depois do milênio na soltura de Satanás? Não terá adiantado nada os mil anos de prosperidade do Senhor na terra? Finalmente, é muito estranha a idéia de haver salvação depois da vinda do Senhor. Como serão salvos os ímpios durante o milênio? Eles terão que ouvir o Evangelho e crer?

A Bíblia diz que fé é acreditar no que não pode ser visto (Hb 11.1), mas naquele momento todos verão Jesus reinando dum trono terreno em Jerusalém. Isto seria injusto, se considerarmos que todos os demais que viveram antes do milênio tiveram que crer com bem menos evidência. Embora não possamos ser dogmáticos, porque o Senhor conduzirá a história segundo seu propósito, estas observações demonstram que a existência de um Milênio literal traz mais complicações do que soluções.

Concluindo, percebemos que há evidências de sobra para não interpretar o texto de Apocalipse 20.1-10 de forma literal. Mas insistimos na tese de que este assunto não deve dividir os cristãos. Ter expectativas diferentes em relação à segunda vinda é melhor do que não ter expectativa alguma. O que importa é que ele virá, e que haverá pessoas o aguardando. Quer naquele momento ele inaugure o milênio, quer inaugure o tempo eterno, de qualquer maneira, estaremos para sempre juntos com o Senhor.

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Notas:
1 Antony Hoekema. A Bíblia e o Futuro, p. 223.
2 O quadro é retirado de Paul Enns. The Moody Handbook of Theology, Tópico: “Amillennialism”.
3 A exposição a seguir segue em linhas gerais William Hendriksen. Mais Que Vencedores, p. 217-225.
4 Ver Simon Kistemaker. Apocalipse, p. 673-674.
5 Ver W. J. Grier. O Maior de Todos os Acontecimentos, p. 126-127.
6 Ver William Hendriksen. Mais Que Vencedores, p. 26-35.
7 William Hendriksen. Mais Que Vencedores, p. 218.
8 W. J. Grier. O Maior de Todos os Acontecimentos, p. 128.
9 Simon Kistemaker. Apocalipse, p. 675.
10 Simon Kistemaker. Apocalipse, p. 680.
11 Antony Hoekema. A Bíblia e o Futuro, p. 244.
12 W. J. Grier. O Maior de Todos os Acontecimentos, p. 36.
13 Antony Hoekema. A Bíblia e o Futuro, p. 274.
14 Outras passagens que podem ser interpretadas neste sentido sem sugerir a idéia do Milênio são: Jr 23.3-8; Ez 34.12-13; Ez 36.24; Zc 8.7-8; Am 9.14-15, etc.


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Os ingredientes do Processo (Dinâmica) da Salvação

Atos 16.31: Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa.

INTRODUÇÃO
Nenhum outro homem impactou tanto a humanidade como nosso Senhor Jesus cristo. E, desde que ele veio ao mundo, o homens têm feito “Perguntas inquietantes acerca da salvação”, cito 2 momentos:
Ø  Jovem rico: Que farei para herdar a vida eterna?
Ø  Carcereiro: Que devo fazer para ser salvo?
Mas, afinal, ser salvo de quê?
Ø  Do Poder, da Influência, da subserviência, e do domínio do pecado;
Ø  De uma Vida de crendices, misticismos, e superstições;
Ø  Do engano do medo da morte, e das inseguranças do futuro;
Ø  Da Influência do Mundo e da Carne;
Ø  Do Poder, e das sutilezas do Diabo;
Ø  Da Vida de condenação Eterna, e de sofrimento eterno no Inferno.
Na rápida resposta que Paulo dá ao Carcereiro, em Atos 16:31, há presente os principais ingredientes do processo da salvação. Observe:

1)                  O MÉTODO DA SALVAÇÃO – “CREIA”
Ø    Não somos salvos porque somos bonzinhos
Ø    Não somos salvos porque somos religiosos
Ø    Não somos salvos porque praticamos caridade
Somos salvos porque fomos habilitados pelo Deus, Espírito Santo, a crermos em Cristo. A Carta aos Efésios (2:8) nos diz que esta bênção de crer, é graça, é dádiva; é um presente do próprio Deus, a nós, que nos habilita a crermos; pois, nem isso nós podemos fazer: “Porque pela graça sois salvos mediante a fé, e isso não vem de vós, é dom de Deus...”
A fé é a “Causa Instrumental” da nossa salvação.
A “Causa Inicial” é a graça de Deus, é o amor, é a Benevolência, é o Favor Divino: “Porque pela graça sois salvos...” Mas a causa instrumental é a fé, ou seja, a fé é o seja o instrumento que Deus utiliza para nos capacitarmos, nos habilitar a nos apropriamos da salvação. É por isso se diz em Efésios: “Porque pela graça sois salvos MEDIANTE, ATRAVÉS, POR MEIO DA FÉ”. Romanos 1:16 nos diz que “a justiça de Deus se revela no evangelho de fé em fé, como está escrito o juto viverá por fé”.
O método de salvação é a fé. Quando cremos, de fato e de verdade, nós acreditamos, nós, damos crédito, nós nos  submetemos a tudo aquilo que o nosso Senhor Jesus Cristo realizou na cruz do calvário a nosso favor.
Foi isso que ele disse a Tomé, em João 20:27: “Não seja incrédulo, mas crente!!”  Este é o método da salvação. Que cada um de nós dê crédito, creia nessa obra realizada em favor de nós mesmos. João 3:16, diz: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito para que todo o que nele crê, todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna”.
Vejamos um segundo ingrediente do processo da salvação, presente no texto de Atos 16:31:

2)                 O FOCO DA SALVAÇÃO – “NO SENHOR JESUS”
Uma das verdades mais destacadas na bíblia, dizem respeito à Centralidade, à Singularidade, e à Unicidade EM Cristo, e DE Cristo. E é isso que este texto quer dizer, quando mostra para onde devem se concentrar, para onde devem seguir o foco da nossa vida espiritual, para onde nossas forças, nossa atenção deve se voltar. Creia no Senhor Jesus!!
Ø    O texto não diz para crermos na igreja, por melhor, agradável e bíblica que ela seja.
Ø    O texto não diz para crermos em algum “santo”, ou a alguma “entidade” espiritual.
Ø    Pedro, Maria, João, ou quem quer que seja; todos precisam tanto de Jesus, como salvador como qualquer um de nós. Ouço, às vezes pessoas dizerem: “Tudo com Jesus, mas, nada sem Maria...Gente, foi Maria quem disse: “Façam tudo o que ele (Jesus) vos mandar”. Maria mesma confessou sua necessidade de um Salvador PESSOAL, ao dizer: “A minha alma engrandece ao Senhor, e meu espírito se alegra em Deus, o MEU SALVADOR”.
O foco da nossa salvação é Jesus, e somente Jesus: Creia no Senhor Jesus. Ele mesmo diz acerca de si próprio: “Eu sou o caminho, e a Verdade, e a Vida, ninguém vem ao Pai, a não ser por Mim (João 14:6). Em  Atos dos apóstolos 4:12, a bíblia nos diz: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”.  1ª Timóteo 2.5, nos diz: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”.
 A ruína de muitos, espiritualmente falando, é misturarem sua crença em Cristo com mais alguma coisa: “Creio em Cristo, mas, creio também em minha santinha, minha mãezinha... Creio em Cristo, mas, preciso guardar o sábado... Creio em Cristo, mas, preciso também tomar um Passe, um banho de descarrego, um banho de sal grosso, preciso colocar galho de arruda na orelha, ou de cristais para energizarem o ambiente de minha casa...” TOLICE!!
TODOS NÓS OUVIMOS FALAR DO CONJUNTO DE APARTAMENTOS CHAMADO "PALACE II", que ruiu há alguns anos atrás trazendo inúmeros prejuízos aos moradores.  O Laudo Técnico informou que na fundação do edifício, junto com material próprio (ferragem, areia, cimento, e pedra) havia também uma mistura de material inadequado (madeira, isopor, papelão). ESSA, SERÁ A RUÍNA, A PERDIÇÃO DE MUITOS... PAULO DIZ, EM 1ª Coríntios 3.10,11: “Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor; e outro edifica sobre ele. Porém cada um veja como edifica. 3.11 Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo”. É só Jesus, e nada mais!! O foco, a base, a segurança, de nossa salvação.
Pense nisso, meu dileto amigo; não é o que eu estou dizendo, é aquilo que a Palavra de Deus diz!
Vejamos, ainda. um terceiro ingrediente do processo da salvação, presente no texto de Atos 16:31:

3)                 A GARANTIA DA SALVAÇÃO – “E SERÁS SALVO”
Paulo ensina isso, e eu creio firmemente nesta verdade.
Ø    A salvação não é simplesmente uma possibilidade, mas uma realidade.
Ø    Cristo não somente tornou possível a salvação, como de fato a concretizou, a realizou em favor de todo aquele que crer.
Ø    A salvação não é uma especulação, mas uma Possessão. Veja o que diz João 6.37: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora”. Veja mais: João 10.27-29: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. 10.28 Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. 10.29  Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar”.
Ø    A Palavra de Deus diz em João 6:47: “Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna”. Em João 10.9, o Senhor Jesus diz: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo”. Em João 3.36, no diz: “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus”. Poderíamos passar a noite toda repetindo versículos que tratam acerca da certeza, da realidade, e não simplesmente da possibilidade da salvação, então veja, por fim, João 5.24: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida”.
Observe que em nosso texto básico:
Ø    Paulo não diz: “Creia e pode ser que você seja salvo se...”
Ø     Paulo não diz: “Creia e, talvez, pode ser que você seja salvo...”
 Os homens inventam um monte de coisas, um calhamaço de “bujingangas, e tralhas “espirituais”, que nem Cristo, nem Paulo, jamais disseram:
Ø    Será salvo se der o dízimo, se fores imergido nas águas, se guardares o sábado, se fores “batizado” com o Espírito Santo, se participares da Fogueira santa de Israel... Algumas dessas coisas são lícitas e evidenciarão sim a salvação, mas não é porque causa disso que somos salvos. A Palavra de Deus é simples: somos salvos porque cremos em Cristo. Basta! Chega! Isso é o que nos da, nos garante, nos assegura a salvação. Creia nessa noite, somente em Cristo, com todas as suas forças em nenhum outro mais, além de Cristo!!
 Vejamos, agora, um quarto ingrediente do processo da salvação, presente no texto de Atos 16:31:

4)                  A ABRANGÊNCIA DA SALVAÇÃO – “TU E TUA CASA”
Perceba: O compromisso da salvação é individual. Há outra verdade implícita que não falei. Creia, VOCÊ, no Senhor Jesus, E SERÁS SALVO  TU... Maria disse: “O meu espírito se alegra em Deus, o MEU SALVADOR... Davi disse: “O Senhor é o MEU PASTOR..”
NO ENTANTO,  AINDA QUE O COMPROMISSO DA SALVAÇÃO SEJA individual, a ABRANGÊNCIA da Salvação é Ampla, é LARGA, É COMUNITÁRIA: “Serás salvo tu, e toda a tua casa.” ALELUIA!!
Louvo a Deus, porque essa bênção, progressivamente, tem acontecido na minha família. E fui o primeiro, depois meu irmão, mais recentemente, minha irmã, e assim, aos poucos, minha casa, minha família está sendo redimida em cristo, está sendo restaurada, pois, a bênção de Deus é coletiva. ALELUIA!! “Onde a luz chega as trevas vão sendo dissipadas, e bênção vai acompanhando”.
Ø  Por causa de José, lá no Egito, Deus abençoou a casa de seu patrão, Potifar.
Ø  A bíblia fala da fidelidade de Noé, em Gênesis 6:9: “Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus”.  No entanto, quando Noé entrou na Arca, entraram com ele sua mulher, seus filhos e suas noras. Aleluia...
Ø  Josué diz: “Escolhei hoje a quem sirvais.... eu e minha casa, serviremos ao Senhor... Compromisso individual, bênção coletiva!!
Ø  O Salmo 91 diz: “Mal nenhum te sucederá , praga nenhuma chegará à tua tenda, à tua casa, a tua família”. Isso porque a Bênção de Deus é abrangente; é incomparável. Em Êxodo 20: 4,5 nos diz “eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem 20.6   e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos”.  
Ø  Nesse texto que de Atos dos Apóstolos, após esse homem (Carcereiro) se converter, toda sua família, também foi batizada. Glórias a Deus!!
Ø  Creia no Senhor Jesus, e serás salvo, tu, e toda sua casa. Toda família será atingida, abençoada com os raios misericordiosos da salvação. Aos poucos, você verá, uns e outros aceitando a Cristo, e perceberá toda sua casa recebendo os benefícios da salvação. Aleluia!!
Vejamos, por fim, um quinto ingrediente do processo da salvação, presente no texto de Atos 16:31; agora, de forma IMPLÍCITA:

 5)                  O TEMPO DA SALVAÇÃO – CREIA, (“HOJE”)
É importante enfatizarmos que essa verdade não está explícita no texto, mas, implícita. Basta que façamos a pergunta. Creia, quando? HOJE, AGORA.
Essa verdade é reforçada pelo que a própria palavra nos diz em Hebreus 3:15: Hoje se ouvirdes a sua voz,  não endureçais o vosso coraçãoE mais, em 2ª Coríntios 6:2: “eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação”.
Ø    Esta verdade sobre o tempo da salvação, reporta-nos à verdade da URGÊNCIA da salvação, da necessidade da salvação. Essa verdade nos reporta aquilo que a bíblia diz, em João 9.4: “É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar....”
Ø    Essa verdade no chama à atenção quanto à SERIEDADE do assunto salvação. Não estamos brincando quando falamos de salvação, salvação é para hoje. Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o Senhor teu Deus!! (Amós). Você tem se preparado para tantas coisas... o casamento do seu filho, arranjar um namorado, ficar rico, ingressar na faculdade. Mas, e quanto ao Senhor?  Jesus disse a Nicodemus, um homem que era Mestre em Israel: “É Necessário, Nicodemus, que você seja salvo; é necessário, Nicodemus, que você nasça de novo! Se não nascer de novo você não verá o reino de Deus!!” (João 3)
Ø    Essa verdade no chama à atenção quanto ao SENSO DE PRIORIDADES: quais são as prioridades que estão tomando conta de nossa agenda, de nossas expectativas, de nossa vida?Buscai o senhor enquanto se pode achar...” A Palavra diz que “como foi nos dias de Noé, assim há ser os dias do vinda do Filho do homem...”
O ser humano anda totalmente despreocupado com as coisas espirituais; está buscando crescer financeiramente, constituir família, etc, etc... Mas, assim também foi nos dias de Noé, até que águas do dilúvio vieram, e pegaram a muitos despercebidos.
Pense bem, é tempo de voltar-se para o Senhor, pois, o tempo da salvação, é hoje, é agora... Não deixe para amanhã. O dia do diabo é amanhã; mas dia, de Deus é hoje, é agora.... Amanhã pode ser muito tarde....

CONCLUSÃO
Quero finalizar dizendo que Hoje, o Senhor, por meio do seu Espírito, falando por Sua Palavra, está chamando muitos à salvação neste lugar.
Episódio do Teatro, em Londres, séculos atrás: UM JOVEM, em plenos pulmões gritou: "Fogo, fogo!!" Muitos acharam que aquele jovem estava brincando, representando... até que uma cortina, em chamas, caiu atrás, e, muitos, na correria, morreram queimados, ou, pisoteados.
 Eu quero dizer que hoje, como aquele jovem, estou gritando: fogo, fogo!! Eu não estou aqui, brincando, estou falando, muito sério. A Palavra de Deus nos diz em pelo menos, 2 textos específicos: “Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? (Mateus 7:22). Outros dirão: “Senhor, comíamos e bebíamos na tua presença, e ensinavas em nossas ruas... (Lucas 13:26). Mas, o Senhor lhes dirá explicitamente: “Não se donde sois... Nunca vos conheci...  apartai-vos de mim malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos... e diz mais, a Palavra: “Ali, haverá choro e ranger de dentes...”
Hoje, o Senhor te chama à sua Salvação. Vimos, hoje, uma boa parte da Dinâmica, dos Ingredientes da Salvação: 1) O Método da Salvação: CREIA. 2) O Tempo da Salvação: HOJE. 3) O Foco da Salvação: NO SENHOR JESUS. 4) A Garantia da Salvação: E SERÁS, DE FATO SALVO. 5) A Abrangência da Salvação: TU E TUA CASA.
 Talvez muitos não se apercebam o quanto, perdidos, estão; o quanto, necessitados, estão de encontrar a salvação; o quanto é necessário e urgente, clamar a salvação, que o nosso Senhor pode lhes dar.

APELO: Quero convidá-lo a entregar, nessa noite, hoje, mesmo, agora, suas vidas, nas mãos do Nosso Senhor Jesus Cristo.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS

2ª Timóteo 3.14-17   “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste 3.15   e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. 3.16   Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, 3.17   a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”.
Seguindo o ensino bíblico, nós, reformados, cremos que as Escrituras Sagradas são a fonte infalível de informação que estabelece, em caráter definitivo, qualquer assunto nelas tratado. A Bíblia, quando corretamente interpretada, é a única regra infalível de fé e de prática; o Supremo Tribunal de Recursos  para a resolução de qualquer controvérsia religiosa. A autoridade das Escrituras significa que todas as palavras escritas nela,  são palavras de Deus, e, portanto, não crer em alguma palavra da Bíblia é o mesmo que desobedecer e não crer no próprio Deus.
Assim, a Confissão de Fé de Westminster relata o objetivo de Deus ao inspirar sua palavra escrita: “para melhor preservação e propagação da verdade e para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazê-la escrever toda. Isto torna a escritura indispensável” (CFW capítulo 1, parágrafo 1).
No quarto parágrafo, do Capítulo 1,  cfw trata da origem ou fundamento da autoridade das Escrituras: “A autoridade da Escritura Sagrada, razão pela qual deve ser crida e obedecida, não depende do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas depende somente de Deus (a mesma verdade) que é o seu Autor; tem, portanto, de ser recebida, porque é a Palavra de Deus”.
No parágrafo quinto, também do Capítulo 1, a  CFW aborda a questão da certeza ou convicção pessoal da Autoridade das Escrituras: “Pelo testemunho da Igreja podemos ser movidos e incitados a um alto e reverente apreço pela Escritura Sagrada; a suprema excelência do seu conteúdo, a eficácia da sua doutrina, a majestade do seu estilo, a harmonia de todas as suas partes, o escopo do seu todo (que é dar a Deus toda a glória), a plena revelação que faz do único meio de salvar-se o homem, as suas muitas outras excelências incomparáveis e completa perfeição são argumentos pelos quais abundantemente se evidencia ser ela a Palavra de Deus; contudo, a nossa plena persuasão e certeza da sua infalível verdade e divina autoridade provém da operação interna do Espírito Santo que, pela Palavra e com a Palavra, testifica em nossos corações (1ª Co. 2:13-14; Jo 16:13,14)”.
Ampliando o tema, o décimo parágrafo da CFW confere às Escrituras (a voz do Espírito Santo) a palavra final para toda e qualquer questão religiosa, reconhecendo-a como Supremo Tribunal de recursos em matéria de fé e prática: “O Juiz Supremo, pelo qual todas as controvérsias religiosas têm de ser determinadas, e por quem serão examinados todos os decretos de concílios, todas as opiniões dos antigos escritores, todas as doutrinas de homens e opiniões particulares; o Juiz Supremo, em cuja sentença nos devemos firmar, não pode ser outro senão o Espírito Santo falando na Escritura”.

Em dias como os que estamos vivendo, em que cresce a impressão de que o evangelho moderno (particularmente o brasileiro) manifesta profunda crise teológica, eclesiástica e litúrgica, convém considerar novamente essa importante doutrina. Convém uma palavra de alerta contra antigas e novas tendências de usurpar ou limitar a Autoridade da Palavra de Deus. 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

06 DECISÕES PARA UM ANO NOVO MELHOR E MAIS ABENÇOADO

Compartilho com vocês um Esboço resumido do Sermão de Ano Novo, com o título "06 DECISÕES PARA UM ANO NOVO MELHOR E MAIS ABENÇOADO". O texto básico é Filipenses 3:12-16. Preguei este sermão na noite do dia 31/12/2013 p/ o dia 01/01/2014 em nossa igreja (IP Central de Rio Novo do Sul). Espero que Deus possa abençoá-lo em 2014.
Texto Básico - Filipenses 3.12-16: “3.12 Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. 3.13 Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, 3.14 prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. 3.15 Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento; e, se, porventura, pensais doutro modo, também isto Deus vos esclarecerá. 3.16 Todavia, andemos de acordo com o que já alcançamos”.

INTRODUÇÃO
É infantil demais, julgar que só porque uma noite virou, as coisas mudaram.... Não!! Paulo, em Filipenses 3.12-16 nos mostra que “não existe ano novo; o que existem são decisões novas”. Veja o vers. 13: “Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço... UMA DECISÃO MUDA AS COISAS. Jhon Kenedy decidiu: “em 10 anos, colocarei os pés de um norte-americano na lua”.

 1– DECIDA ELIMINAR O COMODISMO — Paulo diz em Fp. 3:12: “Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição”. O diabo quer gente acomodada; gente que nivele sua vida por baixo. Benjamim Franklin, disse que “o comodismo é como gaiola; uma jaula que impede o nosso progresso”. A igreja de Sardes se julgava viva, mas, o Senhor lhe disse que ela estava morta (Ap. 3:1).

2– DECIDA MOVER-SE, DAR UM PASSO À FRENTE— Paulo diz em Fp. 3:12: “mas prossigo p/ conquistar...” Sai da zona de conforto, da inércia. A bênção de Deus está intimamente conectada ao deslocamento. Deus diz: “Abrão sai da tua terra...” Deus poderia abençoá-lo em Hur, sim... mas Abraão precisava deslocar-se. Sabe por que? Porque a bênção de Deus está intimamente conectada ao deslocamento. Jesus diz ao homem da mão mirrada: “Levanta-te, VEM PARA O MEIO”... . e diz a sua igreja: “IDE!!”

3– DECIDA APAGAR  PASSADO — Paulo diz em Fp. 3:13: “esquecendo-me das coisas que p/ trás ficam...”Passe uma borracha no passado. Levante âncoras”... Um navio fica bem no cais, mas foi feito para aventurar-se no mar. A mulher de Ló olhou para trás e converteu-se numa estátua de sal... Israel tinha saudades dos pepinos e melões, e, com isso, não via “a terra que manava leite e mel”, diante de si.

4– DECIDA CAMINHAR COM FOCO, COM OBJETIVO — Paulo diz em Fp. 3:14: “prossigo para o alvo, para o prêmio...” O cristão não pode ser gente distraída, cabeça vazia, instável... A bíblia diz, “pegou no arado, não olhe para trás...” Não se distraia!! Em Josué: 1.7, diz: “Tão-somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares”.

5– DECIDA vigiar A sua mente Paulo diz em Fp. 3:15:  Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento — A ideia básica do texto não é emoção, mas, foco: “Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos esta disposição mental”. Sua mente é a porta de entrada de sua vida; é onde tudo nasce (Fp 4:8):  “Vigia teus pensamentos, eles se tornam tuas palavras. Vigia tuas palavras, elas se tornam tuas ações. Vigia tuas ações, elas se tornam teu caráter. Vigia teu caráter, ele se torna teu destino”.


6– DECIDA MANTER A MESMA POSTURA Paulo diz em Fp. 3:16: “andemos de acordo com o que já alcançamos  Hendriksen traduz: “que a nossa conduta seja consistente com o nível que já alcançamos.  “Difícil não é chegar na crista da onda, mas, permanecer lá” (Ef. 6:13). Muitos alcançam vitórias, mas, não “mantém a pegada”. Não oram, ou contribuem como antes; vivem ausentes da casa de Deus... Deus te abençoa com 1,10,100 ou 1000, p/ que você gere à proporção do que recebeu.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O INIMIGO DO VERDADEIRO NATAL

A HISTÓRIA DO “PAPAI NOEL”
Seu nome era Nicolau nasceu no século 3, em Patras, na Grécia. Quando seus pais morreram, ele doou todos os seus bens e optou pela vida religiosa. Com apenas 19 anos, foi ordenado sacerdote e logo tornou-se arcebispo de Mira. Dizia-se que na cidade em que ele nasceu viviam três irmãs que não podiam se casar por não ter dinheiro para o dote. O pai das meninas resolveu, então, vendê-las conforme fossem atingindo a idade adulta. Quando a primeira ia ser vendida, Nicolau soube do que estava acontecendo e, em segredo, jogou através da janela uma bolsa cheia de moedas de ouro, que foi cair numa meia posta para secar na chaminé. A mesma coisa aconteceu quando chegou a vez da segunda. O pai, afim de descobrir o que estava acontecendo, permaneceu espiando a noite toda. Ele então reconheceu Nicolau, e pregou sua generosidade a todo o mundo. A fama de generoso do bom velhinho, que foi considerado santo pela Igreja Católica, transcendeu sua região, e as pessoas começaram a atribuir a ele todo tipo de milagres e lendas. 
Em meados do século 13, a comemoração do dia de São Nicolau passou da primavera para o dia 6 de dezembro, e sua figura foi relacionada com as crianças, a quem deixava presentes vestido de bispo e montado em burro. Na época da Contra-reforma, a Igreja católica propôs que São Nicolau passasse a entregar os presentes no dia 25 de dezembro, tal como fazia o Menino Jesus, segundo a tradição destes tempos.
 Os holandeses, no século 17, levaram para os Estados Unidos a tradição de presentear as crianças usando a lenda de São Nicolau - a quem eles chamavam Sinter Klaas. Os verdadeiros impulsores do mito de Santa Claus - nome que o Papai Noel recebeu nos Estados Unidos - foram dois escritores de Nova York. O primeiro, Washington Irving, escreveu em 1809 um livro em que São Nicolau já não usava a vestimenta de bispo, transformando-o em um personagem bonachão e bondoso, que montava um cavalo voador e jogava presentes pelas chaminés. Em 1823, um poema de um professor universitário, Clement C. Moore, enalteceu a aura mágica que Irving havia criado para a personagem, trocando o cavalo branco por renas que puxavam um trenó.
Ao longo do século 19, Santa Claus foi representado de muitas maneiras. Ele teve diferentes tamanhos, vestimentas e expressões, desde um gnomo jovial até um homem maduro de aspecto severo. Em 1862, o desenhista norte-americano de origem alemã Thomas Nast realizou a primeira ilustração de Santa Claus descendo por uma chaminé, embora ainda tivesse o tamanho de um duende. Pouco a pouco ele começa a ficar mais alto e barrigudo, ganhar barba e bigode brancos e a aparecer no Pólo Norte.
O atual Papai Noel, de roupa vermelha e saco às costas, nasceu nos Estados Unidos, na metade do século XIX, como um São Nicolau sob a forma de um gnomo ou duende e, logo em seguida foi transformado em um simpático velhinho. Ele é introduzido na Europa depois da Primeira Guerra Mundial e se impõe pouco a pouco pela pressão comercial.
O símbolo de Santa Claus foi logo utilizado pela publicidade comercial. Em 1931, a Coca-Cola encomendou ao artista Habdon Sundblom a remodelação do Santa Claus de Nast para torná-lo ainda mais próximo. Sundblom se inspirou em um vendedor aposentado e assim nasceu - de uma propaganda da Coca-Cola! - o Papai Noel que a gente conhece.

Os “atributos” do Papai Noel:
a) Onisciência – Conhece cada criança e seu comportamento. E poderosamente conhece o pedido de cada uma.
b) Onipresença – Numa única hora, consegue estar em todos os lugares, na difícil missão de descer pela chaminé e deixar o presente.
c) Onipotência – Tem poder para Julgar , fazer renas voarem e ainda para controlar o tempo.
d) Eternidade - É sempre o mesmo por séculos

Os Presentes de Natal:
Os presentes recebidos ou doados por ocasião do natal relembram o maior presente já recebido pelo homem, que é a salvação em Jesus Cristo. O uso de presentes nessa época simboliza a união ou comunhão existentes através de Cristo (cf Mt 2.1 – Os reis levaram presentes para o Senhor). Mas, o “bom velhinho” distorce algo de bom. Os pais precisam ensinar seus filhos que todas as dádivas vêm de Deus, e não do “garoto-propaganda” da Coca-cola (cf Tiago 1.17).

Conclusão
O atual “papai Noel” cheio de misticismos e lendas de duendes está longe daquilo que Nicolau era. Além de escravizar as crianças e adultos com o consumismo exagerado, esse moderno papai Noel quer tomar o lugar de Deus. Sim, pois somente o SENHOR é Onisciente e Onipresente: “SENHOR, tu me sondas e me conheces. Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos. Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHOR, já a conheces toda. Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também” (Sl 139.1,3,4,8). Somente Deus é onipotente: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado.”(Jó 42.2); e somente Ele é Eterno: “Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus.” (Sl 90.2).
Embora Nicolau tenha sido um homem bom, por ajudar ao necessitado, Satanás tornou sua imagem inimiga do nascimento e da cruz de Cristo: “pois surgirão falsos cristos… para enganar, se possível, os próprios eleitos.” (Marcos 13.22). Não se deixe enganar, o verdadeiro natal é o nascimento de Cristo e não a visita do papai Noel. De bonzinho, o atual papai Noel, não tem nada.
Rev. Ronaldo P. Mendes.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

ENFRENTANDO O SOFRRIMENTO VITORIOSAMENTE

“Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado, 4.2   para que, no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus. 4.3   Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andado em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias. 4.4   Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão, 4.5   os quais hão de prestar contas àquele que é competente para julgar vivos e mortos; 4.6   pois, para este fim, foi o evangelho pregado também a mortos, para que, mesmo julgados na carne segundo os homens, vivam no espírito segundo Deus. 4.7   Ora, o fim de todas as coisas está próximo; sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações. 4.8   Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados. 4.9   Sede, mutuamente, hospitaleiros, sem murmuração. 4.10   Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. 4.11   Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém! 4.12   Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; 4.13   pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando”. 1 Pedro 4.1-13   
Em I Pe 4:1-19, o Apóstolo trata do tema sofrimento. Note que a palavra sofrer (ou sofrimento) aparece nos versículos 1,13, e ainda nos versículos não citados 15,16, e 19. O sofrimento pode atingir de uma só vez ou isoladamente várias áreas da nossa vida. Muitas coisas podem causar o sofrimento: O medo, a ansiedade, a humilhação, o desprezo, a solidão, a perda de um ente querido, o remorso, a separação conjugal, a desilusão amorosa, a falência financeira, a decepção, enfim. O sofrimento abrange a mente, as emoções, o físico e o espírito. Na passagem de supracitada, Pedro nos ensina COMO PASSAR PELO SOFRIMENTO VITORIOSAMENTE. Vejam quais são os princípios espirituais que o Apóstolo nos apresenta:
1º) O sofrimento não é incompatível com a vida cristã (Versículo 12: “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo” ). O crente não pode estranhar o sofrimento como se fosse algo incompatível com a vida cristã. “Todos quantos querem viver piedosamente em Cristo serão perseguidos” (2 Tm 3:12).
2º) O sofrimento tem o propósito de nos ajudar a vencer o pecado (Versículos 1-3: “Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado, 4.2   para que, no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus. 4.3   Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andado em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias”). Enquanto o sofrimento endurece o ímpio, amolece o coração do crente. O sofrimento nos leva a entender que os prazeres do mundo e as paixões da carne não compensam.
3º) O sofrimento nos ajuda a manifestar amor uns pelos outros (Versículos 8-9: “Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados. 4.9   Sede, mutuamente, hospitaleiros, sem murmuração”). O sofrimento produz em nós uma sensibilidade mais aguçada. Passamos a ver a vida e os outros com outros olhos. Tornamo-nos mais amáveis e generosos. Grandes campanhas humanitárias são promovidas por pessoas que passaram por grande dor e sofrimento.
4º) O sofrimento nos ajuda a colocar os dons que Deus nos deu a serviço do seu povo (Versículos 10-11: “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. 4.11   Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!”). Precisamos servir uns aos outros, de acordo com o dom que recebemos. Nossa vida deixa de ser egoísta. Nosso propósito é abençoar os outros e edificar o povo de Deus. Nosso alvo é a glória de Deus e a exaltação de Cristo.
5º) O sofrimento tem a finalidade de nos provar e não de nos destruir (Versículo 12b: “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo”). No Antigo Testamento, este vocábulo se aplica a um forno para fundição de minérios, no qual o metal era derretido para ser purgado dos elementos estranhos. O Salmo 66:10 diz: “Pois tu, ó Deus, nos provaste; tu nos afinaste como se afina a prata”.

6º) O sofrimento deve ser enfrentado com alegria (Versículo 13: “pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando” ). O apóstolo Paulo demonstrou alegria no meio dos problemas. “... aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (Fp 4: 11). Tiago também diz que devemos nos alegrar ao passarmos pelas provações. “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações” (Tg 1:2). Portanto, se você está sofrendo por alguma razão, procure encarar a sua dor à luz dos princípios acima apresentados. Certamente eles ajudarão você a vencer essa etapa difícil da sua vida!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

AS EVIDÊNCIAS DO NOVO NASCIMENTO (2/3)

3.5 Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; 3.6 por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]. 3.7 Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas. 3.8 Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar. 3.9 Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos. Colossenses 3.5-9

Você crê que é um verdadeiro convertido? O que comprova que você, de fato, se nasceu de novo? Na Carta que escreveu aos Colossenses o apóstolo Paulo nos mostra que a verdadeira conversão está estritamente conectada com aquilo que nós fazemos, ou praticamos.
                   JÁ VIMOS, com base em Colossenses 3:1-4 que Evidenciamos a Verdadeira Conversão Quando Buscamos Mais as Coisas do Céu do que as Coisas da Terra
Assim nos diz COLOSSENSES 3.1-4: 3.1 Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. 3.2 Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; 3.3 porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. 3.4 Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória.
         VEJAMOS, AGORA, com base em Colossenses 3:5-9, UMA SEGUNDA EVIDÊNCIA DO NOVO NASCIMENTO.
                 2-      Evidenciamos a Verdadeira Conversão Quando Mortificamos Nossa Natureza Terrena – 3.5-9
COLOSSENSES 3.5-9: 3.5 Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; 3.6 por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]. 3.7 Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas. 3.8 Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar. 3.9 Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos.
A expressão “fazer morrer” no grego (língua original do texto bíblico) é nekrosate”, de onde vem o nosso termo em português “Necrotério”. A ideia de Paulo é que “os crentes devem andar com uma certidão de óbito no bolso”. Uma vez que morremos (Cl. 3:3) devemos “matar ou, fazer morrer” diariamente nossa natureza terrena. Toda vez que ela quiser dar “sinal de vida”, mostre a ela sua “Certidão de Óbito Espiritual”, em relação à velha natureza terrena: “Se alguém está EM CRISTO, é NOVA criatura, as COISAS ANTIGAS JÁ PASSRAM (2ª CO 5:17). . ALELUIA!! A bíblia diz em Romanos 6:11Considerai-vos MORTOS PARA O PECADO”. É isso que Jesus quis dizer, quando disse: “Se o teu olho direito o faz tropeçar, ARRANCA-O” (Mt. 5:29).
Para entender mais claramente como a velha natureza se manifesta em nossa vida, Paulo enumera 11 pecados que didaticamente distribuímos em 4 blocos. Esses pecados fazem a natureza humana “resistir à sua morte”; a natureza “morta” resiste e quer se mostrar “muito viva, mais viva que nUnca”. VEJAMOS:
Ø  1) PECADOS MORAIS, LIGADOS À SEXUALIDADE: São 3 pecados, aos quais Paulo diz: fazei pois, morrer vossa natureza terrena: A) Prostituição (PORNÉIA – pornografia). B) Impureza (perversão, luxúria e libertinagem – a palavra traz a ideia de uma chaga infectada), C) Paixão Lasciva (força quase incontrolável, egoísta, violenta, agressiva, que não descansa até ser satisfeita – lembro-me de um rapaz em São Mateus que precisávamos amarrá-lo a uma cama, quando a “fissura” pela droga vinha – tem gente que é assim em relação à sexualidade, parece uma besta voraz, um animal no cio).
 Jovens, atenção, em nome de Jesus, todos os dias o mundo tá dizendo: “satisfaça sua vontade, seja feliz...” Mostrem a ele sua certidão de óbito em relação à natureza terrena. “Estou morto para essas coisas, em nome de Jesus!”
Ø  2) PECADOS SOCIAIS, que nos levam a “desejar o que é do outro e o mal p/ o outro” (5) – São 02 pecados: A) O Desejo MalignoJá viram Gente que quer matar, destruir, ver a desgraça, ver a derrota da família da outra... – B) A Avareza, que é Idolatria – Avareza é o “querer mais e mais, só para si, sem nunca se satisfazer” – Os comentaristas bíblicos (ex. Ralph Martin) dizem que aqui é o pecado da “possessividade”, o desejo insaciável de colocar as mãos em tudo, e o texto esclarece que é idolatria pois, é adoração ao ego, uma supervalorização do próprio eu; “é a devoção a um deus falso”. Provérbios 30.15, diz:  A sanguessuga tem duas filhas, a saber: Dá, Dá. Nos versículos 6 e 7 Paulo dá uma advertência: 3.6 por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]. 3.7 Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas.
Ø  3) PECADOS LIGADOS AO TEMPERAMENTOSão 03 pecados: A) Ira (ligado ao verbo “ferver”; é o temperamento explosivo, não controlado pelo Espírito – gente que vice com “3 pedras na mão”, melindrosa, você se vê forçado a medir bem as palavras para falar com ela). B) Indignação (traz a ideia de “continuidade” é o indivíduo constantemente “mal humorado, chato, rancoroso, emburrado”). C)  MALDADE – Está ligado à inveja – É o indivíduo maldoso, gente que tem "uma nuvem negra sobre a cabeça", prá tudo ele vê o mal, é desconfiado com tudo e todos porque ele não é bem resolvido internamente. 
Ø  4) PECADOS LIGADOS AOS RELACIONAMENTOS INTERPESSOAIS E À LÍNGUA – Já viu gente que não dá certo com ninguém? Já vi muito crente assim, precisa rever, buscar o atestado de óbito das coisas da carne. Paulo lista 03 pecados: A) Maledicência – (blasfemos - é o que vive falando mal da vida alheia: “Deus nos deu uma vida para que cada um cuide da sua” – Fofoqueiro). C) Linguagem Obscena do Falar. Gente de “boca suja e porca”, linguagem abusiva, grosseira e vulgar, palavras de baixo teor, piadinhas imorais e de baixo calão; gente que só vive com palavrões e só fala coisa que não presta... D) Mentira - 3.9 Não mintais uns aos outrosDeus abomina a mentira, o espalhador de boatos, inverdades e contendas, o pai da mentira é o diabo (Jo 8:44).
                  Você é um verdadeiro convertido? A verdadeira conversão está estritamente conectada com aquilo que nós fazemos, ou praticamos. Evidenciamos esta Verdadeira Conversão Quando 1) Buscamos Mais as Coisas do Céu do que as Coisas da Terra; 2) Mortificamos Nossa Natureza Terrena.

CONTINUA