A HISTÓRIA DO “PAPAI NOEL”


Os holandeses, no século 17, levaram para os Estados Unidos a tradição de presentear as crianças usando a lenda de São Nicolau - a quem eles chamavam Sinter Klaas. Os verdadeiros impulsores do mito de Santa Claus - nome que o Papai Noel recebeu nos Estados Unidos - foram dois escritores de Nova York. O primeiro, Washington Irving, escreveu em 1809 um livro em que São Nicolau já não usava a vestimenta de bispo, transformando-o em um personagem bonachão e bondoso, que montava um cavalo voador e jogava presentes pelas chaminés. Em 1823, um poema de um professor universitário, Clement C. Moore, enalteceu a aura mágica que Irving havia criado para a personagem, trocando o cavalo branco por renas que puxavam um trenó.
Ao longo do século 19, Santa Claus foi representado de muitas maneiras. Ele teve diferentes tamanhos, vestimentas e expressões, desde um gnomo jovial até um homem maduro de aspecto severo. Em 1862, o desenhista norte-americano de origem alemã Thomas Nast realizou a primeira ilustração de Santa Claus descendo por uma chaminé, embora ainda tivesse o tamanho de um duende. Pouco a pouco ele começa a ficar mais alto e barrigudo, ganhar barba e bigode brancos e a aparecer no Pólo Norte.
O atual Papai Noel, de roupa vermelha e saco às costas, nasceu nos Estados Unidos, na metade do século XIX, como um São Nicolau sob a forma de um gnomo ou duende e, logo em seguida foi transformado em um simpático velhinho. Ele é introduzido na Europa depois da Primeira Guerra Mundial e se impõe pouco a pouco pela pressão comercial.

Os “atributos” do Papai Noel:
a) Onisciência – Conhece cada criança e seu comportamento. E poderosamente conhece o pedido de cada uma.
b) Onipresença – Numa única hora, consegue estar em todos os lugares, na difícil missão de descer pela chaminé e deixar o presente.
c) Onipotência – Tem poder para Julgar , fazer renas voarem e ainda para controlar o tempo.
d) Eternidade - É sempre o mesmo por séculos
Os Presentes de Natal:
Os presentes recebidos ou doados por ocasião do natal relembram o maior presente já recebido pelo homem, que é a salvação em Jesus Cristo. O uso de presentes nessa época simboliza a união ou comunhão existentes através de Cristo (cf Mt 2.1 – Os reis levaram presentes para o Senhor). Mas, o “bom velhinho” distorce algo de bom. Os pais precisam ensinar seus filhos que todas as dádivas vêm de Deus, e não do “garoto-propaganda” da Coca-cola (cf Tiago 1.17).
Conclusão
O atual “papai Noel” cheio de misticismos e lendas de duendes está longe daquilo que Nicolau era. Além de escravizar as crianças e adultos com o consumismo exagerado, esse moderno papai Noel quer tomar o lugar de Deus. Sim, pois somente o SENHOR é Onisciente e Onipresente: “SENHOR, tu me sondas e me conheces. Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos. Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHOR, já a conheces toda. Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também” (Sl 139.1,3,4,8). Somente Deus é onipotente: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado.”(Jó 42.2); e somente Ele é Eterno: “Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus.” (Sl 90.2).
Embora Nicolau tenha sido um homem bom, por ajudar ao necessitado, Satanás tornou sua imagem inimiga do nascimento e da cruz de Cristo: “pois surgirão falsos cristos… para enganar, se possível, os próprios eleitos.” (Marcos 13.22). Não se deixe enganar, o verdadeiro natal é o nascimento de Cristo e não a visita do papai Noel. De bonzinho, o atual papai Noel, não tem nada.
Rev. Ronaldo P. Mendes.